Escolas estaduais entram no combate ao Aedes aegypti. Na foto, Os estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Curitiba, no Boqueirão, foram às casas e aos estabelecimentos comerciais da região para distribuir “mosquitoeiras” aos moradores do bairro. Curitiba, 19/04/2016. Foto: Divulgação SEED

As escolas estaduais promovem diversas atividades para enfrentar o Aedes aegypti, o mosquito transmissor de doenças como zika, chikungunya e dengue. Além do trabalho de conscientização sobre os cuidados necessários no combate ao inseto, as ações trazem novos conhecimentos e uma aproximação com a comunidade escolar.

Os estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Curitiba, no Boqueirão, foram às casas e aos estabelecimentos comerciais da região para distribuir “mosquitoeiras” aos moradores do bairro. “A ação auxilia na prevenção da dengue. Com um trabalho interdisciplinar, os alunos confeccionaram a ‘mosquitoeira’ e levaram inicialmente às suas próprias casas para verificar o funcionamento, antes de distribuir na vizinhança e passar orientações sobre o seu uso e manutenção”, explicou a coordenadora do curso técnico em meio ambiente, Maira Vasselai.

A ARMADILHA – Segundo Rosicleia Santos, a iniciativa da escola é interessante. “Toda a ajuda é bem-vinda. Todo mundo tem que fazer a sua parte, não adianta só eu cuidar do meu quintal”, disse a moradora, que ficou curiosa sobre a “mosquitoeira”, uma armadilha simples, construída com garrafas de plástico recicláveis e com tela ou tecido fino. A garrafa é cortada no meio e a parte com o gargalo fica virada de cabeça para baixo dentro da outra metade. A garrafa deve ser preenchida com água. Como o gargalo fica vedado, os ovos vão para baixo, mas quando as larvas se desenvolverem, elas não passam, permanecendo presas.

Os conteúdos das disciplinas também ajudaram a entender o processo de montagem da armadilha. “Precisamos aprender sobre o ecossistema, sobre o ciclo de vida do mosquito, seus hábitos, tudo isso para poder repassar as informações às pessoas. E sobre o funcionamento da ‘mosquitoeira’ também”, relatou o aluno Leonardo Ramos, do 2º ano do curso.

A atividade vai embasar um trabalho de pesquisa que deve ser apresentado à comunidade escolar em junho, durante a Semana Cultural do CEEP. A coordenadora destacou que as ações de prevenção ao mosquito da dengue serão contínuas.

INICIATIVAS – No início do mês, o Colégio Estadual Odete Borges Botelho, em Pitangueiras, Norte do Paraná, promoveu uma série de palestras sobre dengue, zika e chikungunya. O trabalho faz parte da complementação de carga horária do período noturno e contou com a participação de funcionários, professores e alunos. A escola teve como parceiros a Secretaria de Saúde e a Secretaria do Meio Ambiente do município.

Foram abordados temas como a eliminação dos criadouros do mosquito, sintomas das doenças, profilaxia, a necessidade da procurar as unidades de saúde em caso da suspeita das doenças e os perigos da automedicação.

Em Cascavel, professores, funcionários e alunos do Colégio Estadual Professor Victório Emanuel Abrozino realizaram, no último sábado, um mutirão de limpeza e conservação na própria escola.

Já em Godoy Moreira, no Vale do Ivaí, os alunos do Colégio Godoy Moreira confeccionaram cartazes e prepararam apresentações para mobilizar a comunidade a respeito importância da prevenção e combate à dengue, durante uma passeata promovida em parceria com Secretaria Municipal de Saúde, escola municipal e escola de educação especial. Também foram feitas dramatizações nas quais os alunos demonstraram os sintomas da dengue e as providências que devem ser tomadas.