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quarta-feira, 8 abril 2026
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Robson Conceição garante no boxe mais um ouro para o Brasil

O boxeador Robson Conceição conseguiu o terceiro ouro para o Brasil nesta terça-feira ao derrotar o francês Sofiane Oumiha na final do peso ligeiro (até 60 kg).

Medidas de projeto de lei enviado à Assembleia não oneram o contribuinte

O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, apresentaram nesta segunda-feira (15) as medidas do projeto de lei (PL) encaminhado à Assembleia Legislativa que moderniza a gestão administrativa e tributária do Estado. As alterações propostas não oneram o contribuinte paranaense e garantem mais receitas para o Paraná.

As medidas são a continuidade do ajuste fiscal implementado pelo Governo do Estado desde o fim de 2014, afirmou o secretário Valdir Rossoni. “Estamos permanentemente em ajuste para sobreviver a esta crise que atinge o nosso País”, disse. A proposta deve tramitar em regime de urgência no legislativo e, se aprovada, irá subsidiar a elaboração da proposta orçamentária para o ano de 2017.

No período da tarde, o governador em exercício Ademar Traiano reuniu no Palácio Iguaçu os deputados da base aliada para falar sobre o projeto de lei, de iniciativa do Governo do Estado, encaminhado mais cedo à Assembleia.

De acordo com o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli, o projeto deve ser aprovado em razão da importância das medidas. “Tratamos aqui de temas de interesse público. O Estado tem que fazer esses ajustes, eles são necessários. O Paraná precisa adotar medidas que dão eficiência à máquina pública”, disse Romanelli.

MEDIDAS – Entre as medidas apresentadas pelos secretários está a dispensa do pagamento dos créditos tributários do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) decorrentes de fatos geradores ocorridos antes 31 de dezembro de 2011. Ou seja, as dívidas de IPVA com mais de cinco anos, já prescritas, serão perdoadas.

O Estado também pede a autorização da Assembleia para contratar uma operação de crédito no valor de R$ 150 milhões com o Banco do Brasil. O recurso será destinado ao programa Rotas de Desenvolvimento, de revitalização das rodovias estaduais. A operação já foi negociada com a instituição financeira, mas precisa de autorização legislativa e do Ministério da Fazenda para ser concretizada.

CONTROLE ACIONÁRIO – O secretário Mauro Ricardo esclareceu alguns pontos do projeto, como o que autoriza a alienação de ações de empresas públicas e sociedades de economia mista, desde que assegurada a manutenção do controle acionário pelo Estado.

“Não há qualquer intenção de venda de controle acionário das estatais. Nós temos um excedente de ações que ultrapassa a quantidade necessária para a manutenção do controle acionário pelo Estado e avaliamos a possibilidade de trocas de ativos”, explicou Costa. “A população não se beneficia desses ativos, que podem ser trocados por outros mais úteis, em especial nas áreas de habitação, transporte e educação”, ressaltou o secretário.

As medidas incluem, ainda, mudanças no funcionamento do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais (CCRF), alterações nos limites para ajuizamento de ações na justiça (que passa de R$ 15 mil para R$ 35 mil), fortalecimento das atribuições do Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE) e autorização para que o Detran reduza taxas de locadoras de veículos para combater a guerra fiscal com outras unidades da federação.

ARRECADAÇÃO – Duas medidas trarão impacto direto na arrecadação do Estado. Está prevista a criação da taxa de controle, acompanhamento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos hídricos (TCFRH) e da taxa de controle, monitoramento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerais (TCFRM).

Como já ocorre em Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Amapá, essas taxas serão cobradas de empresas que exploram recursos hídricos e minerais para aproveitamento econômico, principalmente geração de energia, e a vendem para outros estados. A medida pode gerar uma receita anual ao Paraná de cerca de R$ 100 milhões. Os recursos serão aplicados, integralmente, em projetos da área do meio ambiente.

Os recursos hídricos destinados ao abastecimento de água e para a produção de energia destinada à distribuição e consumo no Paraná terão isenção da taxa. Isso significa que os consumidores paranaenses não serão onerados, explicou Costa.

“A intenção é cobrar da água usada na geração de energia que é remetida para outra unidade da federação”, disse o secretário da Fazenda. “Isso porque não existe o ICMS na geração de energia, apenas no consumo. Então tudo aquilo que o Paraná gera de energia e vende para outro estado, não fica ICMS correspondente”, acrescentou.

