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sexta-feira, 24 abril 2026
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Em depoimento a Moro, Cabral admite ter recebido caixa 2, mas nega outros crimes

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral negou ter recebido propina da Andrade Gutierrez no contrato para construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ele foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na condição de réu do processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato.

No início da audiência, os advogados informaram a Moro que Cabral responderia apenas às perguntas formuladas pela defesa. O juiz reconheceu o direito ao silêncio do réu, mas comunicou que faria os questionamentos e deixaria ao próprio ex-governador a decisão de se calar ou responder.

Moro perguntou, então, se Cabral recebeu vantagem indevida da Andrade Gutierrez na contratação para construção da Comperj. “Não é verdade”, respondeu Cabral, que foi imediatamente orientado pelos advogados a se ater ao plano inicial. O réu, então, silenciou durante o restante dos questionamentos do juiz e dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Aos próprios advogados, Sérgio Cabral ressaltou que não recebeu propina da Andrade Gutierrez. Ele também afirmou que mantinha apenas “relações institucionais” com os executivos da empresa.

A defesa passou, então, a perguntar sobre as demais acusações feitas na denúncia, como os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Cabral negou ter comprado mercadorias com propina para dissimular a origem do capital. “Comprei com recursos próprios e sobras de recursos de campanha”, afirmou.

O ex-governador admitiu, no entanto, ter recebido caixa 2 para financiar a própria campanha eleitoral ao governo do Rio de Janeiro. “Não posso negar que houve, em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no estado. O financiamento acontecia, e estes fatos são reais”, afirmou.

Calicute

Sérgio Cabral está preso desde a 37ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Calicute, que foi deflagrada em novembro do ano passado. Ele atualmente está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador fluminense foi transportado para Curitiba em um avião da Polícia Federal (PF) na manhã de hoje. Mais quatro réus desta ação penal foram ouvidos por Moro — inclusive a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo.

Furacão derrota o Flamengo e assume a liderança do Grupo 4

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Na noite desta quarta-feira (26), Atlético Paranaense e Flamengo se enfrentaram pela quarta rodada do Grupo 4 da Conmebol Libertadores Bridgestone, no Caldeirão. E o Furacão devolveu o placar da rodada passada, na partida no Maracanã. O 2 a 1 foi construído com gols de Thiago Heleno e Felipe Gedoz. Willian Arão descontou para o time carioca.
 
Com o resultado, o Atlético chegou aos sete pontos e assumiu a liderança da chave. Flamengo, com seis pontos, Universidad Católica, com cinco pontos, e San Lorenzo, com quatro, completam o grupo.
 
 
O jogo 
 
O primeiro tempo foi de muita marcação, mas também com as duas equipes buscando o gol. Logo aos sete minutos, Nikão ganhou da marcação, dentro da área, e bateu forte. A bola carimbou a trave direta de Muralha.
 
Aos 11 minutos, o Flamengo chegou pela primeira vez. Rômulo tentou de cabeça, para fora. No minuto seguinte, Guerreiro saiu em velocidade e finalizou de fora da área, à esquerda de Weverton.
 
O Furacão voltou a chegar com perigo aos 27 minutos. Em contra-ataque, Eduardo da Silva lançou Nikão, que tentou de longe, mas a bola foi para fora.
 
Aos 35 minutos, o Atlético abriu o placar. José Ivaldo fez boa jogada pela direita e foi derrubado. Matheus Rossetto cobrou a falta da área e Thiago Heleno cabeceou na segunda trave e encobriu o goleiro do Flamengo. 1 a 0.
 
Logo no início da segunda etapa, o Flamengo se lançou ao ataque e teve um gol anulado. Após chute da esquerda, Guerrero marcou, mas em posição irregular. Aos cinco minutos, Paulo Autuori precisou fazer a primeira alteração na equipe. Machucado, Lucho deu lugar a Felipe Gedoz.
 
Aos dez minutos, quase o segundo gol atleticano. Douglas Coutinho recebeu no meio e lançou para Eduardo da Silva. O atacante puxou para o meio e soltou a bomba. Muralha conseguiu espalmar.
 
