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quinta-feira, 9 abril 2026
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FAS SOS comemora um ano com festa e acolhimento a pessoas em situação de rua

Bolo, brigadeiro, salgadinhos e até “Parabéns a Você” tocado pela Banda Lyra marcaram a comemoração do primeiro aniversário do Centro Intersetorial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua de Curitiba, conhecido como FAS SOS, nesta quarta-feira (16/4). A unidade, a maior da cidade voltada a esse público, reúne serviços de diversas políticas públicas para promover a reinserção social.

A comemoração reuniu usuários, servidores, parceiros e voluntários durante um dia inteiro de atividades, simbolizando o espírito acolhedor do espaço.

“Essa unidade é a concretização de um sonho, fruto do trabalho incansável de muitas equipes”, afirmou o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues. Segundo ele, o centro já é referência nacional. “Temos recebido visitas de outros municípios interessados no nosso modelo.”

Renan também anunciou a reforma da Casa de Passagem Doutor Faivre, que faz parte do Centro Intersetorial, e falou de outras duas unidades semelhantes serão implantadas até o fim da gestão.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, reforçou a importância da atuação conjunta. “Estamos aqui para cuidar das pessoas. A saúde e a assistência caminham juntas nesse processo”, disse.

Histórias de acolhimento

Entre as pessoas que participaram da comemoração estava André Luiz Tomaz, 45 anos, skatista profissional que voltou ao Brasil depois de três décadas nos Estados Unidos e enfrentou dificuldades que o levaram a buscar apoio no FAS SOS. “Graças a Deus existe esse lugar. A gente se sente acolhido, tem banho, comida, conversa. É um projeto que ajuda muito”, disse.

Carlos dos Santos, 52 anos, também falou do acolhimento que recebe. “Sempre que venho, sou bem tratado. Gosto de tudo o que oferecem aqui.”

Ubiratan Adalto de Souza, 58, destacou a importância do serviço e da comemoração do aniversário da unidade. “A apresentação da banda foi linda. A FAS é essencial, não só para mim, mas para todos que estão na rua. Eu já decidi que quero sair dessa vida”, disse.

Um ano de acolhimento

Desde sua inauguração, em janeiro de 2024, a FAS SOS já realizou mais de 60 mil atendimentos e acolheu 7.662 pessoas diferentes. No local, os usuários têm acesso a pernoite, alimentação, higiene, atendimentos de saúde e apoio para retorno ao mercado de trabalho.

A estrutura de 3.490 m² abriga também salas para atendimento de saúde, biblioteca, espaços de convivência e oficinas. A proposta é oferecer mais que assistência emergencial: um caminho possível para a autonomia.

Entre os serviços ofertados pela FAS SOS está o acolhimento 24 horas, atendimento técnico, alimentação, encaminhamento para qualificação profissional e trabalho, oficinas socioeducativas, culturais e recreativas.

A FAS SOS ainda promove atividades educativas, culturais, esportivas e recreativas, em parceria com diferentes secretarias municipais, e garante a segurança e o acolhimento dos usuários por meio do apoio da Guarda Municipal.

Presenças

Participaram também da solenidade a administradora da Regional Matriz, Ariane Assis, a diretora de Atenção à População em Situação de Rua, Maria Vanderléia Santos Garcia, a supervisora do Núcleo da FAS Matriz, Nair Araújo Brito de Macedo, e o diretor da Política Sobre Drogas da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano (SMDH), Thiago Ferro.

A comemoração contou ainda com a presença da coordenadora do programa Consultório da Rua, Patrícia Vestergaard Dias, a representante da Fundação Cultural de Curitiba, Cristiane Ferreira, a coordenadora do Centro POP Doutor Faivre, Eridan Rocha, a coordenadora da Casa de Passagem Doutor Faivre, Elaine Murmel, e a coordenadora da organização da sociedade civil, Amigos em Ação, Maria Rusik.

O Governo do Estado foi representado por Douglas Novelli e Elizabeth Massias, da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania.

Prefeitura de Curitiba reforça serviços para manter os bairros bem-cuidados

Cuidar dos detalhes também é fazer a cidade avançar. Ao mesmo tempo em que executa grandes obras para preparar Curitiba para o futuro, a Prefeitura dá atenção aos pequenos detalhes que mantém a cidade viva, organizada e acolhedora. São ações de zeladoria e manutenção em passarelas, escadarias e viadutos – estruturas que fazem parte do dia a dia dos moradores e garantem segurança e acessibilidade a quem circula pelos bairros. Os serviços são coordenados pelo Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop).

No primeiro trimestre do ano foram realizados cerca de 7 mil metros de pintura em estruturas públicas, como viadutos e pontes, e a revitalização ou substituição de 842 metros de corrimão e guarda-corpo metálico. A lista de melhorias contempla locais de grande circulação de pessoas nos bairros e são resultado de solicitações feitas em audiências públicas e também pelo 156.

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, cuidar da manutenção de equipamentos públicos, como viadutos e trincheiras, com ações regulares de limpeza, pintura e reparos, é essencial para preservar o patrimônio da cidade e evitar gastos maiores com obras emergenciais no futuro.

