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domingo, 5 abril 2026
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Semana da Economia especial de Páscoa tem dez produtos em oferta, inclusive os pescados

Os Armazéns da Família promovem, de terça-feira (24/3) a sábado (28/3), uma edição especial de Páscoa da Semana da Economia, com preços mais acessíveis para produtos bastante procurados neste período, especialmente peixes e alimentos básicos.

Entre os destaques estão opções de pescado, muito consumidas durante a Páscoa. O filé de tilápia congelado Canção (400g) está em oferta por R$ 15,99 e a posta de tilápia congelada C.Vale (800g) por R$ 13,99. Também entram na lista o atum ralado Nautique (170g), vendido por R$ 4,99, e a sardinha em lata Nautique (125g), por R$ 1,99, alternativas práticas e nutritivas para diferentes preparos.

Outros produtos da Semana da Economia ajudam a compor as refeições do dia a dia. O arroz parboilizado Buriti (5 kg) sai por R$ 9,99 e pode ser combinado com diversas opções de proteína. Para o café da manhã ou lanche, o pão fatiado Leite Nino (500g) está em promoção por R$ 3,99 e o queijo mussarela fatiado Tirol (300g) por R$ 10,49.

A lista inclui ainda itens essenciais para o preparo das receitas, como o óleo de soja Coamo (900 ml), por R$ 5,89, a farinha de trigo Globo (1 kg), por R$ 1,99, e o café a vácuo Alvorada (500g), por R$ 18,99.

As ofertas são válidas em todas as unidades dos Armazéns da Família e os produtos estão disponíveis enquanto durarem os estoques.

Milhares de famílias

A Semana da Economia reforça o compromisso da Prefeitura de Curitiba em auxiliar as famílias de baixa renda a ter acesso a produtos mais baratos que no varejo convencional.

O programa Armazém da Família, uma iniciativa da Prefeitura de Curitiba, atende 353 mil famílias cadastradas na capital, beneficiando cerca de um milhão de curitibanos. Famílias com renda de até cinco salários mínimos podem se cadastrar para ter acesso a produtos com preços reduzidos. Além disso, 163 entidades sociais e filantrópicas também são atendidas pelo programa.

O secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho, ressalta que a iniciativa tem um impacto positivo no orçamento das famílias.

“Essa medida reforça nosso compromisso em oferecer alimentos de qualidade a preços acessíveis, permitindo que os curitibanos mantenham uma alimentação equilibrada sem comprometer as finanças domésticas”, afirma.

Parceria: Receita Estadual lança portal do Confia Paraná e se aproxima de contribuintes

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Os contribuintes de todo o Estado já podem acessar o novo portal do Programa de Conformidade Fiscal Cooperativa do Estado do Paraná (Confia Paraná). Lançado nesta segunda-feira (23) pela Receita Estadual, o portal é uma importante ferramenta para que empresas acompanhem sua situação fiscal, identifiquem possíveis pendências e busquem melhorias, além de permitir a consulta pública da classificação das empresas.

Criado em junho de 2025, o Confia Paraná representa uma mudança de abordagem na administração tributária, priorizando a colaboração com os contribuintes e o uso de informações para orientar, prevenir erros e estimular a regularidade fiscal. 

E a nova plataforma vem justamente para fortalecer esse novo perfil da Receita Estadual, ampliando a transparência do processo e permitindo que os contribuintes tenham acesso a todas as informações necessárias para ficar em dia com o fisco. 

Segundo com a regulamentação do programa, os contribuintes são avaliados de acordo nível de conformidade fiscal, ou seja, o quanto cumprem corretamente suas obrigações. A partir dessa análise, são classificados em cinco categorias: A, B, C, D e NC (não classificado). Essa classificação considera critérios como histórico de regularidade, cumprimento de prazos, consistência das informações fiscais, relacionamento com fornecedores e adesão a programas de autorregularização.

Todas essas informações podem ser conferidas diretamente no novo portal de forma simplificada e acessível. Por ele, é possível verificar a nota atribuída às empresas classificadas no programa, o motivo de decréscimo de nota ou mesmo uma análise completa de cada não conformidade que possa vir a existir. O objetivo é criar um canal de orientação desburocratizado para que o próprio contribuinte possa fazer os ajustes necessários.

  • Como explica a diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta, essa é a essência do programa. “Estamos construindo uma nova forma de atuação, baseada no diálogo e na confiança. O Confia Paraná valoriza quem busca agir corretamente, trazendo mais previsibilidade, transparência e segurança para o contribuinte”, diz. 