Da mesma forma com os recursos minerais, que terão isenção na exploração de calcário e argila e redução da taxa que atenda as peculiaridades das atividades econômicas do Estado.

CONFIRA OS PRINCIPAIS PONTOS DO PROJETO:

CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS – Prevê instituição de súmula vinculante para reduzir o contencioso administrativo (matérias já pacificadas pelo conselho passam a orientar a decisão de novos processos); extinção do recurso hierárquico (é favorável ao contribuinte, porque o julgamento final fica exclusivamente no âmbito do CCRF, eliminando a terceira instância, que era o Secretário da Fazenda) e instituição do depósito administrativo. O CCRF será constituído por no mínimo duas e no máximo quatro Câmaras, compostas, cada uma, por seis Conselheiros (três do Estado e três dos contribuintes).

RECURSOS HÍDRICOS E MINERAIS – Cria taxa de controle, acompanhamento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos hídricos e taxa de controle, monitoramento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerais. Minas Gerais (Lei nº 19.976/2011), Pará (Lei nº 7.591/2011 e Lei nº 8.091/2014), Rio de Janeiro (Lei nº 7.182/2015), Mato Grosso do Sul (Lei nº 4.301/2012) e Amapá (Lei nº 1.613/2011) já cobram essas taxas. Não há impacto para consumidores residenciais ou comerciais do Paraná.

ITCMD – Os Notários e os Vogais da Jucepar deixam de ser responsáveis solidários no pagamento do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doações de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) e ficam sujeitos a multa de R$ 5 mil caso promovam algum ato sem que seja verificada previamente o pagamento do imposto. Estabelece como valor do bem (comercial) a data de publicação do último balanço patrimonial. Normatiza o pagamento do imposto no caso de transferência do bem para usufruto e quando da extinção desta condição.

ICMS – Adequa a legislação estadual ao disposto no Convênio ICMS nº 93/2015, que promoveu alterações na cobrança do ICMS incidente nas operações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final, não contribuinte do imposto.

IPVA – Dispensa do pagamento dos créditos tributários do IPVA decorrentes de fatos geradores ocorridos até 31/12/2011, ajuizados ou não, não autorizando a restituição ou compensação de importâncias já recolhidas.

TAXA JUDICIÁRIA – Isenta o Estado do Paraná e suas autarquias, a Defensoria Pública Estadual e o Ministério Público do Estado do Paraná das custas e taxas judiciais cobradas pelo Tribunal de Justiça do Paraná nos processos em que o Estado é parte, para evitar que use recursos para realizar um pagamento para ele próprio.

DÍVIDA ATIVA – Amplia de R$ 15 mil para R$ 35 mil o limite mínimo para ajuizamento de ações para cobrança da dívida ativa. Valores menores serão cobrados de outras maneiras, como protesto, por exemplo. A medida permite que procuradores se dediquem a causas mais relevantes.

CONSELHO DE CONTROLE DAS EMPRESAS ESTADUAIS – Institui o CCEE, órgão colegiado de caráter consultivo e normativo, com a atribuição de assessorar o Governador no estabelecimento de diretrizes, fazer acompanhamento das atividades e avaliação de desempenho das empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas estaduais. Caberá ao CCEE autorizar o aumento de capital das empresas públicas, sociedades de economia mista e de suas subsidiárias, desde que não haja aporte de recursos financeiros do Tesouro do Estado, e também deliberar sobre temas societários, financeiros, econômicos, contábeis, recursos humanos, previdenciários, entre outros, pertinentes às fundações públicas, serviços sociais autônomos, empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias. A nomeação, exoneração, fixação de mandatos e remuneração de diretores e membros dos Conselhos de Administração e Fiscal das empresas estaduais dar-se-ão conforme previsto na Lei Federal nº 6.404/76 (Lei das S/A) e conforme diretrizes estabelecidas no Conselho de Controle das Empresas Estaduais.

IMÓVEIS – Dispensa a autorização legislativa para alienação de imóveis das empresas públicas e sociedades de economia mista não dependentes. Fica mantida a exigência para administração direta, entidades autárquicas e fundacionais e empresas públicas dependentes. Autoriza a Cohapar a alienar os bens imóveis do Estado que já possuam autorização legislativa e autoriza que se possa integralizar o capital da Cohapar com imóveis de que trata a Lei nº 18.663/15.

