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sábado, 18 maio 2024

Mesmo com a pandemia, Curitiba é a cidade com o maior PIB do Sul do país, diz IBGE

Apesar da pandemia, Curitiba manteve a posição de cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do sul do país em 2020. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2020, a capital paranaense ficou com 1,2% da soma das riquezas do país, na sexta colocação nacional, à frente de Porto Alegre (RS), na oitava colocação, com 1%, e Joinville (SC) na 25ª posição, com 0,4% de participação na economia brasileira.

Curitiba ficou atrás apenas de São Paulo (9,8%), Rio de Janeiro (4,4%), Brasília (3,5%), Belo Horizonte (1,3%) e praticamente empatada com Manaus (1,2%), que ficou na frente por uma diferença por pontos percentuais. A capital está entre os nove municípios que respondem por quase 25% do PIB nacional.

Em 2020, o PIB de Curitiba somou R$ 88,3 bilhões. Apesar da queda em relação a 2019 (R$ 96,1 bilhões) por conta do impacto econômico da covid-19, a capital ainda acumula um crescimento do seu PIB de 5,4% desde 2017. Entre 2017 e 2020, foram gerados R$ 4,6 bilhões a mais em riqueza na cidade.

O recuo no PIB de Curitiba não é um fenômeno isolado, segundo o IBGE. A pandemia de Covid-19 teve impacto significativo no PIB dos grandes centros urbanos, especialmente os que têm setor de serviços como a principal atividade econômica.  

“Os resultados de 2020 evidenciam que os efeitos da pandemia sobre as economias municipais variaram de acordo com a importância das suas atividades de serviços, sobretudo as presenciais. Isto porque estes serviços agregam as atividades com as maiores quedas de participação no país, entre 2019 e 2020, sendo as mais afetadas pelas medidas de isolamento social e queda da demanda durante o ano”, disse o Luiz Antonio de Sá, analista de Contas Regionais do IBGE.

 O ano de 2020 foi ainda mais difícil para economias municipais com preponderância de serviços, como Curitiba, lembra o diretor do centro de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Julio Suzuki. “No ápice da pandemia, houve um direcionamento do consumo de serviços para bens, o que prejudicou sobremaneira esse segmento”, lembra. “Mas a tendência é de retomada,  Atividades de alojamento e alimentação, por exemplo, vêm retomando satisfatoriamente”, completa.

Retomada

A Prefeitura de Curitiba vem empreendendo esforços para a retomada econômica pós pandemia e os resultados aparecem em vários indicadores. Há mais de um ano Curitiba está no topo das cidades que mais criam empregos com carteira assinada no país. Curitiba gerou 38.584 empregos com carteira assinada de janeiro a outubro de 2022, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. A cidade foi a quinta do país em número de empregos gerados, atrás de São Paulo (210.707), Rio de Janeiro (92.911), Brasília (50.764) e Belo Horizonte (46.787).

Curitiba é uma das cidades que mais vem investindo em desburocratizar e agilizar a abertura de empresas, como forma de induzir o crescimento da economia. Em três anos, o tempo de abertura de empresas foi reduzido em 95%. Em 2019, uma empresa levava em média quatro dias e 14 horas (110 horas). Hoje, leva, em média, 6 horas, 74% mais rápido do que a média brasileira, de 23 horas.

Como parte do esforço para acelerar a retomada econômica, a Prefeitura adotou também medidas de apoio financeiro em 2022, como o repasse de R$ 12 milhões para o Auxílio Alimentar, R$ 184 milhões para o pagamento de licenças-prêmio, R$ 144 milhões para antecipação de 50% do décimo terceiro salário, além do pagamento adiantado de precatórios, com R$ 76 milhões.

Do ponto de vista tributário, projetos como a redução da alíquota de ISS para o setor de franquias, de 5% para 2%, e desconto de 90% na alíquota de ITBI para contratos regularização de contratos de gaveta também são destaques.

Liberdade Econômica

Em 2022, a Prefeitura de Curitiba incluiu mais 61 atividades na chamada Lei da Liberdade Econômica, que dispensa licenciamento para atividades consideradas de baixo risco. Com isso, o número de atividades incluídas nesse parâmetro na cidade passou de 545 para 606. Essas empresas ficam dispensadas de alvará de licença para localização, licença sanitária e licenciamento ambiental.

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EDIÇÃO IMPRESSA Nº 117 | ABRIL/2024

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