“Essas intervenções são fundamentais para manter Curitiba funcionando bem. São obras que muitas vezes passam despercebidas, mas que têm impacto direto no conforto e na segurança das pessoas”, afirma o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.

Trimestre

De janeiro a março de 2025, várias regiões da cidade receberam melhorias. Um dos destaques do trimestre foi a revitalização do viaduto do Boqueirão, próximo ao Parque Iguaçu. Além da limpeza com água de reúso, foram feitos reparos nas grades de proteção e nas barreiras de concreto, além de pintura acrílica em 2.595 m² das proteções internas e 968 m² de pintura em esmalte nas grades metálicas.

Atuba

No bairro Atuba, os gradis do viaduto da Rua Mascarenhas de Morais receberam nova pintura com tinta acrílica e antipichação, somando 2.600 m² de área renovada. A ação devolve o aspecto de cuidado e respeito ao espaço urbano, combatendo os efeitos do tempo e do vandalismo.

Cascatinha

No bairro Cascatinha, outro exemplo de zeladoria urbana, com a recuperação da escadaria que liga as ruas Juvenal dos Santos e Olympio Trombini. Foram substituídos 375 metros de corrimão metálico duplo com acabamento em esmalte, garantindo mais segurança e acessibilidade.

Boa Vista

No Boa Vista, as passarelas e escadarias entre as ruas Maria Geronasso do Rosário e Alberto Portier também foram revitalizadas. Cerca de 467 metros de guarda-corpo e corrimão metálico ganharam nova pintura e o piso recebeu tinta acrílica na cor concreto, totalizando 350 m² de recuperação.

No Ribeirão dos Padilhas, a passarela metálica treliçada passou por limpeza, lixamento e pintura em esmalte, com 215 m² de área revitalizada. Também foi instalado novo guarda-corpo e aplicado tratamento protetivo no piso de madeira.

Para o diretor do Departamento de Edificações da Smop, Marcelo Bremmer, essas ações reforçam o compromisso da Prefeitura com a qualidade de vida nos bairros. “Nosso trabalho é garantir que cada canto da cidade esteja bem-cuidado. São melhorias que valorizam o espaço urbano e mostram respeito por quem vive aqui”, afirma Bremmer.

População pode doar trajes para os noivos do casamento coletivo na Ligga Arena

A população de Curitiba pode marcar a vida de muitos noivos que participarão do casamento coletivo promovido pelo Programa Justiça no Bairro, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), no dia 18 de maio, na Ligga Arena. A organização do evento está recebendo doações de roupas e acessórios de festa para os noivos e noivas que vão casar. 

Podem ser doados vestidos de noiva, vestidos festa, sapatos, bijuterias, bolsas. Para os homens, são aceitos ternos, camisas, calças sociais, blazers, cintos, gravatas e sapatos.

As doações podem ser entregues em diversos pontos da cidade, como nas Ruas da Cidadania, nos 39 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), na Fundação de Ação Social (FAS), no Clube Athletico Paranaense e nas unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Curitiba e Região Metropolitana.

Os itens entregues nas unidades da Prefeitura serão recolhidos pelo Disque Solidariedade, da FAS, e encaminhados ao Sesc, responsável pela higienização das roupas e calçados.

O tradicional evento, que reúne centenas de casais, tem a parceria do Sistema Fecomércio e da Prefeitura de Curitiba.

Inscrições abertas

Até a terça-feira (15/4), 140 casais já estavam inscritos pelos Cras para participar do casamento coletivo. As inscrições vão até o dia 9 de maio e podem ser feitas, além dos Cras, em qualquer cartório de Registro Civil próximo à residência de um dos noivos. A participação é gratuita.

Além dos moradores da capital, o evento também receberá casais de municípios da Região Metropolitana de Curitiba, que devem realizar sua inscrição em suas respectivas cidades.

Quem pode participar

Podem participar da cerimônia noivos que possuem renda de até um salário mínimo e meio por pessoa ou três salários mínimos por casal, o que equivale a pouco mais de R$ 4,5 mil.

Nos Cras, os noivos poderão receber orientações, encaminhar a documentação e fazer as inscrições. Em 2024, os Cras de Curitiba fizeram aproximadamente 700 inscrições para os noivos que participaram do evento

Documentos necessários

Noivos maiores de 18 anos e solteiros
Documento de Identidade: RG e CPF
Comprovante de residência dos noivos, original e atualizada: conta de luz ou água
Certidão de Nascimento: atualizada/90 dias

Noivos maiores de 18 anos e divorciados
Documento de Identidade: RG e CPF
Certidão de Casamento com averbação de divórcio, original e atualizada/90 dias
Formal de Partilha de Bens do processo de divórcio ou Certidão Negativa de Bens
Comprovante de residência dos noivos, original e atualizada: conta de luz ou água

Noivos com idades a partir de 16 anos e menores de 18 anos solteiros
Documento de Identidade: RG e CPF
Comprovante de residência dos noivos, original e atualizada: conta de luz ou água
Certidão de Nascimento: atualizada/90 dias
Presença dos pais com Documento de Identidade original: RG e CPF

Governador em exercício participa das celebrações do Dia do Exército Brasileiro

O governador em exercício Darci Piana participou nesta quarta-feira (16) das celebrações em alusão ao Dia do Exército Brasileiro, que comemora a história de 376 anos da instituição. O evento aconteceu no Forte do Pinheirinho, sede do Comando da 5ª Região do Militar do Exército, e contou com a participação de uma série de autoridades civis militares.