O time carioca quase empatou aos 29 minutos. Após cruzamento da direita, Leandro Damião cabeceou no travessão. No rebote, Guerrero também tentou de cabeça e Weverton fez a defesa.
 
Mas foi o Furacão quem marcou. Aos 42 minutos, Eduardo da Silva recebeu na direita e cruzou rasteiro. João Pedro deixou a bola passar e Felipe Gedoz finalizou sem chances para Muralha.
 
Com a desvantagem, o Flamengo foi todo ao ataque e diminuiu aos 44 minutos. A bola sobrou dentro da área e Willian Arão finalizou sem chances para Weverton.
 

Até o final do ano, carros brasileiros terão etiqueta para orientar consumidores

Lançado há nove anos para orientar os consumidores na hora de comprar carros menos poluentes e mais econômicos, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular será concluído até o fim deste ano. O objetivo da etiqueta é informar aos compradores o grau de eficiência energética de cada veículo, cumprindo as determinações do Novo Ciclo de Política Automotiva, o Rota 2030.

Com as novas adesões, 100% dos veículos comercializados no Brasil serão incluídos no programa, abrangendo mais de 1000 modelos e versões. Assim como estabelecido para produtos como eletrodomésticos, a etiqueta do  Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informa o nível de eficiência dos carros com faixas coloridas que vão de A a E. Além disso, o adesivo também trará dados sobre a emissão de gases poluentes, como hidrocarbonetos e monóxido de carbono.

As metas foram reforçadas nesta quarta-feira (26) durante o lançamento do 9º Ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No ano passado, a inclusão de novas categorias já havia alcançado todos os fabricantes.

Segundo o ministro Marcos Pereira, o programa incentiva as montadoras a pensarem mais na sustentabilidade dos veículos. “Essas iniciativas têm por objetivo facilitar a vida do consumidor na hora de escolher o modelo e a marca do seu veículo, podendo considerar outros atributos, além do preço. Em última instância, a medida acaba por estimular os fabricantes a investirem cada vez mais em novas tecnologias para ganhar competitividade, levando em conta a escolha consciente dos consumidores.”

De acordo com a Pasta, as regras são consideradas como as mais avançadas do mundo por desenvolverem programas de eficiência energética e uso racional de combustível. Para consultar os modelos e classificações de cada automóvel, basta acessar o link.

Veja o que mudou na reforma trabalhista aprovada na Câmara

Entre as mudanças na legislação trabalhista que constam no texto-base da reforma trabalhista aprovada pelo plenário da Câmara hoje (26), a prevalência do acordado sobre o legislado é considerada a “espinha dorsal”. Esse ponto permite que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legislação. O texto mantém o prazo de validade de dois anos para os acordos coletivos e as convenções coletivas de trabalho, vedando expressamente a ultratividade (aplicação após o término de sua vigência).

Foi alterada a concessão das férias dos trabalhadores, com a possibilidade da divisão do descanso em até três períodos, sendo que um dos períodos não pode ser inferior a 14 dias corridos e que os períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um. A reforma também proíbe que o início das férias ocorra no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

A contribuição sindical obrigatória é extinta. Atualmente o tributo é recolhido anualmente e corresponde a um dia de trabalho, para os empregados, e a um percentual do capital social da empresa, no caso dos empregadores.

Trabalho intermitente

A proposta prevê a prestação de serviços de forma descontínua, podendo o funcionário trabalhar em dias e horários alternados. O empregador paga somente pelas horas efetivamente trabalhadas. O contrato de trabalho nessa modalidade deve ser firmado por escrito e conter o valor da hora de serviço.

O texto retira as alterações de regras relativas ao trabalho temporário. A Lei da Terceirização (13.429/17), sancionada em março, já havia mudado as regras do tempo máximo de contratação, de três meses para 180 dias, consecutivos ou não. Além desse prazo inicial, pode haver uma prorrogação por mais 90 dias, consecutivos ou não, quando permanecerem as mesmas condições.

