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quarta-feira, 8 abril 2026
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No Dia dos Pais, Detran mostra o perfil dos homens no trânsito

O Detran (Departamento de Trânsito do Paraná) traz um perfil do comportamento dos homens no trânsito e mostra como a paternidade mudou o modo de dirigir de alguns condutores.

De acordo com o Ministério da Saúde, com base no sistema DataSUS, a cada 10 vítimas fatais no trânsito, 8 são homens e 2 são mulheres. “Estudos mostram que eles e elas tendem a se comportar de modo diferente no trânsito. Enquanto as mulheres são mais cautelosas, analíticas e emotivas, muitos homens acabam por subestimar o perigo e agem de forma intolerante, agressiva e negligente diante das condições adversas”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

No Paraná, os motoristas do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, são os que mais tiveram a habilitação suspensa por infrações de trânsito. Só no primeiro semestre deste ano, foram 8.731 suspensões. “Uma das razões que podem justificar esse resultado é que na juventude a autoafirmação leva um comportamento mais exibicionista no trânsito e, assim, os riscos são muito maiores”, diz Traad.

Segundo o Detran, dos mais de 39 mil notificados no primeiro semestre de 2016, por suspensão e cassação do direito de dirigir, 75% são homens. Entre os motivos que levaram a suspensão deles no período estão transitar em velocidade superior à permitida em até 20% (11.545), avanço do sinal vermelho do semáforo (5.435) e estacionar em desacordo com a regulamentação (5.130).

O número de mortos e feridos também segue esta tendência. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, no primeiro semestre de 2016, foram 5.200 acidentes envolvendo eles no Estado, com 249 mortos e 3.392 feridos.

PATERNIDADE – O comportamento masculino ao volante parece mudar com a chegada dos filhos e os homens ficam mais preocupados com a própria segurança e de seus familiares. É o que acredita o vice-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, Mauro Gil Meger. “Com a paternidade, o homem tende a ser automaticamente e inconscientemente mais responsável e preocupado, duas características muito necessária para o trânsito”, avalia.

O consultor de vendas Thiago Luiz Iurk, de 34 anos, conta que o mudou a atitude ao volante logo depois que descobriu que a esposa estava grávida. “Antes de ser pai eu agia como um animal no trânsito, fazia ultrapassagens perigosas e perdia a cabeça com qualquer coisa. Depois disso, muitas coisas mudaram na minha vida, principalmente a conduta no trânsito. Fiquei mais consciente sobre os perigos e passei a praticar a direção defensiva. Não quero que minha filha cresça sem o pai do lado”, afirma.

HABILITAÇÃO – Os homens continuam representando a maior parte dos habilitados no Paraná, sendo 3.538.561 condutores dos 5,3 milhões no Estado. Nos últimos cinco anos, entretanto, esse número sofreu queda. Enquanto em 2011 eles representavam 68,20%, hoje são 65,56% do total de motoristas. Já o número de mulheres com CNH segue crescendo: há cinco anos elas eram 31,80% do total e agora são 34,24%.

AGOSTO AZUL – Em 2012, foi instituído no Estado do Paraná que o mês de agosto seria dedicado a ações para incentivar a prevenção e a promoção da saúde do homem. O objetivo principal é motivar uma mudança cultural para que homens procurem atendimento médico e verifiquem sua condição de saúde com mais frequência, antes que doenças se manifestem de forma mais grave.

O Detran reforça que os cuidados com a saúde física e mental são essenciais para uma boa qualidade de vida e para uma conduta adequada no trânsito.

Operação da Copel regulariza cabos no Centro de Curitiba

A Copel vai fazer um mutirão nesta sexta (12) para regularizar cabos de telefonia e dados na Rua Emiliano Perneta, no Centro de Curitiba. A ação acontece entre as ruas Visconde de Nácar e Buenos Aires, a partir das 9h. Esta é a nona operação feita pela Companhia na cidade neste ano com esse objetivo. Já foram removidas 2,2 toneladas de cabos irregulares de telefonia, somando 27 quilômetros de extensão.

Equipes da Copel vão retirar os cabos de telefonia, internet e dados que estiverem pendurados, caídos ou com algum tipo de irregularidade que apresente risco de acidentes. As empresas operadoras de telecomunicações que possuem cabos no local foram notificadas com antecedência para acompanhar o trabalho e regularizar os cabos encontrados que estiverem situação de risco.

