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segunda-feira, 6 abril 2026
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Paraná entra na rota de cruzeiros da MSC para a temporada 2026/2027

O Porto de Paranaguá está na rota dos cruzeiros da MSC para a temporada 2026/2027. O anúncio ocorreu após reuniões entre a Portos do Paraná e a empresa. Ao todo, serão 14 escalas com o navio MSC Lirica, que já atracou no litoral paranaense na temporada 2023/2024.

A primeira escala está prevista para o dia 12 de dezembro, seguida de atracações semanais, sempre aos sábados, até o dia 13 de março. O Receptivo do Rocio será a base para os embarques e desembarques dos cruzeiristas.

“Estamos elaborando todo o planejamento para executar com eficiência as operações de atracação e desatracação do navio de passageiros, desde a entrada no canal de acesso até o cais, com a mesma eficiência, segurança e zelo adotados com as demais embarcações”, declarou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A Guarda Portuária já trabalha na elaboração de um amplo sistema de fiscalização no cais e no trajeto de deslocamento entre a área portuária e o receptivo, que ficará ao lado do Santuário de Nossa Senhora do Rocio. Ao todo, serão 20 câmeras de monitoramento instaladas em pontos estratégicos, que farão o acompanhamento constante da operação.

Também haverá fiscalizações com a utilização de cães farejadores e escolta dos ônibus entre o Receptivo do Rocio e o cais, no berço onde o navio estará atracado, para garantir o controle de acesso à área alfandegada. “Tudo tem o objetivo de trazer mais segurança aos passageiros e à operação no cais”, explicou o gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária, major César Kamakawa.

Estudos mostram que cada cruzeirista deixa na cidade, em média, R$ 500, valor que influencia positivamente a geração de empregos e a ampliação da renda da população litorânea durante a temporada. “A nova temporada é uma notícia muito positiva para o turismo do Paraná. Esses cruzeiros trazem turistas que conhecem nossa cultura, nossos atrativos naturais e impulsionam diretamente a economia local”, destacou o secretário de Estado do Turismo, Leonaldo Paranhos.

Recentemente, o Governo do Paraná filiou-se à Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA), instituição de relevância internacional no setor, com o objetivo de fortalecer o crescimento do Estado nesse segmento. “Muitos visitantes acabam voltando para conhecer melhor o litoral paranaense”, declarou o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes.

CAPACITAÇÃO – Para atender os cruzeiristas, comerciantes da Ilha do Mel participaram de dois cursos gratuitos de inglês oferecidos pela Portos do Paraná. As aulas orientaram sobre a divulgação de serviços e produtos, além do atendimento inicial ao cliente. A capacitação foi realizada em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio), o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

TEMPORADAS ANTERIORES – Entre as temporadas de 2023 e 2025, foram realizadas 24 escalas de navios, que trouxeram mais de 58 mil pessoas ao litoral paranaense. Já entre 2025 e 2026, o Porto de Paranaguá recebeu apenas atracações pontuais de navios de cruzeiro, sem embarque ou desembarque de passageiros.

MSC LIRICA – O navio possui capacidade para 2.648 passageiros e conta com 721 tripulantes. São 988 cabines no total. A embarcação pesa 65 mil toneladas e possui 274,9 metros de comprimento, 28,8 metros de largura e 54 metros de altura. O MSC Lirica conta com teatro, piscinas, academia de ginástica, clube de cinema para adolescentes, cassino, bares, lounges e área de compras.

Os pacotes com saídas de Paranaguá incluem três rotas. A primeira segue para Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Búzios e Ilha Grande. A segunda é realizada exclusivamente no período do Ano Novo e integra Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Búzios, Ilha Grande e Copacabana.

A terceira ocorre apenas no fim de semana do dia 23 de janeiro e segue para Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Ilha Grande e Búzios.

Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre


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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27) ter a expectativa de que o fim da escala 6×1 seja aprovado ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está empenhado na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores.

“Eu espero que isso possa ser pautado [para votação no Congresso Nacional], aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, disse o ministro.

Boulos concedeu entrevista coletiva após participar de ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para a criação de Grupo de Trabalho Técnico da Maré que deverá formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte do Rio.

“Nós vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, afirmou.

Boulos disse atuar, com o Ministério do Trabalho, em prol da mudança e que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema.

226 assinaturas

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025 apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

Indagado por jornalistas sobre a eventual resistência entre grandes empresários à mudança na carga de trabalho, Boulos avaliou que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”.

“Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.”

No fim do ano passado, o Palácio do Planalto “erradicou escala a 6×1” para os trabalhadores terceirizados na Presidência da República, como o pessoal que presta serviço na copa e na limpeza.

“São centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu Boulos.


Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2025 – Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Presidente da Fifa: importante nos eventos de futebol é unir o mundo


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O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira (26) que a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá, será uma ocasião para unir as pessoas, “especialmente no nosso mundo de hoje”.

Infantino comentou sobre um possível boicote ao torneio, por algumas seleções europeias, após as ameaças do presidente estadunidense, Donal Trump, de tomar a Groenlândia.

“Eu sempre olho para o futuro e, para mim, o que é importante nos eventos de futebol, como o Mundial, o Mundial dos homens ou o Mundial das mulheres aqui no Brasil, é unir as pessoas, unir os países, unir as pessoas de todo o mundo”, ressaltou, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Segundo Infantino, a Fifa recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a Copa do Mundo deste ano, para os 6 milhões de ingressos disponíveis. “Então, as pessoas querem ir e as pessoas vão e vão celebrar e nós celebramos juntos o futebol, sempre. Nós precisamos de ocasiões para unir as pessoas, especialmente no nosso mundo hoje”, acrescentou.

Trump afirmou que pretende impor tarifas a nações europeias que não apoiarem seu plano de assumir o controle da Groenlândia. O argumento para a tomada no território autônomo da Dinamarca é a segurança nacional dos Estados Unidos.

Apesar da oposição do governo francês aos planos de Trump, de acordo com a agência Reuters, a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, afirmou que não prevê que seu país se retire da Copa do Mundo.

“Até o momento, não há qualquer intenção por parte do ministério de boicotar esta grande competição”, declarou a ministra. “Não vou me antecipar ao que poderá acontecer, mas também ouvi vozes se manifestando em certos blocos políticos. Eu sou uma das que acreditam na separação entre esporte e política. A Copa do Mundo é um momento extremamente importante para quem ama o esporte”, completou a Marina Ferrari.

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira edição disputada em três países e que reunirá 48 seleções. O torneio começa dia 11 de junho, na Cidade do México, capital mexicana.

Futebol no Brasil

Já em 2027, o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina da Fifa, principal tema do encontro entre Lula e Infantino, nesta segunda-feira. A expectativa de Fifa é que o Brasil receba cerca de 3 milhões de torcedores de todo o mundo para a competição.

Segundo Infantino, tudo está pronto no Brasil e o evento tem o objetivo de impulsionar o futebol feminino e todas as causas das mulheres, como o combate à violência e ao feminicídio. “Vamos trabalhar na educação deste tema”, afirmou.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, contou ainda que o Brasil deve se candidatar para sediar o Mundial de Clubes da Fifa em 2029. “A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso, mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai, sim, colocar a sua candidatura para 2029”, disse.

Sine Móvel leva oportunidades de trabalho a pessoas em situação de rua em Curitiba

O Sine Móvel voltou às ruas de Curitiba, esta semana, com uma ação direcionada a quem está  em situação de rua, levando oportunidades de emprego a quem mais precisa. Muitas dessas pessoas que foram atendidas na unidade móvel já foram encaminhadas para entrevistas de emprego.

A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, busca aproximar o serviço público de empregabilidade de públicos em situação de vulnerabilidade, integrando ações de desenvolvimento econômico, assistência social e segurança alimentar.

Em 2025, o Sine Móvel já percorreu mais de 11 mil quilômetros pela cidade. Nesta semana, o foco está em atender pessoas em situação de rua, com atendimento até a próxima sexta-feira, dia 23 de janeiro. Três unidades do Sine Móvel se revezam em locais de fácil acesso, como restaurantes do programa Mesa Solidária e unidades de acolhimento da Fundação de Ação Social, a FAS.

Para o prefeito em exercício e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins, o projeto parte do princípio de olhar para as pessoas a partir de suas reais necessidades.

“A proposta é acolher de forma integrada, oferecendo tratamento a quem precisa e oportunidades de emprego e qualificação a quem está apto a trabalhar, para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas com dignidade, autonomia e perspectiva de felicidade”, afirma Martins.

