3,6 milhões de bolsas são colhidas todos os anos, o equivalente a 1,8% da população

Pessoas jurídicas poderão usar a marca em propagandas e serão inscritas no Cadastro Nacional de Empresas Solidárias com a Vida.

Empresas que incentivarem entre seus funcionários à doação voluntária e regular de sangue poderão ser premiadas com o Selo Empresa Solidária. A lei estabelecendo a honraria foi promulgada nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial da União, e visa distinguir empresas que demonstrem preocupação social e solidária com a vida.

Para participar, as empresas precisam informar e orientar os trabalhadores sobre a importância da doação de sangue e de medula óssea e os procedimentos para fazer o cadastro no registro oficial de doadores. Elas também precisam conceder aos trabalhadores oportunidade e condições para ir ao banco de sangue ou hemocentro.

“A medida vem reforçar o trabalho que fazemos no Ministério da Saúde de incentivar a doação voluntária de sangue. Além de ajudar para que as pessoas se tornem doadores regulares, o incentivo das empresas qualifica as doações: as pessoas estarão mais conscientes da importância de doar sangue e saberão os critérios”, afirma o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara.

Também receberão a homenagem empresas que incentivarem o cadastramento para a doação de medula óssea. As pessoas jurídicas que receberem o selo poderão usar a marca em propagandas e em publicações promocionais. Além disso, serão inscritas no Cadastro Nacional de Empresas Solidárias com a Vida. A cada ano, cinco delas serão premiadas com o título Empresa Campeã de Solidariedade.

Atualmente, são coletadas no País cerca de 3,6 milhões de bolsas/ano, o que significa 1,8% da população doando sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha para aumentar esse índice. Em 2012, o Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável). Com a expansão das idades mínima e máxima dos doadores, houve a abertura para 8,7 milhões de novos voluntários.

No Brasil, a remuneração da doação de sangue é proibida. Do total de pessoas que procuram os hemocentros, 64,8% são doadores do sexo masculino e 35,1% são do sexo feminino. A faixa etária que mais realiza doações vai de 18 a 29 anos (41,3%). As demais faixas, acima dos 29 anos, respondem por 58,6% das doações.

Critérios

Podem doar pessoas com peso mínimo de 50 quilos que tenham entre 18 e 69 anos. Também podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos havendo o consentimento formal do responsável legal. O candidato não deve estar cansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação e não estar em jejum. Além disso, no dia da doação, é importante estar bem hidratado e continuar a hidratação em seguida, além de tomar o refresco ou o lanche que o local da coleta oferece.

Para doar, é obrigatório levar um documento oficial com foto. Além disso, é normal que aconteça uma redução no estoque de sangue dos hemocentros de todo o País com a chegada de feriados prolongados e férias escolares. Nessas épocas, as pessoas mudam suas rotinas, viajam ou aproveitam para descansar e, por isso, não doam sangue. Nesse sentido, é essencial doar sangue durante as férias e antes de viajar para ajudar a manter os estoques em alta.

Para a segurança do receptor do sangue, estão impedidos de doar aqueles que tiveram diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como Aids, hepatite, sífilis e doença de chagas, usuários de drogas, aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos e mulheres grávidas ou amamentando.