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domingo, 12 abril 2026
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Brasil recicla 98% das latinhas de alumínio de bebidas

O índice de reciclagem das latinhas de alumínio de bebidas no Brasil atingiu 97,9% em 2015, com um total de 292,5 mil toneladas de latas recicladas, quase a totalidade das embalagens colocadas à venda. Os dados, divulgados hoje (28), são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).

De acordo com as duas entidades, somente na coleta da latinha foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. “O valor equivale a quase um milhão de salários-mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis”, destacou o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez.

Segundo a entidade, a reciclagem das latinhas consome apenas 5% da energia que seria utilizada para a produção das mesmas a partir do alumínio primário, extraído da bauxita. “A economia de energia gerada nessa reciclagem atenderia à demanda residencial anual de energia de um estado como Goiás”, disse Fernandez.

Forças Armadas são a instituição em que a população mais confia, diz pesquisa

As Forças Armadas são a instituição em que a população brasileira mais confia, segundo o Índice de Confiança na Justiça, produzido pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e divulgado hoje (28). Segundo o índice, 59% dos entrevistados disseram confiar nas Forças Armadas.

Atrás das Forças Armadas, em sequência, estão a Igreja Católica (57%), a imprensa escrita (37%), o Ministério Público (36%), as grandes empresas (34%) e as emissoras de TV (33%). Para o índice, foram entrevistadas 1.650 pessoas residentes nas capitais e regiões metropolitanas do Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo durante os primeiros seis meses deste ano.

Apenas 29% do total de entrevistados acredita no Poder Judiciário e 25% na polícia, seguido pelos sindicatos (24%) e redes sociais (23%). A Presidência da República é acreditada por apenas 11% da população, o Congresso Nacional por 10% e os partidos políticos por 7%.

Para Luciana de Oliveira Ramos, coordenadora do estudo, a piora no desempenho da Presidência, dos partidos e do Congresso, embora estes sempre se apresentem com índices baixos de confiança, se deve ao contexto político do período. “A ampla exposição do funcionamento dessas instituições na mídia seguramente provocou um impacto negativo na avaliação da população”, disse ela.

Judiciário

O Índice de Confiança na Justiça foca principalmente na confiança da população no Judiciário. Em uma escala de 0 a 10, a nota recebida por este Poder no primeiro semestre deste ano foi 4,9 pontos.
O questionário perguntou também aos entrevistados qual a percepção de honestidade dos agentes da lei. Para metade dos entrevistados (50%), os juízes são honestos, enquanto 46% responderam o mesmo para os policiais e 41% para os advogados.

A maioria dos entrevistados (74%) também disse que as pessoas devem seguir a lei, mesmo quando a mesma é contrária ao que elas acreditam serem correto e 56% acreditam que uma pessoa deva seguir a ordem dada por um policial, mesmo discordando dele.

A pesquisa também apontou que 81% das pessoas ouvidas acham que, sempre que possível, as pessoas dão um “jeitinho” de não seguirem as leis e 76% responderam que é fácil desobedecer a lei no país.

Em novembro, contas de luz terão acréscimo de R$ 1,5 a cada 100 kWh consumidos

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de novembro será a amarela, com custo de R$ 1,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida se deve às condições hidrológicas menos favoráveis, o que determinou o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.

Desde abril deste ano, a bandeira tarifária estava verde, ou seja, não havia custo extra para os consumidores. No ano passado, todos os meses tiveram bandeira vermelha, primeiramente com cobrança adicional de R$ 4,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha patamar 1, que significa acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, mai cara do que a energia de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia elétrica em função das condições de geração de eletricidade. Por exemplo, quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Cobrança

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que já era incluído na conta de energia, por meio do reajuste tarifário anual das distribuidoras. A agência considera que a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

Paraná tem as melhores Rodovias da região Sul

Pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT) 2016, divulgada nesta semana, mostra que o Paraná tem as melhores rodovias da região Sul do Brasil. Foram analisados 6.244 quilômetros no Estado. O estudo apontou que 45,4% das rodovias são consideradas ótimas ou boas. A média no Sul ficou em 40,7% nestes mesmos quesitos.

As rodovias de Santa Catarina tiveram 40,7% entre ótimas ou boas e o Rio Grande do Sul 37,3%. O resultado do Paraná também ficou acima da média nacional. No Brasil inteiro, a Pesquisa CNT de Rodovias 2016 analisou 103.259 quilômetros. Foram consideradas ótimas ou boas 41,8%.

