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quinta-feira, 9 abril 2026
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O Pequeno Segredo é escolhido como representante brasileiro à indicação do Oscar

O filme O Pequeno Segredo, dirigido por David Schurmann, foi escolhido hoje (12) como representante do Brasil na disputa pela indicação ao Oscar de 2017. Durante o anúncio, o produtor Beto Rodrigues, um dos nove membros da comissão que elegeu a indicação brasileira, disse que a decisão foi pautada em dois critérios: a qualidade técnica da obra e as chances do candidato de agradar os jurados norte-americanos. A produção foi escolhida entre 16 inscritos.

“Além dos critérios óbvios – técnicos e artísticos – existia também um pensamento de tentar escolher um filme que chegasse nos americanos e tivesse mais chance de agradar”, ressaltou Rodrigues, que falou como porta-voz, na ausência do presidente da comissão, o cineasta Bruno Barreto.

O crítico Marcos Petrucelli, que também integrou a comissão, defendeu a escolha, apesar da forte repercussão internacional de outro candidato – Aquarius, de Kleber Mendonça Filho. “O Aquarius ganha essa projeção nos Estados Unidos porque é um filme já visto, ele passou no festival de Cannes”, disse ao lembrar que O Pequeno Segredo ainda não foi lançado comercialmente. A estreia do filme está prevista para o próximo dia 22.

Com roteiro de Marcos Bernstein, o filme conta a história da família Schurmann, que vive ao redor do mundo a bordo de um veleiro, e tem suas vidas transformadas ao receber a menina órfã Kat. O diretor, David Schurmann, é o filho do meio da família Schurmann e já dirigiu filmes e séries para TV.

Polêmica

A presença de Petrucelli na comissão causou protestos no meio artístico, que questionou a isenção do crítico para participar da análise dos filmes. Ele havia feito duras críticas ao protesto do diretor Kleber Mendonça e atores do filme Aquarius, durante o Festival de Cinema de Cannes, na França, em maio.

Ao subir ao tapete vermelho, a equipe exibiu cartazes com frases como: “Um golpe de Estado ocorreu no Brasil”, “Brasil vive um golpe de Estado”, “O mundo não pode aceitar um governo ilegítimo” e “54.501.118 de votos queimados!”. Petrucelli, considerou a manifestação da equipe de Aquarius uma “bela estratégia para aparecer para o mundo”.

O posicionamento do membro da comissão levou a equipe de outro filme, o Boi Neon, dirigido por Gabriel Mascaro, a retirar a produção da lista de inscritos para receber a indicação brasileira. “É lamentável que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, endosse na comissão de seleção um membro que se comportou de forma irresponsável e pouco profissional”, dizia o comunicado divulgado no último dia 24 de agosto nas redes sociais.

A equipe de Boi Neon também defendeu os méritos da outra produção. “Aquarius foi o único filme latino-americano na competição oficial de Cannes, tendo sido aclamado pela crítica internacional. Diante da gravidade da situação e contrários à criação de precedentes desta ordem, registramos nosso desconforto em participar de um processo seletivo de imparcialidade questionável”, acrescenta a nota publicada na ocasião.

Comissão

A atriz Ingra Liberato e o diretor Guilherme Fiuza deixaram a comissão responsável pela escolha do representante brasileiro no Oscar antes do início do processo de seleção. Ingra divulgou um comunicado nas redes sociais em que também dizia que a comissão tinha “sua legitimidade questionada por grande parte da classe artística”. Fiuza alegou motivos pessoais para não participar da seleção.

Eles foram substituídos pelo cineasta Bruno Barreto e pela atriz e realizadora Carla Camurati.

Câmara deve decidir hoje futuro político de Eduardo Cunha

Relator do processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando o caso começou a tramitar no Conselho de Ética, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) será o primeiro a falar na sessão que definirá o futuro político do peemedebista, marcada para as 19h de hoje (12). De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, Rogério terá 25 minutos para apresentar os argumentos favoráveis à cassação do mandato de Cunha.

Depois de quase oito meses em que a representação esteve nas mãos do colegiado, Marcos Rogério formulou o parecer que resultou na continuidade do processo por um placar de 11 votos a nove, em junho. No texto, o parlamentar afirma que Cunha é o dono de pelo menos quatro contas na Suíça – Köpek; Triumph SP, Orion SP e Netherton – e classificou as contas como “verdadeiros laranjas de luxo”.