A medida estabelece uma quarentena de 18 meses entre a demissão de um trabalhador e sua recontratação, pela mesma empresa, como terceirizado.

Para evitar futuros questionamentos, o substitutivo define que a terceirização alcança todas as atividades da empresa, inclusive a atividade-fim (aquela para a qual a empresa foi criada). A Lei de Terceirização não deixava clara essa possibilidade. A legislação prevê que a contratação terceirizada ocorra sem restrições, inclusive na administração pública.

O projeto também regulamenta o teletrabalho. O contrato deverá especificar quais atividades o empregado poderá fazer dentro da modalidade de teletrabalho. Patrão e funcionário poderão acertar a mudança de trabalho presencial na empresa para casa.

Ativismo judicial

Entre as medidas aprovadas no projeto, está a que impede o empregado que assinar a rescisão contratual questioná-la posteriormente na Justiça trabalhista. Outro ponto é a limitação de prazo para o andamento das ações. “Decorridos oito anos de tramitação processual sem que a ação tenha sido levada a termo [julgada], o processo será extinto, com julgamento de mérito, decorrente desse decurso de prazo”.

O projeto incluiu a previsão de demissão em comum acordo. A alteração permite que empregador e empregado, em decisão consensual, possam encerrar o contrato de trabalho. Neste caso, o empregador será obrigado a pagar metade do aviso prévio, e, no caso de indenização, o valor será calculado sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O trabalhador poderá movimentar 80% do FGTS depositado e não terá direito ao seguro-desemprego.

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê demissão nas seguintes situações: solicitada pelo funcionário, por justa causa ou sem justa causa. Apenas no último caso, o trabalhador tem acesso ao FGTS, recebimento de multa de 40% sobre o saldo do fundo e direito ao seguro-desemprego, caso tenha tempo de trabalho suficiente para receber o benefício. Dessa forma, é comum o trabalhador acertar o desligamento em um acordo informal para poder acessar os benefícios concedidos a quem é demitido sem justa causa.

Causas trabalhistas

Entre as mudanças feitas está a dispensa de depósito em juízo para recorrer de decisões em causas trabalhistas para as entidades filantrópicas e sem fins lucrativos, para as empresas em recuperação judicial e para os que tiverem acesso à justiça gratuita.

Na atribuição de indenização em ações por danos morais relacionados ao trabalho, Marinho criou uma nova faixa de penalidade pecuniária para a ofensa considerada gravíssima que será de 50 vezes o salário contratual do ofendido. A ofensa de natureza grave será penalizada com indenização de até 20 vezes o salário.

Quanto ao mandato do representante de trabalhadores em comissão representativa junto à empresa, Marinho retirou a possibilidade de recondução ao cargo, cuja duração é de um ano.

MEC assina acordo para reforçar intercâmbio entre universidades

Para ampliar as oportunidades de intercâmbio a estudantes do País, o Brasil aderiu a Aliança para a Mobilidade Acadêmica junto à Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). 

Pela iniciativa, assinada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, o Brasil se compromete a divulgar e impulsionar programas de intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores em instituições de educação superior de países como Portugal e Espanha.

A ação vale tanto para brasileiros quanto para estrangeiros e deve contemplar 200 mil estudantes até 2020. Os recursos para a realização desses intercâmbios virão de empresas públicas e privadas que atuam nesses países. 

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro destacou a importância desta experiência para a comunidade acadêmica. “Queremos envolver cada vez mais a iniciativa privada no patrocínio aos jovens que pretendem dedicar parte dos seus estudos a programas em universidades no exterior e vice-versa: incentivar jovens de outros países que queiram estudar aqui”, destacou.

De acordo com o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, a Aliança é um espaço relevante para a promoção da mobilidade na área educacional. “Com esse instrumento e o suporte de grandes empresas, vamos permitir algo que ainda é muito incipiente, sobretudo no nosso país”, afirmou. 