Se as equipes da empresas de telefonia não comparecerem, a Copel vai cortar os cabos nos trechos em que houver risco de segurança. “Cada empresa deve manter organizada sua fiação. Há diversos cabos baixos, soltos ou pendurados, o que gera poluição visual e pode causar acidentes”, pontua o gerente de Projetos e Obras de Curitiba, Gláucio Martinez Lopes. “Como proprietária dos postes, a Copel é também responsável pela fiscalização das estruturas que são compartilhadas e vai retirar todos os cabos que oferecem risco à população”.

Caso alguma operadora de telefonia não compareça ao local nesta quinta-feira e tenha cabos seccionados, interrompendo o serviço de telefonia e internet, a Copel orienta os clientes afetados que procurem o atendimento da empresa responsável para regularizar o serviço.

COMPARTILHAMENTO DE POSTE – A Copel é proprietária da grande maioria dos postes de Curitiba. No entanto, há um convênio de compartilhamento dessas estruturas com as operadoras de telefonia e dados. Cada empresa é responsável pela manutenção da estrutura de sua propriedade. Sempre que são executadas obras na rede de energia, a Copel informa com antecedência as empresas responsáveis para que possam evitar a interrupção de serviços.

Em caso de ausência das empresas, as equipes da Copel amarram os cabos e, em seguida, notificam a operadora. Em situações de risco à população, a Copel secciona o cabo irregular, o que pode causar interrupção de serviço de telefonia e internet para alguns consumidores.

O consumidor também pode ajudar a fiscalizar a situação dos cabos, denunciando instalações inadequadas ou que ofereçam risco. Como a maior parte das pessoas não sabe a diferença entre cabos de energia e de telefonia, em caso de cabos caídos ou pendurados ,a Copel orienta a população a jamais tocá-los e a avisar imediatamente a Companhia pelo telefone 0800 51 00 116.

Encontrada no Brasil bactéria resistente a um dos mais poderosos antibióticos

Recentemente descoberto na China e também encontrado em países da Europa, da Ásia e da África, o gene mcr-1, que causa resistência a uma classe de antibióticos utilizados justamente para tratar infecções por bactérias multirresistentes, foi identificado pela primeira vez no Brasil em cepas da bactéria Escherichia coli isoladas de animais de produção.

Os pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) responsáveis pela identificação da bactéria também reportaram o primeiro caso de infecção humana no Brasil, em um hospital de alta complexidade em Natal (RN), por uma cepa da bactéria portadora do gene e resistente a Colistina (polimixina E), um dos mais poderosos antibióticos, considerados como último recurso no tratamento de infecções produzidas por bactérias que não respondem a outras drogas.

“A aparição desse gene no Brasil pode contribuir para o surgimento de bactérias totalmente resistentes aos antibióticos, com risco de enfrentarmos uma situação similar ao que foi a era pré-antibiótica, quando doenças comuns, como uma infecção urinária ou um ferimento profundo na pele, levavam facilmente a óbito”, alerta Nilton Lincopan, responsável pela pesquisa Monitoramento de bactérias Gram-negativas multirresistentes de importância médica (humana e veterinária): impacto clínico/ambiental e desenvolvimento de alternativas terapêuticas e produtos de inovação tecnológica, realizada com apoio da FAPESP.

Os resultados da pesquisa foram publicados nas revistas científicas Eurosurveillance, do European Centre for Disease Prevention and Control, e Antimicrobial Agents and Chemotherapy, da American Society for Microbiology.

Superbactéria

Descoberta em 1949, a produção de Colistina foi descontinuada entre a década de 1970 e o ano 2000 por sua elevada toxicidade, ficando o antibiótico restrito ao uso veterinário. No início do século, entretanto, com a emergência de bactérias produtoras de enzimas responsáveis por provocar resistência a praticamente todos os antibióticos beta-lactâmicos, como as penicilinas, a Colistina voltou a ser utilizada como última alternativa terapêutica no tratamento de infecções produzidas por microrganismos multirresistentes, principalmente associadas a surtos de infecção hospitalar.

Por muito tempo, conta Lincopan, a comunidade científica internacional acreditou que o desenvolvimento da resistência bacteriana a Colistina seria um processo difícil. “Porém, ao final do ano passado, um artigo alarmante foi publicado na revista Lancet Infectious Diseases, em que pesquisadores chineses descreveram a identificação de um novo gene (o mcr-1) que confere resistência contra polimixina E e polimixina B.”

