Médicos e enfermeiros que atuam nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Curitiba participarão esta semana de capacitação sobre Influenza H1N1.  O objetivo é sensibilizar os profissionais sobre a importância de redobrar a atenção aos sinais dessas doenças, revisando condutas e relembrando as normas dos protocolos do Ministério da Saúde.

Na semana passada a Secretaria Municipal da Saúde divulgou boletim de monitoramento de doenças respiratórias que apontou três casos de Influenza A – H1N1 e um caso de Influenza A-H3, todos os casos sem gravidade.

De acordo com a médica Keity Arias, coordenadora da urgência e emergência da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes), é essencial que os profissionais estejam atentos e também orientem corretamente os pacientes sobre os sinais e evolução dessas doenças. “Muitas vezes são pequenos sinais que podem demonstrar que a doença não está evoluindo como esperado, por isso é fundamental que todos fiquem atentos aos sinais e conversem sobre os sintomas tanto com o médico durante a consulta, quanto com a equipe de enfermagem que é responsável pela triagem nas UPAs”.

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos da gripe comum e podem incluir febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios, fadiga, diarreia e vômito. Entre os cuidados para evitar a doença estão a lavagem frequente das mãos, principalmente antes de tocar olhos, nariz e boca; manter locais arejados; cobrir a boca ao tossir ou espirrar; e evitar aglomerações. Em caso de gripe ou resfriado, o paciente deve fazer repouso, manter o corpo hidratado e, se necessário, buscar atendimento médico.

Dengue, zika e chikungunya

Durante a capacitação também serão abordados os sintomas e cuidados necessários para o diagnóstico correto da dengue, zika e chikungunya, devido ao número expressivo de casos confirmados na capital.

O último relatório divulgado na quinta-feira (7) pela Secretaria da Saúde confirma 387 casos confirmados de dengue (380 importados e sete autóctones), dois óbitos por dengue (casos importados da doença), 36 casos de zika (30 importados e seis autóctones) e 11 casos de chikungunya (todos importados).

Para combater o Aedes aegypti, transmissor dessas doenças, é preciso que a população continue cuidando para eliminar objetos que sirvam de depósito para água, que podem se transformar em criadouros para o mosquito.

Sinais de febre, dores no corpo e articulações, dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pela e indisposição devem procurar uma unidade de saúde.