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quinta-feira, 30 abril 2026
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Aulas de Educação Financeira ajudam a criar hábitos conscientes

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte iniciou este ano um novo componente curricular no Ensino Médio – a Educação Financeira. O objetivo é que a nova geração cuide melhor das finanças pessoais, pois saber administrar o orçamento familiar e ter um planejamento financeiro faz a diferença no presente e no futuro.

Segundo a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada em março pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 67,3% das famílias brasileiras estavam endividadas. Aquelas inadimplentes, ou seja, com contas ou dívidas em atraso, eram 24,4% e as que declararam não ter condições de pagar as dívidas em atraso somaram 10,5%.

“Não é trabalhar apenas a Matemática, mas, mais que isso, o comportamento social”, define o professor Kiiti Ito, do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina.

Ele, que leciona Matemática há 21 anos na rede estadual, agora também dá aulas de Educação Financeira para cinco turmas do 3º ano e uma do 1º. Antes mesmo de saber que o componente seria implementado, logo no começo da pandemia, no ano passado, o professor havia iniciado, coincidentemente, cursos de finanças pessoais e matemática financeira. “Quando descobri que teria o novo componente, pensei: quero dar essa aula”, comenta.

Percentagem, funções, frações, gráficos, tabelas, números reais e juros simples e compostos servem de suporte para aplicar a Matemática em situações cotidianas que envolvem o uso e administração do dinheiro, com o objetivo de desenvolver hábitos e comportamentos conscientes impactando diretamente no planejamento de vida individual e familiar.

“Aplicamos em situações práticas, como o desejo de comprar algo. Falamos da regrinha das quatro perguntas: eu quero? Preciso? Posso pagar? Devo comprar? Uma vez decidida a compra, abordamos o benefício de uma compra à vista, os juros se ela for a prazo, e outras questões com inflação, dólar e demais fatores que podem impactar dependendo do produto”, exemplifica Kiiti, que tem solicitado aos alunos que conversem com os pais sobre as aulas e sejam agentes multiplicadores do processo.

“Acho a disciplina muito importante, já que diz respeito ao cotidiano de todos, principalmente quando começamos a ter mais contato com essas situações envolvendo dinheiro, perto de ingressar no mercado de trabalho”, diz o estudante Gabriel Aquino, do 3º ano do Marcelino Champagnat. “As aulas me surpreenderam, as discussões que o professor propõe entre os alunos, perguntas feitas e o engajamento para o assunto são muito corretos”.

Fora da sala de aula remota, Kitti também utiliza suas redes sociais (@profkiiti) para compartilhar mais conteúdos sobre o tema, com vídeos curtos e até lives com ex-alunos.

Além dessa relação com o dinheiro, como a necessidade de consumo, a proposta é estimular novos hábitos e formas de obtê-lo, poupá-lo e investi-lo, abordando eixos temáticos como vantagens e desvantagens no uso do crédito (juros), causas e consequências do endividamento excessivo, diferenciação de ativos e passivos, poupança, investimento e previdência, análise do mercado de trabalho e empreendedorismo.

VANGUARDA – No Colégio Estadual Professora Reni Correia Gamper, em Manoel Ribas, a Educação Financeira já era tratada em anos anteriores, com palestras e atividades específicas em sala de aula.

“A gente sempre procura levar a educação para fora dos muros da escola. Com a Educação Financeira a gente já desenvolve um trabalho desde 2018. Organizamos uma palestra com um consultor de um banco e pedimos que os alunos trouxessem alguém da família junto”, relembra o diretor Altevir dos Santos. Além disso, o projeto “Matemática na ponta do lápis” também levava o assunto para dentro da sala de aula em momentos presenciais.

Agora, já como componente curricular e em um momento com restrições, a escola novamente inovou com o tema e convidou uma consultora de jovens para um aulão online.

“Nós mandamos o material que estamos trabalhando e ela preparou um alinhado ao nosso, pedimos autorização à secretaria estadual e deu certo, foi bem recebido pelos estudantes. É uma pessoa recém-formada no Ensino Médio, ou seja, na mesma fase da vida, anseios semelhantes e que tem uma linguagem igual”, diz Santos.

