17 C
Curitiba
quinta-feira, 9 abril 2026
Início Site Página 56

Dia das Mães: Procon-PR dá dicas para não ter surpresas na compras de presentes

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Paraná (Seju), por meio da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-PR), orienta os consumidores para as compras do Dia das Mães, comemorado neste domingo, 11 de maio.

O primeiro passo é elaborar uma lista com os possíveis presentes e, após fazer a sua escolha, o consumidor deve pesquisar preços e concorrentes. Isso evita surpresas desagradáveis e endividamento. O consumidor não pode esquecer de pedir a nota fiscal, ficar atento à veracidade das ofertas e promoções, quais as possibilidades de troca e aos prazos de garantia. Bens não duráveis, como alimentos e cosméticos, têm um prazo de 30 dias, já os bens duráveis (calçados, roupas, bolsas) têm um prazo de 90 dias.

O consumidor deve estar ciente de que a loja só é obrigada a efetuar a substituição em caso de defeitos na mercadoria. Quando o problema for, por exemplo, o tamanho que não ficou adequado, a cor ou modelo que não agradou, o estabelecimento só é obrigado a trocar o produto se tiver se comprometido no momento da compra – tal compromisso deve constar por escrito, seja na etiqueta do produto, na nota fiscal ou em qualquer outro documento que comprove o que foi prometido e quais as condições para se obter a troca como, por exemplo, o prazo.

Para exercer o direito de troca, é importante que o consumidor mantenha a etiqueta do produto e guarde a nota fiscal.

Se a escolha for por eletrônicos ou eletrodomésticos, é obrigatória a entrega de manual, com as instruções em português, para que se entenda como usar o produto. O ideal é que, na hora da compra, seja solicitado um teste do aparelho, para avaliar se os recursos tecnológicos estão funcionando. É importante ainda que o consumidor sempre exija nota fiscal, manual, termo de garantia e a relação das assistências técnicas autorizadas.

Com o aumento da demanda por flores nessa época, a sugestão é que se esteja atento às condições e à procedência das mesmas, se há taxa de entrega, quais os tipos de embalagens e estilos do arranjo disponíveis, pois esses itens fazem diferença no preço final. As cestas de café da manhã também são muito pedidas. O recomendado é adquiri-las de empresas ou pessoas conhecidas. Os produtos embalados, mesmo que não estejam na embalagem original, precisam ter etiquetas com todas as informações obrigatórias, tais como composição e prazo de validade.

“É nossa responsabilidade sempre buscar orientar os consumidores a evitar o superendividamento, riscos de fraudes e outros prejuízos que podem ocorrer em datas comemorativas”, afirma o secretário Santin Roveda.

Segundo a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, ao sair às compras o consumidor deve ter uma definição do que pretende adquirir e quanto pretende gastar, levando em conta as condições de pagamento e os juros em caso de parcelamento.

“Se a compra for realizada de maneira virtual deve-se ficar atento à segurança, pesquisando a idoneidade da empresa e relatos de consumidores na própria internet ou através dos registros de queixas nos órgãos de defesa do consumidor”, enfatiza Cláudia. “Na aquisição de roupas e calçados o consumidor deve estar atento às informações contidas na etiqueta (composição do tecido, tamanho, período de trocas, entre outros)”.

Mutirão da Empregabilidade Negra oferecerá mais de 1.000 vagas em Curitiba no dia 14

A Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda realiza no dia 14 de maio, próxima quarta-feira, o Mutirão da Empregabilidade Negra na Agência do Trabalhador de Curitiba, localizada na Rua Pedro Ivo, 503, no Centro da cidade. O evento acontecerá das 9h às 16h, com entrega de senhas até as 12h. O mutirão ofertará mais de 1.000 vagas, com a participação de cerca de 20 empresas.

As vagas são para diversos setores, uma grande oportunidade de inserção no mercado de trabalho para a população negra de Curitiba e de todo o Paraná. Esta edição faz parte de uma série de ações do Mês do Trabalhador, voltadas a ampliar o acesso a oportunidades de emprego e qualificação em todo o Estado.

A iniciativa tem sido bem recebida pelo setor privado, que reconhece a importância da inclusão e da diversidade no ambiente de trabalho — não apenas como um compromisso social, mas também como um diferencial competitivo.

De acordo com o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, ao abrirem oportunidades para talentos negros, as empresas colaboram para a construção de um mercado mais justo, representativo e inovador. “Essa parceria entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para o combate às desigualdades e para a promoção da equidade racial de forma concreta”, disse.