Aliança

A Aliança foi criada pela OEI, Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib) e o Conselho Universitário Ibero-americano (Cuib). Juntos, eles têm procurado a adesão dos ministérios da Educação dos países-membros, a fim de que atuem, por exemplo, na obtenção de recursos de empresas públicas e privadas para impulsionar a mobilidade acadêmica.

Atualmente, também em parceria com OEI, o Brasil desenvolve o Programa Mobilidade Paulo Freire para o intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação que pretendem seguir a carreira de magistério.

Índice de Preços ao Consumidor registra queda em sete capitais brasileiras

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a segunda e a terceira semanas de abril. No geral, o índice registrou variação de 0,31%, 0,13 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na última apuração. 

Segundo os dados divulgados pela instituição nesta terça-feira (25), Brasília foi a cidade que registrou a maior queda, recuando de 0,59% para 0,35% no período. Já São Paulo teve a segunda maior redução, indo de 0,25% para 0,07%. Em Belo Horizonte, a taxa caiu 0,14 ponto percentual e houve deflação (queda de preços) de 0,12% na terceira semana de abril.

Nas demais localidades avaliadas, houve um abrandamento do ritmo de alta do índice de preços, como em Salvador (de 0,16% para 0,12%), Porto Alegre (de 0,37% para 0,32%), Recife (de 0,60% para 0,48%) e Rio de Janeiro (de 0,97% para 0,85%).

BMW e Toyota alertam para recall de veículos

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A BMW e a Toyota iniciaram campanha de recall para alguns veículos que apresentaram problemas no airbag. O Código de Defesa do Consumidor determina que o fornecedor repare ou troque o produto defeituoso a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.

Cinco veículos BMW 430i Cabrio Sport da empresa apresentaram a possibilidade de mau funcionamento do módulo de airbag, com risco de não abertura em caso de colisão. 

O recall começou em 19 de abril de 2017 e abrange veículos importados, produzidos entre 21 e 29 de setembro de 2016, cujos chassis são: G87814, 5G87862, 5G87863, 5G87865, 5G87875. Os veículos estão distribuídos nos estados de Alagoas (1), Pernambuco (1), Paraná (1) e São Paulo (2).

Mais informações podem ser obtidas junto à BMW, por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente BMW, exclusivo para recall, 0800 019 7097, de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas.

Toyota

A Toyota também protocolou campanha de recall dos modelos Hilux e SW4, em razão da possibilidade de rompimento inadequado do airbag em caso de colisão, o que pode provocar a dispersão de fragmentos de metal do deflagrador juntamente à bolsa do airbag.

A campanha terá início de atendimento em 19 de junho de 2017 e abrange 176.866 automóveis. Ambos foram fabricados entre outubro a dezembro de 2014 e colocados no mercado de consumo com numeração de chassi não sequencial compreendida entre os intervalos 8AJCX32G*B2000837 a 8AJZX62G*F5008366.

Mais informações podem ser obtidas junto à Toyota, por meio do telefone 0800 703 0206 ou pelo site www.toyota.com.br.

Lava Jato: AGU pede na Justiça ressarcimento de R$ 11,3 bi aos cofres públicos

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou hoje (25) com nova ação de improbidade administrativa contra 13 empresas e sete pessoas físicas investigadas pela Operação Lava Jato para que elas sejam condenadas a devolver aos cofres públicos o montante de R$ 11,3 bilhões. A ação, protocolada na Justiça Federal no Paraná, tem como alvo as construtoras Odebrecht, Camargo Correa, OAS, Galvão, UTC e Engevix. Também estão incluídos os ex-dirigentes da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco, além de executivos das empreiteiras, como o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Essa é a sexta ação do tipo ajuizada pela AGU contra investigados na Lava Jato. Somando todos os processos, o órgão cobra o pagamento de mais de R$ 40 bilhões. Para a AGU, os citados devem reparar, na medida das respectivas participações no esquema criminoso, os danos causados à Petrobras. O órgão argumenta que as irregularidades “estão comprovadas por um vasto conjunto de provas oriundas de processos e sentenças criminais e de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”.

