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sábado, 18 maio 2024

Obras de arte são expostas em espaços verdes e ao ar livre em Curitiba

No aniversário de 330 anos de Curitiba uma ótima dica de passeio é fazer um tour pelas obras de arte expostas em diversos espaços ao ar livre da cidade. Em uma simples caminhada, moradores e turistas encontram esculturas, painéis e murais de diversos artistas. 

A mais recente obra, inaugurada neste domingo (26/3), no Jardim Botânico, é do artista Rafael Sartori. Esculturas de João Turin e o trabalho do curitibano Poty Lazzarotto também são destaque. 

Poty assina painéis e murais feitos de pedra, concreto e azulejo, entre mais de 40 obras espalhadas pela cidade. 

Alguns locais para apreciar os painéis de Poty: Setor Histórico; entrada do Teatro Guaíra; Praça 19 de Dezembro; deck de observação da Torre Panorâmica; Praça 29 de Março; Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná; Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Descubra 5 locais para se encantar com as obras de arte 

Memorial Paranista

Memorial Paranista reúne o maior jardim de esculturas do Brasil. Uma área de 6 mil m2, dentro do Parque São Lourenço, revitalizada com elementos de paisagismo, da arquitetura Paranista e fontes de água, reúne 15 obras em proporções heroicas, reproduzidas em bronze, do artista paranaense João Turin.

O destaque vai para a Obra Marumbi, com seus 3 metros de altura e cerca de 700kg. No mesmo espaço, os visitantes ainda podem conhecer as reproduções das fachadas da Casa Paranista e do Ateliê do João Turin.

Jardim Botânico

Um dos espaços mais visitados da cidade, o Jardim Botânico, ganhou a escultura de uma árvore feita em mármore, do artista Rafael Sartori. A obra homenageia a trajetória de Samuel Grimbaum, sobrevivente ao Holocausto e sua família. 

O sobrenome Grinbaum significa a árvore que proporciona sombra, que acolhe. No meio, a estrela de Davi representando não apenas os judeus, mas todos os imigrantes que aqui foram e continuam sendo recebidos. 

Ao centro, duas letras hebraicas que formam a palavra chai (rrrai): que significam: vida. Uma alusão a interpretações cabalísticas, uma ciência, não apenas judaica, mas universal. Aparece também um coração que representa o amor entre os homens, a divindade e o cósmico.

Samuel Grimbaum nasceu em dezembro de 1936, em Varsóvia, Polônia. Vivia em Curitiba, cidade que adotou após 12 anos de refúgio na Bolívia. Samuel, os pais e os irmãos foram liderados pelo irmão primogênito Mario e todos sobreviveram ao Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial.

Parque Tingui

A última produção de Emanoel Araújo, escultor baiano falecido em setembro de 2022, está exposta no Parque Tingui. A peça Raízes Afro-Brasileiras possui 8 metros de altura em metal vermelho. 

O local de instalação foi escolhido pelo artista no momento da doação da escultura à cidade, feita também pela Galeria Simões de Assis e da empresa curitibana de engenharia metálica Brafer, responsável pela execução.

Praça do Japão

Além do passeio agradável e um mergulho na cultura japonesa, quem visita a Praça do Japão pode conferir duas esculturas de artistas nipo-brasileiros. 

Feita por Manabu Mabe, a peça Centenário da Amizade entre Brasil e Japão tem 2 metros de altura, pesa 7 toneladas e foi esculpida em mármore rosa em 1997, ano em que o então imperador Akihito veio a Curitiba.

A outra peça, que atinge 7 metros de altura e leva a cor vermelha, tem a assinatura da consagrada Tomie Ohtake. Instalada em 2018, a escultura marca os 110 anos da imigração japonesa para o Brasil.

O passeio fica ainda mais interessante durante a noite, quando as obras são destacadas com iluminação cênica.

MuMA

Uma outra obra de Tomie Ohtake pode ser vista no Museu Municipal de Arte (MuMA) Portão Cultural. 

A obra em concreto tem 11 metros de altura e foi criada especialmente para Curitiba, em 1996, para celebrar o centenário de amizade Brasil-Japão.

O Museu ainda reune aproximadamente 3.800 obras das coleções Poty Lazzarotto, Andrade Muricy, Mohamed Ali El Assal, Cleusa Salomão, Jorge Carlos Sade e Ben Ami. Em 2000, o acervo foi enriquecido com a aquisição, de 94 obras de 12 artistas paranaenses – Dulce Osinski, Edilson Viriato, Eliane Prolik, Fábio Noronha, Geraldo Leão, Yiftah Peled, Jarbas Schünemann, Karina Weidle, Laura Miranda, Luciano Buchmann, Rogério Ghomes e Newton Goto, que enfatizam a fase contemporânea, nos anos de 1980 e 1990, período no qual a produção do Paraná obteve reconhecimento nacional.

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EDIÇÃO IMPRESSA Nº 117 | ABRIL/2024

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