Ainda mais preocupante, de acordo com o pesquisador, foi a descoberta de que o gene é facilmente transferível de uma espécie bacteriana a outra por meio de plasmídeos, fragmentos de DNA extracromossômicos que podem se replicar autonomamente e que podem ser transferidos entre diferentes espécies bacterianas por conjugação – processo de reprodução das bactérias por meio do qual pedaços de DNA passam diretamente de uma para a outra. O fragmento de DNA transferido se recombina com o material genético da bactéria receptora, produzindo novas combinações genéticas que serão transmitidas às células-filhas na próxima divisão celular.

Cepas bacterianas carregando o gene mcr-1 foram encontradas tanto em animais de produção como em seres humanos, levantando suspeitas sobre a existência de uma cadeia na disseminação da resistência a Colistina que começa a partir do uso do antibiótico na alimentação animal, propagando-se para os animais abatidos, os alimentos derivados e o ambiente.

Diante da ameaça de que muitas infecções poderiam se tornar intratáveis, um alerta mundial foi emitido no início do ano pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Segundo Lincopan, papers de pesquisadores de diferentes países reportaram em seguida a identificação do gene mcr-1 em cepas de bactérias clinicamente importantes, como Escherichia coli, Salmonella spp. e Klebsiella pneumoniae.

“O aspecto mais assustador sobre o gene é a facilidade com que ele é transferido entre diferentes espécies bacterianas. Consequentemente, algumas bactérias hospitalares têm alinhado este gene junto a outros de resistência a antibióticos, favorecendo que a espécie bacteriana receptora fique resistente a praticamente a totalidade dos medicamentos. Assim, se um paciente estiver gravemente infectado, por exemplo, por uma E. coli, não haverá nada que se possa fazer”, diz o pesquisador.

Urgência epidemiológica

De acordo com Lincopan, suspeita-se que a principal razão para o surgimento e a propagação do mcr-1 seja o uso exacerbado de Colistina na produção agropecuária, como promotora de crescimento. Entretanto, a presença do gene também foi descrita em amostras de animais domésticos, alimentos e ambientes aquáticos, evidenciando a disseminação para diversos ecossistemas.

“No Brasil, no início deste ano, nosso grupo de pesquisa identificou pela primeira vez a presença do gene mcr-1 em animais de produção das regiões Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Sul (Paraná e Santa Catarina), o que deve ser considerado uma urgência epidemiológica e um alerta para as implicações no agronegócio, visto que o país é um grande produtor e exportador de produtos de origem animal.”

Para os pesquisadores, os órgãos reguladores do setor deveriam reavaliar o uso de antibióticos como a Colistina.

“O impacto real da resistência bacteriana no Brasil também precisa ser avaliado pelo poder público e pela comunidade científica. Além disso, devemos privilegiar a educação sobre o uso racional de antibacterianos. Clinicamente, muitos estudos e reuniões científicas têm alertado que bactérias multirresistentes estão adquirindo um caráter de endemicidade em centros hospitalares, sendo frequentemente associadas a altas taxas de falha terapêutica e subsequente morbimortalidade”, conta Miriam Fernandes, aluna de doutorado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e primeira autora dos artigos publicados. “Estes esforços poderiam evitar uma situação irreversível”.

Um plano de ação global contra o risco do colapso dos antibióticos, avalia Lincopan, deve incluir “o uso racional desses fármacos na saúde humana e animal, o reforço da vigilância epidemiológica e o estímulo de pesquisas na área, a educação da população e dos profissionais da saúde humana e veterinária, assim como fazendeiros e produtores, sobre o uso adequado de antibióticos e o desenvolvimento de novos compostos e ferramentas de diagnóstico”.

Ministra Cármen Lúcia é eleita presidente do STF

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A partir do dia 10 de setembro, a ministra ficará no lugar do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

A ministra Cármen Lúcia foi eleita, nesta quarta-feira (10), presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e vai ocupar o cargo pelos próximos dois anos. Ela será a segunda mulher a assumir o cargo. A primeira foi a ex-ministra Ellen Gracie.

A partir do dia 10  de setembro, a ministra ficará no lugar do atual presidente, Ricardo Lewandowski. A eleição foi simbólica porque a ministra já ocupa o cargo de vice-presidente da Corte. Cármem Lúcia Antunes Rocha integra a Corte desde 2006.

Nascida em Montes Claros (MG), exerceu o cargo de procuradora-geral do Estado de Minas Gerais, além de ter sido professora titular de Direito Constitucional e coordenadora do Núcleo de Direito Constitucional da PUC/MG. Foi a primeira mulher a exercer o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ministra é autora de diversos livros, entre os quais, “O Princípio Constitucional da Igualdade”, “Constituição e Constitucionalidade”, “Princípios Constitucionais da Administração Pública”, “Princípios constitucionais dos servidores públicos”, e “Direito de/para Todos”.