Ele acrescentou que o mutirão reforça o compromisso do governo com a inclusão. “É uma ação que fortalece a luta pela igualdade de oportunidades e amplia o acesso ao mercado de trabalho. Com a parceria de diversas empresas, o evento é uma excelente oportunidade para quem busca ingressar ou se recolocar no mercado de trabalho, além de ser um espaço que valoriza e fortalece a comunidade negra no Paraná”, afirmou.

O mutirão é gratuito e não requer inscrição prévia. Os interessados devem comparecer com documentos pessoais e currículo impresso, mas não é obrigatório.

SÉRIE DE EVENTOS – A série de eventos de empregabilidade promovidos pelo Governo do Estado neste mês, em Curitiba, iniciou com o mutirão direcionado ao público de mais de 50 anos, nesta terça-feira (07).

Além do mutirão de 14 de maio, no dia 20 (terça-feira), 100 candidatos pré-selecionados passam por dinâmica com atividades físicas, no ginásio da Praça Oswaldo Cruz. Trata-se de um mutirão “sem currículo” onde são avaliadas as habilidades e competências dos candidatos por meio de atividades esportivas e, por fim a análise do currículo, como última etapa.

Para fechar a série de maio, no dia 28, o bairro Cajuru recebe o maior mutirão, com mais de 3.000 vagas, ofertadas por mais de 50 empresas.

Serviços:

Mutirão da Empregabilidade Negra

Data: 14/05, quarta-feira

Horário: das 9h às 16h, com entrega de senhas até as 12h

Local: Agência do Trabalhador de Curitiba – Rua Pedro Ivo, 503 – Centro

Morador de São José Pinhais ganha sorteio de R$ 1 milhão no Nota Paraná

O Dia das Mães vai ser mais do que especial para um consumidor da cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi o grande ganhador do prêmio de R$ 1 milhão sorteado pelo Nota Paraná nesta quinta-feira (08). O morador do bairro Boneca do Iguaçu, de 35 anos, participou com 14 bilhetes gerados a partir de 39 notas fiscais. O bilhete premiado foi o de número 18.553.596.

Já o segundo prêmio, no valor de R$ 100 mil, saiu para uma moradora de Campo Mourão, no Centro-Oeste. A vencedora foi sorteada com o bilhete 27.868.321 ao concorrer com 14 bilhetes gerados de 9 notas fiscais. O terceiro prêmio, de R$ 50 mil, foi para uma consumidora de Pinhais, na RMC. Ela foi sorteada com o bilhete número 84.871, após concorrer com um único bilhete gerado com 5 notas fiscais. Ao todo, ela gastou apenas R$ 196,40.

Além dos principais prêmios, o sorteio do Nota Paraná contemplou outros 100 consumidores com R$ 1 mil, e 15 mil pessoas com R$ 50.

Este também foi o primeiro sorteio do programa já com os prêmios adicionais de R$ 100. Foram R$ 800 mil a mais do que nos anteriores sorteados para 8 mil consumidores que colocaram o CPF em suas notas fiscais. Esse valor fazia parte do sorteio do Paraná Pay e, a partir de agora, faz parte do sorteio regular do Nota Paraná.

Com isso, o número total de prêmios entregues também sobe – o que significa que os paranaenses têm mais chances de ganhar. Nesta quinta-feira foram 23.103 bilhetes sorteados. Já no restante do ano, quando não houver o prêmio de R$ 1 milhão em disputa, serão 43.102 ganhadores.

ENTIDADES SOCIAIS – O Nota Paraná também beneficia entidades sociais. O programa conta com 1.797 instituições da sociedade civil cadastradas, atuantes nas áreas de assistência social, saúde, defesa e proteção animal, esportiva e cultural. As organizações recebem os créditos das notas fiscais doadas pelos consumidores e também concorrem nos sorteios mensais. Desde setembro de 2023, essas entidades passaram a concorrer mensalmente a 40 prêmios de R$ 5 mil.

COMO PARTICIPAR – Participar do Programa Nota Paraná é simples: ao efetuar compras nos estabelecimentos comerciais do Estado, os consumidores cadastrados devem solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal. Essa prática possibilita acumular créditos, os quais podem ser transferidos para a conta bancária do participante ou utilizados para abater valores do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Cada nota fiscal com CPF inserido gera bilhetes para concorrer nos sorteios mensais.

Para se cadastrar, basta acessar o site do Nota Paraná, clicar na opção “cadastre-se” e preencher a ficha com os dados pessoais, como CPF, data de nascimento, nome completo, CEP e endereço para criação da senha pessoal.