Entre os objetivos específicos estão a realização de atendimentos para cadastro e atualização de dados no sistema público de empregos, o encaminhamento de trabalhadores para vagas compatíveis com seus perfis profissionais, a divulgação de oportunidades de qualificação disponíveis no município e o fortalecimento da presença do Sine Móvel em locais prioritários, com atendimento humanizado e descentralizado. A ação também reforça a articulação entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação e a Fundação de Ação Social, integrando políticas de empregabilidade e assistência social.

Histórias de quem está em situação de rua

Na unidade de acolhimento da FAS SOS, enquanto aguardam atendimento no Sine Móvel, surgem histórias marcadas por perdas, superação e esperança. São relatos de tragédias familiares, de enfrentamento à dependência química e da busca por uma nova oportunidade de vida.

Nahan Caue Gomes veio de Florianópolis com a esposa e a filha em busca de tratamento de saúde para a companheira. Conseguiu uma casa para as duas, mas acabou ficando em situação de rua. Atualmente, recebe apoio na unidade de acolhimento da FAS e busca um emprego. Do atendimento no Sine Móvel, ele já saiu com entrevistas agendadas. “Para mim foi ótimo o Sine Móvel estar aqui, facilitou muito. Já consegui uma entrevista e estou otimista. Estou muito agradecido a essa cidade, que ajuda quem está em situação de rua com comida e trabalho”, afirma.

Claudionei Magno Corrêa está há dois anos em situação de rua. Ele conta que entrou em depressão profunda após a separação difícil dos pais e que o trauma da juventude o levou a fazer escolhas erradas. Ao ver a unidade do Sine Móvel, decidiu buscar uma vaga destinada a pessoas com deficiência, já que perdeu um dos dedos durante o manuseio de uma máquina em uma empresa. “Quando vi o carro aqui, achei que era um sinal e não saio daqui até conseguir uma oportunidade. Já fui motorista, entregador, repositor, técnico de máquina de lavar roupa e eletricista de carro. Estou com esperança”, relata.

Willian Beuting é pizzaiolo profissional e está há apenas três dias em Curitiba. Ele veio a pé de Joinville, em Santa Catarina, e conta que já passou por 15 internações por dependência química. Muito magro e com marcas do sol da longa caminhada, diz estar há dez dias sem consumir drogas e agora busca um trabalho para se manter longe de qualquer tipo de dependência. Mesmo após o afastamento da família, ele acredita em uma reaproximação. “Peço que minha família não desista de mim. Preciso muito de apoio para enfrentar essa doença. Quero sair dessa situação e um trabalho vai ajudar muito. Tenho esperança de sair dessa consulta aqui no Sine com uma entrevista de trabalho”, afirma.

Confira a agenda do Sine Móvel esta semana

22/01 – Quinta-feira

– FAS SOS (Av. Presidente Affonso Camargo, 177 – Jardim Botânico, Curitiba – PR)
– Mesa Solidária Luz dos Pinhais (R. Barão do Serro Azul, 81 – Centro)

23/01 – Sexta-feira

– FAS SOS (Av. Presidente Affonso Camargo, 177 – Jardim Botânico, Curitiba – PR)
– Mesa Solidária Luz dos Pinhais (R. Barão do Serro Azul, 81 – Centro)

Volta às aulas: confira as recomendações da Urbs na hora de contratar transporte escolar

O ano escolar começa em fevereiro e quem quiser contratar transporte escolar em 2026 precisa ficar atento à qualidade e à segurança do serviço.

A Urbanização de Curitiba (Urbs) recomenda que pais e responsáveis confiram se o transporte escolar a ser contratado é autorizado pelo município. A empresa controla o serviço, emite as licenças, fiscaliza o trabalho dos motoristas, acompanha a capacitação e vistoria os veículos (vans, microônibus e ônibus).

A Urbs mantém no site a listagem com os nomes e área de atuação de profissionais, cadastrados como autônomos ou empresas, que se encontram ativos e em dia com suas obrigações – tanto na documentação pessoal quanto na condição dos veículos que operam. Segundo a Urbs, são 659 veículos ativos. O cadastro é obrigatório para os que desejam explorar a atividade no município.

Requisitos

Para serem cadastrados, os profissionais de transporte escolar passam por um processo que exige treinamento para conduzir os veículos e para monitorar os estudantes transportados.

“Além disso, devem atestar que têm anotada em sua carteira de habilitação a condição de exercerem a atividade remunerada”, diz o gestor da Área de Mobilidade Comercial da Urbs, Clodoaldo Valentim.

