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quarta-feira, 22 abril 2026
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Inflação é a menor para os meses de janeiro em quase quatro décadas

A inflação oficial do país fechou janeiro de 2017 com a menor alta para os meses de janeiro de toda a série histórica iniciada em 1979 – ou seja, em quase quatro décadas.

A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (8), no Rio de Janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): 0,38%.

No entanto, em janeiro deste ano a taxa subiu 0,8 ponto percentual em relação a dezembro de 2016, ao passar de 0,3% para 0,38%. É, porém, 0,89 ponto percentual inferior ao apurado em janeiro do ano passado: 1,27%.

Com o resultado de janeiro deste ano, a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses é de 5,35%, ficando 0,94 ponto percentual abaixo dos 6,29% apurados nos 12 meses encerrados em dezembro de 2016.

Os dados do IBGE indicam, ainda, que a alta de janeiro deste ano foi puxada pelas tarifas de ônibus, que, pressionadas pela alta dos combustíveis (1,28%), subiram 2,84%, liderando o ranking dos principais impactos individuais, com 0,07 ponto percentual para a taxa global do mês. Item importante nas despesas do consumidor, os ônibus urbanos têm expressiva participação de 2,61% na formação do IPCA.

Com a alta das tarifas dos coletivos, o grupo transportes apresentou a mais elevada variação na composição de grupo (0,14%). Segundo o IBGE, a alta de 1,28% dos combustíveis teve forte influência na elevação dos preços do litro do etanol que subiu 3,1% – pressionando o grupo – enquanto o litro da gasolina aumentou 0,84%.

Mesmo assim, o grupo Transportes – apesar da variação mais elevada – apresentou forte desaceleração na taxa de crescimento de preços de dezembro para janeiro, ao passar de 1,11% para 0,77%. Isto se deve, principalmente, às passagens aéreas, que foram de 26,29% em dezembro para uma deflação (inflação negativa) de 7,36% em janeiro.

Alimentação e bebidas têm forte aceleração

Os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação também acusaram forte aceleração entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 e contribuíram para que o IPCA fosse de 0,3% para 0,38% de um mês para o outro. No caso de Alimentação e Bebidas, a taxa passou de 0,08% para 0,35%, e o de Habitação saiu de uma deflação de 0,59% para uma inflação de 0,17%.

No grupo Habitação, a queda nas contas de energia elétrica foi menos intensa. Em dezembro, as contas ficaram 3,7% mais baratas, o principal impacto para baixo. Isto devido ao fim da cobrança do adicional de R$ 1,50 da bandeira amarela. Já em janeiro, a queda foi de 0,6% e se deve à redução do Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) na maioria das regiões analisadas.

A pesquisa do IBGE indica que apenas os grupos Artigos de Residência, com deflação de 0,1%, e de vestuário (-0,36%) apresentaram quedas de preços entre dezembro e janeiro.

Os números por regiões

Entre as 13 regiões pesquisadas pelo IBGE, sete apresentaram taxas acima da média nacional do IPCA de 0,38% verificada em janeiro.

O principal destaque foi Brasília, cujo índice caiu de 1,2% para 0,72%, de dezembro para janeiro, mas foi a mais alta taxa do país, com um resultado que chegou a ser 0,34 ponto percentual superior à média do IPCA do mês. Em seguida, aparecem Vitória, com IPCA de 0,69%, e Salvador (0,67%). No Rio de Janeiro, a taxa variou 0,4%.

Entre as seis regiões que fecharam com taxas menores do que a média nacional, o destaque principal ficou com a região metropolitana de Porto Alegre, a menor do país: 0,18%. Em São Paulo, a taxa variou 0,23%.

O IPCA é a inflação oficial do país e serve de parâmetro para o plano de metas do governo federal, cujas bandas fixadas pelo Banco Central variam entre 3,5 e 6,5%. Calculado pelo IBGE desde 1980, o índice abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e envolve dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Inflação em baixa

Na avaliação da coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o recuo da demanda em razão das altas taxas de desemprego e da dificuldade de crédito é fundamental para que as taxas de inflação se mantenham em níveis relativamente baixos, se comparados ao ano de 2015.

Para ela, a conjuntura não mudou e o perfil do comportamento dos preços neste início de ano se manteve semelhante aos de 2016, em particular, a partir da segunda metade do ano.

“O perfil dos últimos meses do ano passado e deste início do ano, com desemprego em alta, dificuldade de crédito e elevadas taxas de juros, tem feito os preços recuarem e, em alguns casos, levando até mesmo à redução da margem de lucro em razão do comportamento do dólar”, disse.

Para Eulina, “o recuo da demanda tem sido fundamental para que a gente esteja tendo hoje taxas de inflação bem mais baixas do que há alguns anos. A conjuntura não mudou: há um esboço de recuperação em alguns setores da indústria, mas não há resposta em termos de venda e o contexto ainda é de pouca grana”, afirmou.

A coordenadora entende que os perfis dos dois índices (dezembro e janeiro) são mais ou menos parecidos, com os preços sendo influenciados pela demanda.

Quanto ao resultado de alta de janeiro (0,38% contra 0,3% de dezembro do ano passado) ele foi influenciado pela diferença exercida pela pressão das passagens dos ônibus urbanos, uma vez que os transportes são responsáveis por uma parcela significativa das despesas das famílias e janeiro concentra reajustes em algumas regiões do país. Soma-se a isso os alimentos, cujos preços pesam mais e têm maior impacto nas despesas das famílias – e alguns itens aumentaram bastante, argumenta.