PCPR prende quatro pessoas em ação contra furto e receptação de fios de cobre em Curitiba

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro pessoas durante uma operação de fiscalização em estabelecimentos comerciais nos bairros Boqueirão, Alto Boqueirão, Uberaba e Hauer, em Curitiba, nesta quarta-feira (7). A ação, realizada em conjunto com a Polícia Militar (PMPR) e a Guarda Municipal (GM), visa coibir o furto e a receptação de fios de cobre na região.

As prisões ocorreram em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, receptação e furto qualificado. Também houve sete autuações administrativas em estabelecimentos fiscalizados.

Nos locais vistoriados, os policiais apreenderam 51 pedras de crack, 12 pinos de cocaína, sete porções de haxixe e R$ 146 em espécie. Também foram recuperados 25 quilos de cabos telefônicos e cinco quilos de cabo tipo jumper.

A operação faz parte de esforços coordenados das forças de segurança pública, tanto no âmbito estadual quanto municipal, para coibir crimes relacionados aos fios de cobre. A ação também contou com o apoio de representantes da Copel, da Sanepar e de operadoras de telefonia.

“Os resultados alcançados são resultado de um trabalho conjunto entre as polícias Civil e Militar e a Guarda Municipal. Seguiremos atuando a fim de coibir a prática do furto e da receptação de fios de cobre em Curitiba”, afirma o delegado Hormínio Lima.

Ele também ressalta que o combate à receptação da fiação furtada é fundamental para coibir a prática do furto, pois a existência de compradores incentiva que os criminosos sigam praticando estes delitos que geram não apenas prejuízos patrimoniais, mas também comprometem serviços essenciais, como o funcionamento de semáforos, comunicação e fornecimento de energia elétrica

As pessoas presas foram encaminhadas ao sistema penitenciário.

Moradores do Cajuru aprendem a preparar salgados em curso gratuito da Prefeitura de Curitiba

A oportunidade de adquirir conhecimento e utilizá-lo para conquistar uma nova renda atraiu um grupo de pessoas para cinco dias de aulas na Regional Cajuru. Ao longo de uma semana, a turma participa do curso gratuito de preparação de salgados para festa, que vai até sexta-feira (9/5), na Fazenda Urbana do Cajuru.

“Eu tenho a ideia de empreender na área gastronômica, buscar uma alternativa para ganhar dinheiro. Está sendo uma oportunidade interessante e de um nível muito bom”, elogia a participante Letícia Fernandes, 26 anos, auxiliar administrativa.

O curso é oferecido pela Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Fazenda Urbana Cajuru, da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), em parceria com o Senac-PR.

“A ideia é profissionalizar, mesmo em um curso de curta duração. Ensinamos receitas básicas, fáceis de reproduzir, mas que já colocam o aluno em condições de oferecer o serviço ao mercado, vender os produtos”, explica Eunice de Oliveira, instrutora de gastronomia do Senac-PR, professora do curso.

Durante as aulas, os participantes aprendem a preparar massas, modelar e finalizar salgados típicos de festas infantis, respeitando boas práticas de manipulação de alimentos, cálculo de consumo per capita, armazenamento e transporte adequado dos produtos.

“Minha ideia é montar um comércio. Eu já tinha alguma experiência na cozinha, mas não na preparação de salgados. Está sendo muito válido ganhar um conhecimento em um curso gratuito, creio que será bem aproveitado”, comenta Juliano Alves, 39 anos, empresário.

As inscrições para os cursos podem ser feitas pelo portal Aprendere da Prefeitura de Curitiba ou diretamente nas unidades das Escolas de Segurança Alimentar.

Outros cursos da SMSAN

Alimentação e técnicas de plantio 
Veja mais detalhes

Aproveitamento integral dos alimentos
Veja mais detalhes

Chás e especiarias
Veja mais detalhes

Compostagem doméstica
Veja mais detalhes

Manipuladores de alimentos
Veja mais detalhes

As escolas

As Escolas de Segurança Alimentar e Nutricional fazem parte do programa Mesa Solidária, uma iniciativa conjunta da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, Fundação de Ação Social (FAS) e Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT). Essas escolas oferecem capacitação profissional ao combinar conhecimento teórico e prático, criando oportunidades de emprego e renda para os participantes.

São cinco unidades: Patrícia Casillo (Jardim Botânico/Centro), Dom Bosco (Campo do Santana), Vila Agrícola (Cajuru) e Casa Culpi (Butiatuvinha) e Fazenda Urbana (Cajuru). Elas contam com o apoio de entidades como o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), bem como outras instituições de ensino, para oferecer cursos e capacitações relacionados à alimentação, abrangendo diversas áreas culinárias.

Escolas de Segurança Alimentar

Os locais de atendimento são equipamentos urbanos utilizados ou pertencentes à cidade.

Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Casa Culpi
Endereço: Av. Manoel Ribas, 8.450
Telefone: (41) 3221-2581

Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Dom Bosco
Endereço: R. Júlio Pereira Sobrinho, 215
Telefone: (41) 3350-3871 / 3350-3831

Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Fazenda Urbana Cajuru
Endereço: Av. Pref. Maurício Fruet, 1.900
Telefone: (41) 3350-3871 / 3350-3831

Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Patrícia Casillo
Endereço: Av. Dr. Dário Lopes dos Santos, 822
Telefone: (41) 3350-3871 / 3350-3831

Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Vila Agrícola
Endereço: R. Leonardo Novicki, 937
Telefone: (41) 3350-3871 / 3350-3831

Céu laranja: poluição impacta na luz do sol e alerta para risco de incêndios, explica o Simepar

No outono e no inverno o pôr do sol fica diferente, principalmente nas áreas urbanas: o tom alaranjado ganha destaque. Os fatores que fazem com que a cor seja vista com mais intensidade do que o costumeiro céu azul neste período são o percurso mais longo que a luz do sol faz em alguns horários, a inversão térmica e, principalmente, a poluição.

As cores que a população enxerga no céu estão dentro do espectro do visível. As ondas mais curtas desse espectro, como o ultravioleta e o azul, se dispersam melhor entre o meio da manhã e o meio da tarde. Por isso se percebe melhor o azul do céu nos momentos em que o sol está mais vertical.

No entanto, no início da manhã e à tarde, o caminho percorrido pela luz do sol na atmosfera é bem mais longo. “A luz azul e violeta (ondas curtas) é toda espalhada e desviada para longe da nossa linha de visão. Já a luz vermelha, laranja e amarela (comprimento de onda mais longo) consegue atravessar e chegar aos nossos olhos. Poluição e poeira podem intensificar os tons vermelhos e laranjas ao amanhecer e ao entardecer”, explica Fernando Mendes, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Mas por que é mais comum, então, o céu aparecer mais avermelhado no outono e no inverno? A explicação está na inversão térmica. Nessa época do outono e inverno são situações meteorológicas como massas de ar frio que mudam o padrão.

“A inversão térmica ocorre quando uma camada de ar quente fica acima de uma camada de ar fria perto do solo, ao contrário do normal (que é o ar mais frio em altitudes maiores). Isso prende a poluição perto da superfície, piorando a qualidade do ar”, afirma Mendes.

SAÚDE – As áreas urbanas, principalmente as regiões metropolitanas, são as que sofrem as maiores consequências desse represamento de poluentes, principalmente quando acontecem dias seguidos de inversões térmicas. “São áreas com muitas atividades, desde obras, tráfego de veículos e outras situações que geram algum material particulado para a atmosfera. A poluição do ar, causada por compostos gasosos ou material particulado em áreas de grandes cidades, principalmente, pode induzir a uma série de doenças e problemas de saúde”, lembra Mendes. 

INCÊNDIOS – Outro risco causado pela poluição na atmosfera no período de outono e inverno é o de incêndios florestais. “É um período de menos chuva e a vegetação sofre muito com estresse hídrico, por isso fica mais suscetível aos incêndios. Na atmosfera, a fumaça dos incêndios pode ser levada a longas distâncias. são partículas inertes de carbono e o céu fica cinzento, escuro, parecendo estar nublado. É difícil diferenciar a fumaça da nebulosidade. A análise por satélite é criteriosa”, conta Mendes.

Para monitorar focos de calor, há dez anos o Simepar desenvolveu a plataforma VFogo. O sistema faz acompanhamento em tempo real com dados dos equipamentos do Simepar, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), e conta com uma dezena de satélites de agências europeias e americanas que geram imagens, alguns deles com atualização a cada 10 minutos.

É um trabalho de sensoriamento remoto por satélites de alta resolução temporal e espacial, ambiente de processamento de alto volume de dados geoespaciais em diferentes formatos (Big Data) e modelos matemáticos de análise e aprendizagem construídos a partir de técnicas de inteligência artificial.

O VFogo em 2025, até o momento, já constatou 258 focos de calor no Paraná. No ano passado, constatou 2.704 focos de calor. Em 2023 foram 1.439. Em 2022 foram 1.778. Em 2021, 3.701.

Importante ressaltar que nem todos os focos de calor são incêndios. Quando um foco de calor suspeito é identificado, a Defesa Civil e o Simepar informam o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), que verifica a situação no local indicado. Segundo os dados do CBMPR, os incêndios florestais foram responsáveis por 10,8% de todos os atendimentos feitos pela Instituição em 2024. Houve 13.558 ocorrências no total – mais do que o dobro (109%) dos registros em 2023, com 6.484.

