Curitiba tem o primeiro prédio corporativo do mundo com autossuficiência em água. O edifício Eurobusiness, no bairro Campo Comprido, ganhou em agosto deste ano a certificação LEED Zero Water, da instituição internacional U.S. Green Building Council, que tem sede em Washington (Estados Unidos). 

Nesta terça-feira (10/9), o prefeito Rafael Greca foi até o empreendimento empresarial para descerrar a placa LEED Zero Water no hall do prédio e conhecer de perto as tecnologias e soluções sustentáveis adotadas na construção. 

O prédio tem “telhado verde”. Dois jardins de 170 metros quadrados estão em cima de uma grande cisterna que filtra a água das chuvas para aproveitamento de serviços no prédio, como limpeza e uso nos banheiros. 

“O edifício Eurobusiness dá a certeza de que Curitiba é a cidade das ideias”, disse o prefeito Rafael Greca.

O prefeito também conheceu o sistema de tratamento de efluentes (ETE), que trata todo o resíduo sanitário organicamente (sem adição de produtos químicos). Os jardins no telhado têm plantas macrófitas, cujas raízes trabalham no tratamento da água que é reutilizada nos vasos sanitários das salas comerciais.

As soluções ambientais adotadas pelo edifício, que teve a obra iniciada em 2012 e concluída em 2016, renderam a certificação LEED Platinum para o Eurobusiness.

Foi o segundo prédio do Brasil e o primeiro da região Sul a conseguir o selo, que também é dado pela U.S. Green Building Council.

“É o futuro que está aqui completamente explícito para ser aproveitado como lição para os que ainda vão construir. Estamos começando a entrar definitivamente, com um empreendimento como esse, no século 21″, definiu o prefeito ao conhecer a tecnologia que foi usada na construção. 

Harmonia com a natureza

O prédio tem 14 andares e 15.500 metros quadrados de área. São 62 unidades comerciais, de 110 a 350 metros gradados úteis. Além do aproveitamento da água, o edifício tem 38 painéis fotovoltaicos. Toda energia usada no empreendimento é limpa.

A tecnologia adotada na construção gera uma economia de R$ 650 mil por ano ao edifício corporativo.

Marcos Bodanese, investidor e um dos gestores da obra, explica que a sustentabilidade sempre foi buscada durante a construção.

“O desafio era integrar tecnologia e natureza de forma harmônica. Evoluímos, mas respeitamos os recursos naturais”, disse Bodanese.

Acompanharam o prefeito a presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi; a secretária municipal da Comunicação, Mônica Santanna; Maria Lenita Zagonel Ciruelos, mãe do engenheiro que fez o prédio, Euclides Ciruelos; Sandra Pinheiro Petinelli, sócia-fundadora do Petinelli, escritório de consultoria em construções sustentáveis; João Vitor Gaio, engenheiro e sócio da Petinelli; Celia Bim, diretora de Projetos do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba); Gilberto Hyczy, engenheiro e investidor do Eurobusiness; e Rudimar e Ruimar Barbosa dos Reis, diretores do Instituto Negócios Públicos do Brasil.