ALIENAÇÃO DE AÇÕES – Autoriza a alienação de ações de empresas públicas e sociedades de economia mista, desde que assegurada a manutenção do controle acionário pelo Estado do Paraná.

TAXAS DO DETRAN – Autoriza a redução de taxas do Detran de veículos de propriedade de empresas locadoras de veículos, até o limite da redução praticada em outros Estados, como forma de preservar a economia paranaense e de evitar danos à arrecadação tributária.

MULTAS DO NOTA PARANÁ – Disciplina a forma de atualização monetária incidente sobre as multas aplicadas no âmbito do Programa Nota Paraná e não pagas no vencimento.

CADIN – Prevê que o envio de correspondências aos devedores do Estado, relativamente a débitos a serem inscritos no Cadin, pode ser efetivado por todos os órgãos e entidades e não apenas pela Secretaria da Fazenda.

COPEL – Autoriza o Estado a celebrar Termo Aditivo com a Copel relativos aos saldos remanescentes da Conta de Resultados a Compensar (CRC), contemplando a carência parcial do pagamento de juros e amortização.

PARCELAMENTO DE DÉBITOS – Autoriza o Estado a parcelar os débitos vencidos e não pagos junto à Copel e Sanepar, relativos a serviços prestados até a data de publicação da Lei.

PRSEC – Define que a Companhia Paranaense de Securitização não disporá de quadro de pessoal efetivo por se tratar de uma sociedade de propósito específico.

OPERAÇÃO DE CRÉDITO – autoriza o Paraná a contratar operação de crédito com o Banco do Brasil no valor de R$ 150 milhões.

Qual é o preço das medalhas dos Jogos Olímpicos?

O preço de uma medalha olímpica é muito inferior em comparação ao seu valor simbólico e emocional. Porém, a maioria dos países oferece aos atletas, que conquistam o pódio, recompensas.

Na América Latina, o país que oferece os prêmios mais altos é o México. A Comissão Nacional da Cultura Física e do Esporte oferece a cada atleta cerca de 160.000 dólares (R$ 560 mil) por cada medalha de ouro, 106.000 (R$ 370 mil) pela de prata e 53.000 (R$ 190 mil) pela de bronze.

Os argentinos que conseguirem conquistar a medalha de ouro no Rio 2016 receberão 75.000 dólares (R$ 260 mil), enquanto os treinadores deles — 18.750 (R$ 65 mil). Se o esporte é coletivo, a equipe deve distribuir entre os seus membros a quantia de 350.000 dólares (R$ 1,2 milhão). Medalhistas de prata receberão 35.000 dólares (R$ 120 mil) cada, enquanto os seus treinadores — 8.750 (R$ 30 mil). Finalmente, por medalha de bronze, os atletas receberão 25.000 dólares (R$ 90 mil).

Colômbia recompensa por medalhas de ouro 56.700 dólares (R$ 200 mil), pelas de prata — 33.000 (R$ 130 mil) e pelas de bronze — 23.400 (R$ 80 mil), de acordo com a Coldeportes, organização nacional dedicada a promover o esporte.

Os atletas chilenos, que conquistarão ouro no Rio 2016, receberão 51.000 dólares (R$ 180 mil) do Instituto Nacional do Esporte. Se ganhar prata, o atleta receberá 41.000 dólares (R$ 140 mil) e se alcançar a terceira colocação — 27.900 dólares (R$ 100 mil).

Bolívia nunca ganhou uma medalha olímpica. Por essa razão, o presidente Evo Morales ofereceu 50.000 (R$ 175 mil), 40.000 (R$ 140 mil) e 30.000 (R$ 105 mil) dólares para 12 atletas bolivianos que conseguirem, nas competições, medalhas de ouro, prata ou bronze.

O anfitrião da Olimpíada, Brasil, ocupa uma das últimas posições, oferecendo aos ganhadores de medalhas, sejam elas de ouro, prata ou bronze, uma quantia de 11.000 dólares (R$ 40 mil) por medalha.