Segundo ela, o objetivo é  reconhecer que os contribuintes têm comportamentos diferentes e, a partir disso, oferecer respostas mais adequadas para cada perfil. “Quem já cumpre suas obrigações encontra menos burocracia e mais agilidade. Quem enfrenta dificuldades passa a contar com orientação técnica. Já os casos de descumprimento continuam sujeitos à fiscalização e aplicação da lei”, completa a diretora.

Essa mudança no estilo de abordagem foi elogiada pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Francisco Zanicotti, que classificou o Confia Paraná como uma iniciativa digna de aplausos. “É um projeto que vem para melhorar o ambiente empresarial e fazer crescer o processo civilizatório em todo o Estado”, celebrou.

CLASSIFICAÇÃO – Entre os benefícios oferecidos, contribuintes classificados nas categorias A e B terão prioridade na tramitação de processos, prazos diferenciados para regularização, condições facilitadas para correção de inconsistências e atendimento mais ágil em consultas tributárias. Aqueles com melhor classificação também poderão ter vantagens adicionais, como prioridade em programas estaduais, recuperação mais rápida de créditos de ICMS e simplificação de procedimentos cadastrais.

A classificação, porém, não é definitiva. Ela é atualizada periodicamente, permitindo que empresas melhorem sua posição ao longo do tempo, conforme regularizam pendências e aprimoram suas práticas fiscais.

O auditor fiscal e coordenador do programa, Ezequiel Santos, ressalta que os benefícios vão além da nota obtida. “A classificação é um dos elementos, mas não o único. Também consideramos o perfil da empresa, seu setor, histórico de regularidade e o relacionamento com o Fisco. O objetivo é garantir um tratamento mais justo, equilibrado e eficiente”.

O Confia Paraná integra o Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado do Paraná (Profisco II), iniciado em 2020. A representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na visita técnica ao Paraná, Cristina Mac Dowell, também participou do lançamento e destacou a importância da iniciativa. “É isso o que queremos da nova administração tributária: uma conformidade ativa, que busca um melhor relacionamento com o contribuinte”, diz.

Nos próximos passos, o programa deve ampliar o alcance da classificação para empresas de maior relevância econômica. Iniciativas de reconhecimento, como o destaque a empresas mais conformes e profissionais mais engajados, também estão previstas.

Congresso terá Frente Parlamentar pela Paz Mundial


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Resolução do Senado publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23) cria a Frente Parlamentar pela Paz Mundial no âmbito do Congresso Nacional. 

A frente será formada pelos senadores, e é permitida a participação de ex-parlamentares como membros honorários.

De acordo com a Resolução 45/2025, a frente terá regimento próprio e se reunirá nas dependências do Senado Federal.

São objetivos do grupo:

  • fortalecer a atuação do Congresso Nacional em defesa da paz mundial;
  • promover o debate e o apoio à tramitação de ações parlamentares voltadas à promoção da paz no Brasil e no mundo;
  • Apoiar iniciativas voltadas à solução pacífica dos conflitos e à convivência harmônica entre os povos;

O texto foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) e recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS).

Produtos e serviços inovadores são destaque na Feira de Inovação do Vale do Pinhão; evento vai até este sábado

Começou nesta sexta (20/3) e vai até amanhã (21/3), na Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, a Feira de Inovação do Vale do Pinhão, um evento que aproxima a população das soluções desenvolvidas pelo ecossistema de inovação da cidade. A iniciativa reúne startups, empresas, universidades e projetos criativos, em uma programação que convida o público a conhecer, testar e interagir com tecnologias, produtos e serviços inovadores.

A feira também funciona como um “esquenta” para o Smart City Expo Curitiba, maior evento global sobre cidades inteligentes, que começa na próxima semana. A proposta é apresentar, de forma acessível, o que está sendo desenvolvido localmente e como essas soluções impactam o dia a dia da população.

Promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação em parceria com a Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, a ação integra as estratégias do Ecossistema Vale do Pinhão para fortalecer o empreendedorismo, estimular conexões e dar visibilidade a novos negócios.

Segundo o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins, a feira cumpre um papel importante de aproximação entre inovação e sociedade.

“A Feira de Inovação do Vale do Pinhão abre um espaço estratégico para que empreendedores apresentem seus projetos, ampliem a visibilidade e se conectem diretamente com a população, mostrando na prática como a inovação transforma a cidade”, afirma Martins.

De acordo com o  presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Dario Paixão, mais do que uma vitrine de inovação, a feira se consolida como um espaço de troca, aprendizado e conexão, reforçando o papel de Curitiba como referência nacional e internacional em cidades inteligentes. Ele destaca o caráter educativo e inclusivo da iniciativa.