Após a eleição, a ministra agradeceu a confiança de seus pares e reiterou o juramento de cumprir a Constituição. Ela também afirmou que fará o melhor para o Judiciário, como a ajuda dos colegas de Supremo.

Com a posse da ministra, marcada para o dia 12 de setembro. O vice-presidente da Corte será o ministro Dias Toffoli.

Empréstimos bancários sobem 248,8% em 10 anos, diz Anefac

O volume de crédito no Brasil aumentou 248,8% entre junho de 2006 e junho de 2016, passando de R$ 897,5 bilhões para R$ 3.130,4 bilhões, valor que inclui as operações com recursos livres (disponibilidades dos bancos) e os recursos direcionados (aqueles que as instituições têm a obrigação de reservar para operações determinadas pelo Banco Central como, por exemplo, a canalização de 65% da poupança para a habitação).

Os dados são da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A pesquisa mostra que, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país, houve um avanço de 19,5 pontos percentuais. Em junho de 2006, os empréstimos eram equivalentes a 32,4% do PIB e, em junho deste ano, o percentual subiu para 51,9%.

As operações com recursos livres atingiram R$ 1.569,4 bilhões em junho último, ante R$ 447,2 bilhões, em junho de 2006, uma alta de 250,9%. Para as pessoas físicas, o volume passou de R$ 214,2 bilhões para R$ 799,6 bilhões, com crescimento de 273,3%, e, no caso das empresas, de R$ 232,9 bilhões para R$ 769,8 bilhões, um aumento de 230,5%. Também foi constatada ampliação na média dos prazos de pagamento nesses últimos dez anos, passando de 9 meses para 37,9 meses.

O diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, observou, no entanto, que apesar da melhora na oferta de crédito nos últimos dez anos, a piora recente no desempenho da economia do país levou a um aumento no custo do dinheiro, na inadimplência e na redução dos prazos para a quitação.

Taxas de juros sobem

Entre junho de 2006 e junho deste ano, as taxas de juros das operações de crédito com recursos livres subiram nove pontos percentuais (de 43,2% para 52,2% ao ano). Para as pessoas jurídicas ocorreu alta de apenas 1,5 ponto percentual (de 28,8% para 30,3%), enquanto para as pessoas físicas houve um avanço de 15,6 pontos percentuais (de 55,8% para 71,4%).

O spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes) teve alta de 11,7 pontos percentuais (de 28% para 39,7%).

Para as empresas, a elevação foi de 4,6 pontos percentuais (de 13,6% para 18,2%). Já em relação às pessoas físicas, o spread aumentou 17,9 pontos percentuais (de 40,6% para 58,5%).

As pessoas jurídicas tiveram prazo médio de 25,9% em junho deste ano, com ampliação de 254,8% sobre o mesmo mês de dez anos atrás quando esse tempo girava em torno de 7,3 meses. Para as pessoas físicas, as instituições financeiras elevaram o período de parcelamento em 374,5%, passando de 11 meses para 52,2 meses.

Inadimplência

Os atrasos de pagamento por um período superior a 90 dias estão maiores, aponta a Anefac. Enquanto em junho de 2006, 4,6% dos compromissos assumidos não estavam em dia, em junho de 2016 a proporção subiu para 5,6% do total das operações.

Em relação a empréstimos tomados por empresas, a inadimplência cresceu de 2,3% para 5,1% e, no caso das pessoas físicas, a proporção caiu, passando de 7,2% para 6,1%.

Paraná tem menor índice de crianças analfabetas do País

O Paraná apresenta os melhores indicadores do País quando o assunto é analfabetismo infantil. Dados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE mostram que o percentual de crianças analfabetas aos sete anos era de apenas 4,8% no Estado em 2014, contra uma média de 21,5% do Brasil. Entre as crianças de 8 e 9 anos, o índice estava em 1,3% contra 7,8% da média brasileira.

Mesmo entre as faixas etárias mais novas (entre 5 e 6 anos), que abrangem a educação infantil, o índice de crianças analfabetas no Paraná também é menor – 52,5% contra uma média nacional de 62,5%.

“O número do Paraná é expressivo porque o nível de alfabetização é muito superior à média brasileira. O resultado reflete o esforço de prefeituras e do governo do Estado, por meio de repasses de recursos, principalmente de impostos, para dar uma educação de maior qualidade para essas crianças”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), responsável pelo levantamento com os dados da Pnad.