Fora da América Latina, o país que premia mais os seus desportistas é Cingapura. A nação asiática paga 755.900 dólares (R$ 2,6 milhões) por cada ouro. Rússia paga 61.000 dólares (R$ 210 mil) pelo ouro, 38.000 (R$ 130 mil) pela prata e 26.000 (R$ 90 mil) pelo bronze. EUA oferecem 25.000 dólares (R$ 90 mil) por medalha de ouro, 15.000 (R$ 50 mil) pela prata e 10.000 (R$ 35 mil) pelo bronze.

O caso mais curioso é o da Suécia, que não paga qualquer recompensa, considerando que atletas devem manter o espírito amador dos Jogos Olímpicos. Ao invés de recompensas, os atletas recebem ursos de pelúcia.

Museu Oscar Niemeyer abre mostra do fotógrafo Valdir Cruz

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abre na sexta-feira (19), às 19 horas, na sala 7, a mostra Valdir Cruz: IMAGO – o olhar do sabiá. Vivendo em Nova Iorque desde 1978, o artista expõe agora em Curitiba o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de mais de 30 anos no Paraná. No dia da abertura haverá um bate-papo, às 18 horas, com Cruz e o curador da mostra, Rubens Fernandes Junior, no Miniauditório. A é entrada gratuita.

A escolha da data de abertura é uma homenagem ao Dia Internacional da Fotografia. A mostra segue até o dia 4 de dezembro no MON.

A exposição apresenta o trabalho de um dos mais respeitados fotógrafos no âmbito internacional. “Para o Museu Oscar Niemeyer, realizar esta mostra de Valdir Cruz, reconhecido pelo altíssimo nível do acabamento do seu trabalho que faz com que o preto e o branco possam revelar um espectro de cores tão ou mais completo que qualquer imagem colorida, demonstra o empenho com que trabalhamos para trazer ao público o que de mais importante acontece na esfera das artes visuais no mundo, ainda com orgulho por se tratar de um artista paranaense”, ressalta a diretora-presidente do MON Juliana Vosnika.

Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, a mostra trata de três temas – que se transformaram em três livros, todos relativos ao Paraná: Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (1991 a 1993), com 30 obras; o ensaio O caminho das águas (1994 a 2005) possui 14 fotografias; e o ensaio Guarapuava (1982 – 2011), composto por 36 fotografias da cidade natal do artista, que juntos somam 80 imagens. Sobre este último, o fotógrafo comenta: “Foi um projeto de vida. Trinta anos de fotografia, que resultaram em mais de 5 mil negativos”.

“Os três ensaios aqui reunidos, pela primeira vez, denotam não apenas a importância da produção fotográfica de Valdir Cruz, mas, principalmente, resgatam sua presença no cenário das artes visuais do Paraná, depois de 25 anos sem expor em Curitiba. Cada uma das fotografias aqui exibidas tem uma história particular. São evocativas e de uma beleza sublime. Seu olhar não apenas investiga e documenta, mas evidencia sua emoção naquele espaço territorial que abrigou as primeiras investigações e experimentações com a fotografia”, pontua o curador.

SOBRE O ARTISTA – Valdir Cruz nasceu em Guarapuava, no sul do Paraná, em 1954. Embora esteja vivendo nos Estados Unidos há mais de 30 anos, o principal foco de seu trabalho em fotografia é o povo e a paisagem do Brasil. De 1995 a 2000, concentrou-se em Faces da Floresta, projeto que documentou a vida dos povos indígenas do Norte da Amazônia brasileira e que lhe valeu, em 1996, uma bolsa da Fundação Guggenheim. Seu trabalho está presente nas coleções permanentes do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Museum of Modern Art (MoMA), de Nova Iorque, Museum of Fine Arts, de Houston, e do Smithsonian Institute, em Washington, D.C., entre outras. Valdir Cruz divide seu tempo entre seus estúdios em Nova Iorque e São Paulo.

Publicou os seguintes livros: Guarapuava; Bonito: Confins do Novo Mundo; Raízes: Árvores na paisagem do Estado de São Paulo; O caminho das águas; Faces da Floresta: Os Yanomami; Faces of the rainforest: The Yanomami; Faces of the rainforest; Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais

Serviço

“Valdir Cruz: IMAGO – o olhar do sabiá”

Data: 19 de agosto, sexta

Bate-papo

Horário: 18 horas

Local: Miniauditório

Com Valdir Cruz e Rubens Fernandes Junior

Abertura da mostra

Horário: 19h

Local: Sala 7

Entrada gratuita para ambos os eventos

Até dia 4 de dezembro de 2016

Visitação: terça a domingo das 10h às 18h

Ingressos: R$ 12 e R$6 (meia-entrada)

Dias e horários especiais

Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h

Primeira quinta do mês: horário estendido até 20h, gratuito após as 18h.