“Nosso objetivo é traduzir o que é o ecossistema de inovação para o cidadão, mostrar como surgem as startups e quais soluções já estão sendo desenvolvidas em Curitiba. Também queremos inspirar novas pessoas a empreender, mostrando que é possível tirar ideias do papel e encontrar apoio para crescer”, explica o presidente.

Ideias inovadoras

Ao todo, 32 startups participam desta edição, apresentando soluções em diferentes áreas, do transporte à sustentabilidade, passando por serviços e tecnologia.

A Bus” Station, criada por Felipe Thomaz Folmann, apresenta uma plataforma de comunicação para o transporte coletivo, que integra conteúdos institucionais, turísticos, educativos e publicitários dentro dos ônibus, com gestão totalmente digital. “A expectativa é mostrar como a tecnologia pode melhorar a experiência dos usuários do transporte público e ampliar o acesso à informação de forma inteligente”, destaca o Felipe.

Já o empreendedor Tiago Allans de Moraes leva à feira um serviço de limpeza automotiva delivery, com atendimento no local escolhido pelo cliente e uso de produtos biodegradáveis. “A proposta é oferecer praticidade e sustentabilidade, economizando tempo das pessoas e levando um serviço profissional onde elas estiverem”, afirma Tiago.

Entre os destaques acadêmicos, a equipe Yapira de robótica, formada por alunos da UFPR, apresenta robôs de combate, sumô e seguidores de linha, desenvolvidos com programação autônoma e foco em aplicações tecnológicas. “Participar da feira é uma oportunidade de divulgar nosso trabalho, atrair parceiros e mostrar como a robótica pode evoluir para soluções reais no mercado”, explica o estudante Matheus da Silva Bueno.

Empresas participantes e o que fazem:

  • Lavo na Vaga – Serviço inovador de lavagem de automóveis onde o cliente estiver, com produtos de alta tecnologia e processo extremamente sustentável, com muito pouco uso de água.
  • SMATI – Secretaria Municipal de Administração e TI.
  • FABLAB – Laboratório de prototipagem público de fabricação digital e espaço maker, ligado ao Vale do Pinhão e a Fab Foundation (MIT – Media Lab).
  • Acesso Franquias – Apresentará o higienizador de capacete. Tecnologia sustentável e prática que permite a lavagem de capacetes em poucos minutos.
  • Applyi Consultoria em RH – Criada para minimizar os impactos de empregabilidade com foco em qualidade, assertividade e um processo seletivo humanizado.
  • EVA Agricultura Urbana – Residente do HUB Vale do Pinhão.  Startup que vem revolucionando a agricultura urbana com soluções como hortas verticais, hortoterapia e iluminação artificial para cultivo.
  • SME – Secretaria Municipal de Educação – Vão apresentar de forma prática e interativa como a Educação Digital e a Computação estão sendo implementadas na Rede Municipal de Ensino.
  • Yapira – Grupo de robótica da UFPR. Vão apresentar algumas tecnologias desenvolvidas pelo grupo.
  • Conectavida – Apresentará a pulseira tecnológica. Equipamento de última geração capaz de armazenar informações que podem salvar a sua vida ou de quem você ama.
  • RIP Memorial – Plataforma permite que os usuários carreguem fotos, vídeos e textos que capturam momentos significativos da vida de um ente falecido.
  • Thermastra – Engenharia em Sistema Térmicos. Atua com automação e inteligência no monitoramento de consumo.
  • Agência de Inovação do IFPR (AGIF) – Vão apresentar o próprio IFPR, o NIT da instituição e a Feira de Inovação do Instituto Federal do Paraná (IFTECH), com alguns protótipos expostos.
  • Fabbrika – Cria agentes de IA para automações de tarefas repetitivas no dia a dia dos negócios, abrangendo diversos processos.
  • CWB Startups – Maior associação de startups de Curitiba. Representa os interesses desse público e os conectando ao ecossistema de inovação de Curitiba.
  • Bus Station – Solução de mídia e comunicação embarcada que utiliza tecnologia de geolocalização para disparar mensagens dentro do transporte coletivo no momento exato do trajeto.
  • Chavi – Tecnologia para gerenciamento de acessos que permitem abrir portas com um simples clique na tela do smartphone, substituindo as chaves tradicionais de forma segura e prática.
  • Reinaldin Consultoria – Consultoria de Marketing Digital que se utiliza de processos de ponta para aumentar a performance de seus clientes.
  • Conhecendo a constituição – Projeto, desenvolvido por um grupo de educadores, que busca aproximar estudantes, professores e a comunidade em geral do texto mais importante do nosso país: a Constituição Federal de 1988.
  • Dirigir Agora – Plataforma que conecta alunos a instrutores de trânsito para aulas de direção.
  • Angomedic – Plataforma com tecnologia de IA que ajuda clinicas e hospitais a otimizarem processos e focar no que realmente importa: o paciente.
  • Correios – Vão apresentar diversas tecnologias aplicadas nos serviços prestados pelos Correios em Curitiba.
  • Parque Tecnológico FIEP – Irão Apresentar os óculos de realidade virtual desenvolvido no Habitat Tecnológico do Senai, em Curitiba.
  • Neuro Chi Kung – Serviços de ginástica bioenergética Chi Kung, técnica oriental para encontrar os recursos energéticos do seu corpo.
  • AthenaspaceHub – Hub de tecnologia para MEI’s e novos negócios. Busca apoiar o desenvolvimento de negócios por meio de processos e serviços inovadores.
  • RARM Contabilidade – Contabilidade digital especializada em prestadores de serviço e profissionais liberais
  • Associação Comercial do Paraná – Representação institucional e prestação de serviços para empresários do Paraná
  • Unidade Promotora de Ambientes de Inovação da UFPR – (UPAI) – Responsável por fomentar o empreendedorismo, gerir a pré-incubação e incubação de empresas de base tecnológica, e articular ecossistemas de inovação no ambiente acadêmico.
  • EDL Brasil – Especialistas em soluções inteligentes para o combate ao mosquito Aedes aegypti, atuando de forma direta e eficiente na prevenção de doenças graves como dengue, zika e Chikungunya.
  • Método Empresa Futurista – Empresa que desenvolveu técnicas de Marketing Digital Orgânico para buscar reduzir os custos com tráfego pago das empresas.
  • Dream Comfy Roupas Adaptáveis – Empresa de roupas especiais para quem tem mobilidade reduzida.
  • Icities – Vai apresentar e convidar a sociedade para o SmartCity Expo 2026.
  • Meninas e Mulheres nas Ciências – UFPR – Projeto de extensão universitária que visa dar publicidade e valorizar o trabalho das meninas e das mulheres no desenvolvimento das ciências.