MELHORA – O levantamento também mostra que os números do Paraná melhoraram significativamente nos últimos anos. Em 2009, o Paraná tinha 21 mil crianças de sete anos que não sabiam ler e escrever. Em 2014, esse número tinha caído 62%, para 8 mil. Entre as de 8 a 9 anos, o número de analfabetos caiu à metade, de 8 mil para 4 mil no mesmo período.

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, avalia que o resultado positivo se deve ao sistema de organização da educação. “A municipalização do ensino fundamental facilita o monitoramento da educação das nossas crianças. O município está mais próximo das famílias. Claro que são utilizadas as diretrizes da rede estadual, e além disso existe uma rede de proteção à criança, garantindo que ela frequente a escola: Estado, município, Ministério Público, Conselhos Tutelares, enfim, todos juntos garantem um atendimento melhor às crianças”, afirmou a secretária.

“O Estado também fornece todo o suporte durante a transição do estudante da rede pública municipal para a rede pública estadual (do quinto para o sexto ano), tendo uma equipe dedicada a fazer esse trabalho”, explicou Ana Seres.

RANKING – Com apenas 4,8% de crianças analfabetas aos sete anos, o Paraná está bem à frente dos demais Estados. A segunda menor taxa é São Paulo, cujo índice é de 12,7%; e a terceira é Santa Catarina (12%).

No caso da faixa de 9 anos, o Paraná (1,3%) é seguido pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais, ambos com 2,5%. Na educação infantil, o Estado supera Rio de Janeiro (57,6%) e São Paulo (57,4%).

A realidade do Paraná contrasta com o restante do País. A meta do Ministério da Educação (MEC), estabelecida no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, é de que todos os estudantes devem estar alfabetizados ao fim do 3º ano do ensino fundamental, aos 8 anos. Mas, ainda assim, em termos nacionais, quase 8% das crianças não sabem ler e escrever nessa idade.

Em alguns Estados, o índice de crianças analfabetas ainda é muito alto, mesmo no ensino fundamental. A pesquisa mostra que no Maranhão 27,7% das crianças entre 8 e 9 anos ainda não sabem ler e escrever; no Piauí, esse índice é de 21,1%; e em Alagoas, 19%.

De acordo com o IBGE, o Brasil ainda tem 8,3% de cidadãos – 13,2 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não leem nem escrevem — o que faz com que o País não tenha atingido meta da ONU que estabelecia que chegasse a 2015 com 93,5% da população alfabetizada.

Ataque dá show, Brasil goleia a Dinamarca e avança

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Com origem no hebraico, uma das definições para o nome Gabriel é “homem forte de Deus”. O ataque da Seleção Brasileira na Olimpíada tem dois jogadores que carregam tal alcunha e, na noite desta quarta-feira (10), mostraram toda a força que têm. Com um gol cada, Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus abriram o caminho para a vitória que garantiu a classificação da Canarinho às quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Luan (proveniente do termo gaélico que quer dizer “guerreiro”) não ficou para trás e, já no segundo tempo, deixou a marca dele. Mais para o fim da partida, Gabigol ainda marcou mais um e completou o show do setor ofensivo na goleada por 4 a 0 sobre a Dinamarca, na Fonte Nova, em Salvador (BA).

Contando com um grande apoio do torcedor baiano, a Seleção Brasileira entrou em campo em ritmo acelerado e, apesar da forte marcação da Dinamarca, com os 11 homens bem atrás da linha da bola, fez muita pressão. A primeira boa chance veio aos 13 minutos. Neymar cobrou falta da área e Rodrigo Caio desviou com a perna direita. O goleiro Höjbjerg defendeu e evitou o primeiro gol brasileiro. Aos 23, nova oportunidade pelos pés de Neymar. O camisa 10 fez boa jogada e encontrou Gabriel Jesus. O atacante chegou bem, mas não conseguiu bater firme com o pé direito. Três minutos mais tarde, a rede balançou. Douglas Santos partiu em velocidade pela esquerda e cruzou rasteiro. Gabriel Barbosa fechou bem no segundo pau e abriu o placar. Nos minutos finais da etapa inicial, aos 40, Gabriel Jesus ampliou a vantagem. Após tabela com Gabigol, Luan rolou para a área e, antecipando o marcador, Jesus deixou o dele.