Fazenda Urbana de Curitiba ensina a fazer horta em casa e cuidados com plantas frutíferas

Em maio, a Fazenda Urbana de Curitiba, no bairro Cajuru, abre as portas para quem deseja aprender sobre cultivo sustentável, como fazer uma horta e cuidados com plantas frutíferas. Serão oferecidos três cursos gratuitos ao longo do mês, com um total de 50 vagas disponíveis.

As inscrições devem ser feitas pelo Guia Curitiba, buscando pelo nome do curso desejado na plataforma.

Laranja, limão e mimosa

No dia 14 de maio, das 8h às 12h, será realizado o curso “Aprenda as podas e tratos culturais de Citrus”, com 20 vagas. A formação abordará a identificação das principais espécies de citrus, como laranja, limão e mimosa, além de ensinar técnicas de poda de formação e manutenção, identificação de pragas e doenças, adubação de inverno com uso de insumos orgânicos e minerais. A atividade inclui uma aula teórica com uso de slides, vídeos e exemplares das plantas, além de uma parte prática com demonstrações de poda, adubação e uso de produtos fitossanitários alternativos.

Plantas repelentes

No dia 21 de maio, também das 8h às 12h, será ministrado o curso “A importância das plantas repelentes para as hortas urbanas”, com 15 vagas disponíveis. Os participantes aprenderão sobre o consórcio de culturas, uma técnica que visa melhorar a saúde das plantas e afastar pragas agrícolas por meio da convivência com espécies repelentes. A capacitação contará com uma aula teórica de duas horas e, na sequência, uma hora de aula prática com identificação das espécies e técnicas de reprodução por estaquia.

Horta no quintal

Encerrando a programação, no dia 28 de maio, das 13h30 às 16h30, acontece o curso “Agricultura de Quintal (horta em casa)”, também com 15 vagas. A ação formativa é voltada para quem deseja iniciar ou aprimorar uma horta doméstica, mesmo em pequenos espaços. Serão apresentadas técnicas para escolha do local, preparo dos canteiros, plantio e uso de ferramentas. Após a parte teórica, haverá uma atividade prática de plantio e um tour pela Fazenda Urbana, onde os participantes poderão conhecer modelos variados de cultivo.

De acordo com o gerente da Fazenda Urbana, Gabriel Dalmazo, para participar é preciso fazer a inscrição com antecedência e atender aos requisitos específicos de cada curso. “As vagas são limitadas e caso haja algum imprevisto e a pessoa não possa comparecer no dia do curso, solicitamos que cancele a inscrição para liberar a vaga para outro interessado”, salientou Gabriel.

Visitas guiadas

As visitas guiadas à Fazenda Urbana ocorrerão nos dias 7 de maio, das 9h às 10h; 14 de maio, das 14h às 15h; 21 de maio, das 14h às 15h; e 28 de maio, das 9h às 10h. As datas e horários podem sofrer alterações ao longo do mês.

Nestas visitas, um técnico ou guia da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional vai abordar o ciclo do alimento, com informações sobre plantio e colheita. Os participantes terão a chance de explorar os diversos espaços de cultivo da Fazenda Urbana, que incluem frutas, legumes, verduras, ervas, temperos, chás e as chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (pancs). Além disso, serão apresentadas as estufas e a central de compostagem.

As turmas têm o limite de até 25 pessoas. O tempo máximo da visita é de 45 minutos.

Escolas, faculdades e instituições interessadas em visitas específicas devem agendar pelo e-mail fazendaurbana@curitiba.pr.gov.br. Para mais informações, o contato pode ser feito pelo WhatsApp: (41) 9 9951-0900 ou pelo Guia Curitiba.

É sugerida a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades sociais parceiras do projeto Mesa Solidária e cadastradas no Banco de Alimentos de Curitiba.

Saúde de Curitiba lança novo site, mais moderno e fácil de usar

Já está no ar o novo site da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. Com design leve e totalmente adaptado para celulares e tablets, o novo portal facilita o acesso da população a informações e aos serviços de saúde. Desenvolvido com tecnologia moderna, o site faz parte de uma plataforma em constante evolução, que permite incorporar melhorias de forma contínua, conforme as necessidades dos usuários.

Para o prefeito Eduardo Pimentel, o lançamento reforça o compromisso da cidade com a transformação digital.

 “Nossa prioridade é usar a tecnologia para melhorar o dia a dia das pessoas. Este novo site é mais um passo importante para tornar os serviços públicos mais ágeis e acessíveis, melhorando a qualidade de vida dos curitibanos”, destaca.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, ressalta que o maior ganho é para o usuário final. “O cidadão agora pode navegar de forma mais simples e intuitiva, especialmente pelo celular, que é o principal meio usado pela população. O novo portal foi pensado justamente em quem precisa acessar a informação de forma rápida e confiável todos os dias”, afirma.