Para serem autorizados a fazer o serviço, os condutores apresentam também certidões de antecedentes.

Valentim ressalta que a contratação é direta entre os interessados e os profissionais de transporte escolar e recomenda aos pais e responsáveis fazerem uma busca pelas melhores opções de horário, preços, e demais condições e exijam que um contrato formal seja apresentado, pois o documento é a forma de regularidade da relação comercial entre as partes.

Vistoria do veículo

Na vistoria dos veículos, são verificados itens relacionados à segurança, ao conforto e à conservação e aparência. No interior do veículo, conferem-se, entre outros, o sistema de direção, de freios, os cintos de segurança individuais, o tacógrafo, as saídas de emergência e o extintor de incêndio. Na parte externa, são checados os amortecedores, os limpadores de para-brisas, o sistema de iluminação, os espelhos retrovisores e os pneus.

Os veículos vistoriados devem ter a licença para trafegar afixada no para-brisa dianteiro, mostrando a data de validade do documento (seis meses) e dados do veículo, comprovando que foi devidamente vistoriado pela Urbs.

Além do adesivo da licença para trafegar, os pais ou responsáveis devem exigir o Certificado Cadastral do Condutor. Este certificado é um documento concedido a motoristas profissionais que têm mais de 21 anos de idade, estão habilitados nas categorias D e E, tenham pelo menos dois anos de experiência profissional, bons antecedentes e curso específico de condutor, exigências legais para motoristas de transporte escolar. 

Também é obrigatória a presença de um adulto capacitado e cadastrado junto à Urbs que exerça a função de monitor ou monitora dentro dos veículos que transportam crianças da pré-escola ao 5º ano do ensino fundamental. Todas as regras referentes ao serviço de transporte escolar estão disponíveis no site da Urbs.

Medidas simples evitam consumo excessivo de água com piscinas plásticas

Um dos maiores focos de desperdício de água no verão são as piscinas, especialmente as plásticas e infláveis. O problema está no hábito de descartar a água no final do dia para enchê-las novamente no dia seguinte. Essa prática, repetida várias vezes, gera um gasto de água difícil de prever nos sistemas de abastecimento, podendo causar baixa pressão e até desabastecimento.

A Sanepar tem feito investimentos bilionários em tecnologia e grandes obras de infraestrutura (reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição) para manter o abastecimento nas cidades que atende, explica o diretor-presidente Wilson Bley. No entanto, combater o desperdício é um trabalho coletivo.

“O desperdício de uma única piscina de 5 mil litros, trocada duas vezes no fim de semana, pode ser o suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 15 dias. O desperdício individual tem prejuízo coletivo”, afirma.

Cobrir as piscinas e tratá-las são formas simples de usar a água de maneira mais racional e prolongar sua vida útil, sem precisar descartá-la todos os dias. No caso das piscinas fixas, é necessário fazer manutenções constantes, com profissionais especializados, para manter a qualidade da água.

PASSO A PASSO – Com medidas simples e econômicas é possível evitar o despedício. O gerente da Sanepar no Litoral, Marcos Muniz, diz que a chave é tratar a água e manter as piscinas infláveis cobertas. “Adicione diariamente uma colher de sopa de água sanitária de uso doméstico para cada 1.000 litros de água da piscina. O procedimento não deve ser feito durante o uso da piscina, por isso o ideal é realizar o tratamento antes de dormir e aguardar até o dia seguinte para entrar na água”, diz.   

Ação: O hipoclorito, componente principal da água sanitária, inibe a proliferação de algas (que deixam a água esverdeada) e combate o desenvolvimento de bactérias. Se a água não estiver suja com terra, areia ou comida, o tratamento pode ser repetido a cada quatro dias, prolongando a vida útil da água.

  • Mantenha a cobertura: Cobrir a piscina quando não estiver em uso evita que sujeiras, como folhas e insetos, caiam na água. A cobertura também reduz a incidência de luz solar, que estimula a proliferação de algas e bactérias, além de evitar que a piscina se torne um foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Horário de enchimento: Para evitar sobrecarga no sistema de distribuição, a Sanepar recomenda que o enchimento ou a complementação do nível das piscinas seja feito fora dos horários de pico de consumo: antes das 10 horas da manhã ou depois das 22 horas.