Não demorou muito tempo para a rede balançar no segundo tempo. Logo aos quatro minutos, Neymar deu belo passe para Douglas Santos e o lateral encontrou Luan, que só precisou empurrar para o gol. Mesmo com boa vantagem já construída, a Seleção Brasileira continuou no ataque e teve boas chances com Neymar, aos 16, e Marquinhos, aos 22. A primeira parou no goleiro Höjbjerg e a segunda foi bloqueada pela defesa. Gabriel já havia marcado o dele, mas queria mais. Quando o cronômetro marcava 35 minutos, o camisa 11 recebeu uma linda enfiada de bola de Neymar e bateu cruzado para dar números finais ao jogo.

Com o resultado, o Brasil chegou a cinco pontos e avançou às quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016 na primeira colocação do Grupo A. Agora, a Seleção Brasileira vai enfrentar a Colômbia, no próximo sábado (13), às 22h (de Brasília), na Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

Brasil: Weverton; Zeca (William), Rodrigo Caio, Marquinhos (Luan) e Douglas Santos; Walace, Renato Augusto (Rodrigo Dourado) e Luan; Gabriel, Neymar e Gabriel Jesus.

Tamanho da epidemia de Zika é subestimado, indica estudo

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Um estudo apoiado pela FAPESP e coordenado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) sugere que o tamanho da epidemia causada pelo vírus Zika no Brasil pode estar sendo subestimado nas estatísticas oficiais – e parte dos casos confundida com dengue.

A equipe, coordenada pelo professor Maurício Lacerda Nogueira, integrante da Rede Zika, analisou por meio de testes moleculares amostras sanguíneas de 800 pacientes com suspeita de dengue atendidos entre janeiro e agosto de 2016. O material foi fornecido pelo Hospital de Base, ligado à Famerp, e pela Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto.

O diagnóstico inicial – feito com base nos sintomas clínicos e em testes sorológicos – foi confirmado em apenas 400 amostras. Mais de 100 dos casos analisados deram positivo para o vírus Zika e, em uma das amostras, foi identificado o vírus causador da febre chikungunya.

Nas outras quase 300 amostras restantes não foi encontrado nenhum dos três arbovírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti e os pesquisadores suspeitam que, na realidade, pode se tratar de casos de gripe ou de outras viroses.

Parte dos dados foi publicada este mês no Journal of Clinical Virology.

“Esses resultados indicam que aquela divisão clássica que se costuma fazer entre os sintomas – associar conjuntivite ao Zika e dor nas articulações ao chikungunya, por exemplo – serve apenas para dar aulas. Na prática, os sintomas se confundem. E também se confundem os resultados dos testes sorológicos atualmente usados na rotina dos laboratórios e serviços de emergência”, afirmou Nogueira.

Embora já tenham sido desenvolvidos novos métodos sorológicos capazes de diferenciar com precisão os anticorpos contra o vírus da Zika e da dengue (leia mais em: agencia.fapesp.br/22866/), ponderou o pesquisador, eles ainda estão restritos ao âmbito da pesquisa acadêmica.

As metodologias hoje disponíveis tanto na rede pública de saúde como nos laboratórios e hospitais particulares, segundo Nogueira, ainda podem dar um resultado falso-positivo de dengue nos casos de pacientes com Zika – uma vez que os dois vírus são muito semelhantes.

“A única forma de ter certeza é por meio de testes moleculares, como o PCR em tempo real – bem mais caro que a sorologia. Os laboratórios de saúde pública, como o Instituto Adolfo Lutz, não conseguem oferecer esse tipo de exame para toda a população e acabam priorizando mulheres grávidas e pessoas com suspeita de Guillain-Barré (uma das complicações neurológicas da infecção pelo Zika)”, acrescentou o pesquisador.

Implicações

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que todos os casos em que, por algum motivo, não se tem certeza do diagnóstico devem ser tratados como se fossem dengue, pois dentre as doenças transmitidas pelo Aedes ela é a que oferece maior risco de morte.

Na avaliação de Nogueira, um resultado falso-positivo de dengue não traz prejuízos para o tratamento dos pacientes, mas gera custos desnecessários para o sistema de saúde.

“Para uma pessoa com Zika, desde de que não esteja grávida, você recomenda apenas repouso e hidratação em casa. Já um paciente com dengue precisa retornar ao serviço de saúde para tomar soro e fazer exames mais complexos, bem como um acompanhamento do nível das plaquetas, pois há risco de hemorragia”, comentou Nogueira.

Para o pesquisador, contudo, um dos problemas principais é a incerteza que resultados falso-positivos geram em relação aos dados epidemiológicos oficiais.