Outro ponto positivo, destacado pelo secretário municipal da Comunicação Social, Marc Sousa, é que o novo portal foi desenvolvido integralmente pelas equipes internas, utilizando uma plataforma digital própria, o que gerou economia para os cofres públicos. “Além da economia financeira, conseguimos criar um site integrado aos sistemas da Prefeitura, ao Curitiba App, à carta de serviços e à busca unificada, facilitando muito o uso pelos cidadãos”, disse.

De acordo com o diretor de Inovação e Inteligência de Dados da Secretaria de Comunicação, Thiago André Costa, o site passa por monitoramento constante dos dados de audiência, permitindo ajustes rápidos e melhorias contínuas. “Como parte da plataforma digital do município, o novo portal da Saúde será continuamente atualizado, acompanhando as necessidades da população e evoluindo junto com outros serviços digitais da Prefeitura”, explica.

O novo portal já está disponível em saude.curitiba.pr.gov.br.

Confira a lista de serviços móveis da Prefeitura de Curitiba para quinta-feira (8/5)

A Prefeitura de Curitiba oferece serviços itinerantes em diferentes pontos da cidade, para atendimento ao cidadão. Veja onde estão.

QUINTA-FEIRA (8/5)

COLETA DO LIXO TÓXICO
Local: Terminal Capão Raso (Avenida República Argentina, entre as ruas Francisco Ader e Gustavo Schier)
Horário: 7h30 às 15h

SINE MÓVEL
Local: Terminal Guadalupe – Associação Evangelizar (Rua Conselheiro Laurindo, 600 – Centro)
Horário: 9h às 15h30

URBS MÓVEL
Local: Terminal Guadalupe – Associação Evangelizar (Rua Conselheiro Laurindo, 600 – Centro)
Horário: 10h30 às 15h30

FALA MÓVEL
(unidades volantes do programa de consultas públicas Fala Curitiba, para o público sugerir melhorias para a cidade)

Local: Feira do Batel (Alameda Dom Pedro II, s/n – em frente ao Shopping Novo Batel – Batel)
Período: manhã

Local: Supermercado Molina (Rua Padre José Lopacinski, 1.170 – Jd Gabineto – CIC)
Período: manhã

Local: Supermercado Angeloni (Avenida República Argentina, 900 – Água Verde)
Período: manhã e tarde

Local: Panificadora Santa Felicidade (Rua José Valle, 1.548 – Santa Felicidade)
Período: manhã

Local: Passeio Público (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, s/n – Centro)
Período: tarde

Local: Praça José Fressato  (Rua Cidade Jardim Olinda, s/n – Vila São José do Passaúna – Augusta)
Período: tarde

Local: Posto Ventania (Rua Francisco Dallalibera, 1.539 – Santa Felicidade)
Período: tarde

FEIRAS
Feira gastronômica Tarumã/Cristo Rei
Local: Avenida Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco, 683 – esquina com Gottlieb Rosenau – Tarumã
Horário: 17h às 22h

Feira Livre Ahú
Local: Rua Colombo, s/n – entre Manoel Eufrásio e São Sebastião – Ahú
Horário: 7h às 11h30

Feira Livre Bairro Alto
Local: Rua Adílio Ramos, S/N – entre José Veríssimo e José Lins do Rego – Bairro Alto
Horário: 7h às 11h

Feira Livre Batel
Alameda D. Pedro II, s/n – entre Sebastião Fávaro e Reinaldo Hecke – Batel
Horário: 7h às 11h30

Feira Livre Santa Quitéria
Rua Prof. Fabio de Souza, S/N – entre Ulisses Vieira e Reinaldo Pazello – Santa Quitéria
Horário: 7h às 11h

Feira Noturna Água Verde
Rua Prof. Brazílio Ovídio da Costa, s/n – entre Guararapes e Avenida República Argentina – Portão
Horário: 17h às 22h

Feira Noturna São Francisco
R. Kellers, s/n – entre Dr. Muricy e Rua do Rosário, ao lado da Praça Garibaldi – São Francisco
Horário: 17h às 22h

Feira Noturna Zumbi dos Palmares
Rua Lothário Boutin, 289 – Praça Zumbi dos Palmares – Pinheirinho
Horário: 16h às 21h

Feira Orgânica Cabral
Rua Bom Jesus, 164 – Praça São Paulo da Cruz – Cabral
Horário: 7h às 12h

Feira Orgânica Praça do Japão
Praça do Japão, s/n – esquina com a Avenida República Argentina – Água Verde
Horário: 7h às 12h