Prefeitura inicia teste de primeiro banheiro público autolimpante de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba inicia, neste sábado (21/3), a operação do primeiro banheiro público autolimpante da cidade. Localizado no SmartPark do bairro São Francisco, na esquina das ruas Jaime Reis e Ermelino de Leão, no Centro Histórico, o banheiro será testado por seis meses e é de uso gratuito. Durante os testes, ele vai funcionar das 7h às 22h, todos os dias da semana.

Feito de aço inox e adaptado para dificultar a ação de vândalos, o banheiro funciona por sensores e utiliza tecnologias que promovem a utilização eficiente de água e energia elétrica. O sistema de limpeza do banheiro é totalmente automatizado. Quando a cabine é desocupada, sensores de presença iniciam o processo de higienização, que é realizado por sprinklers (chuveiros hidráulicos) que aplicam água e produtos de limpeza no chão.

“Queremos saber se os usuários aprovaram ou não o equipamento, se funciona bem ou não, níveis de higiene, durabilidade e segurança, enfim, tudo o que é necessário para atender bem nossa população e os turistas que nos visitam”, explicou o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Cada banheiro conta com duas cabines, equipadas com um vaso sanitário, uma pia, reservatório de sabonete líquido, papel higiênico, secador de mãos e lixeira, com reposições diárias.

O acionamento de todos os serviços – sabonete, água e secagem das mãos – é realizado por sensores de aproximação, evitando o contato físico e, consequentemente, a exposição a agentes microbiológicos. O banheiro também veicula uma mensagem de áudio com instruções sobre o uso adequado do equipamento.

As portas dos banheiros são equipadas com sinalizações claras para informar os usuários sobre o status do equipamento: “livre” (luz verde), “desligado” (luz vermelha), “ocupado” (luz amarela) e “limpeza” (luz azul).

A abertura e travamento da porta são automatizados. Para sair, basta que a pessoa aproxime sua mão do sensor verde ao lado da porta. O papel higiênico deve ser descartado dentro do vaso sanitário e a descarga é acionada automaticamente após o uso. 

A limpeza do local será feita pelo sistema do próprio equipamento, sempre após a saída de cada usuário e antes da entrada do próximo. A porta se fecha automaticamente após 10 segundos, mas pode ser aberta e fechada manualmente a qualquer momento. Além disso, há um sensor de emergência na parte interna da cabine que, ao ser acionado, permite a abertura automática da porta por 2 minutos.

De acordo com o presidente da Urbs, os testes servirão de base para o projeto de requalificação dos banheiros públicos administrados pela empresa, como no Parque Barigui, nas Arcadas do Pelourinho, na Praça Osório e no Terminal Guadalupe. “Caso tenhamos aprovação, vamos preparar uma licitação para viabilizar a contratação e implantação do modelo em outros locais da cidade”, concluiu Maia Neto.