Os advogados de Cunha terão o mesmo tempo – 25 minutos – para rebater os argumentos de Rogério. O próprio Eduardo Cunha já confirmou que estará pessoalmente na sessão e também poderá se manifestar, reforçando, em 25 minutos, sua defesa.

Com a conclusão desta fase inicial, os deputados que forem se inscrevendo poderão falar por cinco minutos cada. Mas esta etapa da sessão pode ser interrompida a partir da fala do quarto parlamentar, se houver um acordo e a maioria em plenário decidir pelo fim da discussão.

A votação é nominal e o posicionamento de cada deputado será anunciado abertamente pelo painel eletrônico. São necessários 257 votos – equivalentes à maioria simples dos 513 deputados – para que Cunha perca o mandato como parlamentar.

Eduardo Cunha, que foi notificado sobre a sessão na última quinta-feira (8) pelo Diário Oficial da União, deve contar com o apoio de aliados que podem apresentar questões de ordem. O peemedebista quer que, a exemplo do que ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff no Senado, a votação seja fatiada, ou seja, que os parlamentares decidam separadamente sobre a perda do cargo e sobre a perda dos direitos políticos.

Cármen Lúcia toma posse hoje na presidência do STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia será empossada hoje (12) no cargo de presidente da Corte pelos próximos dois anos. Ela substituirá o ministro Ricardo Lewandowski, cujo mandato terminou.

A cerimônia está marcada para as 15h. Cerca de 2 mil pessoas foram convidadas, entre elas o presidente Michel Temer, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, além de outras autoridades. Na abertura, o cantor Caetano Veloso vai cantar o Hino Nacional.

Na cerimônia, a ministra quebrará o protocolo do Supremo e não haverá a tradicional festa de recepção aos convidados, bancada por associações de magistrados em todas as posses de ministros da Corte. Na semana passada, ao participar da última sessão na Segunda Turma, ela disse que não gosta de festa, mas de processo.

Cármen Lúcia Antunes Rocha tem 62 anos, foi indicada para o Supremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tomou posse em 2006. A ministra nasceu em Montes Claros (MG) e formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em 1977. Ela será a segunda mulher a assumir o cargo. A primeira foi a ex-ministra Ellen Gracie.

No seu dia a dia na Corte, Cármen Lúcia mantém hábitos simples, como ir trabalhar em seu próprio carro. Ela é a única integrante do colegiado que não utiliza carro oficial com motorista. A ministra é solteira, não tem filhos e mora em um apartamento funcional do STF, em Brasília.

Em 2007, ela também quebrou a tradição na Corte e foi à sessão usando calça comprida. Antes disso, uma regra interna determinava que mulheres só poderiam entrar no plenário usando saia.

Antes mesmo de assumir a cadeira de Lewandowski, Cármen Lúcia deixou claro, durante sessão recente, que prefere ser chamada de presidente e não de presidenta. “Eu fui estudante e sou amante da língua portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, não é não?”, afirmou, no mês passado.

Atuação no STF

No Supremo, a atuação da ministra pode ser resumida pelo rigor em casos envolvendo corrupção, pela postura firme a favor dos direitos das mulheres e o trato com a “coisa pública”.  Em viagens oficiais, ela opta por não receber diárias, apesar de ter direito.

Sem perfil corporativista, Cármen Lúcia, quando esteve na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2012, determinou a divulgação de seu contracheque, quando o STF discutia a validade da  Lei de Acesso à Informação.  Ela também proferiu decisões sobre casos de nepotismo e liminares que derrubaram pagamento de aumento a servidores públicos.

A ministra se declarou impedida para julgar a ação que pede o pagamento da correção de planos econômicos da década de 1990, porque o pai dela entrou na Justiça e seria beneficiado pela decisão do STF.

Entre os advogados que militam no Supremo, Cármen Lúcia é elogiada. Os profissionais afirmam nos bastidores que ela é sempre simpática e cordial e está bem informada sobre os processos. Recentemente, a ministra passou a fazer audiências por meio de videoconferência, evitando o deslocamento dos profissionais a Brasília.

Julgamentos

Em dez anos no Supremo, Cármen Lúcia foi relatora de importantes processos julgados pelo plenário, como a ação penal do ex-deputado federal Natan Donadon, primeiro parlamentar preso por sentença condenatória, e da ação que pretendia barrar autorização prévia para publicação de biografias não autorizadas.