“Nos últimos anos temos investido tanto em manutenção e conservação de rodovias como em novas duplicações. Isto reflete em melhores condições de trafegabilidade nas nossas estradas”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

DESTAQUES – Entre as rodovias paranaenses apontadas como ótimas ou boas está a PR-317, entre Maringá e Engenheiro Beltrão; a BR-277, entre Guarapuava a Candói; a PR-151, entre Jaguariaíva e Senges, e a PR-407, no Litoral.

A malha rodoviária estadual conta com 12 mil quilômetros de rodovias. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) tem um dos maiores programas de conservação e manutenção de rodovias do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo são cerca de 2 mil homens trabalhando diariamente, fazendo serviços de manutenção e conservação das rodovias.

Somente neste ano foram investidos R$ 190 milhões em trabalhos de conservação e manutenção de rodovias estaduais, com recursos do Governo do Paraná. A PR-364, entre Irati e o distrito de Guaramirim, no Centro-Sul do Estado, é uma das rodovias que recebe obras de conservação.

RECUPERAÇÃO – Até o fim deste ano serão recuperados mais 6,1 quilômetros da rodovia. São investidos R$ 1,1 milhão nesta etapa. O trecho em obras é o principal acesso ao município de Inácio Martins e cerca de mil veículos por dia passam pelo local.

A rodovia é bastante utilizada por agricultores da região para escoamento da safra de produtos como milho, feijão e soja e para o transporte das indústrias madeireiras.

DUPLICAÇÕES – No Paraná está em andamento o maior programa de duplicação de rodovias dos últimos 25 anos. Ao todo são 756 quilômetros, entre obras entregues, em andamento ou em projetos. Desde 2011 já foram investidos cerca de R$ 2 bilhões na duplicação de rodovias, o que gerou mais segurança e conforto para os motoristas que circulam pelo Anel de Integração do Estado.

Secretaria da Educação apela para que estudantes não prejudiquem o Enem

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, faz um apelo aos estudantes das invasões para que liberem pacificamente as escolas e permitam a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para os dias 5 e 6 de novembro. Se as unidades permanecerem ocupadas, 72 mil estudantes serão prejudicados.

“Peço que todos, pais, estudantes e comunidade, pensem com critério neste momento e vejam que os alunos estão sendo os grandes prejudicados”, disse Ana Seres.

O pedido da secretária reforça o apelo já feito pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, para que as escolas sejam desocupadas até o dia 31 de outubro, próxima segunda-feira. Segundo o Ministério da Educação, dos 682 locais que terão o Enem no Paraná, 145 estão ocupados. Como a realização da prova fica a cargo do Ministério da Educação, o ministro já alertou que os estudantes que fazem a prova nas escolas invadidas terão que fazer os exames em outra data, ainda a ser definida.

“Não queremos que nossos estudantes sejam mais afetados do que já foram, pois cerca de 460 mil alunos da rede pública estadual estão sem aula neste momento devido às ocupações, às vésperas do Enem e dos vestibulares”, afirmou a secretária Ana Seres.

DEBATE ABERTO – “Como educadora, o que mais lamento é perda de conteúdo e eventuais hostilidades entre grupos de posturas diferentes dentro das escolas. Isso é desnecessário”, afirmou. A secretária reforça que o próprio Ministério da Educação já informou que serão feitas conferências sobre a reforma do ensino médio.

“E o Paraná, mesmo já tendo realizado seus seminários, vai estimular e dar todo o suporte para que esse tema continue sendo debatido dentro das escolas neste e no próximo ano”, garantiu.

Multas para infrações de trânsito ficam mais caras a partir de novembro

A legislação de trânsito fica mais rigorosa em todo País partir do mês que vem. Com a entrada em vigor da Lei Federal 13.281, os valores de multas serão alterados e os prazos de suspensão do direito de dirigir aumentam. Seis novos artigos foram inseridos no Código de Trânsito Brasileiro e 29 alterados. O valor pago pelas infrações cometidas terá reajuste de até 66%. As mudanças referem-se ao uso de celular e à ocupação indevida de vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, entre outras situações.

“O trânsito está em constante transformação, afinal, acompanha o desenvolvimento urbano, tecnológico e social. A legislação também precisa passar por adequações. Infelizmente, os legisladores entendem que as normas só são cumpridas se as penalidades impostas forem sentidas, efetivamente, no bolso do cidadão”, explicou o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná, Marcos Traad.