A cerimônia antecipa as comemorações do Dia do Exército, que acontece oficialmente neste sábado, dia 19 de abril. A data remete à Batalha dos Guararapes, ocorrida em 1648 em Pernambuco, quando brasileiros de diferentes origens se uniram contra a ocupação holandesa, em um evento que é considerado como o marco da criação do Exército Nacional.

Durante a solenidade, as unidades da tropa fizeram a tradicional formação e desfile em frente às autoridades. Também houve a entrega de diplomas de Colaborador Emérito do Exército e Condecorações Militares a autoridades que contribuíram de alguma forma com a instituição. Entre os condecorados, esteve o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva

ATUAÇÃO NO ESTADO – O Exército possui uma presença ampla no território paranaense, com unidades espalhadas por cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Ponta Grossa.

Além da defesa territorial, os militares atuam em ações de apoio à Defesa Civil Estadual, com suporte logístico em situações de emergência, como enchente, e são parceiros das unidades de segurança pública do Estado e da União em ações de patrulhamento de fronteiras.

Um exemplo ocorre na região Oeste do Estado, onde o Exército costuma participar de operações conjuntas com a Polícia Militar do Paraná e a Polícia Federal, voltadas ao combate a crimes como tráfico de armas, drogas e contrabando.

Criada em 2014, a 5ª Divisão de Exército foi desmembrada da 5ª Região Militar e passou a ser o Grande Comando Operacional do Exército no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, a 5ª DE é a Organização Militar mais moderna do Exército Brasileiro, adotando a denominação histórica de “Divisão Marechal José Bernardino Bormann”.

Entre as unidades operacionais mais relevantes do Exército no Paraná estão o 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado, com sede em Cascavel, e a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, em Londrina.

PRESENÇAS – A solenidade contou com a participação do comandante da 5ª Divisão de Exército, general Ricardo José Nigri; do ex-ministro do Superior Tribunal Militar, general Luís Carlos Gomes Mattos; do ex-chefe do Estado-Maior da 5ª Região Militar do Exército, Coronel Moacyr Azevedo Couto Júnior; do procurador-chefe da União no Paraná, Rodrigo de Souza Aguiar; e do desembargador federal do TRF/4, Luiz Antonio Bonat. Pelo Governo do Estado, também esteve presente o presidente do Detran/PR, Adriano Furtado.

FAS e instituições religiosas unem esforços no atendimento a 2.850 pessoas em vulnerabilidade social

As parcerias com instituições religiosas é uma das formas que a Fundação de Ação Social (FAS) utiliza para promover direitos e oportunidades para famílias e pessoas em situação de risco e vulnerabilidade. Como resultado, 2.850 pessoas são atendidas por 36 entidades ligadas a grupos religiosos que colaboram com a FAS por ano.

As atividades abrangem diversos públicos, desde crianças e adolescentes, pessoas em situação de rua, usuários de álcool e drogas e idosos. As ações envolvem serviços de acolhimento institucional, convivência e fortalecimento de vínculos e defesa e garantia de direitos, entre outros.

Alegria na Cidade Refúgio

Um exemplo deste tipo de parceria é o projeto Alegria na Cidade Refúgio, desenvolvido, desde o ano de 2009, pela Abba Promoção Social (Abbaps), organização da sociedade civil ligada à Comunhão Cristã Abba. O projeto atende 58 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos, moradoras da Vila Verde, na CIC. São oferecidas atividades como aulas de circo, música, teatro, artes e culinária.

A presidente da Abbaps, pastora Celina Novaes Portella dos Santos, explica que o projeto surgiu do reconhecimento das necessidades da comunidade da Vila Verde. Então, a Abbaps criou o projeto, que foi aprovado pela coordenação da FAS e do Cras do bairro. “A igreja pensou, realizamos e fizemos a parceria com a FAS. Sem essa parceria nós teríamos dificuldades em nos apresentar para a sociedade”, explica Celina.

O trabalho desenvolvido com as crianças segue diretrizes da FAS e tem como objetivo evitar a permanência delas nas ruas e a evasão escolar. Meninos e meninas aprendem noções de autocuidado, cidadania e meio ambiente.

Os participantes chegam ao projeto após as famílias serem atendidas pelas assistentes sociais do Cras. Este órgão faz a análise da situação de vulnerabilidade das famílias e encaminha crianças e adolescentes para o projeto, conforme as necessidades verificadas.

De acordo com a pedagoga do projeto, Vilma Bueno, a importância da parceria com a FAS está não apenas no aporte financeiro, mas no atendimento de cada criança. “Quando é detectada qualquer necessidade mais urgente, a FAS encaminha para serviços de saúde, de dentista, psicólogo. A criança é vista como um todo.”