De acordo com a AGU, a nova ação foi formulada a partir da fraude constatada em 19 contratos que somam R$ 16,7 bilhões, referentes a licitações para realização de obras em dez empreendimentos da Petrobras. A lista inclui o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), plataformas marítimas, gasodutos, refinarias e terminais.

“Como o TCU calculou que o prejuízo médio causado pela atuação do cartel nas licitações da estatal era de 17% do valor dos contratos, a AGU pede o ressarcimento de R$ 2,8 bilhões, além do pagamento de multa equivalente a três vezes o valor do dano (R$ 8,5 bilhões), totalizando os R$ 11,3 bilhões”, diz trecho de nota divulgada pelo órgão.

Caso a Justiça não concorde com os valores apresentados, a AGU pede na ação que os contratos sejam anulados e as empresas tenham que devolver o valor integral que receberam para realizar as obras, abatidos apenas os custos que comprovarem efetivamente terem tido com os empreendimentos.

Ginásio do Tarumã reabre com jogos de minivôlei entre crianças

Depois de quase três anos e meio fechado, o Ginásio Professor Almir Nelson de Almeida, conhecido como Ginásio do Tarumã, em Curitiba, foi reaberto para atividades esportivas. Durante toda a semana, crianças e adolescentes que participam do projeto Vôlei em Rede, desenvolvido pelo Instituto Compartilhar, criado pelo técnico campeão Bernardinho, disputam partidas de minivôlei, modalidade adaptada para a iniciação esportiva.

Nesta terça-feira (25), o secretário estadual do Esporte e Turismo, Douglas Fabrício, e o secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa, além do gerente-executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, concederam uma entrevista coletiva para falar sobre a reabertura do espaço e projetos futuros para o Tarumã.

“A partir de agora vamos conciliar a agenda do Tarumã com as demandas que surgirem na comunidade via poder público ou entidades esportivas, como as federações e clubes. Queremos desenvolver as atividades de base, a iniciação esportiva, e também os grandes eventos”, afirmou Douglas Fabrício.

INVESTIMENTOS – O Governo do Estado investiu mais de R$ 1,4 milhão na revitalização do Tarumã. Além das adequações de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros, a quadra do ginásio ganhou um novo e moderno piso, instalações elétricas e hidráulicas foram refeitas e os vestiários reformados. Ao lado do ginásio foi instalada uma arena multiuso de grama sintética, projeto modelo que está sendo levado pelo Governo do Estado aos municípios.

“Após essa semana de reinauguração junto com o Instituto Compartilhar, a Secretaria Municipal de Esporte, em parceria com a Secretaria Estadual do Esporte e Turismo, vai começar a fomentar algumas atividades, alguns grandes eventos, especialmente no vôlei”, comentou Marcello Richa. “O Ginásio do Tarumã volta para Curitiba, volta a atender as comunidades curitibanas com seu cunho social, além de projetar Curitiba como uma cidade preparada para recepcionar grandes eventos”, avaliou o secretário.

ATIVIDADES – As atividades do Instituto Compartilhar com as crianças seguem até sexta-feira (28). Na mesma data, à noite, haverá um bate-papo com o técnico Bernardinho, o ex-jogador de futebol Alex e o ex-judoca medalhista olímpico Flávio Canto. A inauguração oficial do Tarumã será no sábado (29), com um jogo exibição de ex-atletas do Rexona, time de vôlei que fez história em Curitiba. Já confirmaram presença jogadoras como Fernanda Venturini, Fofão e Waleskinha, além do próprio Bernardinho.

PROJETO – Nos 20 anos de existência, comemorados esta semana, o projeto Vôlei em Rede já atendeu 23 mil crianças e adolescentes. Atualmente, são 600 participantes em Curitiba e 2,5 mil em todo o Estado. “O projeto tem 20 anos graças à parceria com o Governo do Estado e os apoiadores. Acredito que com o Tarumã também será assim. Em nenhum lugar do mundo um espaço como este funciona sem parcerias”, comentou Luiz Fernando Nascimento.

