Apenas três dias após a conquista do tricampeonato estadual, três mil quilômetros até Fortaleza, para a estreia no Brasileirão. E nem o ritmo ensandecido do futebol brasileiro na retomada em meio à pandemia foi capaz de parar o Furacão.

Com um time cheio de mudanças e com dois estreantes, o Rubro-Negro teve uma grande atuação. Mesmo tendo como adversário o elogiado Fortaleza de Rogério Ceni. A vitória por 2 a 0 veio ao natural e sem riscos.

O zagueiro Felipe Aguilar e o volante Richard fizeram a primeira partida com a camisa rubro-negra. Mas parecia que já estavam há anos no CAT Caju. Atuações seguras, tranquilas e sintonia completa com a equipe. 

E como não destacar, mais uma vez, a piazada athleticana. Em certo momento da partida, parecia que estava em campo a equipe de Aspirantes. Ou seria um jogo da Copa São Paulo? Khellven, Abner, Kawan, Christian, Vitinho, Mingotti…

E foi com a marca da prata da casa que saíram os gols. O primeiro de Vitinho, que apareceu desmarcado na segunda trave após um cruzamento de Jonathan.

O segundo, numa linda jogada de Mingotti. Ele roubou a bola na intermediária, tocou para Nikão, correu para área, se apresentou, recebeu o passe preciso do craque e tocou por baixo do goleiro. Léo Cittadini chegou nela apenas para garantir.

E nas poucas vezes que o Fortaleza conseguiu chegar, Jandrei mostrou que estamos seguros quando Santos não estiver à disposição.

No segundo tempo, o Athletico apenas administrou a vitória. Esteve bem perto de chegar ao terceiro, já nos acréscimos, em um chute do Lucho que riscou a trave. Mas já bastava.

A conquista do tri deixou o prenúncio de um bom Brasileirão. E a estreia mostrou que o Furacão tem qualidade no elenco para fazer um bom papel. Quem sabe o que mais pode vir neste ano tão atípico?

Por enquanto, temos a certeza que estamos prontos para enfrentar de peito aberto e cabeça erguida quem aparecer pela frente.