Domingo + Arte: programação especial todos os domingos

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

Museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter:monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

Morre aos 71 anos a atriz Elke Maravilha

A atriz Elke Maravilha morreu na madrugada de hoje (16), aos 71 anos, no Rio de Janeiro. Elke estava internada desde o fim de junho para tratar uma úlcera e chegou a ser operada. Desde então, a atriz ficou em coma induzido na Casa de Saúde Pinheiro Machado, nas Laranjeiras, zona sul do Rio.

No perfil de Elke na rede social Facebook, familiares confirmaram o falecimento da atriz: “Avisamos que nossa Elke já não esta por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan.”.

Carismática e bem-humorada, com um estilo irreverente e ousado de ser, a atriz, modelo e apresentadora Elke Georgievna Grunnupp era russa, nascida na então Leningrado, hoje São Petersburgo, em 22 de fevereiro de 1945.

Filha de um russo e de uma alemã, ela tinha seis anos quando sua família emigrou para o Brasil, fugindo de perseguições políticas do stalinismo soviético. O casal e os três filhos, privados da cidadania russa, se estabeleceram em um sítio em Itabira (MG) e, mais tarde, em outra cidade mineira Jaguaruçu.

Naturalizada brasileira, Elke saiu de casa aos 20 anos para morar sozinha no Rio de Janeiro, onde arrumou emprego como secretária bilíngue, valendo-se de sua fluência em oito idiomas, muitos deles aprendidos no próprio ambiente familiar. Fluência que a levou a formar-se em Letras e a trabalhar como professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras.

Começou a carreira de modelo no final da década de 60, desfilando para o estilista Guilherme Guimarães. Trabalhou para outros grandes estilistas e logo ficou famosa no mundo da moda, projetando uma imagem que simbolizava transgressão e liberação.

Foi nos desfiles que conheceu a estilista Zuzu Angel, de quem ficou amiga. Na época, em pleno regime militar, Zuzu denunciava ao mundo o desaparecimento de seu filho Stuart Angel Jones, que hoje o Brasil sabe ter sido torturado e morto por agentes da ditadura na Base Aérea do Galeão.

No final de 1971, Elke foi presa no Aeroporto Santos Dumont, depois de rasgar, aos gritos de “covardes! Como ousam? Vocês já o assassinaram!”, cartazes de procurado com a fotografia de Stuart. Enquadrada na Lei de Segurança Nacional, Elke teve a cidadania brasileira cassada, tornando-se apátrida. Anos depois, requisitou e obteve a cidadania alemã, a única que passou a possuir.

A essa altura, já havia iniciado carreira de atriz, no cinema, com o nome artístico que a consagrou, dado pelo jornalista Daniel Más, espanhol naturalizado brasileiro e colunista social de vários jornais cariocas. Em 1972, Elke Maravilha surge na televisão, como jurada do programa do “Velho Guerreiro” Abelardo Chacrinha Barbosa.

Na televisão, foi também jurada do Show dos Calouros, de Sílvio Santos, apresentou o talk show Elke, no SBT, além da novela A volta de Beto Rockfeller, na TV Tupi (1973) e da minissérie Memórias de um Gigolô (1986), na TV Globo, entre outras papéis e participações especiais.

No cinema, foram 28 filmes, a começar por Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971), passando por títulos como Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues, Pixote, a lei do mais fraco (1981), do recém-falecido diretor Hector Babenco, e até mesmo o filme biográfico sobre Zuzu Angel, no qual aparece em participação especial cantando num cabaré a música alemã Lili Marlene, sucesso de Marlene Dietrich. Nesse filme, a própria Elke foi personagem, interpretada pela atriz Luana Piovani. Atuou ainda em 11 peças teatrais.

