Uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) vistoriou, nesta segunda-feira (23/2), as obras de renovação predial do Complexo Pequeno Príncipe. O acompanhamento é necessário porque a intervenção usa recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FMCA), que é constituído pela destinação de Imposto de Renda de pessoas físicas e empresas e gerido pela SMDH.
Segundo a coordenadora de Relações com o Terceiro Setor da SMDH, Ana Flávia Nogara, a vistorias técnicas são uma das ferramentas usadas pelo órgão para acompanhar a aplicação de recursos pelas organizações da sociedade civil (OSCs) inscritas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comtiba) e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI). “Além disso, fazemos o acompanhamento pelo sistema de monitoramento de prestação de contas de cada entidade, sejam eles referentes de projetos grandes como o do Complexo Pequeno Príncipe ou de uma compra de material por um projeto social de bairro”, acrescentou a gestora.
Quase 1 km de rampa
A intervenção vistoriada integra o projeto Para Mais 100 Anos, que faz alusão ao fato de o estabelecimento de saúde especializado em crianças e adolescentes já ter 106 anos. Ela é composta por quatro termos de fomento no valor bruto de R$ 21.185.133,88. O segundo desses termos acaba de ser concluído e absorveu R$ 6.407.873,59.
Por meio dele, o local ganhou uma rampa de 970 m² que vai do térreo ao 6º pavimento e teve suas paredes decoradas com a aplicação de desenhos feitos pelos pacientes. A intervenção artística não faz parte do projeto. A estrutura melhora a circulação e mobilidade entre os diversos prédios que compõem o complexo, além de colaborar na prevenção de incêndios.
Também foi revitalizado o pátio central, por onde passam colaboradores, pacientes e suas famílias, e substituídos três elevadores antigos: um para transporte de carga, outro para material limpo e um terceiro para material usado. O recurso ainda custeou reformas nas áreas de internação, ambulatório e diagnóstico, além da climatização do pronto atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Prestando contas
Para o diretor corporativo do complexo hospitalar, José Álvaro Carneiro, a obra representa “a renovação da confiança da comunidade no Complexo Pequeno Príncipe. “Contar com o apoio da comunidade que destina seu IR é profundamente relevante e recebemos esse apoio com muita responsabilidade”, disse.
A assessora da diretoria do Complexo, Telma Alves de Oliveira, destaca a preocupação da SMDH com a aplicação do recurso que vem do FMCA. “O papel da SMDH na fiscalização, cobrança e prestação de contas é importante porque os contribuintes precisam saber como é usado o dinheiro destinado e o que fazemos com ele para entregar o melhor hospital de crianças para as crianças do Brasil”, argumenta.
Mais intervenções
Confira o que também já foi ou será feito com o recurso liberado pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente para o Pequeno Príncipe:
– Nova cobertura do prédio histórico Hospital de Crianças César Pernetta (a executar)
– Instalação de sistema de exaustão dos subsolos (concluído)
– Sistema de pressurização de escadas (a executar)
– Instalação de cortinas corta-fogo automáticas (concluído)
– Sistemas de prevenção de incêndio (em execução)