Durante as aulas, os professores da escola já implantaram como uma das atividades a realização de uma planilha de orçamento pessoal, aplicando conceitos de receitas e despesas para evitar “ficar no vermelho” e já introduzir os estudantes ao protagonismo de suas vidas financeiras.

Ferramenta de gestão ajuda o educador acompanhar rendimento dos alunos

Diretores e coordenadores de colégios da rede estadual do Paraná passaram a utilizar uma ferramenta de gestão, baseada em BI (Business Intelligence ou Inteligência Empresarial), para acompanhar a evolução do estudo do aluno, seu rendimento e frequência nas aulas.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, o sistema permite a visualização de quantos meets (aulas ao vivo) são realizados, quantos alunos estão participando, o volume de atividades que cada estudante fez a quantidade que ele acertou.

Dessa forma, é possível fazer diagnósticos do ensino virtual mais abrangentes, de Núcleos Regionais da Educação ou de cidades, por exemplo, até mais específicos, como de cada aluno ou turma de uma escola.

“A gente consegue ver todas as aulas que foram e que não foram dadas, professor a professor, sala a sala, escola a escola. Ao acompanhar isso, conseguimos ver se estamos sendo eficazes e pensar no que fazer para melhorar”, explica o secretário da Educação, Renato Feder.

No Colégio Cívico-Militar João Turin, em Curitiba, o BI está sendo utilizado para identificar estudantes que possam estar em situação de abandono escolar. “Estamos fazendo um mapeamento dos alunos, verificando quem está fazendo as atividades, os que nunca acessaram a plataforma de ensino remoto, os que participam só de algumas disciplinas”, conta Tânia Barcala, vice-diretora do colégio. “Com essa informação, entramos em contato com os pais desses alunos para entender quais são as dificuldades e indicar soluções”.

PAINEL DE GESTÃO – A ferramenta se destaca, principalmente, como recurso para identificar os problemas e encontrar estratégias para saná-los. “É um painel de gestão, dirigido por dados, que possibilita a recuperação de alunos e avaliação de como o ensino remoto está sendo”, ressalta Gustavo Garbosa, diretor de Tecnologia e Inovação da Secretaria da Educação. “É uma ferramenta formidável de gestão que nós desenvolvemos e entregamos na mão de toda a rede, para a tomada de decisões.”

Canal online para denúncias de baladas clandestinas já recebeu 112 registros

Em funcionamento desde o dia 26 de março, o canal online criado pela Secretaria de Justiça, Família e Trabalho para denúncias de baladas clandestinas durante a pandemia da Covid-19 já recebeu 112 registros de festas ilegais, em todo o Estado. Todas foram encaminhadas a autoridades da Secretaria de Segurança Pública.

A iniciativa tem como objetivo servir de apoio para as polícias no combate a quem insiste em descumprir as medidas adotadas pelas autoridades sanitárias.

Uma das recomendações é anexar os prints de convites e conversas em grupos sobre as baladas clandestinas, fotos e vídeos dos eventos irregulares que já aconteceram ou qualquer informação extra que materialize a denúncia.

Se alguém constatar a realização da baladas clandestinas no momento em que ela está acontecendo, a Secretaria da Justiça alerta para que ligue imediatamente no telefone 190 ou para a guarda do município e relate a ocorrência.

Para fazer a denúncia o endereço do link é: http://www.justica.pr.gov.br/denunciacovid

Pais devem ficar atentos para o uso saudável das tecnologias

O uso desenfreado de celulares, tablets, múltiplas telas e jogos viciantes pode ter complicações para a saúde física e mental de crianças e adolescentes. O alerta feito neste Dia Mundial da Saúde (7/4) evidencia um problema que, segundo pesquisadores, ocorria antes da pandemia de covid-19 e pode estar se agravando com o maior tempo das pessoas dentro de casa.

“Ouso dizer que não tem família hoje no mundo, fora comunidades isoladas, que não convivam com a inabilidade de controlar o uso da internet e das redes sociais, transversal a todos aqueles que estão vivendo esse momento de crise na sociedade contemporânea”, afirmou o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos.

Coordenado pelo Departamento de Política Sobre Drogas, vinculado à Defesa Social, o debate virtual sobre o tema foi transmitido pelo Youtube da Prefeitura e mediado pelo médico e psiquiatra Ricardo Losso.