MULTAS – No caso de infrações consideradas leves, o valor passa de R$ 53,20 para R$ 88,38. Nas médias, de 85,13 para R$ 130,16; nas graves, de R$ 127,69 para R$ 195,23; e nas gravíssimas, de R$ 191,54 para R$ 293,47. A pontuação na Carteira Nacional de Habilitação se mantém – 3, 4, 5 e 7 pontos, respectivamente.

CELULAR – Manusear o aparelho enquanto dirige será considerada infração gravíssima e não mais média, como acontece hoje. A multa atual de R$ 85,13 (4 pontos) passará R$ 293,47 (7 pontos) a partir de novembro.

VAGA PARA DEFICIENTES E IDOSOS – Estacionar em vagas destinadas aos idosos e pessoas com deficiência deixa de ser infração grave e passa a ser gravíssima. A multa de R$ 127,69 (5 pontos) sobre para R$ 293,47 (7 pontos).

RECUSA DO BAFÔMETRO – O condutor que se negar a fazer o teste, exame clínico, perícia ou qualquer outro procedimento que permita identificar a influência de álcool, ou de qualquer substância psicoativa, terá as mesmas penalidades de quem é flagrado com as quantidades positivas de álcool – suspensão do direito de dirigir por 12 meses, apreensão da CNH, retenção do veículo até a apresentação de outro motorista habilitado e multa. O valor de multa que hoje é de R$ 1.915,40 (7 pontos), com processo de suspensão atrelado, será de R$ 2.934,70 (7 pontos), também com processo de suspensão atrelado. A infração já é considerada gravíssima e o valor da multa dobra em caso de reincidência em 12 meses.

BLOQUEIO DE VIA PÚBLICA – Usar o veículo, de forma proposital, para interromper, restringir ou perturbar a circulação nas vias já é considerada infração gravíssima. Hoje, a multa é R$ 191,54 (7 pontos), mais apreensão do veículo. O valor sobe para R$ 5.869,40 (7 pontos), com retenção do veículo e, ainda, a suspensão do direito de dirigir. A infração é gravíssima e o valor da multa dobra em caso de reincidência em 12 meses.

SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR – A suspensão do direito de dirigir, que aguarda ainda regulamentação federal, também vai mudar. O prazo mínimo de suspensão, que hoje é de um mês para quem soma 20 pontos na habilitação, aumentará para seis meses. No caso de reincidência no período de um ano, o prazo será de oito meses a dois anos.

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Confira os novos valores para as infrações mais comuns no Paraná

Entre janeiro e setembro deste ano, os motoristas paranaenses cometeram 2,3 milhões de infrações de trânsito. Segundo o Detran, o número já é 19% maior do que o registrado no mesmo período de 2015, quando foram contabilizados 1,9 milhão de autos.

Com as mudanças na legislação que entram em vigor em novembro, a autarquia listou os novos valores das multas para as infrações mais comuns no Estado.

Excesso de velocidade, até 20% do permitido na via – a multa atual de R$ 85,13 sobre para R$ 130,16.

Excesso de velocidade, de 20% até 50% do permitido na via – o valor de R$ 127,69 muda para R$ 195,23.

Excesso de velocidade, acima de 50% do permitido – o pagamento por conta da infração é de R$ 574,63 (R$ 191,54 multiplicados por três)  e será alterado para R$ 880,41, que equivale a R$ 293,47, também multiplicados por três.

Avançar o sinal vermelho – hoje, os motoristas que comentem essa infração pagam multa de R$ 191,54, valor subirá para R$ 293,47 no próximo mês.

Não usar o cinto de segurança – o valor passa de R$ 127,69 para R$ 195,23.

Forçar ultrapassagem perigosa – a multa atual de R$ 1.915,40 sobe para R$ 2.934,70.

Dirigir com habilitação vencida em mais de 30 dias – Hoje valor é R$ 191,54 e passará para R$ 293,47.

Não dar preferência ao pedestre – A multa aumenta de R$ 191,54 para R$ 293,47.

Fim do sonho!

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Depois de lutar muito pela classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana, o Coritiba, que havia deixado para trás Vitória e Belgrano, na competição, volta para o Brasil sem a concretização do sonho. Mas, o time chegou longe! Esta foi a primeira vez que o clube disputou as quartas de final da “Sula” e foi contra o Nacional, em Medellín, na noite desta quarta-feira (26).