Nossa Feira Vila Lindoia
R. Conde dos Arcos, s/n – entre a Avenida Santa Bernadethe e Rua Galileu Galilei – Lindoia
Horário: 15h às 20h

CÂMBIO VERDE
Vila Torres – Aquelino
Local: Rua Aquilino Oreste Baglioli, entre Manoel M. de Abreu e Comendador Franco (próximo à Escola N. Sra. da Esperança) – Prado Velho
Horário: 9h às 10h

Vila Verde III  
Local: Rua Ver. Victorio Jose Roda, esquina com Antonia Molina Bella (em frente ao Bosque do Vila Verde) – CIC
Horário: 9h às 10h

Vila Hortência 
Local: Rua Laranjeiras do Sul, esquina com a rua Wilson Dacheux Pereira (ao lado do campinho de futebol), Alto Boqueirão – Regional Boqueirão
Horário: 9h às 10h

Vila Pantanal 
Local: Rua Maria Josephina Monteiro Franco esquina com a Rua Sylvinha Araújo – Alto Boqueirão
Horário: 10h às 11h

Novo Mundo 
Local: Rua Clara Polsin, entre Olavo Chagas Correia e Professor Antônio Martins – Novo Mundo
Horário: 9h às 10h

Vila Leonice 
Local: Rua Emília M. Uba, esquina com David Bodziak (ao lado da quadra de futebol da Escola Municipal CEI Romário Martins) – Cachoeira
Horário: 14h às 15h

Maringá 
Local: Rua Leonice dos Santos, entre David Bodziak e Sofia Winklewski Dyminski – Cachoeira
Horário: 15h às 16h

Vila Três Pinheiros 
Local: Rua Prof. Sidney Limas Santos, entre a Manoel Ribas e a Jornalista Renato Ribas (próximo à Igreja Cristã Marvi) – Butiatuvinha
Horário: 14h às 15h

Pilarzinho 
Local: Rua Cezário Curial, esquina com Jorn. Geraldo Russe (atrás do CMEI Vila Nori e ao lado da cancha) – Pilarzinho
Horário: 14h às 15h

Moradias Bragantinga 
Local: Rua Otalino Amado de Souza, esquina com Maria Gusso Sforza – Pilarzinho
Horário: 15h às 16h

Vila Bom Menino 
Local: Rua Antônio João Ziliotto, entre Ivo Zanlorenzi e Christiano Carstensen – Campina do Siqueira

Moradores de Curitiba, heróis centenários da Segunda Guerra relembram os 80 anos do fim do conflito

Moram em Curitiba dois dos cerca de 25 mil expedicionários que saíram do Brasil para lutar na Itália, na 2ª Guerra Mundial – o conflito que teve a Europa como campo de batalha e acabou há 80 anos. Na época, a Curitiba que eles escolheram para viver era muito diferente: tinha praticamente metade dos bairros e uma população próxima dos 160 mil habitantes.

Um desses pracinhas, como são conhecidos os combatentes que ajudaram a derrotar o nazismo, é o catarinense João Trela, que mora no Tarumã. O outro, o gaúcho Joaquim Ignacio Goulart Mayer, vive no Órleans. Em comum, os dois guardam a idade aproximada, muitas lembranças na memória e nos álbuns de fotografias, além da alegria de morar na cidade que escolheram para viver.

Gaúcho de coração curitibano

“No dia 8 de fevereiro, eu estava me lembrando, fez 80 anos que saímos do Brasil para nos juntarmos aos aliados”, começou a contar Joaquim Mayer, sem titubear, apesar dos 99 anos completados em novembro e de estar acamado. O ex-pracinha atuou como soldado, chegou a 2º tenente e fez parte da tropa de serviço – a equipe encarregada de conduzir e fazer escolta de prisioneiros. “Era a Polícia da FEB e só pegava na arma para defesa”, frisa. No entanto, fez parte do grupo envolvido na rendição da 148ª Divisão de Infantaria Alemã.

Joaquim lembra perfeitamente do trajeto desde Santa Maria, sua cidade natal, até o Rio de Janeiro. Foi da então capital da República que eles saíram, treinados e vacinados, rumo ao porto de Gênova, na Itália. “Saímos da minha cidade no dia 20 de dezembro de 1944 e passamos o Natal e o Ano Novo nos preparando para entrar em ação na Itália”, diz.

O ex-combatente frisa que foi para a Guerra como voluntário. “Antes de me apresentar à FEB, apesar de já ter 18 anos, pedi permissão à minha mãe e ela concedeu. Nunca me arrependi. Cumpri meu dever, fui patriota. Por isso, na Guerra, nunca tive medo nem vontade de voltar. Meu ideal era mesmo ir”, afirma Joaquim.