“Trouxemos a proposta nesta data porque a dependência tecnológica tem consequências negativas muito próximas das liberações químicas de outras drogas lícitas e ilícitas”, ressaltou Thiago Ferro, que integra a equipe do Política Sobre Drogas.

Uso moderado e formas de controle

Longe de banir as tecnologias, que facilitam o cotidiano profissional e pessoal, é na forma desorganizada e excessiva das mídias – uma escolha individual – que está o perigo, conforme destaca a psicóloga e psicopedagoga Roseane Mendes Bernatt, conselheira técnica do Instituto de Tecnologia e Dignidade Humana (ITDH).

“Não é uma relação equilibrada. Essas interações ativam certas áreas de recompensa cerebral. No momento em que a criança fica eufórica após uma conquista ou passagem de fase num jogo não é a hora de dizer ‘agora chega, vamos jantar’ – esta combinação precisa ser estabelecida antes de fornecer a tecnologia ao filho, combinando o tempo permitido para a atividade”, disse Roseane.

Ela orienta que sejam utilizados mecanismos de controle parental sobre acessos e utilização da internet.

“Você deixaria o filho sozinho no calçadão da Rua XV? Então porque largá-lo sozinho na internet, que é uma terra de ninguém?”, compara.

Roseane observa que a dificuldade é maior ao cobrar dos pequenos uma atitude quando ela é reproduzida pelos adultos.

“Temos pais mais encantados com o mundo virtual que as crianças. Precisamos buscar alternativas para ocupar o tempo, como jogos analógicos e passeios seguros”, completa, lembrando que a dependência tecnológica pode vir associada a transtornos como fobia social e ansiedade.

Prevenção a problemas físicos

Passar horas em frente à TV ou ao computador sem a devida atenção também pode provocar problemas de coluna e dores musculares que, não perceptíveis ainda nas crianças, podem se tornar uma convivência crônica para a vida.

Manter o braço num ângulo de aproximadamente 90 graus ao usar o computador, assim como cotovelos e antebraços apoiados na mesa ou no encosto da cadeira, são fundamentais, conforme indica a a fisioterapeuta especializada em ergonomia, socorrista e especialista em Urgência e Emergência Thaise Novaes Glaser, que faz parte do ITDH. Os pés precisam ser mantidos no chão e o terço superior da tela do monitor precisa estar na linha dos olhos. Para as duas situações, o apoio de uma caixa ou um tijolo podem ajudar.

De acordo com Thaise, tornar o uso das tecnologias moeda de troca – atrelar à organização do quarto ou à alimentação correta durante as refeições – pode não ser o melhor caminho.

“Esse novo tempo não pode ser justificativa para ficar conectado o tempo todo. A tecnologia tem roubado tempo da infância e de aprendizado”, aponta a fisioterapeuta.

Tecnologia como aliada

Para fazer o contraponto, a psicóloga e coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) infantil Boa Vista Ana Paula Romani Fernandes apresentou vantagens da tecnologia para o atendimento à saúde mental feito a distância.

“Conseguimos acalmar crises pelo telefone mais rapidamente do que se precisássemos do deslocamento”, comentou sobre o serviço prestado no Caps.

Ana Paula destacou ainda o TelePaz, serviço de escuta ofertado pela Prefeitura às pessoas que sintam necessidade conversar com um psicólogo por medo e ansiedade devido à pandemia da covid-19.

O debate teve ainda contribuições do psicólogo Cristiano Nabuco, referência sobre o assunto no País, que deu início a pesquisas a partir da percepção de que o brasileiro era quem mais passava tempo na internet a partir de conexões domésticas, e da professora aposentada do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná Roseli Boerngen-Lacerda.

A íntegra do conteúdo continua disponível para acesso aqui:
Parte 1 
Parte 2 

Coxa avança na Copa do Brasil

O Coritiba encarou o Operário, nesta terça-feira (06), na Arena Joinville, em partida válida pela 2ª fase da Copa do Brasil, e venceu o fantasma pelo placar de 3×2, com gols de Léo Gamalho (2), e Luiz Henrique. Com o resultado, o Verdão garantiu a sua classificação para a terceira fase da competição. Jean Carlo e Tomas Bastos marcaram para o Operário.