“Em 2015, o Estado de São Paulo bateu recorde no número de casos de dengue [foram mais de 650 mil casos segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde]. Agora eu me pergunto: quantos desses não eram na verdade de Zika? Os dados epidemiológicos de dengue no Brasil dos últimos 20 anos eram considerados bastante sólidos. Mas os dos últimos dois anos começamos a questionar se eram reais”, disse.

Segundo o pesquisador, tal incerteza pode prejudicar no longo prazo o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção e tratamento de doenças, bem como os estudos de custo-efetividade da vacina contra a dengue e, futuramente, contra Zika.

“Se a estimativa do número de casos está errada, a avaliação de custo-efetividade da vacina também será equivocada”, alertou.

Microcefalia

Ao contrário do que foi observado em estados como Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, o avanço no número de casos de Zika em São Paulo não tem sido acompanhado por uma explosão no número de crianças nascidas com microcefalia.

Na avaliação de Nogueira, é possível que na Região Nordeste e no Rio existam outros fatores – ambientais ou genéticos – que ajudem a explicar o grande número de complicações neonatais.

“Uma das hipóteses aventadas recentemente é que a vacinação contra febre amarela poderia proteger contra o desenvolvimento de microcefalia. No interior de São Paulo esse imunizante faz parte do calendário vacinal e, no litoral, ocorreu uma campanha há poucos anos”, comentou Nogueira.

Fonte: Agência Fapesp

Impeachment: senador muda voto e suplentes seguem titulares

A sessão que terminou na madrugada desta quarta-feira (10) e aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) contou com os 81 senadores. Foram 59 votos a favor do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff e 21 contra.

Enquanto a votação na sessão sobre a admissibilidade do processo contra Dilma teve 55 votos a favor e 21 contra, a mudança de posição do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), bem como a participação de Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA) e de Pedro Chaves (PSC-MS) aumentaram o saldo desfavorável à Dilma na sessão desta madrugada.

Mesmo sem presidir a sessão, que começou na manhã de ontem (9), Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso Nacional, voltou a se abster.

A sessão também contou com presença de cinco suplentes, que mantiveram os votos dos titulares, favoráveis ao impeachment.

Já a senadora Kátia Abreu, que era ministra da Agricultura na gestão de Dilma na votação de maio, foi contrária ao relatório final.

Os demais 69 senadores mantiveram as mesmas posições em relação à primeira fase.

Mudança de voto

O peemedebista João Alberto Souza (MA) mudou de ideia. Enquanto no dia 12 de maio, o senador votou contra o afastamento da presidenta Dilma, nesta madrugada, ele mudou o voto para que ela virasse ré e fosse a julgamento no Senado, previsto para o final de agosto.

O senador João Alberto Souza mudou o voto e ampliou placar para que Dilma se tornasse ré no processo de impeachmentMarcelo Camargo/Agência Brasil
O senador João Alberto Souza mudou o voto e ampliou placar para que Dilma se tornasse ré no processo de impeachmentMarcelo Camargo/Agência Brasil

Votaram pela primeira vez

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) era ministro de Minas e Energia durante o governo Dilma Rousseff. Depois de pedir afastamento do cargo no final de abril, Braga estava de licença médica para tratamento de um tumor na bexiga, na época em que foi instaurado o processo. Na votação de hoje (10), ele esteve presente e seguiu a maioria da legenda, votando a favor do relatório de Anastasia.

O também peemedebista Jader Barbalho se licenciou por motivos médidos na primeira votação. Na ocasião, ele justificou pelo Facebook a ausência por causa de um tratamento de radioterapia que estava fazendo no Hospital Sírio Libanês. De volta ao Parlamento, votou a favor do impeachment hoje.

Já o ex-senador Delcídio do Amaral foi cassado pelo Senado sob a acusação de obstruir as investigações da Lava Jato dois dias antes da primeira sessão sobre o impedimento da presidenta. Devido ao pouco prazo, o suplente na época, Pedro Chaves (PSC-MS) não foi oficializado a tempo para votar.

Agora, assumindo oficialmente o lugar de Dellcídio, Chaves votou por transformar Dilma em ré no caso.

Vez dos suplentes

Como Pedro Chaves (PSC-MS) ocupou a cadeira vaga de Delcídio, ele não entra mais na conta de suplentes. Contudo, essa votação teve a participação expressiva de seis suplentes que seguiram os votos de seus titulares, afastados por assumir cargos públicos municipais ou federais.

