Muitas delegações estrangeiras se mostraram decepcionadas com a Vila Olímpica do Rio de Janeiro, que abriu suas portas para os atletas neste domingo, 24. O caso de insatisfação mais extremo foi dos australianos, que se negaram a se instalar no local.

Com muitos problemas estruturais, que vão desde o fornecimento de água e eletricidade até o vazamento de gás e vasos sanitários entupidos, a instalação construída na Barra da Tijuca para mais de 17 mil atletas agradou a poucos. Além do prefeito Eduardo Paes e do presidente do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o time masculino brasileiro de hóquei sobre grama foi um dos poucos a elogiar o espaço.

As delegações de Estados Unidos, Itália e Holanda decidiram contratar trabalhadores terceirizados para fazer serviços de acabamento em seus apartamentos. A Austrália foi além, denunciando publicamente sua insatisfação com seus alojamentos, rotulando-os de inabitáveis.

Em comunicado oficial, a delegação australiana se queixou por ter encontrado banheiros bloqueados, escadas sem iluminação, muita sujeira, vazamentos água e gás e até um curto-circuito no sistema elétrico. Com isso, os australianos decidiram não ficar na Vila, pelo menos até que esses e outros problemas sejam resolvidos.

Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a Vila dos Atletas da Barra “é melhor e mais bonita do que a de Sydney (cidade-sede das Olimpíadas de 2000)” e não está do jeito que os australianos afirmaram. No entanto, ele reconheceu que há problemas no local e garantiu que tudo será resolvido rapidamente.

“É natural que você tenha algum tipo de ajuste a fazer, mas vamos fazer os australianos se sentirem em casa aqui. Estou quase botando um canguru para pular na frente deles”, disse Paes.