O Coxa só irá conhecer quem será o adversário na 3ª fase após sorteio a ser realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Mais uma vez, o personagem da partida foi o camisa 9, Léo Gamalho, artilheiro do Verdão na temporada. O atacante fez 3 gols em 2 jogos, marcando duas vezes na partida decisiva desta noite.

O jogo

O técnico Gustavo Morínigo havia poupado jogadores na partida de sábado (03), pelo Paranaense, também contra o Operário, e teve o retorno de peças importantes para o jogo de hoje. Apenas Tailson ficou de fora, com desgaste muscular.

Os 11 titulares foram: Wilson, Natanael (Igor), Wellington Carvalho, Luciano Castán e Romário; Willian Farias, Val e Rafinha (Robinho); Waguininho (Cerutti), Igor Paixão (Luiz Henrique) e Léo Gamalho.

No primeiro tempo, o Coritiba começou pressionando a equipe do Operário, na Arena Joinville, criando chances perigosas de gol, mas quem abriu o placar foi o Fantasma, aos 27’ minutos de jogo. Porém, o empate não demorou a chegar. Aos 30’, Val cruzou para área, encontrando Léo Gamalho, que ajeitou sozinho e acertou o chute, dando o empate ao Verdão.

O jogo seguia emocionante e o resultado levava a decisão para os pênaltis. Mas, mais uma vez Léo Gamalho apareceu na área coxa-branca, Aos 25’ do segundo tempo, aproveitou mais uma assistência de Val e cabeceou, com força, para ampliar o placar em 2×1. Entretanto, a partida continuava emocionante, e o fantasma conseguiu chegar ao empate, aos 30’, em cobrança de falta direta de Tomas Bastos.

A classificação alviverde só veio, literalmente, aos 45’ do segundo tempo. Luiz Henrique e Igor foram os personagens da classificação do Coxa. Ambos entraram aos 39’ de jogo, em substituição promovida pelo técnico Gustavo Morínigo. Quando o cronômetro marcou 45’, Igor cruzou com categoria na área e Luiz Henrique subiu para cabecear a bola para o canto da meta, sem chances para o goleiro adversário, deixando o Verdão vivo na Copa do Brasil!

Bolsonaro conversa com Putin sobre importação da vacina Sputnik V

O presidente Jair Bolsonaro conversou nesta terça-feira (6), por telefone, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Entre os assuntos tratados, está a aquisição de doses da vacina russa Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya. Presenciaram a conversa os ministros Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.   

“Acabei de receber um telefonema do presidente Putin. Um dos assuntos mais importantes que nós tratamos aqui é a possibilidade de nós virmos a receber a vacina Sputnik, daquele país. Logicamente dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil, e estamos ultimando contatos com as demais autoridades, entre eles a Anvisa, [sobre] como nós podemos efetivamente importar essa vacina”, disse o presidente em vídeo publicado nas suas redes sociais.

O presidente também destacou que, caso tenha aprovação para uso no Brasil, a vacina russa pode vir a ser fabricada no país, sob responsabilidade da farmacêutica União Química.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou a dispensa de licitação para aquisição de 10 milhões de doses do imunizante russo, ao custo de R$ 639,6 milhões.

Na conversa, os dois presidentes também acertaram o envio de uma equipe da Anvisa à Rússia, para inspecionar as instalações de produção da Sputnik V e de seus insumos. Ainda esta semana, diretores da Anvisa também devem receber o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, para discutir formas de acelerar a importação do imunizante.

Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do programa Geração Olímpica

Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Geração Olímpica, que seguem até o dia 16 de abril, às 17 horas. Programa do Governo do Estado desenvolvido pela Superintendência do Esporte e com patrocínio da Copel, o Geração Olímpica ofertará nesta edição 1.260 bolsas a atletas e técnicos (incluindo as 15 da equipe administrativa), com um investimento de R$ 4,75 milhões.

O interessado em participar do programa deve acessar o LINK, ler as normas e procedimentos e seguir cada passo. Caso precise de ajuda, foi publicado um tutorial de inscrição para ajudar no processo (veja a baixo).