Casa do Servo Sofredor

Outra história de parceria que deu certo é com a Associação da Casa do Servo Sofredor, que acolhe pessoas em dependência de álcool e drogas.

Criada pela Ordem dos Irmãos da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, os frades Carmelitas, no ano de 1994, a instituição atende mais de 250 pessoas em Curitiba, Contenda e Paranavaí. Duas casas de acolhimento ficam na capital paranaense, sendo uma masculina e outra para mulheres. No Mosteiro Monte Carmelo, sede da organização, 72 homens com idades entre 18 e 59 anos recebem atendimento.

As pessoas chegam à casa por solicitação das famílias ou encaminhadas após triagem da FAS. Uma vez recebidos, eles recebem atendimento de psicólogos, assistentes sociais e dentista. Além disso são encaminhados para os órgãos governamentais para que sejam inseridos em políticas públicas, conforme o caso.

Como parte do processo de reabilitação, os acolhidos trabalham na manutenção da casa, seja fazendo a limpeza, a cozinha ou em demais atividades, tais como cuidados com a horta, leitura e lazer. Também participam de reuniões de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos e atividades que buscam desenvolver a espiritualidade.

Após o período necessário, eles são encaminhados para as Casas de 2º Passo, moradias provisórias, para reinserção social e profissional.

O diretor- presidente da Associação, frei João Bernardo Alves, entende que a parceria entre a Casa e o poder público é de grande valia na manutenção da missão. “É uma força formada da união. O que podemos fazer juntos pela sobriedade na vida de uma pessoa ultrapassa o valor econômico.”

Um dos atendidos no local, J.E.S., de 39 anos, trabalhador da construção civil, está há mais de dez mês em tratamento e vê na Casa uma oportunidade de reconstruir a vida e se reconectar com a família. M.T.S. de 26 anos, trabalhava na instalação de ar-condicionado. Conseguiu uma vaga por encaminhamento da Secretaria Municipal de Saúde e espera concluir o processo para ir a uma Casa de 2º Passo e dar novo rumo para sua vida.

J.H.Y, venezuelano de 50 anos, auxiliar de serviços gerais, veio por encaminhamento da FAS. Ele está há sete meses na casa e hoje é um monitor, ajudando na organização do local para aprender a assumir novas responsabilidades, além fazer o tratamento. Entende que a importância da casa é ajudar a “sair desse mundo e se inserir de novo na sociedade, com um emprego e quem sabe, um dia visitar a Venezuela.”

Páscoa ucraniana em Curitiba mantém viva a arte das pêssankas

Entre ovos de chocolate, coelhos e vitrines coloridas, uma outra Páscoa ganha forma em Curitiba. A das pêssankas, tradição trazida pelos povos eslavos e preservada por gerações de descendentes ucranianos que se estabeleceram na capital paranaense por volta de 1895. Esses ovos decorados à mão trazem símbolos de fé, esperança e renovação.

A arte de colorir ovos pascais, ou pêssanky (plural de pêssanka, derivado do verbo ucraniano pessaty, que significa escrever), é ancestral, anterior ao Cristianismo. Com a chegada da fé cristã, o costume passou a incorporar também o simbolismo da ressurreição, reafirmando valores como o renascimento, esperança, saúde e prosperidade, passando a simbolizar a ressurreição de Cristo, com a promessa de um mundo melhor.

Paciência e devoção

As pêssankas são criadas com paciência e devoção, carregando significados espirituais e uma história que remonta à antiga Ucrânia. Cada traço desenhado com cera sobre a casca do ovo é protegido em camadas, revelando, ao final, um mosaico de cores e símbolos.

“A pêssanka é, na verdade, uma mensagem”, explica o artista curitibano Jorge Serathiuk, que se dedica a essa arte há 46 anos. Ele, além de manter viva a tradição dos seus ancestrais, transformou a arte em fonte de renda e reconhecimento cultural.

A técnica envolve banhos sucessivos de tinta e coberturas com cera em ovos crus para proteger cada cor, num processo chamado de pintura por imersão. “A ordem é sempre do mais claro para o mais escuro: branco, amarelo, vermelho e por fim, o preto, que é o fundo”, conta. A cera é removida com calor, revelando os padrões intrincados. “É como uma mágica”, brinca Jorge.

Após a pintura, a clara e a gema são extraídas, a peça é envernizada e o interior do ovo é recheado em gesso. Há ainda variações, como as pêssankas feitas com vinagre, que usam a corrosão da casca do ovo como recurso estético.

Cultura renascida

Durante a era soviética (1922-1991), quando a Ucrânia foi anexada ao bloco de países que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a arte das pêssankas ficou proibida. “A União Soviética tratou de liquidar a cultura das repúblicas. Qualquer manifestação cultural era proibida. Queriam criar uma identidade soviética, mas isso não existia”, relembra Jorge.

Em 1992, com a independência da Ucrânia, Jorge foi convidado pelo governo ucraniano a ensinar a técnica no país de origem de seus antepassados. “As pessoas que sabiam fazer pêssankas já tinham morrido. Fomos ajudar a retomar a cultura do país”, relata o artista curitibano.