Depois de um primeiro tempo emocionante, com direito a golaço de falta do venezuelano César Gonzalez, no final da etapa, o Verdão não conseguiu conter o Atlético Nacional de Medellín, no segundo tempo, nos gramados do Atanásio Girardot. Os três gols do time colombiano foram marcados por Miguel Borja. Entre eles, uma cobrança injusta de um pênalti que, na realidade, não aconteceu.

Comandados pelo técnico Paulo César Carpegiani, quem entrou em campo com a camisa do Coritiba na noite desta quarta-feira (26) foram os seguintes jogadores: Wilson, Walisson Maia, Luccas Claro (Thiago Lopes), Juninho, César Benitez, Amaral, César Gonzalez (Kleber), Ruy (João Paulo, Iago Dias, Leandro e Kazim.

Maestrico marca golaço no primeiro tempo, acrescentando esperança de classificação 

Em uma partida marcada por uma atmosfera desafiadora, o Coritiba entrou em campo, na noite desta quarta-feira. Além da massiva presença da torcida do time da casa, o Atlético Nacional, o Coxa tinha outro grande desafio: não se intimidar diante da vitoriosa bagagem que esta equipe colombina carregava. Entre elas, o título da Copa Libertadores da América 2016.

Apesar de o Nacional apresentar mais posse de bola no primeiro tempo, quem chegava mais à grande área adversária era o Coritiba, afinal, viajara para Medellín em busca de uma classificação para a semifinal da competição. Para o Coxa, o lema era “vencer ou vencer”.

Jogando com três homens na frente – Iago, Leandro e Kazim – a postura do Verdão era ofensiva. Porém, faltava efetividade em suas finalizações. Nesta etapa, a primeira chance foi de Leandro, que mostrava sede de gol, logo aos oito minutos. Ele se aproximou da grande área pela esquerda e chutou. Porém, a bola parou nas mãos do goleiro do Nacional, Armani.

Em seguida, foi a vez dos colombianos reagirem. De fora da área, Miguel Borja, que, inclusive, é o artilheiro da equipe, mandou para o gol. E aí, aconteceu a primeira defesa de Wilson na partida. Aos 13′, Leandro, outra vez, com velocidade, tentou chegar a grande área, mas, não teve sucesso. Depois, Iago cruzou pra ele de cabeça. Mas, o juiz marcou impedimento.

Aos 19’, Borja chegou na grande área coxa-branca e Luccas Claro fez o corte. Em seguida, o mesmo zagueiro precisou deixar os gramados, sendo substituído pelo meio-campista Thiago Lopes. Aí o jogo complicou um pouco mais para o Coxa, que foi salvo por um “milagre”, se é que podemos chamar assim. Antes, porém, Leandro tabelou com Kazim e a bola sobrou para Ruy. O árbitro, outra vez, marcou impedimento.

O primeiro susto foi aos 30’, quando a bola tirou uma fininha do canto inferior esquerdo da trave de Wilson, depois do chute de Diaz. Teve ainda a cobrança de falta perigosíssima de Guerra, na entrada na área. Para a sorte dos coxas-brancas, a bola passou por cima da trave.

A primeira etapa já estava terminando quando o Atanásio Giradot foi invadido pela felicidade coxa-branca. É bem certo que o torcedor já está acostumado com jogos emocionantes. Mas, quando a bola balançou as redes do time colombiano, foi impossível descrever o sentimento da nação de coritibanos que tanto ansiavam por esta cena. Em cobrança de falta, Gonzalez, o Maestrico do Verdão, protagonizou um verdadeiro golaço. Primeiro dele com a camisa do Coritiba. A bola foi parar na gaveta! Sem chances para o goleiro do Nacional.

Isto foi aos 42’ e os minutos pareciam passar mais demorados para a torcida coxa-branca. Quando o árbitro encerrou esta etapa, os corações dos torcedores do time do Alto da Glória pareciam que iriam explodir, cheios de esperança pela conquista da vaga na semifinal da competição. Mas, o pior ainda estava por vir.

Borja marca três e Coritiba deixa a competição

Como já era previsto, o Atlético Nacional voltou muito mais ofensivo na segunda etapa. O time de Medellín chegava com tudo na grande área coxa-branca e não demorou muito para que um verdadeiro “balde de água fria” acalmasse os ânimos dos torcedores do Verdão. Miguel Borja, o mesmo que balançou as redes no jogo no Couto Pereira, chutou rasteiro no canto direito de Wilson, marcando o primeiro para a equipe do Nacional. Depois disto, o técnico Carpegiani colocou João Paulo no lugar de Ruy.