Para fazer a inscrição é fundamental ler antes o Regulamento da atual edição. Nele constam todas as informações e documentos necessários. As principais perguntas e respostas também estão compiladas no site da Superintendência do Esporte.

IMPORTANTE – Independente do nome já constar como pré-aprovado no regulamento, a inscrição será obrigatória. Caso os procedimentos e prazos não sejam cumpridos, isso acarretará na eliminação do pretendente no processo.

O processo é aberto a todos os interessados, pois as vagas não preenchidas serão disputadas pelos demais candidatos, desde que estejam dentro dos critérios estabelecidos no regulamento.

Caso ainda persistam algumas dúvidas, o pretendente pode enviar o questionamento para geracaoolimpica@esporte.pr.gov.br – o prazo para respostas é de até 72 horas.

Em função do trabalho remoto dos servidores da Superintendência do Esporte, não haverá, por ora, atendimento telefônico.

10 ANOS – O ano de 2021 celebra a décima edição (2011-2021) do Geração Olímpica. Neste período, mais de dez mil atletas e técnicos tiveram a oportunidade de receber bolsas em forma de apoio financeiro.

O programa é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência do Esporte, e ao longo desse tempo ajudou no desenvolvimento de carreiras e levou o Paraná ao status de referência nacional na área.

Escola de Dança Teatro Guaíra celebra 65 anos

A Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG) celebra nesta terça-feira (6) 65 anos, sendo uma das instituições públicas de ensino de balé mais antigas do País. Já formou cerca de 15 mil alunos e fez mais mil apresentações em todo o Brasil, incluindo grandes sucessos como A Bela e Fera, com mais de 40 mil espectadores, e Olimpo, coreografia criada para homenagear os jogos olímpicos. A comemoração este ano será virtual em função da pandemia do coronavírus.

A EDTG foi o primeiro corpo artístico criado no Teatro Guaíra com a missão de formar bailarinos para o corpo de baile. Em sua história, contabiliza mais de 350 prêmios nacionais e internacionais e tem ex-alunos em companhias profissionais no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Grandes nomes da dança nacional já passaram pela instituição, como as professoras Yara de Cunto, uma das fundadoras do Balé Teatro Guaíra, Ceci Chaves e Carla Reinecke, além de alunos como Daniel Camargo, indicado ao “Oscar” do balé mundial – o Prix Benois de la Danse, em 2018.

A diretora-presidente do Teatro Guaíra, Monica Rischbieter, foi aluna da EDTG nos anos 70 e ressalta o trabalho técnico e também social da escola. “Temos uma equipe de profissionais extremamente comprometidos com a formação de bailarinos de ponta, mas também de cidadãos conscientes. É um grande exemplo de como a arte gera cidadania”, diz.

Para a coordenadora da EDTG, Patrícia Otto, que também foi aluna da instituição, o foco principal é a formação de cidadãos. “Para nós o fundamental hoje é a contribuição para o cidadão do futuro. A gente sabe que nem todos os nossos alunos serão bailarinos profissionais, mas independentemente das áreas em que estiverem, eles levarão os valores e princípios éticos que aprenderam aqui”, afirma

PANDEMIA – A Escola de Dança Teatro Guaíra readequou suas atividades pedagógicas para o ambiente virtual e realizou mais de 900 aulas on-line em 2020. É uma das únicas instituições de ensino de dança a trabalhar de forma ininterrupta no País. As atividades da EDTG tiveram 28 mil visualizações nas redes sociais. Além disso, também participou de quatro festivais e competições nacionais e recebeu mais de 20 prêmios.

HISTÓRICO – O Curso de Danças Clássicas do Teatro Guaíra foi criado em 1956 com o objetivo de preparar bailarinos com nível técnico e artístico capazes de formar um corpo de baile para o próprio Teatro Guaíra.

Em 1957, iniciaram as atividades de estruturação do curso sob a coordenação do professor Aroldo Moraes. No fim dos anos 60, o Curso de Dança foi ampliado com a criação de 12 níveis, incluindo aulas de História da Dança e História da Música. Ao final de cada ano ocorriam apresentações no Guairinha.