Elke por ela mesma:

“Perguntam-me como criei este estilo, este visual que me caracteriza. Digo que sempre busquei compor este jeito, claro que não era assim como agora, pois hoje a coisa é mais abrangente. Com o tempo venho me descobrindo muito mais por dentro e colocando o que descubro para fora. Costumo dizer que sempre fui assim, só que com o tempo estou piorando! Na realidade, sempre fui um trem meio diferente, sabe? Ainda adolescente resolvi rasgar a roupa, desgrenhei o cabelo, exagerei na maquiagem e saí na rua… Levei até cuspida na cara. Mas foi bom porque entendi aquela situação como se estivessem colocando-me em teste. Talvez, se meu estilo não fosse verdadeiramente minha realidade interior, eu teria voltado atrás. Mas sabia que nunca iria recuar. Eu nunca quis agredir ninguém! O que eu quero é brincar, me mostrar, me comunicar”.

Unespar sedia eventos sobre questões de gênero, feminismo e políticas públicas

A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) é parceira do II Encontro de Gênero, Feminismos e Políticas Públicas e do V Seminário Regional de Combate à Violência Contra as Mulheres. Os eventos acontecem entre 22 e 27 de agosto, no Câmpus de União da Vitória.

De acordo com a organização, o objetivo é promover diálogos em torno das questões que discutam gênero, corpo, sexualidades, políticas ou identidades LGBT, feminismos, masculinidades, violência contra as mulheres e demais temas nos mais variados campos de pesquisa.

Entre as atividades programadas estão a realização do Fórum dos Direitos das Mulheres, apresentações de trabalhos em comunicações orais, mesa-redonda sobre movimentos sociais e sindicais e lançamentos de publicações vinculadas ao projeto de extensão Gênero e Diversidade Sexual. Além disso, os inscritos terão a oportunidade de participar de palestras sobre a cultura do estupro, o aborto e questões relacionadas ao universo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (LGBT).

Os eventos são uma iniciativa do Fórum dos Direitos das Mulheres e também contam com o apoio Pró-reitoria de Extensão de Cultural (Proec), da direção do Câmpus de União da Vitória, das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu (Uniguaçu), da APP-Sindicato de União da Vitória, do Coletivo Feminista Mais que Amélias e do Grupo Insurgência Feminista.

Para participar da programação, os interessados podem se inscrever até sexta-feira (19/08), como ouvintes. As orientações para efetivação da inscrição e a programação completa dos eventos estão disponíveis em rstmaisqueamelias.wix.com/eventos.

Pesquisa indica inflação em ritmo menor, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,48%, na segunda prévia de agosto, o que representa um acréscimo de 0,02 ponto percentual acima do resultado anterior (0,46%). A apuração mostra que diminuiu a intensidade de alta, já que na primeira prévia, o índice tinha passado de 0,37% para 0,46%.

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Foram constatados acréscimos em seis dos oito grupos pesquisados com destaque para transportes (de 0,32% para 0,36%) sob a influência do etanol (de 0,96% para 2,19%). Em saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,87% para 0,91%, puxado pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,38% para 2,58%).

No grupo educação, leitura e recreação , houve alta de 1,10% ante 1,06% sob o efeito, principalmente, do reajuste dos ingressos para show musical (9,49% para 11,87%). Em comunicação , a taxa passou de 0,18% para 0,55% com a tarifa de telefone móvel 1,86% mais cara ante uma variação de 0,01%.

Inversão da queda

Já em habitação, houve inversão da queda de 0,01% para uma estabilidade. Nesta classe de despesa, a maior contribuição foi o aumento nos serviços de conserto de eletrodomésticos (0,88% para 1,13%). E, no grupo vestuário, houve ligeira elevação (de 0,31% para 0,32%) e, entre os artigos que mais pressionaram o índice, está a camisa masculina (0,73% para 1,00%).

Nos dois grupos restantes, foram verificados aumentos em ritmo menor do que na apuração passada: alimentação (de 0,72% para 0,69%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,19%).

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: leite tipo longa vida (11%); show musical (11,87%); refeições em bares e restaurantes (0,82%); perfume (4,38%) e plano e seguro saúde (1,05%).

Em sentido oposto, os itens que mais colaboraram para conter o avanço foram: batata-inglesa (-18,95%); tarifa de eletricidade residencial (-1,67%); cebola (-26,75%); tomate (-9,91%) e alface (-9,13%).