Fim da escala 6×1 deve aumentar produtividade


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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil deve levar ao aumento da produtividade da economia do país. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, ele defendeu a redução de jornada para os trabalhadores e deu exemplos de empresas que já adotaram novos regimes de trabalho.

Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, destacou.

“E por que aumenta a produtividade? Com seis dias de trabalho, um de descanso – e às vezes esse um, principalmente para as mulheres, é para fazer serviço de cuidado em casa – quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando esse trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Então, o que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou.

O ministro contou ainda que a empresa Microsoft, no Japão, adotou a escala 4 por 3 e teve aumentou de 40% na produtividade individual do trabalhador. Boulos também deu exemplo de outros países.

“A Islândia em 2023 reduziu para 35 horas [semanais], com jornada 4 por 3. Sabe o que aconteceu? A economia da Islândia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos. Não foi uma lei, isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade”, disse.

Segundo Boulos, a baixa produtividade da economia é um dos argumentos de quem é contra a mudança na escala de trabalho.

“Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.

“Aliás, uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público. O setor privado brasileiro é um dos que menos investe, proporcionalmente aos países no mesmo patamar”, argumentou.

A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.

“Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos, destacando que há um avanço na discussão com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Em fevereiro do ano passado, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025 que acaba com a escala 6×1. A PEC estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana, mas há outras propostas no Congresso que tratam da redução de jornada.

Juros

O projeto sofre resistência de setores empresariais que também alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas com a contratação de mais trabalhadores. Para Boulos, há um super dimensionamento do custo da redução de escala de trabalho, mas que para os pequenos será discutido um modelo de adaptação.

O ministro da Secretaria-Geral criticou os juros altos no Brasil e afirmou que isso pressiona mais o setor produtivo.

“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juro escorchante [abusiva], de agiotagem, que a gente tem no Brasil”, afirmou.

Uns dos instrumentos para controlar a inflação é a taxa básica de juros (a Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Mesmo com o recuo dos preços, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

“Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.

A próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro. Em comunicado, na última reunião em dezembro, o colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. O BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.

TSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026


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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas. 

Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro.

Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.

Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.

>> Confira as 12 minutas de resolução eleitoral para 2026 no portal do TSE.

Redes sociais e IA

Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.

Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.

O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

>> Entenda as regras para utilização de IA nas eleições.

Pré-campanha

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos não configura campanha antecipada, embora deixando claro que as transmissões ao vivo não podem ter pedido de votos ou menção à própria candidatura.

Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.

Urbs transfere linhas da Viação Mercês e garante 100% do atendimento aos passageiros

A Urbanização de Curitiba (Urbs) planeja a transferência definitiva de todas as linhas de ônibus operadas pela Viação Mercês para as empresas Santo Antônio e Glória, que com ela integram o consórcio Pontual. A medida será adotada após a paralisação dos funcionários da Mercês, nesta quarta-feira (14/1), e garante 100% do atendimento à população nas linhas afetadas. A Urbs deve enviar o ofício com a determinação ao consórcio Pontual até o fim da tarde. 

A frota da Viação Mercês é composta por 35 ônibus, responsáveis pela operação de sete linhas exclusivas e dez linhas compartilhadas do sistema de transporte coletivo de Curitiba. A empresa atua com linhas principalmente na região Norte da capital. 

“Fomos surpreendidos pela paralisação dos funcionários da Mercês, mas garantimos a operação normal já no início do dia, sem filas e aglomerações, com o remanejamento das linhas para outras empresas. A Urbs tomou providências rapidamente para minimizar o impacto. A partir de agora, por previsão contratual, as demais empresas do consórcio devem assumir toda a operação”, afirmou o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Notificações

Segundo a Urbs, a Viação Mercês vinha sendo notificada desde o ano passado por atrasos em pagamentos, além de problemas no atendimento e reclamações relacionadas à manutenção e à quebra de ônibus. Algumas linhas, como 916 – Pinheiros, 917 – Jd.Ipê e 965 – São Bernardo, inclusive, já haviam sido transferidas anteriormente para outras empresas do consórcio. 

O presidente da Urbs destacou ainda que todos os repasses do município às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes. “Não há qualquer pendência financeira por parte do município”, reforçou.

A Urbs também ressaltou que, por se tratar de um serviço essencial, qualquer paralisação deveria ser comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme determina a legislação, para possibilitar a adoção de medidas preventivas e reduzir os impactos à população. De acordo com Maia Neto, o sindicato reuniu os trabalhadores durante a madrugada, mas não houve aprovação formal de indicativo de greve, o que acabou surpreendendo tanto a Urbs quanto os usuários do transporte coletivo. 