Nos anos 80, o curso foi reestruturado com a inclusão de aulas de Dança Contemporânea na grade curricular, visando à futura regulamentação do curso. No mesmo ano, alunos participam das montagens de Petrushka e O Quebra-Nozes, ambas de Carlos Trincheiras, com o Balé Teatro Guaíra.

Em 1983, Carla Reinecke assume a coordenação da escola e cria o Projeto Pré-Profissional, o que levou os alunos a participar de mostras e festivais, além de circular com espetáculos pelo Paraná e estados vizinhos. Em 1997, o Projeto Dança Masculina é lançado.

Nos anos 2000, alunos da escola são levados a Nova York e contemplados com bolsas de estudo no 5th Youth American Grand Prix. Em 2006, a escola comemora 50 anos com o espetáculo Fatos e Fotos. As celebrações incluem também o lançamento do livro Escola de Dança do Teatro Guaíra 50 anos de Arte e Cidadania.

Em 2013, comemorando 30 anos do Projeto Pré-Profissional, este grupo é unido ao Grupo Juvenil que forma a Companhia Jovem Teatro Guaíra. Em 2016, a EDTG apresenta A Bela e a Fera, um dos maiores sucessos de sua história, para celebrar 60 anos de existência. Foram mais de 40 mil espectadores naquele ano.

Campanha de vacinação contra a gripe começa em 12 de abril

A Secretaria da Saúde do Paraná participou nesta terça-feira (6) de reunião técnica virtual com o Ministério da Saúde para orientações sobre a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que terá início na semana que vem, dia 12, e seguirá até 19 de julho.

A meta para todos os estados, segundo o governo federal, é imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários. O Paraná deverá vacinar 4,4 milhões de pessoas e, para iniciar a primeira fase, recebeu 372 mil doses do Ministério da Saúde.

“Vamos trabalhar com duas campanhas simultaneamente, contra a Covid-19, já em andamento, e a partir do dia 12 contra a Influenza. O Paraná tem expertise em vacinação, conta com uma rede com 1.850 salas de vacina distribuídas por todos os municípios e equipes capacitadas e preparadas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

As orientações recebidas do Ministério serão repassadas nesta quarta (7) para as 22 Regionais de Saúde do Estado.

“Destacamos a importância da vacina da gripe. Além de prevenir o surgimento de complicações, internações e óbitos decorrentes da própria infecção, reduzirá os sintomas que podem ser confundidos com a Covid-19. Com mais pessoas vacinadas contra a gripe o diagnóstico médico para outras doenças respiratórias será facilitado”, explicou o secretário.

PÚBLICO – A vacinação será feita de forma escalonada. Os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas. Na primeira, de 12 de abril a 10 de maio, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde.

Na segunda fase, de 11 de maio a 8 de junho, a vacinação abrangerá idosos com 60 anos e mais, professores das escolas públicas e privadas.

Na terceira etapa, de 9 de julho e 19 de julho, estão pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

“Salientamos que pela primeira vez os idosos não estão na primeira etapa da vacinação da Influenza porque neste momento o grupo ainda está sendo atendido com a dose contra a Covid-19. Os idosos estão com suas doses garantidas na segunda etapa da campanha”, destacou a diretora e Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

A chefe da Divisão do Programa Estadual de Imunizações, Vera Rita da Maia, lembrou ainda a importância de que gestantes e crianças recebam a vacina contra a gripe logo no início da campanha porque estes grupos ainda não estão imunizados pela vacina contra Covid-19 e precisam de proteção. “Mesmo que este público esteja em isolamento, como o recomendado, é necessária a imunização contra a gripe”, disse Vera Rita.

COVID-19 – O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe simultaneamente. A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra a Covid-19 e respeitar o intervalo de 14 dias entre uma e outra dose.

A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo.

Tire dúvidas sobre o projeto de segurança alimentar para população carente

A Prefeitura de Curitiba enviou à Câmara Municipal, nesta terça-feira (6/4), um substutivo ao projeto de lei ordinária (proposição 005.00103.2021), que propõe melhorias na distribuição de alimentos para população mais vulnerável.

Tire dúvidas sobre a proposta da Prefeitura:

Qual o objetivo do projeto de lei da Prefeitura que estabelece regras em Curitiba para a distribuição de alimentos a pessoas em situação de risco social?

