Nesta sexta-feira (31/1), a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) convocou o Comitê Municipal de Resposta às Emergências em Saúde Pública para apresentar o plano de trabalho de Curitiba para a prevenção, controle e condução nos possíveis casos suspeitos do novo coronavírus.

Até o momento não há casos confirmados em Curitiba. Houve duas notificações que foram descartadas após investigação em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde. 

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explica que essas etapas preparatórias são de grande importância caso a doença entre no país.

“É uma doença nova e nós estamos monitorando as notícias e definições das autoridades internacionais de saúde. Enquanto isso, podemos preparar os profissionais e os serviços da cidade para atuar caso haja necessidade”, falou. 

Além da apresentação do plano de trabalho e orientações, a reunião também foi aberta para esclarecimento de dúvidas. Houve também abertura para sugestões.

Compareceram à reunião cerca de 50 pessoas representantes de 25 entidades de organizações públicas e privadas de interesse à saúde. 

Para a médica do trabalho Karina Oliveira Bachtold, diretora social da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho (Apamt), a reunião foi produtiva pois a associação possui vínculo com diversas empresas de portes nacionais e multinacionais.

“Esse é o momento de nos mobilizarmos e entender o que está acontecendo no Paraná com relação ao coronavírus, assim nós podemos levar as informações com clareza e segurança para as empresas, e saber que conduta tomar, tanto no atendimento, quanto na orientação de pessoas que chegam de viagem ou que vão viajar”, contou. 

Orientações 

Algumas das principais dúvidas foram sobre as medidas de proteção para os profissionais de saúde ao atender casos suspeitos. Questionamentos que foram respondidos pelo diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira. “Os equipamentos de proteção individuais, os EPIs, são fundamentais.  Ao receber a informação da suspeita, já no primeiro atendimento, orientamos o uso de máscara cirúrgica, avental e luvas”, orientou. 

Karina enfatizou que orientações sobre o uso de EPIS foram assertivas. “Achei muito boas as orientações do uso adequado para cada situação, considerando que nós, médicos do trabalho, precisamos pensar na prevenção”, afirmou.

Para encerrar as orientações, a secretária reforçou as dicas de prevenção, tanto para profissionais de saúde como para a população.

“Higienizar as mãos, utilizar lenço descartável, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, manter ambientes bem ventilados. São hábitos simples e que podem prevenir não só o coronavírus, como uma infinidade de outras doenças de transmissão aérea”, ressaltou Márcia.

Entidades presentes

Participaram da discussão representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), Defesa Civil, Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (Sogipa), da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), da Sociedade Paranaense de Pediatria, da Maternidade Mater Dei, do Hospital Cruz Vermelha, Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), das Secretarias Municipais da Educação e do Meio Ambiente, da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho (Apamt),  da Unimed-PR, do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR), do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR), do Conselho Municipal de Saúde de Curitiba (CMS), da Fundação de Ação Social, Sindicato das Escolas Particulares (Sinep/PR), da Santa Casa de Misericórdia, do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, do Hospital de Clínicas, do Hospital Pequeno Príncipe  e  profissionais de setores diversos da Secretaria Municipal de Saúde.