Em Curitiba, Jorge e a esposa, Iara Serathiuk, já produziam pêssankas desde a década de 1980. A arte ganhou sucesso após uma pequena exposição no antigo Centro de Criatividade, atual Memorial Paranista, que rendeu ao casal as primeiras encomendas.

Jorge e Iara participaram de exposições internacionais de ovos pascais, incluindo França e Suíça, onde ganharam o prêmio “Ovo de Ouro” em 1986, na cidade de Nyon (Suiça).

Hoje, obras como as de Jorge e Iara são vendidas como lembranças de casamento, peças de coleção ou presentes. Pêssankas podem ser encontradas nos ateliês e feiras da cidade. Cada uma carrega tempo, dedicação e um laço com o passado.

Memorial Ucraniano: tradição encontra a cidade

No Parque Tingui, o Memorial Ucraniano é um dos principais espaços de valorização dessa cultura em Curitiba. Painéis retratam a riqueza espiritual e artística dos imigrantes. O local é ponto de visitação, mas também de celebração. Na véspera da Páscoa, sábado de Aleluia, a comunidade ucraniana em Curitiba realiza no Memorial Ucraniano a benção dos alimentos, uma tradição religiosa.

O Memorial Ucraniano de Curitiba é uma réplica da Igreja de São Miguel, localizada na Serra do Tigre, município paranaense de Mallet onde chegaram os primeiros imigrantes ucranianos, por volta de 1891. Na área externa do Memorial existe uma réplica gigante de pêssanka, feita de bronze, idealizada por Jorge.

Além do Memorial, a Sociedade Ucraniana do Brasil, com 100 anos de existência, e a Sociedade Poltava, no Água Verde, promovem eventos, cursos e encontros a respeito das tradições e cultura ucraniana. “Quando o país de origem é pressionado, como foi a Ucrânia, a comunidade tende a se unir. E aqui em Curitiba, os ucranianos são muito unidos”, diz Jorge.

Os descendentes ucranianos na capital representam cerca de um terço da comunidade paranaense da etnia. “A cidade é uma colcha de retalhos. Várias etnias se encontram aqui. Isso é o que faz a riqueza dela”, afirma Jorge.

Simbologia

Para os interessados em adquirir as pêssankas, os desenhos usados em sua confecção possuem diferentes significados. Pássaros significam boa fertilidade e proteção contra o mal. Peixe é o símbolo primitivo que representa o cristianismo, Jesus Cristo.

As estrelas representam longa vida, esperança e luz. Outro exemplo são flores, que remetem ao amor e à caridade.

As cores também trazem uma simbologia específica às peças. Amarelo remete a sabedoria; vermelho, vitalidade; e o branco, cor primária na confecção dos ovos pascais ucranianos, significa pureza.

Espetáculos da Paixão de Cristo serão encenados em seis bairros de Curitiba

Na sexta-feira (18/4), os bairros Barreirinha, Sítio Cercado, Boqueirão, Bairro Alto, Xaxim e CIC recebem a tradicional encenação da Paixão de Cristo, realizada por grupos de teatro comunitário com apoio da Fundação Cultural de Curitiba. As apresentações, que narram a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, integram o calendário da cidade e devem reunir mais de 20 mil espectadores.

Os espetáculos acontecem à noite nos seis bairros, quase simultaneamente, todos com entrada gratuita e participação majoritária de moradores das regiões onde são apresentados. A Fundação Cultural dá suporte às montagens com infraestrutura de palco, som e iluminação.

O destaque fica por conta do Grupo Lanteri, que chega à 47ª edição consecutiva de sua Paixão de Cristo, uma das maiores do gênero no país. O espetáculo será apresentado às 19h, na CIC, em um amplo palco ao ar livre instalado no terreno do Colégio Arquidiocesano de Curitiba. A montagem conta com quase 700 pessoas envolvidas, entre atores, figurantes e equipe técnica.

“Esta é uma encenação histórica que oferece às pessoas que não têm contato direto com o teatro a oportunidade de vivenciarem o ambiente da arte e da cultura”, destacou Clóvis Severo Brudzinski Junior, coordenador de Teatro da Fundação Cultural de Curitiba.

Formados majoritariamente por atores amadores, os grupos reúnem profissionais de diferentes áreas, como padeiros, engenheiros, médicos, lojistas, todos unidos em torno da espiritualidade e da arte para dar vida a um dos episódios mais significativos da tradição cristã.

Sítio Cercado 
Há 25 anos o Grupo de Teatro Arte e Vida apresenta a Paixão de Cristo. Com 35 cenas e cerca de duas horas de duração, o espetáculo na Rua da Cidadania do Bairro Novo envolve 240 integrantes, muitos jovens da região, e reconta os principais momentos da vida de Jesus, do nascimento à ascensão. A apresentação será às 20h.

Bairro Alto
O Grupo Adorarte, ligado à Paróquia Maria Mãe da Igreja, apresenta o espetáculo no Centro Cultural Vilinha, no Bairro Alto. A apresentação acontece às 19h30 e deve reunir cerca de 2 mil pessoas.