O projeto de lei propõe um marco regulatório para coordenar melhor as ações na área de segurança alimentar, além de mapeamento e cadastramento de entidades fora do poder público que atuam na distribuição gratuita de alimentos prontos para consumo para a população mais vulnerável.

O projeto de lei propõe um marco regulatório baseado em práticas já testadas e aprovadas?

O marco regulatório é baseado no trabalho já realizado pelo programa Mesa Solidária. O projeto de lei, inclusive, oferece estímulos para que entidades ingressem no Mesa Solidária, programa municipal que já tem 40 entidades parceiras e garantiu desde 2019 mais de 285 mil refeições gratuitas para a população em risco social.

O projeto prevê que tipo de benefícios para as entidades que ingressarem no Mesa Solidária?

Ao aderir ao programa, a entidade poderá usar a infraestrutura atual e futura do Mesa Solidária, como os restaurantes populares do Capanema e Matriz e o Centro POP Plínio Tourinho (Rebouças), além de ter acesso ao Banco de Alimentos de Curitiba administrado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), entre outros apoios. Também terá acesso a políticas de segurança alimentar necessários ao aperfeiçoamento do processo de infraestrutura e boas práticas de manipulação de alimentos prontos para consumo, conforme progredirem os cadastros e a ação articulada entre o poder público e os atores sociais.

Por que a Prefeitura resolveu regulamentar a atuação de entidades que distribuem alimentação gratuita?

Para organizar melhor o processo, dar mais eficiência, diminuir o desperdício e promover a adequação sanitária dos alimentos distribuídos. Trata-se de atribuição do município disciplinar o trabalho de distribuição de refeições por entidades particulares, baseando-se em princípios de ação social responsável.

O projeto de lei prevê que apenas entidades ligadas ao Mesa Solidária poderão distribuir alimentos em Curitiba?

A participação da sociedade civil organizada é assegurada. É preciso ser regulamentada e seguir as boas práticas de segurança alimentar para evitar riscos biológicos, químicos e físicos a um grupo populacional já exposto a agravos de saúde, que são as pessoas em situação de rua.

As entidades que não aderirem ao Mesa Solidária serão multadas ou criminalizadas?

O substitutivo da Prefeitura de Curitiba enviado à Câmara Municipal não prevê criminalização ou multas.

Por que o Mesa Solidária, um programa já em andamento, é referência para as propostas do projeto de lei?

Desde 2019, as ações desenvolvidas pelo Mesa Solidária resultaram em mais de 285 mil refeições gratuitas distribuídas em espaços públicos – todos em boas condições de higiene, limpos e confortáveis – para população socialmente vulnerável, como pessoas em situação de rua e desempregados. Com a chegada da pandemia de covid-19, o Mesa Solidária foi ampliado. Esse trabalho gerou um histórico operacional importante, que serviu de referência ao projeto ora em discussão.

Posso continuar a doar refeições para uma pessoa que bater na porta da minha casa?

O projeto de lei deixa claro, no artigo 14, que a lei não se aplica a ação executada individualmente que não vise ao atendimento coletivo. Ou seja, não proíbe a doação de refeições por nenhum cidadão.

Que problemas o projeto de lei pretende combater?

O marco regulatório, previsto no projeto de lei, busca reduzir o desperdício ou a carência de alimentos decorrente das ações realizadas por entidades em desacordo com as boas práticas de segurança alimentar. Os casos de ofertas em excesso de refeições, por exemplo, resultam em acúmulo de resíduos orgânicos e rejeitos nas vias públicas, contribuindo para proliferação de pragas e vetores urbanos. Ou seja, há riscos à saúde da população em situação de rua.

Que outras ações de segurança alimentar o município já desenvolve, além do Mesa Solidária?

A Prefeitura de Curitiba vem atuando intensamente no apoio à população mais necessitada. Além das refeições gratuitas do Mesa Solidária, os Restaurantes Populares oferecem refeições subsidiadas a R$ 3. Nos últimos quatro anos, foram 4,6 milhões de refeições. Além disso, desde junho de 2020, pessoas em situação financeira instável por conta da pandemia da covid-19 passaram a comprar nos Armazéns da Família que oferecem gêneros alimentícios e itens de higiene e limpeza 30% mais baratos que no varejo.