A ministra também fez discursos duros contra a corrupção em processos envolvendo a Operação Lava Jato. Em novembro do ano passado, ao participar do julgamento que referendou a prisão do ex-senador Delcídio do Amaral, ela disse que “o crime não vencerá a Justiça e que os “criminosos não passarão”.

Na decisão em que a Corte autorizou a publicação de biografias não autorizadas, Cármen Lúcia disse repetidamente o dito popular: “Cala a boca já morreu”.

Com a ida da ministra para a presidência, Ricardo Lewandowski herdará os processos que estão no gabinete, entre eles as investigações da Operação Zelotes e a divisão dos royalties do petróleo.

Em nova proposta, Febraban oferece reajuste de 7%; bancários pedem 14,78%

Em uma mesa de negociação realizada nesta sexta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou aos bancários uma nova proposta de reajuste. A Fenaban propôs aumento de 7% nos salários e benefícios e um abono de R$ 3,3 mil, que será pago 10 dias após a assinatura do acordo.

A proposta foi recusada pelo Comando Nacional dos Bancários, que a considerou insuficiente.

Uma nova rodada de negociação foi marcada para terça-feira (13), às 14h. Até lá a greve, que começou terça-feira (6), está mantida, informou o Comando Nacional dos Bancários.

Os bancários pedem reajuste de 14,78% [sendo 5% de aumento real e mais a correção da inflação], 14o salário, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 8.297,61, entre outros.

“O valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, superior à inflação prevista para os próximos 12  meses, representa um ganho expressivo para a maioria dos bancários”, afirma, em nota, a Fenaban.

Segundo a federação, o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa.

De acordo com a Fenaban, após a proposta de hoje, as negociações continuam. Segunda-feira (12), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região faz assembleia a partir das 17h, quando a categoria deve decidir sobre os rumos do movimento.

Lúcia Araújo leva primeira medalha brasileira no judô paralímpico na Rio 2016

O Brasil conquistou a primeira medalha no judô paralímpico no Rio de Janeiro. A judoca Lúcia Araújo Teixeira ganhou a prata na disputa com a ucraniana Inna Cherniak, que ficou com o ouro na categoria até 57 quilos, nesta tarde, na Arena Carioca 3 do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

Competiram hoje (9) na primeira fase os judocas brasileiros Abner Nascimento de Oliveira, na categoria até 73 quilos, que perdeu para Mauricio Briceno, da Venezuela, Harley Damião Pereira Arruda, na categoria até 81 quilos, que perdeu para José Effron, da Argentina.

Maior campeão paralímpico, o brasileiro Antônio Tenório, compete na primeira fase amanhã (10) de manhã contra o alemão Oliver Upman, na categoria até 100 quilos. Responsável pela primeira medalha de ouro brasileira, em Atlanta, Estados Unidos, nos Jogos de 1996, Tenório tem quatro medalhas de ouro e uma de bronze. Também amanhã às 10h10, o judoca Wilians Silva de Araujo enfrenta o iraquiano Garrah Albdoor nas quartas de final, na categoria acima de 100 quilos.

No judô feminino até 70 quilos, Alana Maldonado Martins compete nas quartas de finais com a britânica Natalie Greenhough. Na categoria acima de 70 quilos, Deanne Silva de Almeida disputa as quartas de final com a norte-americana Sarah Chung.

Os atletas brasileiros participam em 12 categorias do judô e a expectativa da seleção é que possam conquistar de duas a três medalhas. No total, o judô já rendeu ao Brasil 18 medalhas na história dos Jogos, sendo quatro de ouro (todos conquistados por Antônio Tenório), cinco de prata e nove de bronze. Na Olimpíada de Londres, em 2012, o judô conquistou uma medalha de prata e três de bronze.

O judô passou a ser disputado nos Jogos Paralímpicos de Seul, em 1996. As mulheres só passaram a competir nas Paralimpíadas nessa modalidade nos Jogos de Atenas, em 2004.

Judô paralímpico

No judô paralímpico, há três categorias – B1 (cego total), B2 (percepção de vultos) e B3 (com definição de imagens) – cada uma com diferentes graus de acuidade visual – e as três disputam entre si em suas respectivas categorias de peso. Em função disso, o judô paralímpico já começa na posição da pegada, Kumikata, para que os que têm menor grau de visão não sejam prejudicados.

Qualidade da educação avança na rede estadual de ensino do Paraná

A qualidade da educação na rede estadual de ensino está superior aos anos anteriores. É que mostra o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta quinta-feira (8), em Brasília. Na rede pública estadual, o índice passou de 3,4 no ensino médio para 3,6. Nos anos finais no ensino fundamental, subiu de 4,1 para 4,3 e avançou de 5,8 para 6,1 nos anos iniciais.