“O esporte precisa de dinheiro, apoio e força. Só assim a população passa a entender e acreditar em seu valor. Felizmente, quando apresentamos o projeto de revitalização do Tarumã ao governador Beto Richa, tivemos todo o apoio necessário e hoje entregamos esse importante espaço para Curitiba e região”, comentou o secretário Douglas Fabrício.

SERVIÇO

Sexta-feira (28) – 20 horas: Mesa redonda com Bernardinho, Alex e Flávio Canto

Sábado (29) – 16 horas: Jogo exibição do Rexona Vôlei

Open Loterias Caixa tem 27 brasileiros classificados em Mundiais Paralímpicos

Atletas do País quebraram recordes mundiais e conquistaram índices para os Mundiais no Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação, que terminou neste domingo (23). O campeonato ocorreu no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, maior legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e reuniu 316 atletas, de oito países, durante os três dias de competição.

Ao todo, 27 atletas brasileiros (14 do atletismo e 13 da natação) conquistaram índices para os dois Mundiais – o de Atletismo, que será disputado em julho, em Londres, e o de Natação, em outubro, na Cidade do México.

Dois representantes do atletismo se destacaram, já que estabeleceram novos recordes mundiais. No sábado (22), o paulista Alessandro Rodrigo quebrou o recorde mundial do lançamento de disco F11 (para cegos totais). O atual campeão paralímpico da prova registrou o lançamento de 44,66m e derrubou uma marca que perdurava desde 1998, do espanhol Alfonso Lopes-Fidalgo (44,44m). Alessandro ficou cego após a manifestação de uma toxoplasmose, em 2009.

Além dele, o também paulista Thiago Paulino bateu, na sexta-feira (21), o recorde mundial do lançamento de disco, classe F57. O paulista foi a estrela da abertura do Open Internacional ao registrar a marca de 48,04m – melhor do que o antigo recorde, que pertencia a ele próprio, de 47,68m.

Balanço

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, comemorou o sucesso do evento em São Paulo. “O balanço que fazemos do Open Internacional é muito positivo, já que os atletas têm até junho [atletismo] e agosto [natação] para fazerem os índices e mais da metade conseguiu a classificação neste evento, ainda em abril. Isso mostra a importância do Open realizado no Brasil. Nossa estratégia de subir o nível dos índices agora demonstra estar correta”, declarou.

No atletismo, os índices classificatórios tiveram como base as melhores performances de 2016 – ano dos Jogos do Rio. Mesmo assim, 14 atletas obtiveram a marca A e asseguraram presença no Mundial de Londres, que ocorrerá entre os dias 14 e 23 de julho.

Nas piscinas

Na natação, a quantidade de índices alcançados no Open surpreendeu a comissão técnica. As 13 marcas deixaram o técnico-chefe da Seleção, Leonardo Tomasello, animado para a formação do grupo para o Mundial. “Foi surpreendente por ser a primeira competição que vale índice e estamos em abril ainda. Muitos deles ainda estão fazendo programas para as nacionais e já saiu esse número grande de índices e com os tempos muito bons. Então foi bem animador”, avaliou Tomasello.

Os nadadores ainda terão duas etapas nacionais (em junho e em agosto), além das competições internacionais chanceladas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) que os atletas participarem. E com o prazo mais tranquilo que o do atletismo, Tomasello acredita que muita gente ainda pode aparecer na lista de nadadores com índice.

“Temos a referência de 17 atletas que já fizeram tempo abaixo dos índices e que só precisam confirmar neste ano. Destes, 10 já fizeram e os outros três nadaram abaixo pela primeira vez. Então, acho que podemos levar de 20 a 22 atletas com índice para o Mundial”, explicou o técnico-chefe.

As etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa devem definir a lista de convocados das duas modalidades para os Mundiais. No atletismo, os competidores terão até a primeira fase da competição, de 2 a 4 de junho, em São Paulo, para confirmar as marcas estabelecidas pelo CPB. Já os nadadores ainda terão a segunda fase, de 3 a 5 de agosto, para obter o índice mínimo.