Nomes de alimentos, de ruas da cidade e até de criptomoedas (sim, dinheiro digital) estão entre os escolhidos para os cães e gatos resgatados pelas equipes do Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar) e que estão à espera de adoção. Quem acompanha as divulgações da Prefeitura nas redes sociais já percebeu que o que não falta é criatividade.

Que o diga o vigilante aposentado Paulo Roberto Martins Loyola, morador do Santa Quitéria. Ele foi até o Crar em busca de um companheiro, após a morte do outro cão da família, e voltou para casa com o Bitcoin, um SRD (sem raça definida) de grande porte, com pelagem dourada e brilhante, uma verdadeira riqueza, assim como a moeda digital mais conhecida por aí.

“Achei o nome diferente e o porte dele e a beleza me chamaram a atenção. Ele é uma companhia, um cachorro muito bom”, contou. Agora, Bitcoin, que foi resgatado após ser atropelado nas ruas de Curitiba, vive com Loyola e a mulher, Samara.

O nome diferente foi “arte” da equipe de resgate. “Uma plantonista que não está mais conosco fez o atendimento e, provavelmente pelo seu tom dourado, chamou o cachorro de Bitcoin”, explicou a veterinária do serviço da Prefeitura, Wanessa Kruger.

“Acreditamos que os nomes tenham que trazer leveza para a vida deles, que já sofrem tanto nas ruas”, completou a veterinária.

Os nomes curiosos não param por aí: Pamonha, Hashi, Pipoco, Jeremias e Fofoca estão entre os escolhidos. A veterinária da Rede de Proteção Animal Dirciane Floeter diz que a inspiração pode vir de histórias infantis, de desenhos animados ou das características físicas dos animais. Assim surgiram, por exemplo, os irmãos gatinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho (na história em quadrinhos, o nome dos sobrinhos-netos do bilionário Tio Patinhas, que iria adorar conhecer o Bitcoin).

Para Dirciane, a verdadeira diversão é dar nome aos gatos. “Eles são mais místicos, podem ganhar nomes de bruxos, bruxas ou fadas”, observa. Então aparecem para adoção felinos como a Morgana, Sabrina e Salém. A veterinária destaca que, na adoção, os nomes podem até mudar, mas a fofura e o amor continuam os mesmos.

Quer saber mais e levar um bichinho pra casa?

É só passar lá no Crar, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, na CIC, onde funciona um centro de adoção permanente. Os veterinários da Rede estão disponíveis diariamente, das 9h às 12h e das 13h30 às 15h30, para orientar processos de adoção responsável.

No site da Rede de Proteção Animal é possível ver as fotos de alguns animais disponíveis. As fotos também estão no Facebook da Rede.

Os animais aptos para adoção são todos castrados, vacinados, desverminados e microchipados. O agendamento para conhecer os animais pode ser feito pelo telefone 41 99963-0233.