Estado cria força tarefa e vai aplicar fumacê contra a dengue em Paranaguá. Paranaguá, 05/04/2016. Foto: Divulgação SESA

O Governo do Paraná vai reforçar o apoio ao enfrentamento da epidemia de dengue em Paranaguá. Uma força-tarefa da Secretaria estadual da Saúde já está na cidade para dar suporte técnico às equipes municipais no sentido de intensificar as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, além de auxiliar na reorganização do fluxo de atendimento aos pacientes.

A partir desta quinta-feira (7) o Estado inicia também um novo ciclo de aplicação do fumacê, inseticida utilizado contra o mosquito adulto – em sua forma alada. O trabalho contará com sete camionetes de UBV pesada e atingirá todos os bairros da cidade.

“Trata-se de mais uma ação efetiva do governo estadual para ajudar o município neste momento de epidemia. O objetivo é reduzir os índices de infestação do mosquito e preparar a retaguarda de atendimento para prevenir novas mortes”, disse o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

Ao todo, o Estado já investiu mais de R$ 8,8 milhões em ações de controle da dengue em Paranaguá. Os recursos foram destinados à contratação emergencial de profissionais de saúde, compra de equipamentos, despesas de custeio, entre outros.

Nesta terça-feira (5), o foco foi acompanhar em Paranaguá o trabalho de inspeção sanitária em residências e estabelecimentos comerciais da cidade. Técnicos da Secretaria Estadual da Saúde desenvolveram uma atividade de campo com os agentes de endemias para orientar sobre a conduta que deve ser adotada durante o serviço.

Somente neste ano, mais de 1,2 mil denúncias de potenciais criadouros do mosquito já foram recebidas pelas autoridades municipais. A maioria está relacionada a terrenos baldios e casas abandonadas. Segundo a Prefeitura, o trabalho de apuração dessas denúncias é diário e já resultou em cinco multas.

Em Paranaguá, as denúncias podem ser feitas para o telefone 199. A ligação é gratuita. “Iniciativas como esta são importantes pois contribuem para que a população também faça sua parte no combate ao mosquito. Um foco de dengue em uma casa abandonada, por exemplo, afeta toda a vizinhança”, ressaltou a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann.

Foi por meio de uma denúncia da população que as equipes de saúde descobriram focos do mosquito da dengue no terreno do mecânico Lúcio Luiz. O local abrigava resíduos de um ferro-velho, que segundo o proprietário já foi desativado. “Assim que fui notificado comecei a remover o lixo e as peças de carro que estavam expostos à chuva. Espero que dentro de 30 dias tudo aqui esteja resolvido”, disse.

Durante a semana, também haverá reuniões com os gestores e profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento direto aos pacientes. A intenção é esclarecer alguns pontos do protocolo indicado para o manejo clínico de pacientes com suspeita de dengue.

BOLETIM – O novo informe técnico da dengue, divulgado nesta terça-feira (5) pela Secretaria estadual da Saúde, contabiliza 2.914 novos casos de dengue no Estado. Desde agosto de 2015 até agora foram confirmados 21.455 casos, no total, que estão espalhados por 289 municípios do Paraná, nas 22 Regionais de Saúde.

Neste boletim, quatro municípios entraram em situação de epidemia – quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes na cidade. Floresta, Bela Vista do Paraíso, Nova Santa Rosa e Ivaiporã fazem parte da lista que, agora, totaliza 44 municípios em situação epidêmica.

A Secretaria também confirmou mais três mortes por dengue no Estado. Todos são moradores de Paranaguá. Ao todo, são 34 mortes por dengue no Paraná.

Pela primeira vez, a 6ª Regional de Saúde registrou um caso autóctone de dengue no município de União da Vitória. “Os novos números mostram que mesmo com o fim da temporada de verão, os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti devem continuar porque ainda temos altas temperaturas e chuvas constantes, o ambiente ideal para a reprodução do mosquito”, orienta Themis.

Os casos de Zika e Chikungunya passaram para 223 e 46, respectivamente. No boletim divulgado na semana anterior (29 de março), os mesmos números estavam em 200 e 41 casos no Paraná.