Foram quatro intensos meses se deslocando pelo interior da Itália e que deixaram marcas importantes no corpo e no coração do pracinha. Uma delas foi o disparo acidental da própria arma, que lhe custou alguns dias de baixa hospitalar, um dedo lesionado e pequenas cicatrizes de estilhaços pelo corpo. Outra, no braço direito, é a tatuagem desbotada de uma mesquita – símbolo da vitória do 4º Corpo do 5º Exército nos Montes Apeninos, e que virou emblema do grupamento. A terceira recordação vem do breve namoro com a jovem italiana Lina, de 16 anos, e que não pôde ir avante. “Sempre lembro dela”, diz Joaquim, que no curto período em que esteve na Itália conseguiu visitar Pompeia, o Coliseu e o Vaticano, onde seu grupo recebeu uma benção do papa Pio XII.

Nada mal para quem se define, naquela época, como “semianalfabeto” e que “escrevia muito mal”. “Nunca fui à escola e, o que aprendi, foi em casa, com minha mãe”, conta. Só mais tarde, já em Curitiba, é que veio a fazer um curso semelhante ao atual Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Meu pai não teve educação formal, mas sempre foi muito curioso. Enquanto os outros iam para os bares, ele preferia aproveitar para aprender. Até hoje ele é assim”, diz o filho Carlos, com quem Joaquim mora desde que começou a ter dificuldades para se locomover, há cerca de 10 anos.

A chegada a Curitiba com a mulher, Noemia, e os nove filhos, é anterior à neve de 1975. “Estamos aqui há 51 anos, vindos de Ponta Grossa, um dos lugares para onde fui depois que voltei da Guerra”, conta ele, que não se atrapalha na hora de recordar o número de descendentes. “Tenho 21 netos e 17 bisnetos”, informa Joaquim, que define Curitiba como uma cidade boa e bem administrada. “Gosto muito de viver aqui”, resume.

Foi na capital paranaense que Joaquim ficou viúvo, depois de 56 anos de casamento, e se aposentou como carteiro. Isso depois de também ter tido profissões tão diferentes quanto servente de pedreiro, pedreiro, guarda civil e despachante do Detran.

Curitibano há 90 anos

Um pouco mais velho que Joaquim Mayer, o 3º Sargento João Trela vai completar 101 anos em junho. Além dos vários álbuns de fotografias e cartas trocadas na época da Guerra, um detalhe associa o ex-pracinha ao episódio histórico: o endereço do condomínio onde mora há 6 anos, acompanhado por um cuidador e a supervisão dos três filhos. É a Rua Monte Castelo, entre o Alto da XV e o Tarumã, assim denominada em homenagem a uma das batalhas em que as forças aliadas contra o nazismo foram bem-sucedidas, com a ajuda dos expedicionários brasileiros.

Da poltrona da sala onde costuma passar as tardes, João conta que servia voluntariamente o Exército quando foi chamado para se juntar à FEB. “Era setembro de 1944. Fomos até o Rio de Janeiro e, de lá, embarcamos no navio sem saber exatamente onde íamos aportar. Então rumamos para Livorno, fomos até Pisa e, de lá, para o campo de batalha”, lembra João.

Assim como Joaquim Mayer, João Trela também não pegou em armas. “Acho que por causa do estudo que eu tive, para os padrões da época, fiquei na retaguarda, dando suporte ao Comando”, relata. O catarinense de Três Barras, que chegou em Curitiba com 10 anos de idade, estudou no Ginásio Paranaense e, a seguir, formou-se Técnico em Contabilidade. Naquele tempo, muitos pracinhas sequer eram alfabetizados.

Em território italiano, também sujeito aos ataques do inimigo alemão, não lembra de ter medo. “Faz muito tempo e, além disso, eu era um jovem que foi para a Itália exatamente para aquilo: servir ao Brasil. Sou grato a Deus por estar vivo e muito honrado por ter servido ao Brasil”, argumenta.

De volta à Curitiba em que costumava andar a pé, de bonde e até de “carro de praça”, o táxi da época, João preferiu seguir a vida civil a permanecer no Exército, como permitia a condição de expedicionário. Decidiu ser “guarda-livros”, termo pelo qual se designavam, antigamente, os contabilistas. E foi graças à profissão escolhida que conheceu a esposa, Avany, com quem teve três filhos e viveu por 71 anos. “Eu dava assistência contábil e acabei atendendo a bombonière (loja de doces) da mãe dela, na Rua XV. Assim começou o nosso namoro”, conta. João se aposentou como auditor da Receita Federal