Pagamentos

A empresa informou ainda que, diante dos atrasos salariais recorrentes da Viação Mercês, foi necessária a retenção de valores do consórcio para garantir o pagamento do 13º salário no fim do ano passado. Situação semelhante ocorreu em janeiro, quando a Urbs reteve os valores desde o início da semana e solicitou à empresa os dados necessários para que o consórcio realizasse diretamente o pagamento dos funcionários. 

Com a mudança, passam a ser operadas pelas novas empresas as linhas exclusivas X46 – Especial Mercês; 150 – C. Music/V. Alegre; 912 – José Culpi; 913 – Butiatuvinha; 915 – O. Verde/V. Bádia; 967 – Júlio Graf; e 972 – Jardim Itália. Também estão incluídas as linhas compartilhadas 022 – Inter 2 (horário), 023 – Inter 2 (anti-horário), 040 – Interbairros IV,  464 – A. Munhoz/Jardim Botânico, 817 – Saturno/Veneza, 821 – Fernão Dias, 901 – Santa Felicidade, 902-Santa Felicidade/Praça Tiradentes, 911- Passaúna e 979 – Linha Turismo.

Mais de 60 escolas e CMEIs de Curitiba recebem reformas e melhorias para a volta às aulas

Neste período de férias escolares, 63 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) recebem algum tipo de obra. Para preparar as unidades antes dos retorno das crianças e estudantes, em 10 de fevereiro, as manutenções e melhorias incluem serviços de pintura em pisos, telhados, banheiros, muros, refeitórios, fraldários, solários e parquinhos.

  • A Secretaria Municipal da Educação também fará roçadas e limpezas específicas para o combate à dengue, além de faxina nas escolas e creches da Prefeitura nos dias que antecedem o início do ano letivo. As unidades recebem ainda os serviços de dedetização neste período.

“Nosso trabalho vai muito além de reformas e preparativos. Cada parede pintada, cada parquinho renovado e cada sala de aula organizada é um recado nosso para as crianças e servidores: estamos construindo um ambiente acolhedor e inspirador para que vocês possam sonhar, aprender e crescer. O Comitê de Volta às Aulas trabalha com carinho e dedicação, cuidando de cada detalhe para que o retorno seja um momento de alegria e novas descobertas”, Jean Pierre Neto.

Os preparativos também contemplam questões pedagógicas, com a Semana de Estudos Pedagógicos.

Unidades que estão em obras

Pinheirinho
CMEIs Vila Fanny, Vila Lindóia, Vila Leão, Vereadora Lais Peretti, e escolas municipais Osvaldo Cruz, Tomaz Edison de Andrade Vieira, São Mateus do Sul, Madre Maria dos Anjos, Dr. Osvaldo Cruz, Prof. Nair de Macedo, Prof. Claudio Abramo, Jorn Claudio Abramo, Formosa, São Carlos, Parque Industrial, Piratini, Maria Clara Brandão Tesserolli, Madre Maria dos Anjos.

Tatuquara
CMEIs Moradias de Ordem, Maria Gracita Gracia Gonçalves, José Carlos Pisani, Hermes Macedo, Gerdt Guenther Hatchbach, Dona Bertha, CMAEE Branca Casagrande Sabbag e escolas João Amazonas, Rio Bonito.

Portão
Escolas Francisco Klemtz, Vila Rosinha, Santa Quitéria, Santa Amélia e CMEIs Prof. Liu Kai e Pimpão.

Cajuru
Escolas Michael Khury, Irati UEI III, Marumbi, Elza Lener, Dona Lula, Prefeito Linneu, Irati UEI II, Eva da Silva, Uberaba III e CMEIs Ioko Margarete Hara e Conjunto Iracema.

CIC
CMEIs Dom Bosco, Candido Portinari, Monteiro Lobato, Anita Merhy Gaether, Vila Sandra, Santa Helena, Prof. Osni Camargo Carvalho, Porto Seguro, Moradias Corbélia II, Miguel Arraes, Marechal Rondo II, João Botelho, Jardim Gabineto, Itapema e e escolas Prof. Ulisses Falcão Vieira, Padre Francisco Meszner.

Matriz
CMEI Centro Cívico.