Normalmente as pessoas se dirigem às suas casas, aos seus empregos, às suas escolas. Sempre há um lugar para onde estamos indo, e obviamente de onde partimos. E se observarmos melhor, depois de tudo, voltamos indubitavelmente para o mesmo lugar. Além deste ponto de origem terreno ao qual normalmente retornamos, há um lugar último para onde iremos. Sim, você pode pensar: este lugar é o cemitério! Duro pensar assim, mas é a vida! Ou melhor, a morte. E aí, é o fim? Era só isso? Tanta coisa pra fazer, pra ver, pra sentir? Tanto tempo e tão pouco de vida? Não é justo!

Pare em uma esquina movimentada e observe as pessoas que por ali passam, você verá pessoas determinadas que sabem aonde ir, que têm um objetivo a alcançar e um tempo para realizar os seus propósitos. Caminham com passos firmes e olhar absoluto e atitudes dinâmicas. Você também verá pessoas que caminham titubeantes, sem uma direção definida, olham as placas das ruas para confirmarem se era ali mesmo que deveriam estar. Olham para as lojas procurando aquilo que pode satisfazê-las. Andam em “staccato”. Há ainda uma terceira classe de pessoas que você poderá encontrar em total prostração. Não caminham. Estão à mercê do tempo. Os olhos viajam longe quando não estão fincados no chão. Parece que chegaram à última estação da vida. Não há mais para onde ir. Não há objetivos a serem alcançados. Não há propósito em viver. Mesmo assim, todas estão indo para algum lugar, levadas pela incondicional correnteza da vida humana.

E ao fim desta vida terrenal, todos nós encontraremos uma bifurcação. Mas não será o fim? Sim, será. O fim de todo sofrimento terreno, humano, e dependendo da nossa escolha, de que lado queremos estar, em que direção caminharemos, poderemos ter um sofrimento incalculável, ou um descanso eterno de todas as nossas dores e lágrimas. Nós ainda podemos escolher o caminho que queremos seguir: “O Senhor conhece e aprova a vida de quem obedece às suas leis, mas a vida dos homens que desprezam a Deus acabará em castigo e sofrimento” (Salmos 1:6).

Estamos todos inexoravelmente caminhando para o fim. Determinados, ou não, apáticos ou dinâmicos, crentes ou incrédulos, todos nós chegaremos diante do tribunal do Criador para prestarmos contas do que fizemos com o presente de Deus a nós, a nossa vida. Não dá para voltar atrás, porém dá para escolher como quero chegar e onde quero estar. Escolhas não são fáceis de serem feitas, demandam, às vezes, renúncia, perdas, dor. Contudo o preço da vitória requer muito esforço por parte do atleta. Se queremos alcançar o topo, devemos fazer a melhor escolha, e não há dois caminhos para lá, “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13).