Nesta etapa também teve “milagre”. Berío entrou na área coxa-branca e chutou com tudo. A bola, simplesmente, bateu na trave e voltou, ficando para a zaga do Coritiba a responsabilidade de livrar o time do perigo. Até aqui, ainda existia uma esperança. Afinal, o empate levaria a partida para os pênaltis. Mas aí, o mesmo Borja, depois de cobrança de escanteio, pegou de voleio e mandou a bola de cara para o gol. Wilson não teve chances de defesa.

Kleber entrou no jogo no lugar do autor do gol alviverde e, em seu primeiro contato com a bola, sofreu falta pela direita. Mas, a mesma não foi revertida em gol. Depois disto, o Coxa sofreu por uma injustiça da arbitragem. Ao tentar cortar uma cobrança de escanteio, o juiz entendeu que Kazim tocou a bola com a mão, o que não aconteceu, e marcou penalidade máxima. Borja cobrou, aumentando a vantagem do time da casa.

Com o placar apontando 3×1 para o Nacional, Juninho teve chance ao cabecear a bola de dentro da área. Mas foi sem sucesso. A última tentativa do Coxa de marcar mais um foi no penúltimo minuto de jogo, com João Paulo. Ele chutou de longe e a bola passou por cima do gol.

Assim, o árbitro apitou o término de uma noite em verde e branco. Apesar de encerrar sua participação na Sul-Americana, o Alviverde do Alto da Glória volta para casa fazendo história.

Fonte: site oficial do Coritiba

Secretaria da Saúde reforça hábitos que previnem o AVC

O próximo sábado, 29 de outubro, é o Dia Mundial de Combate ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), também conhecido como derrame. O problema acontece devido à obstrução do fluxo de um vaso sanguíneo localizado no cérebro. É possível reduzir as chances de ter essa doença adotando hábitos saudáveis.

“Qualquer pessoa pode sofrer um derrame cerebral. Entretanto, algumas têm mais chances de ter a doença, como as hipertensas, diabéticas, com algum problema cardíaco, fumantes e sedentários”, reforça o cardiologista da Secretaria de Estado da Saúde, André Ribeiro Langowiski.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença causa mais de 100 mil mortes por ano em todo o País. Apenas no Paraná, em 2015, foram registrados 4781 óbitos por AVC. Do início de 2016 até agora, já são 3805 mortes pela doença.

Por isso, é importante cuidar da saúde e adotar hábitos que ajudem a reduzir as chances de ter um AVC. É recomendado não fumar; reduzir o consumo de álcool; comer frutas, legumes, vegetais e fibras; evitar alimentos com muito sal e frituras; e fazer pelo menos 30 minutos de atividades físicas por dia.

De acordo com Langowiski, pessoas com mais de 50 anos devem verificar a pressão sanguínea de forma regular e procurar um médico periodicamente. Acima de 18, a pressão deve ser checada anualmente. “Adotar esses hábitos vão ajudar não apenas na prevenção do AVC, mas também de muitas outras doenças”, relembra.

RECONHECENDO – Durante um derrame, a pessoa sente fraqueza e dormência no rosto, braços e pernas, geralmente em apenas um lado do corpo. Também ocorre dificuldade para falar, ou compreender o que estão falando, e para enxergar.

Outro sintoma comum é a dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio e vertigens, além de dor de cabeça e vômito. “Ao apresentar qualquer um desses sintomas, é recomendado ligar para o Samu – 192. Quanto mais rápido for atendimento, maiores são as chances de evitar sequelas”, explica o médico.

As sequelas variam de acordo com a área do cérebro afetada – paralisia de um dos lados do corpo; boca torta; perda de memória; incontinência urinária ou fecal; dificuldade em se expressar; dificuldade na localização espacial; dificuldade para falar, comer e de engolir saliva; estrabismo; e desequilíbrio.

Após um AVC, o paciente deve ser examinado por médico e um fisioterapeuta e iniciar o tratamento em seguida, minimizando ao máximo as chances de sequelas. “As terapias contribuem com a reabilitação e ajudam a recuperar movimentos, devolvendo qualidade de vida à pessoa”, comenta o cardiologista.

CURSO – Curitiba recebe de 27 a 29 de outubro o XII Congresso do Departamento de Hipertensão Arterial. Nesta sexta-feira (28), Langowiski ministra o Curso de Hipertensão Arterial Voltado à Atenção Primária no SUS. O evento acontece a partir das 8 horas no auditório 3 da ExpoUnimed.