Alto Boqueirão
O grupo Jovens Unidos Buscando o Amor de Cristo (Jubac) leva sua versão da Paixão de Cristo à Praça Recanto dos Eucaliptos, no Alto Boqueirão. O grupo, fundado em 1990, reúne 289 integrantes, entre elenco, coordenação e equipe técnica. A apresentação acontece às 19h.

Barreirinha
Com mais de 20 anos de história, o Grupo Êxodus apresenta a Paixão de Cristo na Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Barreirinha. O público pode participar do espetáculo no momento da procissão da comunidade. A apresentação começa às 18h.

Xaxim
As peregrinações de Jesus fazem parte do espetáculo do Grupo de Teatro Amor em Cena, que apresenta sua versão da Paixão de Cristo em frente ao complexo poliesportivo do Xaxim. Com 113 integrantes, a apresentação mostra em forma de teatro a trajetória de Cristo. A encenação será às 19h.

Âncora

Serviço

Espetáculos da Paixão de Cristo 2025 em Curitiba

Grupo Lanteri (Regional CIC)
Horário: 19h
Endereço: Rua Amadeu Piotto, 590 – CIC

Grupo de Teatro Arte e Vida (Regional Bairro Novo)
Horário: 20h
Local: Rua da Cidadania do Bairro Novo
Endereço: Rua Tijucas do Sul, 1.700 – Sítio Cercado

Grupo Adorarte – Paróquia Maria Mãe da Igreja (Regional Boa Vista)
Horário: 19h30
Local: Centro Cultural Vilinha
Endereço: Rua Marco Polo, 1.560 – Bairro Alto

Jubac (Regional Boqueirão)
Horário: 19h
Local: Praça Recanto dos Eucaliptos
Endereço: Rua Pastor Antonio Polito, 2.200 – Alto Boqueirão

Grupo Êxodus (Regional Boa Vista)
Horário: 18h
Local: Paróquia Nossa Senhora das Graças
Endereço: Rua Santa Gema Galgani, 77 – Barreirinha

Grupo de Teatro Amor em Cena (Regional Boqueirão)
Horário: 19h
Local: Em frente ao complexo poliesportivo do Xaxim
Endereço: Rua Innocente Rebellato, s/n – Xaxim

Museus do Estado vão funcionar normalmente na Páscoa e Tiradentes; veja a agenda

O Museu Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea (MAC Paraná) e o Museu da Imagem e do Som (MIS Paraná) permanecem abertos durante o feriado que antecede a Páscoa, de sexta-feira a domingo (18 a 20 de abril), e no Tiradentes, na segunda-feira, dia 21. O Museu Paranaense fecha no domingo e na segunda. Já a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) encerra as atividades na quarta-feira (17) e reabre na terça-feira (22). 

Confira as informações para planejar sua visita e aproveitar a programação cultural do Estado:

Biblioteca Pública do Paraná (BPP)

A biblioteca estará fechada do dia 17 (quinta-feira) até o dia 21 (segunda-feira). Nesta semana, não ocorre o encontro da Roda de Leitura 60+, marcado para segunda-feira. As atividades retornam normalmente no dia 22 (terça-feira), às 8h30.

Museu Oscar Niemeyer (MON) 

Durante o feriado, o MON estará aberto normalmente de 17 a 21 de abril, das 10h às 18h, com acesso até as 17h30.

Os visitantes poderão conferir as exposições em cartaz: “O Olho da Noite”, do artista francês Jean-Michel Othoniel; “Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção”; “Alex Flemming 70 Anos”; “Trilhos e Traços – Poty 100 Anos”; “Afinidades III – Cochicho”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Convivendo em Harmonia com a Impermanência”; “Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra”; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Pátio das Esculturas”; “Espaço Niemeyer” e “MON Sem Paredes”.

“O Olho da noite” tem obras no Olho, nos Espaços Araucária 1 e 2 e na área externa (espelho d’água). No total, a mostra apresenta 25 obras em grandes dimensões. As esculturas são materiais diversos, como: vidro espelhado e aço inoxidável, vidro espelhado e madeira, e aço e folhas douradas.

Já a exposição “Trilhos e Traços – Poty 100 anos” reúne aproximadamente 500 obras, um recorte da doação de 4 mil peças realizada pela família do artista ao Museu, em 2022. Com curadoria de Maria José Justino e Fabricio Vaz Nunes, comemora o centenário de Poty Lazzarotto (1924-1998).

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná)

O MAC Paraná seguirá o horário do Museu Oscar Niemeyer, onde está temporariamente instalado. Já a Sede Adalice Araújo estará fechada a partir de quinta-feira, dia 17, e retornará ao funcionamento normal na terça-feira, dia 22.

As principais exposições são “A Trama Intrincada do Tempo”, da artista Guita Soifer, que traz pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, vídeos e instalações explorando o tempo, a memória e as transformações da matéria.

