Os 200 anos da Independência do Brasil, em setembro, serão comemorados com a entrega de um monumento em alto relevo de Dom Pedro I feito pelo escultor Rafael Sartori.

O prefeito Rafael Greca esteve nesta sexta-feira (29/4), no Ateliê de Esculturas do Memorial Paranista, para conferir o andamento da nova obra e a conclusão da restauração da estátua do Índio Tindiquera, que será entregue novamente ao Bairro Alto. Já o local onde será instalada a escultura de Dom Pedro I ainda está sendo definido.

A estátua concebida pelo nosso escultor curitibano é uma evocação de Dom Pedro proclamando a independência entre os rios do Brasil e no meio da natureza, toda a infinita riqueza da grande pátria que merece e deve ser celebrada à direita e à esquerda, por todo mundo, porque, afinal de contas, o Brasil somos nós que fazemos”, declarou o prefeito.

A imagem de Dom Pedro I começou a ser feita em novembro de 2021, quando Sartori concluiu a escultura em homenagem ao ex-prefeito Jaime Lerner, instalada na Ópera de Arame.

A partir daí foram feitos desenhos e uma maquete foi construída, para só então criarem o molde em barro. Todo o processo até o momento foi de elaboração da ideia artística. A partir de agora, um trabalho conjunto com outros especialistas começa a ser feito para a conclusão do projeto em agosto.

“Teve muito estudo histórico e de pesquisa para montar de forma coerente a escultura, além da liberdade artística amparada nas questões anatômicas, proporcionais e geográficas. Pesquisei desde a altura do Dom Pedro I, os cavalos que existiam no Brasil, os arreios, vestimentas baseadas numa imagem dele, mas, mesmo com tudo isso, o que criei é uma releitura”, explica Sartori.

Até fim do projeto, serão pelo menos dez pessoas diretamente envolvidas, trabalhando diariamente em todas as etapas da obra, incluindo quatro residentes que ainda estão em processo de contratação.

A natureza brasileira foi representada por cada região do país. A composição da obra começa com rosácea de pinhões, a erva-mate, a mata de araucárias, pequi, folhas e fruto da seringueira, guaraná, açaí, caju, cana de açúcar, carnaúba, cacau e, fechando o entorno, a jabuticaba.

A estátua conta ainda com caminho formado por peixes que representam as três grandes bacias nacionais: a do Amazonas (com os rios Negro, Solimões e Madeira), o Rio São Francisco e o Rio Paraná.

Acompanharam o prefeito, Ana Cristina de Castro, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, e Marino Galvão Jr., diretor executivo do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac).   

Índio Tindiquera

A escultura de Tindiquera representa a fundação de Curitiba. Remete ao indígena que teria dado nome à capital paranaense.

Tindiquera indicou aos portugueses o local onde deveria ser fundado o povoado que deu origem a Curitiba, usando a frase “Coré Etuba”, que significa “muito pinhão”.

A escultura estava com as fibras desgastadas pelo tempo, recebeu um lixamento, resina e nova pintura com a cor de bronze. Agora está pronta para voltar para o Bairro Alto e apontar para o Rio Atuba, o lugar onde teve início Curitiba.