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quinta-feira, 22 fevereiro 2024

Os Guerreiros de Saul

Quantos gigantes nos desafiam diariamente? Que armas possuímos para nos defender? Quem há de nos auxiliar em nossas lutas? Não há quem não lute nesta vida, todos nós, de alguma forma, enfrentamos, dia a dia, os nossos golias. E, muitas vezes, cercados de segurança intelectual ou financeira, sentimo-nos emocional ou espiritualmente frágeis. Se todos forem conosco, o nosso medo se dilui; do contrário, o pavor se apodera de tal maneira de nós que a cegueira nos tolhe a visão das possíveis soluções.   

O exército hebreu, diante do desafio feito por Golias, tremeu. Composto de fortes guerreiros vencedores, ao se fragmentar, pois só um homem poderia competir com o gigante, o medo da derrota, da perda, da dor, paralisou aqueles soldados, e nenhum se atreveu, por 40 dias, a aceitar aquela provocação filisteia! O que tem nos paralisado? O medo de não conseguirmos vencer os desafios? Não vencendo, a dor da vergonha de sermos incapazes? O sentimento amargo da perda?  A dificuldade de suportar a dor que nos restringe à nossa frágil existência? Eles passaram 40 dias, nós, às vezes, passamos 40 anos de medo, envelhecemos medrosos, deixamos vitórias importantíssimas se escoarem pelas nossas mãos trêmulas. Como aqueles combatentes, não nos sentimos seguros se sós enfrentamos os nossos maiores desafios.

Todo o exército de Saul usava armadura, elmo, lança, escudo, espada, couraça. Armados, porém sem força. Prontos, todavia sem coragem. Valorizaram mais as armas do inimigo. A força do inimigo. A altura do inimigo. Não mais olharam para si, mas sim para o inimigo. Se olhássemos somente para as dificuldades, como veríamos um pequeno transatlântico singrando o imenso oceano? Como olharíamos para um edifício de 100 andares? Como sairíamos da órbita terrestre? Para toda dificuldade há uma arma específica, há uma solução plausível, há um vencer-se a si mesmo. Que armas possuímos? Que armas construímos ao longo da nossa vida? O que de melhor carregamos no coração e na mente? Há pessoas que partem do nada. Nada palpável, mensurável, visível. Partem apenas da sua fé, da sua visão do invisível, da força intrínseca do divino! Daí então surge Davi, homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13:14), do exército de Deus, não do homem!

Finalmente alguém que sabe das suas limitações, contudo também sabe que em Deus não há perdedores! Os guerreiros de Saul, diante do problema, amedrontaram-se; Davi sentiu-se afrontado. E com o que tinha em mãos, com o que sabia fazer e crendo n’Aquele que o amparava, levou ao solo o filisteu (1 Samuel 17). Não há muita diferença para hoje, posso seguir em frente sabendo em quem creio, ou acovardar-me como os guerreiros de Saul; posso prostrar-me diante das dificuldades, ou vencer os meus medos tendo ao meu lado Aquele que vence todas as batalhas por mim (Deuteronômio 3:22).   

Jarbas J Silva
Jarbas J Silva
Professor de Língua Portuguesa, especialista em Leitura e Interpretação de texto, Pastor, Escritor e compositor

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EDIÇÃO IMPRESSA Nº 114 | JANEIRO/2024

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