O curso vai abordar diagnóstico, classificação, tratamento e monitoramento, entre outros temas relacionados à hipertensão. O médico também irá apresentar o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC) utilizado no Paraná. Mais informações em http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/congresso2016/.

Desemprego vai a 11,8% e país tem 12 milhões de desocupados

A taxa de desocupação cresceu 0,5 ponto percentual ao passar de 11,3% para 11,8%, entre o trimestre encerrado em junho (abril, maio e junho) e o encerrado em setembro (julho, agosto e setembro) deste ano. Com o resultado, a população desempregada atingiu em setembro 12 milhões de pessoas, um crescimento de 3,8% em relação ao trimestre encerrado em junho – o equivalente a mais 437 mil pessoas desocupadas.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números do trimestre encerrado em setembro indicam, em contrapartida, uma ligeira melhora no salário real pago ao trabalhador, embora ele ainda esteja abaixo do valor pago em igual trimestre de 2015.

Rendimentos subiram 0,9%

Pela pesquisa, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou setembro em R$ 2.015,00, uma alta de 0,9% frente aos R$ 1.997,00 pagos no trimestre de abril a junho de 2016.
Comparativamente ao mesmo trimestre do ano passado,  quando o salário médio real habitualmente recebido era R$ 2.059, houve queda de 2,1%.

Já a massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos não apresentou variação significativa em relação ao trimestre de abril a junho de 2016, ao fechar setembro em R$ R$ 176,8 bilhões. Já frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve queda de 3,8%.

População ocupada é de 89,8 milhões

Os dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgados hoje pelo IBGE, indicam que a população ocupada fechou setembro deste ano em 89,8 milhões de pessoas, uma redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de abril a junho, menos 963 mil pessoas.

Quando comparada a igual trimestre de 2015, houve queda de 2,4% na população ocupada, uma retração de 2,3 milhões de pessoas no contingente de pessoas ocupadas no país em um ano.

Segundo o IBGE, é a primeira vez desde o segundo trimestre de 2013 que a população ocupada fica abaixo dos 90 milhões de trabalhadores.

Do ponto de vista dos trabalhadores com carteira assinada (34,1 milhões de pessoas em setembro), houve queda de 0,9% frente ao trimestre de abril a junho deste ano (menos 314 mil pessoas). Quando a comparação se dá com igual trimestre do ano anterior, a redução no número de pessoas com carteira assinada é de 3,7% – menos 1,3 milhão de pessoas.

Metodologia aplicada pelo IBGE

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em setembro de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em julho, agosto e setembro deste ano.

Desta forma, no trimestre de julho a setembro de 2016, havia cerca de 12 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente cresceu 3,8% (mais 437 mil pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2016, quando a desocupação foi estimada em 11,6 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado (neste caso na base comparativa de 12 meses) esta estimativa subiu 33,9% (mais 3 milhões de pessoas).

Dieese: pagamento do décimo terceiro salário traz R$ 197 bilhões para a economia

A economia brasileira deverá receber aproximadamente R$ 197 bilhões devido ao pagamento do décimo terceiro salário. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), isso significa a movimentação de cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). O rendimento, com valor médio de R$ 2.192, deverá ser pago a 84 milhões de trabalhadores.

Em comparação com 2015, o montante significa um crescimento de 8,2% sobre os  R$ 182 bilhões pagos no ano passado. Considerando apenas os trabalhadores formais ativos, há uma queda de 3,4% em relação ao que foi pago no último fim de ano.

Para fazer a estimativa, o Dieese utiliza os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Também são levados em consideração os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional.

Dos beneficiados com o pagamento do salário extra, aproximadamente 33,6 milhões (39,9% ) são aposentados ou pensionistas da Previdência Social. Essas pessoas devem receber R$ 41,3 bilhões, o que representa 21% do valor que será pago.

Os empregados formais respondem por 58,9% dos que receberão o décimo terceiro, um total de 49,5 milhões de pessoas. Esse grupo será destinatário de 68,5% dos recursos que serão injetados na economia pelo pagamento da remuneração de fim de ano, um total de R$ 134, 7 bilhões. Estão incluídos os empregados domésticos, que representam 2,5% dos trabalhadores e 1,1% do valor dos pagamentos.

Os aposentados pelo regime próprio da União são 1,2% dos beneficiados – 982,2 mil pessoas. Essa parcela receberá 4,2% dos recursos – R$ 8,2 bilhões.