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sexta-feira, 12 abril 2024

Caminhada leva 2 mil pessoas para o Centro de Curitiba pelo fim da violência contra a mulher

Ao meio-dia deste sábado (22/7), badaladas de sinos seguidas de um minuto de silêncio lembraram todas as mulheres vítimas de feminicídio em Curitiba e no Paraná. Faixas com nomes de mulheres assassinadas no passado e balões brancos de pedidos de paz também foram erguidos na Praça Santos Andrade, durante o início da 1ª Caminhada do Meio-Dia

Cerca de 2 mil pessoas caminharam pelo Calçadão da Rua XV de Novembro com mensagens de paz, esperança e pedidos de justiça contra os crimes e violências praticadas contra mulheres. O evento foi organizado pelo Governo do Paraná e teve o apoio da Prefeitura de Curitiba, por meio da Assessoria de Direitos Humanos – Políticas para as Mulheres e da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba.

O vice-prefeito e secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel, participou da 1ª Caminhada do Meio-Dia e ressaltou o trabalho feito pela Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Curitiba, que recebe denúncias pelo telefone 153, e de todos os setores da Prefeitura de Curitiba.

“Deixo a minha total solidariedade, em nome do município de Curitiba, e do governo do Paraná, às famílias de mulheres vítimas de feminicídio. Nós, a sociedade de hoje, não podemos aceitar crimes contra as mulheres, contra as famílias, contra as pessoas. Nós temos que nos unir”, afirmou Eduardo Pimentel.

Conscientização e denúncias

A modelo e ativista no combate à violência contra as mulheres Luiza Brunet também participou da 1ª Caminhada do Meio-Dia. Luiza afirmou que o evento é fundamental para levar conscientização e informação para a sociedade sobre a violência contra a mulher.

“A sociedade precisa se envolver na questão do feminicídio. O Brasil é o quinto país que mais mata e que fere mulheres, é o primeiro país que mais mata mulheres trans e precisamos mudar isso urgentemente. Precisamos lutar para que isso mude”, disse Luiza Brunet.

“As pessoas precisam se mobilizar, observar o estado de sofrimento das mulheres e fazer denúncias”, definiu.

Para a secretária de Estado da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, as administrações nas três esferas de governo, municipal, estadual e federal, devem trabalhar em conjunto para combater a violência contra a mulher. “Juntos temos o compromisso de tornar o nosso estado do Paraná cada dia mais protegido para as mulheres e que todas as mulheres sejam cada vez mais respeitadas, livres de qualquer tipo de violência”, disse.

A assessora de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, da Prefeitura de Curitiba, Elenice Malzoni, também ressaltou todo o trabalho feito na capital paranaense. “Curitiba assumiu essa campanha, com as Políticas para as Mulheres e a Casa da Mulher Brasileira, nossas assessorias da Igualdade Étnico-Racial e da Diversidade Sexual, estamos todos juntos lutando pelos direitos das mulheres. A nossa luta não pode parar, chega de violência”, afirmou Elenice.

Durante toda a caminhada, com inicio na Praça Santos Andrade, passando pela Calçadão da Rua XV de Novembro, até a Boca Maldita, familiares e amigos de mulheres vítimas de violência se emocionaram e pediram justiça. 

“Essa passeata é muito importante para expor a questão da violência contra a mulher. Isso tem que acabar. Nós moramos ao lado da casa da Franciele, minha filha cresceu junto com ela. A gente não se conforma com o que aconteceu”, afirmou Lúcia Ferreira, moradora de Pinhais. 

 Lúcia era vizinha da Franciele Gusso Rigoni, morta no fim de maio pelo marido, segundo as investigações da polícia. 

A Caminhada do Meio-Dia, feita neste sábado dia 22 de julho, também marcou a memória da morte da advogada guarapuavana Tatiane Spitzner, assassinada em 2018. Segundo dados dos boletins de ocorrência unificados, 136 municípios registraram casos de feminicídio no Paraná, entre o início de 2019 e abril deste ano.

O número médio de casos foi de 78 feminicídios por ano e 83% das vítimas tinham idade entre 20 e 49 anos.

O que é feminicídio?

O feminicídio é um crime caracterizado pelo assassinato de mulheres, lésbicas, travestis e transexuais em situações de violência doméstica ou discriminação de gênero. É importante, no entanto, diferenciá-lo de outros assassinatos, como os ocorridos em assaltos, classificados como latrocínios.

Presenças

Também participaram do evento a secretária estadual Márcia Huçulak; os vereadores Rodrigo Reis e Mauro Bobato; a procuradora-geral do Estado, Leticia Ferreira da Silva; o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona; o secretário Estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni; o secretário Estadual do Esporte, Hélio Wirbiski; a assessora da Promoção da Igualdade Étnico-Racial, Marli Teixeira Leite; o assessor da Diversidade Sexual, Fernando Ruthes; os administradores regionais da Matriz, Rafaela Marchiorato Lupion Mello Cantergiani; do Boa Vista, Janaína Lopes Gehr; do Cajuru; Narciso Doro Júnior; do Bairro Novo, Fernando Wernek Bonfim; e as secretárias municipais da Saúde, Beatriz Battistella Nadas, e da Educação, Maria Sílvia Bacila.

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EDIÇÃO IMPRESSA Nº 116 | MARÇO/2024

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