A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe se encerra na próxima sexta-feira (20) em todo o Brasil. Em Curitiba, 403.168 pessoas já receberam a dose na rede pública entre os integrantes dos públicos aptos a receber a vacina. As gestantes fazem parte do grupo que ainda precisa melhorar a adesão à vacina: até esta segunda-feira (16), somente 66% das grávidas foram imunizadas – 12.282 de um total estimado em 18.612 gestantes.

Das cerca de 320 mil doses destinadas a crianças, idosos, gestantes e puérperas, 296.201 (91,4% do total) já passaram por alguma das 109 unidades básicas de saúde de Curitiba para receber a vacina.

Entre as crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos, 81.033 já foram imunizadas (79,8% do público). As pessoas com mais de 60 anos representam 199.067 do total de vacinados (99,1%) e as mulheres que tiveram bebê há menos de 45 dias (puérperas) superaram o público previsto: 3.819 receberam a dose (124,8%) – a estimativa era 3.060 mulheres. Além destes, 78.281 portadores de doenças crônicas e 28.686 profissionais da área da saúde já foram vacinados.

Para a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Juliane Oliveira, a campanha está seguindo o ritmo dos anos anteriores. “Houve uma grande procura nos primeiros dias de vacinação, mas como as doses estavam destinadas a públicos específicos, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a campanha foi bem tranquila em toda a rede pública”, comentou.

Juliane ressaltou que, além da vacinação, é importante reforçar as medidas de prevenção, principalmente em locais de grande circulação de pessoas, uma vez que o contágio da gripe pode ocorrer tanto de forma direta – por meio das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar – como de forma indireta, após o contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias. “Se a pessoa que está com o vírus espirrar em alguma superfície e outra pessoa que tiver contato com esse local levar a mão aos olhos, boca ou nariz, vai correr o risco de ficar doente também. É assim que o vírus entra no organismo, por isso a lavagem frequente das mãos é tão importante”, enfatizou.

 

Veja algumas dicas:

– Manter os ambientes ventilados:

– Manter salas de aulas, refeitórios, auditórios, sanitários e outros ambientes com boa ventilação.

– Evitar aglomerações em ambientes com ventilação restrita.

– Lavagem frequente das mãos, com água e sabonete líquido, principalmente depois de tossir, espirrar, assoar o nariz, ir ao banheiro e antes das refeições. O uso do álcool gel deve ser reforçado principalmente quando não há água e sabonete disponível no local.

– Ao tossir ou espirrar, deve-se cobrir o nariz e a boca com lenços descartáveis. Se não houver lenço de papel disponível, é preferível cobrir o nariz e a boca com a manga da camisa (“espirrar no cotovelo”) do que fazê-lo com as mãos, para evitar a proliferação do vírus por meio do contato manual.

– Não compartilhar copos, canudos, toalhas, talheres, alimentos, maquiagem e protetores labiais, canetas, lapiseiras, borrachas, brinquedos, celulares.

– Evitar tocar nariz, boca e olhos, após contato com superfícies com maior risco de contaminação como: corrimão de escada, superfícies de ônibus, trincos de portas, teclados de computadores, etc, pois os agentes de infecções respiratórias penetram o organismo pelas vias respiratórias.

– Intensificar a higienização de objetos de uso coletivo, brinquedos, computadores, trocadores e maçanetas.

– Nas escolas e academias onde existirem bebedouros, usar apenas o bico ejetor grande para reposição de água em copos ou garrafas individuais.