Moradores podem conhecer próximas obras dos bairros Mercês, Vista Alegre, São Francisco, Bom Retiro e Centro Cívico

A Prefeitura de Curitiba realiza nesta segunda-feira (23/3) reunião pública para apresentar em detalhes o projeto das obras dos Lotes 4.1 (Rua Dr. Roberto Barrozo) e 5 – Pacote 1 (binário Jacarezinho/Rosa Saporski) do Novo Inter 2. A reunião é aberta a moradores e comerciantes dos bairros Mercês, Vista Alegre, São Francisco, Bom Retiro e Centro Cívico, que serão diretamente beneficiados pelas obras, que estão prestes a iniciar. O encontro acontece às 19 horas no Museu da Vida (Rua Jacarezinho, 1691, Mercês).

As obras preveem 5,2 quilômetros de intervenções abrangendo a requalificação de nove vias, que irão ampliar a eficiência do transporte coletivo e melhorar as condições de mobilidade da região. São obras de drenagem, terraplenagem, pavimentação, paisagismo, iluminação, sinalização e de infraestrutura de rede de fibra ótica, que serão executadas nas ruas Dr. Roberto Barrozo, Aristides Teixeira, André Zanetti, Jacarezinho, Professora Rosa Saporski, José Antoniassi, Capuchinhos, Alcides Munhoz, Desembargador Vieira Cavalcanti e Carlos Banetti.

Durante a Reunião Pública também será apresentado o plano de ataque da empresa construtora, que aponta quais serão as primeiras intervenções e as necessidades de mudanças viárias e de trajeto do transporte coletivo. “É um conjunto de obras significativo, que vai mudar a dinâmica de mobilidade da região durante sua execução. Quando as obras forem entregues, o trânsito nos bairros será melhorado, ampliando a acessibilidade e permitindo melhor tráfego de ônibus”, afirma o coordenador-geral da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento de Curitiba (Utag), Marcio Teixeira.

Equipes da Utag, órgão responsável pela gestão de projetos estruturantes de Curitiba financiados por entes externos ao município, fizeram, ao longo desta semana, visitas presenciais em todas as ruas abrangidas pelos lotes de obras, convidando moradores e comerciantes dos bairros a participar do encontro desta segunda. “Conheço as obras, mas pretendo participar da reunião”, afirmou o empresário Vitor Schmitz, proprietário do salão de cabeleireiros Toque Especial, na Rua Jacarezinho, ao receber o convite. Antes desta etapa da reunião pública, a Prefeitura de Curitiba realizou, desde 2019, uma série de audiências públicas, em que recebeu contribuições da população para o projeto, que será executado agora. O prazo para conclusão das obras é de 18 meses.

Obras do Novo Inter 2

As obras dos Lotes 4.1 e 5 – Pacote 1 compreendem um investimento de R$ 57.743.377,29, e são parte do Projeto de Aumento da Capacidade e Velocidade da Linha Direta Inter 2 (Novo Inter 2), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo valor total de US$ 133,4 milhões, com contrapartida da Prefeitura de Curitiba. O Novo Inter 2 prevê a requalificação de mais de 60 quilômetros de infraestrutura viária da cidade, construção ou alargamento de três viadutos, de uma ponte e instalação de oito estações de embarque Prisma Solar, modernizando o trajeto da Linha Direta Inter 2, o que permitirá ganho significativo de velocidade operacional da linha, que é a segunda mais utilizada de Curitiba.

Na última segunda-feira (16/3), o prefeito Eduardo Pimentel entregou as obras dos pacotes 2, 3 e 4 do Lote 5 do Novo Inter 2, também na região das Mercês. As obras foram realizadas em 5,2 quilômetros de vias ao longo do eixo do binário formado pelas ruas Presidente Taunay e Fernando Simas. Ainda em 2026 devem ser retomadas as obras do Novo Inter 2 no Lote 1, que abrange vias no Seminário, Santa Quitéria, Vila Izabel e Portão, e iniciadas as obras do Lote 3.1 – Pacotes 4, 5 e 6 (Rua Evaristo da Veiga, Rua Hipólito da Costa, novo viaduto da Rua José Gomes de Abreu, alargamento do viaduto da Av. Brasília e reinstalação da estação-tubo Xaxim) e a instalação das Estações Prisma Solar, próximas frentes de obras do projeto a serem executadas.

PRO Curitiba

O Novo Inter 2 integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade. O programa reúne mais de R$ 6 bilhões em investimentos previstos entre 2025 e 2028, com intervenções em áreas essenciais como mobilidade urbana, saúde, educação, habitação social, prevenção a enchentes, zeladoria, iluminação pública, trânsito e segurança.

