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quarta-feira, 24 julho 2024

Elite da robótica curitibana, equipe de escola municipal vai ao Líbano

Os estudantes da equipe Conectados, da Escola Municipal Coronel Durival Britto e Silva, no bairro Cajuru, embarcam no dia 12 rumo à Ásia, onde vão participar do Aberto Internacional do Líbano, que será realizado de 14 a 16 de junho. É única escola municipal do Brasil que vai competir no torneio e a Prefeitura de Curitiba vai custear a viagem.

A conquista de uma vaga nessa etapa internacional veio em março deste ano, durante o evento First Lego League, realizado no Rio de Janeiro (RJ) com estudantes de todo Brasil. A competição envolveu 84 equipes de escolas públicas e privadas, com o tema Into Orbit (Em Órbita).

Nesta quarta-feira (5/6), a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, que é de origem libanesa, recebeu o grupo de dez estudantes na Secretaria Municipal da Educação e preparou doces árabes. “É um momento de confraternização em meio a uma preparação intensa, estamos todos torcendo por vocês”, disse a secretária.

“Essa conquista nos enche de orgulho e reflete os grandes investimentos que fazemos em robótica, inovação e formação dos nossos profissionais. Toda uma rede sustenta o trabalho de robótica nas escolas, além do investimento em kits e equipamentos, também na formação dos nossos profissionais”, completou Maria Sílvia.

O trabalho da escola é sobre o estresse dos astronautas. A equipe Conectados criou, com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), uma microcápsula contendo óleo essencial de lavanda para reduzir os níveis de ansiedade nas missões. No Líbano, eles vão apresentar também um robô que precisa cumprir determinadas tarefas relacionadas ao espaço.

A estudante Maria Eduarda Mello, 15 anos, disse que a conquista não importa somente pelos pontos em um campeonato. “A robótica nos ensina coisas para a vida, como trabalhar em equipe. Assim seremos melhores profissionais no futuro.” Ela não definiu qual carreira quer seguir, mas confessou ter uma inclinação por Psicologia.

Já para Yasmim Bichibichi, 13 anos, a viagem é uma oportunidade de novos aprendizados. “Espero encontrar lá novas aprendizagens e, se possível, trazer algum prêmio”, contou.

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EDIÇÃO IMPRESSA Nº 121 | JULHO/2024

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