A mostra “O Acervo do MAC pelo Olhar de Fernando Velloso”, que conta com a curadoria do primeiro diretor do museu, reúne obras selecionadas do acervo da instituição. A exposição apresenta mais de 40 obras de nomes como Poty, Tomie Ohtake, Yolanda Mohalyi, Antonio Henrique Amaral, Francisco Stockinger, Helena Wong, Pietrina Checcacci, Dimitri Ribeiro, Fernando Calderari, Domicio Pedroso, Vera Sabino, Eliane Prolik, Alfi Vivern, João Osório Bueno de Brzezinski, entre outros.

Museu Paranaense (MUPA) 

O Museu Paranaense estará aberto normalmente na quinta e sexta-feira e no sábado (17, 18 e 19), das 10h às 17h30. No domingo, dia 20, e segunda-feira, dia 21, o museu estará fechado.

Algumas das exposições são “Objeto Sujeito”, uma mostra de longa duração que põe em diálogo os trabalhos de doze artistas brasileiros contemporâneos com o acervo histórico do museu, e “Mejtere”, que reverbera uma pluralidade de vozes indígenas que refletem novas perspectivas sobre as coleções etnográficas do museu.

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) 

O Museu Casa Alfredo Andersen estará aberto normalmente de 17 a 20 de abril, das 10h às 17h. Na segunda (21), o museu estará fechado.

Museu da Imagem e do Som (MIS-PR)

O Museu da Imagem e do Som estará aberto normalmente de 17 a 21 de abril, das 10h às 18h. Está em carta “Sinestesia dos Objetos”, com objetos do acervo do museu, passando pela fotografia, televisão, cinema, rádio e disco.

Centro Cultural Teatro Guaíra 

Dois espetáculos gratuitos estarão em cartaz no Centro Cultural Teatro Guaira (CCTG) durante o feriado prolongado: “Desmonte”, que tem os últimos dias de apresentação da temporada no Teatro José Maria Santos, entre os dias 16 a 20 de abril, e “Odisseia de Homero, canto 4 – Helena de Esparta”, entre os dias 18 e 20 de abril, no Miniauditório do Teatro Guaíra. O CCTG não terá expediente administrativo do dia 17 (quinta-feira) até o dia 21 (segunda-feira). 

ENDEREÇOS:

Museu do Expedicionário

R. Comendador Macedo, 655 – Alto da XV, Curitiba

Museu Oscar Niemeyer (MON)

Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba

(41) 3350-4468 / 3350-4448

Museu Paranaense (MUPA)

Rua Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba

(41) 3304-3300

Museu da Imagem e do Som (MIS-PR)

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro, Curitiba

(41) 3232-9113

Biblioteca Pública do Paraná (BPP)

Rua Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba

(41) 3221-4951

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Rua Mateus Leme, 336 – São Francisco, Curitiba

(41) 3222-8262

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR)

Funcionando temporariamente no Museu Oscar Niemeyer, Salas 8 e 9

Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba

(41) 3323-5328 / 3222-5172

Sala Adalice Araújo

Rua Ébano Pereira, 240 – Centro, Curitiba

Canal da Música – Grande Auditório

Rua Julio Perneta, 695 – Mercês, Curitiba

(41) 3331-7579

Casa Gomm

Rua Bruno Filgueira, 850 – Batel

Centro Cultural Teatro Guaíra

Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) – Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro, Curitiba

Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) – Rua XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba

Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório) – Rua Amintas de Barros, 70 – Centro, Curitiba

Teatro Zé Maria – Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba

Saúde faz recomendações sobre o consumo de pescados na Semana Santa

Por tradição, o consumo de pescados aumenta durante a Semana Santa, especialmente na Sexta-Feira da Paixão. Para garantir uma experiência saudável e segura, a Vigilância Sanitária do Paraná alerta e orienta a população para os cuidados na hora de comprar peixe ou frutos do mar, frescos ou congelados.

É fundamental tomar cuidados quanto à conservação dos alimentos, especialmente no controle da temperatura, que é determinante para garantir a segurança microbiológica. É essencial que o consumidor esteja atento a algumas orientações para selecionar peixes de boa qualidade, garantindo tanto o sabor quanto a segurança.

Ao comprar peixes e frutos do mar, a população deve procurar um local regularizado, com licença sanitária, e verificar se a embalagem do pescado tem o selo de inspeção sanitária.

Ao adquirir peixe fresco, por exemplo, o comprador também deve observar algumas características: devem ser mantidos a uma temperatura próxima de 0ºC, em gelo ou balcões refrigerados; a carne deve ser firme, elástica e não deixar marcas à pressão dos dedos; as escamas devem estar firmes e bem aderidas; os olhos devem estar brilhantes e salientes, ocupando toda a cavidade ocular; e as brânquias devem ter coloração avermelhada, serem úmidas e brilhantes.