Curitiba entra no clima de Páscoa: feiras tradicionais começam nesta sexta-feira

As Feiras Especiais de Páscoa 2026 desembarcam no coração da cidade, a partir desta sexta-feira (20/3), transformando o Centro em um corredor de experiências para turistas e curitibanos. Com 81 barracas divididas entre a Praça Osório e a Praça Santos Andrade, o evento vai além das compras, é uma vitrine da diversidade cultural curitibana e comemora os 333 anos da capital paranaense.

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Dois polos, uma experiência integrada
Com estruturas montadas em regiões estratégicas, a feira amplia a circulação de visitantes pelo Centro. Na Praça Osório, o público encontra a maior concentração de expositores, com 61 barracas. Já a Praça Santos Andrade recebe uma versão mais compacta, com 20 espaços, mantendo a proposta de diversidade e qualidade.

O funcionamento varia conforme o local. Na Praça Osório, as barracas abrem de segunda a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 14h às 20h. Na Praça Santos Andrade, o atendimento vai das 10h às 20h durante a semana e das 12h às 18h30 aos domingos.

Curadoria rigorosa
O evento aposta exclusivamente em produtos artesanais, com foco em itens que dialogam com o universo da Páscoa, lembranças de Curitiba e peças criativas voltadas ao turismo. Os expositores passam por um processo seletivo que avalia critérios técnicos e estéticos, como acabamento, originalidade e fidelidade ao tema, garantindo padrão elevado ao público.

Além disso, a feira mantém uma política de inclusão, com reserva de vagas para Pessoas com Deficiência (PCD), ampliando o acesso e a diversidade entre os participantes.

Gastronomia com identidade multicultural
A Praça Osório concentra também a área gastronômica, com 20 barracas dedicadas à alimentação. O cardápio inclui pratos típicos de diferentes países e regiões brasileiras, refletindo a formação multicultural de Curitiba. Há ainda opções de pastel, tanto frito quanto assado, e produtos de arte culinária, como itens artesanais embalados, derivados de apicultura e receitas tradicionais de diversas etnias.

Serviço
Acontece no período de 20 de março a 4 de abril de 2026

Praça Osório: Segunda a sábado, das 10h às 21h. Domingos, das 14h às 20h
Praça Santos Andrade: Segunda a sábado, das 10h às 20h. Domingos, das 12h às 18h30

Paraná expande monitoração eletrônica e lança aplicativo para combater violência contra as mulheres

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) anunciou nesta terça-feira (17) a expansão do Programa de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES) para os municípios de Foz do Iguaçu, no Oeste, e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O Programa, que já opera na Capital, representa um avanço ao ampliar a utilização da tecnologia como instrumento de proteção da vida e de prevenção ao feminicídio.

Trata-se de uma inovação tecnológica aplicada à segurança pública que permite o acompanhamento em tempo real tanto do agressor quanto da mulher com medida protetiva judicial. O sistema funciona por meio de dois dispositivos eletrônicos distintos: uma tornozeleira eletrônica instalada no agressor e um dispositivo móvel disponibilizado temporariamente à vítima, que possibilita a visualização da localização do agressor e o recebimento de alertas em caso de violação das áreas de segurança determinadas pela Justiça.

Outra medida que fortalece o combate da violência de gênero foi o lançamento do Aplicativo Paranaense Salve Maria, desenvolvido para ampliar a proteção e o suporte a mulheres com medidas protetivas de urgência. O aplicativo permite o acionamento rápido da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Paraná, por meio de um botão de emergência. Ao ser ativado, o sistema envia um alerta imediato às autoridades, possibilitando resposta mais célere das equipes policiais.

A plataforma conta ainda com geolocalização em tempo real, recurso que identifica a posição da usuária e facilita o deslocamento das viaturas até o local da ocorrência. Também disponibiliza um canal direto de comunicação com os operadores da polícia, permitindo o envio de mensagens de texto e áudios durante atendimentos emergenciais.

“Tivemos a experiência de mulheres que utilizam a tecnologia do monitoramento simultâneo na Capital com muito sucesso e estamos expandindo para Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais. Passada esta fase, vamos expandir ainda para os municípios onde há mais ocorrências de feminicídios e violência doméstica”, explica o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

“Já o aplicativo Salve Maria aciona automaticamente a Polícia Militar, que recebe a localização por georreferenciamento da mulher que tem a medida protetiva de emergência junto de um cadastro prévio”, acrescenta ele.