Propaganda eleitoral começa hoje nas ruas e na internet

A propaganda eleitoral nas ruas e na internet está autorizada a partir hoje (16), de acordo com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Os candidatos aos cargos de prefeito e vereador nas eleições de outubro podem participar de carreatas, distribuir panfletos e usar carros de som das 8h às 22h. Também estão permitidos comícios das 8h às 24h. A campanha vai até 1º de outubro, um dia antes do primeiro turno.

A propaganda foi autorizada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receber ontem (15) o número parcial de 485.268 mil pedidos de registros de candidaturas. O número final deve ser divulgado hoje.

A partir de agora, caberá aos juízes eleitorais julgar os pedidos de registro, que poderão ser indeferidos se os candidatos não cumprirem os requisitos legais, entre eles estar elegível pela Lei da Ficha Limpa. A norma impede que pessoas condenadas por órgãos colegiados disputem eleições pelo prazo de oito anos.

Fiscalização

Nestas eleições, a Justiça Eleitoral em todo o país utilizará novas regras para fiscalizar os recursos empregados nas campanhas dos candidatos. De acordo com a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso no ano passado, os partidos e coligações deverão prestar contas aos tribunais regionais eleitorais (TREs) a cada 72 horas. Os dados poderão ser consultados no site do TSE.

Pela nova norma, os candidatos também estão proibidos de receber doações de empresas e só poderão ser financiados por pessoas físicas e recursos do Fundo Partidário. As doações de simpatizantes dos candidatos só podem ser feitas por meio de recibo e declaradas no Imposto de Renda. As chamadas “vaquinhas virtuais” foram vetadas pelo TSE.

Isaquias Queiroz conquista medalha de prata na canoagem

Com o tempo de 3min58seg529, o brasileiro Isaquias Queiroz conquistou hoje (16) a medalha de prata na canoagem de velocidade dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O atleta ficou atrás do alemão Sebastian Brendel, que fechou a prova com o tempo de 3min56seg926. O bronze ficou com o canoista da República da Moldova, Serghei Tarnovschi, com 4min00seg852.

Isaquias Queiroz, de 22 anos, chegou a liderar a prova, mas perdeu força no final, oportunidade bem aproveitada pelo adversário alemão. Desde as primeiras baterias, Sebastian Brendel já era cotado como um dos principais rivais do brasileiro na disputa por medalhas.

Ex-presidente da Fifa, João Havelange morre aos 100 anos no Rio

O ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) João Havelange morreu hoje (16), aos 100 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano, de Botafogo, desde o mês passado, para tratamento de pneumonia.

Advogado e empresário, João Havelange foi uma das figuras mais influentes do mundo dos esportes. À frente da Fifa, Havelange foi apontado como o responsável por várias transformações no futebol em todo o planeta.

Filho de um comerciante belga de armas, Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange nasceu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1916. O gosto pelos esportes surgiu na infância, tornando-se atleta na juventude. Aos 20 anos, competiu com a equipe de natação brasileira nas Olimpíadas de Berlim. Em 1952, participou dos Jogos de Helsinque, na Finlândia, como jogador de polo aquático.

Quatro anos depois, assumiu a presidência da extinta (CBD), que reunia 24 esportes, entre eles, o futebol. Durante os 18 anos à frente da entidade, viu o Brasil ser tricampeão mundial de futebol ao vencer as Copas de 1958 (Suécia), 1962 (Chile) e 1970 (México).

Em 1974, foi eleito presidente da Fifa, o primeiro de um país fora da Europa a liderar a organização. Após sucessivas reeleições, permaneceu como o homem mais poderoso do futebol por 24 anos, período em que organizou seis Copas do Mundo e visitou mais de 180 países. No ano de 1998, deixou o comando da federação, sendo homenageado com o título de presidente de honra. Foi sucedido pelo economista suíço Joseph Blatter.

Depois da Fifa, passou a dedicar-se a negócios empresariais e ao trabalho filantrópico. Desde 1963, integrava o Comitê Olímpico Internacional (COI) e era o mais antigo membro do órgão. Em 2011, renunciou em meio a ameaça do COI abrir uma investigação contra ele por suspeita de corrupção. Havelange justificou, na época, a saída por motivos de saúde. Fora do COI, ele conseguiu evitar ser punido e o processo foi arquivado.

Em 2012, depois de longa batalha jurídica, os documentos do processo suíço foram publicados e, neles, provou-se que Havelange havia “fraudado” a Fifa. Em 2013, ele renunciou ao cargo de presidente de honra da organização.