Em relação aos peixes congelados, as dicas envolvem armazenamento a uma temperatura de aproximadamente -18ºC, geralmente filetado ou em postas; a embalagem deve estar íntegra e cobrir totalmente o produto; e ficar atento às informações sobre o tipo do pescado, a origem/fabricante, o peso líquido, o prazo de validade, a forma de conservação, a presença de selo do serviço de inspeção federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM) e atenção ao excesso de gelo.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária da Sesa, Luciane Otaviano de Lima, os pescados são ricos em nutrientes e sua escolha é perfeita para fazer parte de um cardápio saudável. “A Vigilância Estadual ajuda dando algumas dicas importantes para escolher um bom pescado, de acordo com sua forma de apresentação. Estabelecimentos que beneficiam pescado precisam ter registro em serviço de inspeção sanitária e devem seguir boas práticas de fabricação ao longo de todo o processo”, alerta.

Dentre as principais recomendações estão:

– Peixes congelados: armazenamento em -18ºC, embalagem íntegra, presença de selo do serviço de inspeção federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM) e atenção ao excesso de gelo.

– Peixes salgados (exemplo: bacalhau): o armazenamento deve ser mantido em local limpo, protegido de poeira e insetos; peixe deve estar seco, sem limosidade, sem sinais de mofo, ovos ou larvas, e sem manchas escuras ou avermelhadas e nem deve apresentar amolecimento ou odor desagradável.

– Peixe fresco: mantidos a uma temperatura próxima de 0ºC, em gelo ou balcões refrigerados; a carne deve ser firme, elástica e não deixar marcas à pressão dos dedos; as escamas devem estar firmes e bem aderidas; os olhos devem estar brilhantes e salientes, ocupando toda a cavidade ocular; e as brânquias devem ter coloração avermelhada, serem úmidas e brilhantes.

Além dessas precauções no momento da compra, é essencial seguir boas práticas de manipulação ao preparar o pescado em casa:

– Lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de manusear os alimentos.

– Não descongelar os alimentos à temperatura ambiente. O ideal é descongelar dentro da geladeira ou utilizar o micro-ondas, caso o preparo seja imediato.

– Alimentos prontos quentes devem ser servidos o mais breve possível.

– Se houver sobras, acondicionar em recipientes fechados, na geladeira em temperatura igual ou inferior a 10ºC.

– Manipular alimentos crus em superfícies limpas, mantendo-os separados de alimentos cozidos ou prontos para o consumo, para evitar a contaminação cruzada.

Para mais informações, consultar o e-book sobre Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar publicado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná:

Pizza em formato de capivara e coelho abre o apetite no passeio pela Feira de Páscoa da Praça Osório

Queridinha dos curitibanos e turistas, a Feira Especial da Osório voltou a ocupar a praça com artesanato e muita comida. Com a temática Páscoa, a feira pode ser uma opção de passeio para quem quer aproveitar o feriado em Curitiba, como também uma oportunidade de valorizar os artesãos locais na hora de garantir os presentes para família e amigos.

Na Praça Osório, são 61 barracas, 25 de gastronomia e 36 dedicadas ao artesanato. A feira também é realizada na Santos Andrade, com cinco barracas (três de gastronomia e duas de artesanato). Ambas vão até o dia 26 de abril.

Coelhinhos e capivaras

Um dos principais atrativos da feira é a gastronomia variada, com opções para todos os gostos, de comida regional até inspirada na culinária de outros países. Na edição de Páscoa deste ano, um clássico reinventado chama atenção, é a pizza frita em formato de capivara e de coelho, na barraquinha da Família Nielski.

“A gente traz a pizza frita já há algum tempo, mas a ideia foi ‘surfar na onda’ da capivara e incorporar o formato. Para a Páscoa, também trouxemos ela em formato de coelho, a aceitação de ambas está sendo muito boa”, contou Ana Camargo, que trabalha na produção e venda das pizzas.

Novidade aprovada

A curitibana Marta Girelli, moradora do Pinheirinho, aproveitou o passeio pela feira para experimentar a pizza e aprovou. Marta conta que não perde uma edição da feira, e sempre aproveita para experimentar coisas novas e fazer compras.

“Sempre que tem feira eu venho. Acho as coisas muito legais, gostosas e bem feitas. E encontro de tudo aqui, de mel para cima”, contou Marta.

Saudade da feirinha

A feirante Adélia Martelli vende bolachas artesanais e conta que o movimento do primeiro dia de feira, no último sábado (12/4), foi satisfatório.

“Atualmente, 50% ou mais dos nossos clientes são fixos e quando voltamos a expor na feirinha da Osório todo mundo chega com saudade, é gostoso e a gente vende bem”, contou Adélia.

Passeio agradável

A maquiadora e “recém-curitibana” Miriam Souza e o barbeiro Nereo Mediomundo aproveitaram uma folga do trabalho para visitar a feirinha. Miriam veio de mudança de Rondônia há poucos dias e ainda está conhecendo a cidade. O casal conta que curtiu o passeio e Nereo já pensa em repetir.

“É bem gostoso, principalmente hoje, que não está tão quente. Eu moro aqui há quatro anos e ainda não conhecia, já queremos voltar para aproveitar a parte da comida”, comentou o Nereo.

Serviço

Feira Especial de Páscoa

Praça Osório
Até 26 de abril
Segunda a sábado: 10h às 21h
Domingo: 14h às 20h

Praça Santos Andrade
Até 26 de abril
Segunda a sábado: 10h às 20h
Domingo: 12h às 18h30