Disponível para os sistemas Android e iOS, o Aplicativo Paranaense Salve Maria incorpora protocolos de segurança digital, como criptografia de dados sensíveis e validação de cadastro por CPF e número de telefone, garantindo que apenas usuárias autorizadas tenham acesso à ferramenta.

MONITORAÇÃO – O monitoramento é realizado por agentes da segurança pública em centrais especializadas, que acompanham eventuais descumprimentos dos raios de advertência e exclusão estabelecidos nas medidas protetivas de urgência. Sempre que houver violação dessas determinações, os alertas são acionados imediatamente, permitindo a atuação rápida das forças de segurança para preservar a vida da mulher, responsabilizar o agressor e promover o encaminhamento adequado, com foco na quebra do ciclo de violência.

O Programa é aplicado em situações de maior gravidade, quando há risco concreto à vida da mulher e possibilidade de feminicídio. Nesses casos, a tecnologia atua como mecanismo de proteção intensiva, permitindo o acompanhamento simultâneo da vítima e do agressor em tempo real. Caso o agressor ultrapasse os limites estabelecidos pelo Poder Judiciário, os alertas são acionados imediatamente, garantindo resposta rápida das autoridades e ampliando a capacidade do Estado de evitar que a violência evolua para o feminicídio.

A tecnologia conta com software avançado de monitoramento e infraestrutura tecnológica robusta, com centros de monitoramento e servidores capazes de registrar eventos e acompanhar o deslocamento das partes envolvidas. O sistema possibilita ações integradas entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Poder Judiciário e Ministério Público, garantindo maior eficiência na prevenção de crimes e na proteção das vítimas.

Instituído pela Instrução Normativa nº 230/2025, o programa consolidou uma importante articulação institucional entre a Secretaria da Segurança Pública, o Tribunal de Justiça do Paraná, o Ministério Público do Paraná, as forças de segurança estaduais e a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, reforçou o compromisso do Estado de promover iniciativas que realmente façam as mulheres se sentirem seguras. “Nossas mulheres precisam se sentir não apenas protegidas, mas também respeitadas. Onde há respeito, não há espaço para o conflito”, afirmou.

CAPACITAÇÃO – A Sesp está oferecendo cursos de Ensino a Distância (EAD) para qualificar todos os profissionais das forças de segurança pública para as boas práticas no combate à violência contra a mulher.

Entre os temas abordados, estão os estereótipos machistas, a reprodução de comportamentos, atendimento humanizado a mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade, escuta ativa, acolhimento e encaminhamento adequado às autoridades policiais, além da assistência social e os tabus relacionados ao que é ser um “homem de verdade”, discutidos no módulo De Homem Para Homem. Já os cinco tipos de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral) são tratados nos módulos Mulher Segura e Mulher Segura Adolescentes.

Para a certificação, é necessário assistir a pelo menos 80% dos oito vídeos disponíveis, que totalizam 1 hora e 20 minutos de duração, além de acessar materiais complementares.

O objetivo é quebrar o ciclo da violência, promover o acolhimento às mulheres vítimas e incentivar o diálogo franco e sem preconceitos com os homens, evitando a perpetuação da cultura machista e seus efeitos trágicos. O lema do curso é: “A segurança de cada mulher deve ser compromisso de todos os homens”.

“Lançamos mais esta ferramenta e assinei uma resolução para que todos os membros das forças de segurança passem por este curso em 2026 e estejam habilitados a atender a qualquer ocorrência de violência contra a mulheres”, diz o secretário da Segurança Pública.

De acordo com o coordenador do Programa Mulher Segura, coronel Cleverson Rodrigues Machado, a iniciativa amplia o alcance da capacitação e fortalece o enfrentamento à violência doméstica. “Os profissionais de segurança pública serão capacitados e terão mais conhecimento sobre violência doméstica, sobre feminicídio e sobre o combate a todas essas ações de violência contra a mulher”, afirma.

De acordo com ele, a modalidade EaD foi escolhida pela maior capilaridade e agilidade. “Conseguimos, em um menor espaço de tempo, atingir mais profissionais para que eles possam ter acesso a esse conhecimento”, explica o coordenador. “Uma resolução determina que os profissionais de segurança pública completem esse curso até o final de 2026. É mais um avanço, mais um delineamento vinculado ao combate à violência doméstica”, afirma.

O curso, inicialmente voltado aos servidores das forças de segurança do Paraná, tem carga horária de 5 horas e é dividido em sete módulos, cada um com questionários específicos. Para obter a certificação, o participante precisa alcançar 70% de aproveitamento.

A iniciativa, uma parceria com a Escola de Gestão do Paraná (EGP), integra uma série de ações do Programa Mulher Segura da Sesp, a partir da conscientização da sociedade sobre a importância do enfrentamento à violência que, em casos extremos, chega ao feminicídio.

ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

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A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.  

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca


São Paulo (SP), 13/08/2025 - Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca)  participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência

Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil

A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

“Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

“Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.


Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Karen Lima e Filipe Adão, pais de Catarina, que cuidam das fotos postadas na rede social da menina de 6 anos
Foto: Karen Lima/Arquivo Pessoal

Karen Lima e Filipe Adão administram o perfil da pequena Catarina nas redes sociais – Karen Lima/Arquivo Pessoal

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores:

“Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?”, questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento


Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Julianna Passos, psiquiatra, e mãe de Bernardo e Adam.
Foto: Julianna Passos/Arquivo Pessoal

Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam – Julianna Passos/Arquivo Pessoal

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o “mundo real” e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar “boa noite” ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. “Ele nem tem conta ou acesso”, afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

“Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição”, explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental. 

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em “tenho +18 anos”, permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade


Brasília (DF), 28.06.2024. - Pesquisadora Águeda Barreto. Matéria sobre 10 anos da Lei da Palmada. Foto: ONG Child Fund/Divulgação.

Para a pesquisadora Águeda Barreto, o ECA digital é um arcabouço amplo – Foto: ONG Child Fund/Divulgação

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullying, cyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infantojuvenil, como o Roblox. 

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um “sinal de idade”, via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes.

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infantojuvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

*Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti

> Confira aqui os demais pontos do ECA Digital

Deputado estadual Gilberto Ribeiro apresenta projeto de carteirinha para pacientes com câncer no Paraná

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O deputado estadual Gilberto Ribeiro (PL) protocolou na Assembleia
Legislativa do Paraná o projeto de lei 179/2026 que pode trazer mais respeito,
agilidade e prioridade no atendimento para pessoas diagnosticadas com
câncer em todo o estado.

A proposta cria a Carteira Estadual da Pessoa com Câncer, um documento
oficial que vai identificar pacientes oncológicos e garantir prioridade no
atendimento em serviços públicos e também em estabelecimentos privados.

A iniciativa busca facilitar a vida de quem enfrenta esse diagnóstico, evitando
constrangimentos e burocracias na hora de comprovar a condição de saúde.

Documento poderá ser físico ou digital

De acordo com o projeto de lei, a carteira poderá ser emitida tanto em
formato físico quanto digital. Terão direito ao documento pessoas
diagnosticadas com câncer mediante apresentação de laudo médico com o
CID, que é o código que identifica a doença. Também poderão solicitar a
carteira pacientes que estejam em tratamento contra o câncer ou em
acompanhamento médico após o tratamento, quando houver necessidade
comprovada.

A emissão da carteira será totalmente gratuita e terá validade em todo o
Paraná.Com o documento em mãos, o paciente poderá comprovar
rapidamente sua condição de saúde, garantindo acesso a atendimentos
prioritários, políticas públicas e outros direitos destinados às pessoas em
tratamento oncológico.

Autor da proposta, o deputado Gilberto Ribeiro afirma que o objetivo do
projeto é garantir mais respeito e dignidade a quem enfrenta o câncer.


“Muitas pessoas que estão em tratamento contra o câncer precisam ir ao
hospital várias vezes por semana para fazer exames, consultas,
quimioterapia e radioterapia. É uma rotina pesada e, muitas vezes, muito
desgastante. Mesmo assim, essas pessoas ainda acabam tendo que provar
que estão doentes para conseguir prioridade no atendimento. Isso não é
justo”.


Ainda segundo o parlamentar, a carteirinha ajudará o paciente não apenas no
atendimento de saúde, mas também em atendimentos do dia a dia.


“Quem enfrenta o câncer muitas vezes está debilitado, fraco por causa do
tratamento e precisa de prioridade. Não apenas dentro dos hospitais, mas
também em situações simples do cotidiano, como em farmácias, mercados,
bancos e outros serviços. A carteirinha vem justamente para facilitar essa
identificação e garantir que essas pessoas sejam atendidas em qualquer
lugar com mais respeito, mais rapidez e mais dignidade”
, destacou o
deputado.

Além de reconhecer oficialmente a condição dos pacientes, o projeto também
abre caminho para que o Governo do Estado possa firmar parcerias com
municípios, hospitais e instituições, ampliando o apoio e os serviços
oferecidos às pessoas com câncer.

O projeto agora segue tramitando na Assembleia Legislativa do Paraná, onde
será analisado pelas comissões da Casa antes de ir à votação em plenário.
Caso seja aprovada, a medida poderá beneficiar milhares de paranaenses
que vivem a dura realidade do tratamento oncológico.