O Ideb de 4,3 para os anos finais do fundamental é o melhor índice já alcançado pelas instituições públicas do Estado. Já o ensino médio nas instituições públicas passou da 8ª para a 5ª posição, contribuindo de maneira significativa para que o Estado tenha alcançado a 6ª posição na classificação geral.

Somada a participação das escolas particulares, o índice geral atingiu 6,2 nos anos iniciais do fundamental, 4,6 nos finais e, no ensino médio, 3,9.

Com essa evolução, o Paraná ocupa a 4ª posição nos anos iniciais, a 6ª nos finais e a 6ª colocação também no médio, levando-se em conta as redes pública e particular.

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, credita a melhora de desempenho aos primeiros frutos do Programa Meta – Minha Escola Tem Ação, carro-chefe da área pedagógica. O programa tem como objetivos elevar os índices educacionais, reduzindo o abandono e a reprovação por meio de uma boa gestão escolar.

“Para isso, trazemos a família cada vez mais para dentro da escola, estimulando a participação e melhorando o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Também a rede de proteção, que inclui conselhos tutelares, prefeituras municipais, Ministério Público e outros órgãos públicos, nos ajuda a manter os estudantes em sala de aula”, comenta Ana Seres.

Ela acrescenta que mesmo com a greve de professores do ano passado, houve melhora no indicador. “Isso mostra que o empenho na reposição das aulas e o nosso rigor na cobrança do cumprimento dos 200 dias letivos, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), surtiram efeito”, diz a secretária.

“Sou muito grata pelo envolvimento e dedicação de todos: funcionários, professores, diretores e equipes dos Núcleos e da Secretaria. Graças a cada um conseguimos esse resultado no principal indicador da educação”, comenta Ana Seres.

MÉDIO – A secretária destaca que o ensino médio passará por uma reforma. “O médio ainda registra maior taxa de evasão. É necessário adequar essa etapa do ensino para reverter esse quadro em cenário nacional. Mas esse é um trabalho que será feito a nível nacional e que inclui a aprovação do projeto de lei nº 6840/2013, que tramita na Câmara”, lembra Ana Seres.

O IDEB – O Índice foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas de melhoria do ensino. O Ideb é calculado a partir de dois componentes – a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep.

As taxas de aprovação são obtidas a partir do Censo Escolar, realizado anualmente. Já as médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil, para o ensino fundamental nas escolas municipais, e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para o ensino médio nos estados e no País, aplicados a cada dois anos. As metas estabelecidas pelo Ideb são diferenciadas para cada escola e rede de ensino, com o objetivo único de alcançar 6 pontos até 2022, média correspondente ao sistema educacional dos países desenvolvidos.

O Ideb representa a iniciativa pioneira de reunir, em um só indicador, dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga escala do Inep à possibilidade de resultados que permitem traçar metas de qualidade educacional.

Consumidor poderá pagar menos por energia fora do horário de pico em 2018

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (6) o cronograma para a adoção de preços diferentes de energia de acordo com o horário de consumo. Com a tarifa branca, o consumidor poderá pagar mais barato pela energia consumida fora do horário de pico.

A tarifa branca começará a valer a partir de 2018, quando deverá estar disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês. Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.

Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem um valor único cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas. A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia elétrica.

Com as novas regras, nos dias úteis, o preço da energia poderá ter dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora. O horário de ponta, que terá a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A taxa intermediária será uma hora antes de uma depois do horário de ponta. Nos feriados nacionais e nos finais de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Segundo a Aneel, se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia fora do período de ponta, diminuindo fortemente o consumo no horário de ponta e no intermediário, a opção pela Tarifa Branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida.

Para aderir à Tarifa Branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual.Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia, e os custos da troca serão de responsabilidade da distribuidora. Segundo a Aneel, o Inmetro já aprovou um modelo de medidor, e deverá aprovar outros modelos no ano que vem, o que permitirá a fabricação em escala do equipamento no país.

Cientistas da Fiocruz concluem que pernilongo comum não transmite vírus Zika

Cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) concluíram que o pernilongo ou muriçoca, mosquito de hábitos doméstico e noturno, de nome científico Culex quinquefasciatus, não transmite o vírus Zika. A pesquisa foi divulgada ao público nesta terça-feira (6), em conjunto com a revista científica PLoS (Public Library of Science) Neglected Tropical Diseases, e tem parceria do Instituto Pasteur de Paris.