Suplentes que votaram a favor do impeachment 

Cidinho Santos (PR-MT) ocupa temporariamente a vaga de Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura do governo interino. Eduardo Lopes (PRB-RJ) votou no lugar de Marcelo Crivella, que é candidato a prefeito do Rio de Janeiro.

No lugar do ministro das Relações Exeriores José Serra, está o suplente José Aníbal (PSDB-SP). Ricardo Franco (DEM-SE) assumiu a vaga de Maria do Carmo Alves, atual secretária municipal da Família e da Assistência Social de Aracaju.

Suplentes que votaram contra o impeachment

Walter Pinheiro (PT-BA) exerce a função de Secretário de Educação do Estado da Bahia e por isso está afastado do Senado. O suplente Roberto Muniz (PP-BA) manteve o voto contrário do titular.

IBGE: leite e feijão respondem por quase metade da inflação de julho

Mais uma vez, os preços dos alimentos foram determinantes para a alta da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa foi divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sozinho, o grupo já acumula alta de 8,79% de janeiro a julho.

Em junho, os preços dos alimentos subiram 1,32%, exercendo impacto de 0,34 ponto percentual para a alta de 0,52% do IPCA, contribuindo com mais da metade da inflação oficial do país em julho. Com 65% de participação no IPCA, o grupo Alimentação e Bebidas registrou a mais elevada variação para os meses de julho desde 2000, quando a alta atingiu 1,78%.

Na região metropolitana de Vitória (ES), no entanto, os preços chegaram a subir 2,06%, vindo, depois, Goiânia, com 1,85% e Belo Horizonte, com 1,61%.

Ao contrário de junho, quando a alta do feijão foi determinante para a variação de 0,35% do IPCA frente a maio, agora em julho o principal vilão foi o leite, com contribuição individual de 0,19 ponto percentual. Os preços do leite aumentaram 17,58% de um mês para o outro. Segundo o IBGE, em quatro das treze regiões pesquisadas, o litro do leite acusou alta superior a 20%: Belo Horizonte (23,02%), Rio de Janeiro (22,47%), Brasília (21,76%) e Vitória (21,76%).

Feijão

Vilão da inflação de junho, o feijão-carioca também continuou pressionando o IPCA em julho, fixando-se na segunda colocação entre os alimentos ao subir 32,42%. A alta exerceu um impacto de 0,13 ponto percentual na inflação do mês. Em Curitiba e São Paulo, o preço do quilo subiu 45,20% e 43,98%, respectivamente. O feijão-preto também subiu, passando a custar, em média, 41,59% a mais, enquanto o mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho, 14,72%.

Além dos expressivos aumentos dos diversos tipos de feijão, mais uma vez o arroz também se destacou, com preços elevados em 4,68% na média, atingindo 8,27% em Goiânia, 7,49% em Fortaleza e 6,84% em Belém. Com isto, o feijão com arroz, prato típico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais.

Assim como os alimentos, que passaram de 0,71% em junho para 1,32% em julho, outros três grupos mostraram aceleração na taxa de crescimento de um mês para o outro: Despesas Pessoais (de 0,35% para 0,7%), Artigos de Residência (de 0,26% para 0,53%) e Transportes (de -0,53% para 0,4%).

Preços em queda

Todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados fecharam julho com queda de preços em relação a junho: o grupo Saúde e Cuidados Pessoais caiu de 0,83% para 0,61%; Educação (de 0,11% para 0,04%) e Comunicação (de 0,04% para 0,02%). Já Habitação (de 0,63% para -0,29%) e Vestuário (de 0,32% para -0,38%) fecharam junho com desaceleração em relação a junho.

IPCA por regiões

Goiânia foi a cidade que registrou a maior alta do IPCA, em junho, entre as 13 regiões pesquisadas pelo IBGE. Em julho, a cidade registrou variação de 0,51 ponto percentual, praticamente o dobro da inflação para a totalidade do Brasil.

O município, no entanto, não ficou isolado: outras dez regiões metropolitanas e municípios fecharam o mês com resultado acima da média nacional de 0,52%: Salvador, com alta de 0,93%; Recife (0,92%); Campo Grande (0,79%); Belém (0,76%); Belo Horizonte (0,72%); Fortaleza e Porto Alegre (ambas com 0,66%); Rio de Janeiro (0,6%); e Vitória (0,56).

Inflação oficial do país – e utilizada pelo Banco central para balizar o plano de metas inflacionárias – o IPCA diz respeito à variação de preços juntos às famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.