Os trabalhos foram coordenados pelo médico veterinário Ricardo Lourenço, do IOC, e envolveram um total de 42 pesquisadores. Em uma primeira fase, no ano passado, eles coletaram cerca de 1.600 mosquitos, cerca da metade deles Culex e o restante Aedes aegypti, em quatro bairros da cidade do Rio: Copacabana, Manguinhos, Triagem e Jacarepaguá. Uma pequena parte, só 26 indivíduos, era de Aedes albopictus.

Os mosquitos foram testados e nenhum dos Culex era portador do vírus Zika. Em uma segunda fase, foi criada uma colônia de mosquitos no IOC e eles foram expostos, alimentados e contaminados com sangue contendo o vírus Zika. Os insetos foram minuciosamente examinados para detectar se havia vírus vivo neles, incluindo o estômago, a cabeça e a saliva, mas mesmo assim não foi identificado o causador da Zika nos pernilongos.

“Nós examinamos a saliva do mosquito, para ver se o vírus ativo infectante estava ali. Nós não encontramos nenhuma vez o vírus. Isto nos convenceu de que esse mosquito não era capaz de transmitir a Zika. Já os Aedes aegypti se infectavam de 80% a 100% das vezes, com uma quantidade de saliva com muitos vírus”, disse Ricardo Lourenço.

O cientista afirmou que o trabalho, que descarta a transmissão do Zika pelo pernilongo comum, representa um direcionamento importante para as políticas públicas de combate à doença, pois evitará desperdício de recursos financeiros e esforços de saúde no combate a esse inseto em particular.

Outras informações podem ser obtidas na página do IOC na internet.

Moro autoriza novo depoimento de Léo Pinheiro na Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro autorizou hoje (6) novo depoimento do ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, na Operação Lava Jato. Ontem (5), após ser preso pela segunda vez na operação, a defesa do empreiteiro pediu nova oitiva para colaborar com o processo. O novo depoimento será no dia 13 de setembro.

Pinheiro é réu na ação penal da Operação Lava Jato em que o ex-senador Gim Argello é acusado de atuar para evitar a convocação de empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada em 2009.

No primeiro depoimento, prestado no dia 24 de agosto, o empreiteiro permaneceu em silêncio durante audiência com Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal. Dois dias antes do depoimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia suspendido a negociação do acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, após a divulgação pela revista Veja de vazamentos do acordo.

Ontem (5), ao decretar novamente a prisão de Pinheiro, Moro disse que a prisão não tem relação com a suspensão das negociações do acordo de delação premiada. No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para aguardar o andamento das investigações.

Na Lava Jato, o empreiteiro também responde pela suposta participação no esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por, supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia.

Dólar tem maior queda em mais de três meses e volta a se aproximar de R$ 3,20

Numa sessão marcada pela volta das negociações internacionais, após um feriado nos Estados Unidos, a moeda norte-americana teve a maior queda em mais de três meses e voltou a aproximar-se de R$ 3,20. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 3,208, com queda de R$ 0,074 (-2,26%). A cotação fechou no menor valor desde 22 de agosto (R$ 3,202).

O recuo de quase R$ 0,08 foi o maior em um único dia desde 28 de junho, quando a cotação tinha caído R$ 0,089. A moeda iniciou a sessão vendida próxima da estabilidade, mas passou a cair a partir das 10h, até fechar próximo da mínima do dia. A divisa acumula queda de 1,27% em setembro e recuo de 18,7% em 2016.

O dia também foi de otimismo no mercado de ações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,95%, aos 60.129 pontos. Foi a primeira vez desde setembro de 2014 que o indicador superou a barreira dos 60 mil pontos.

A sessão foi influenciada tanto por fatores externos como internos. No Brasil, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento destacou que a autoridade monetária só reduzirá os juros se sentir confiança de que a meta de inflação para 2017, de 4,5% mais 1,5% de tolerância, será cumprida.

No exterior, a divulgação de que o setor de serviços nos Estados Unidos teve desempenho negativo em agosto na comparação com agosto do ano passado trouxe otimismo aos países emergentes. A possibilidade de que a recuperação da maior economia do planeta demore mais que o esperado pode fazer com que o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, adie o reajuste dos juros básicos no país. Taxas baixas nos países desenvolvidos estimulam a aplicação de recursos financeiros em países emergentes como o Brasil, que pagam juros mais altos.