A técnica do IBGE avalia que, em fevereiro, o IPCA ainda sofrerá o impacto pontual dos reajustes das mensalidades escolares “que também pesam muito e causam impacto no orçamento das famílias. Haverá ainda resquícios dos reajustes das tarifas de ônibus que ainda vão aparecer em menor escala no índice do próximo mês”, finaliza.

Justiça suspende nomeação de Moreira Franco para Secretaria-Geral

A Justiça Federal em Brasília decidiu hoje (8) suspender a nomeação do ministro Moreira Franco para Secretaria-Geral da Presidência da República. A decisão liminar foi proferida pelo juiz Eduardo Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal, e atendeu uma ação popular apresentada por três cidadãos.

Na decisão, o magistrado entendeu que a situação de Moreira Franco se a assemelha ao caso da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil pela ex-presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a nomeação de Lula por entender que a medida foi tomada para conceder foro privilegiado ao ex-presidente e evitar que ele fosse julgado nas ações da Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro.

“É dos autos que Moreira Franco foi mencionado, com conteúdo comprometedor, na delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. É dos autos, também, que a sua nomeação como Ministro de Estado ocorreu apenas três dias após a homologação das delações, o que implicará na mudança de foro. Sendo assim, indícios análogos aos que justificaram o afastamento determinado no mandado de segurança nº 34.070/DF [caso Lula]. se fazem presentes no caso concreto”, decidiu o juiz.

Inscrições para coral infantojuvenil da Biblioteca Pública serão em 4 de março

O Coral Infantojuvenil da Biblioteca Pública do Paraná (Cantateca) está com inscrições abertas para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos. As aulas da temporada 2017 começam em 4 de março e acontecem aos sábados, das 10h às 11h30, no auditório. A inscrição é gratuita e deve ser feita na Seção Infantil. No final do semestre, os alunos apresentam um concerto para os pais e convidados.

Quem quiser ingressar no coral deve comparecer no primeiro dia de aula, em 4 de março, às 10h, para um breve teste.

Criado em 2013, o Cantateca é coordenado pelas professoras Júlia Saggin (pianista) e Paula Harada (violinista). Paula explica que a proposta do projeto é ensinar não apenas técnicas de canto, mas também o contexto em que as músicas foram compostas e sua relação com a literatura. “Trabalhamos com a certeza de que todo mundo pode aprender a cantar”, diz.

Serviço:

Cantateca – Coral Infantojuvenil da Biblioteca Pública do Paraná

Inscrições gratuitas em 4 de março, às 10h, na Seção Infantil

Atividades aos sábados, das 10h às 11h30

Local: Auditório Paul Garfunkel da BPP (R. Cândido Lopes, 133 -Centro – Curitiba)

Informações: (41) 3221-4980

Urbanismo recolhe publicidade irregular dos postes e das calçadas

Os cavaletes, faixas e banners pendurados nos postes e no mobiliário urbano de Curitiba estão com os dias contados. Por determinação do prefeito Rafael Greca, semanalmente, equipes da Secretaria Municipal do Urbanismo e Assuntos Metropolitanos percorrem os bairros para o recolhimento do material.

As ações começaram em janeiro e os fiscais já apreenderam placas e cavaletes em ruas de comércio no Sítio Cercado e no Tatuquara. Durante a primeira etapa, acontece apenas o recolhimento e os responsáveis pelos materiais apreendidos não estão sendo multados. A penalidade está prevista para a terceira etapa das operações, ainda sem data definida.

O secretário do Urbanismo, Marcelo Ferraz César, lembra que a disposição de materiais de divulgação desta forma fere a legislação do município. “O foco das ações é em materiais que não atendem a lei 8471/94 e decretos 739/2003 e 1033/2007, que regulamentam a publicidade em via pública”, explica César.

Os principais problemas causados pela publicidade irregular dizem respeito à acessibilidade e segurança dos motoristas e pedestres. “São principalmente cavaletes, banners, faixas e colagens em equipamentos urbanos que ferem a acessibilidade, causam obstrução das ruas e calçadas e podem resultar em acidentes graves envolvendo pedestres e veículos”, detalha o secretário.

Informação

A legislação está disponível no site da Prefeitura de Curitiba e a equipe da Secretaria Municipal do Urbanismo está à disposição para atender o cidadão que tenha dúvidas de como proceder em seu comércio. O plantão funciona todas as tardes.

Turistas que tiraram tubarão da água para foto são multados

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Dois turistas que fizeram uma filmagem com um filhote tubarão em Fernando de Noronha (PE) e o retiraram da água para gravar as imagens foram multados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em R$ 10 mil cada um. O animal chegou a se debater e mordeu o dedo da mulher que o segurava.

A turista sofreu ferimentos leves na mão, foi atendida no hospital São Lucas e, nesta terça-feira (7), prestou esclarecimentos ao Núcleo de Gestão Integrada (NGI) do ICMBio na ilha. Após investigações dos servidores e depoimento dos envolvidos, o NGI não teve dúvida: o casal cometeu crime ambiental.

Em nota, o Instituto faz questão de destacar que “o arquipélago de Fernando de Noronha proporciona a moradores e visitantes oportunidade única de vivenciar ambiente natural protegido onde as espécies vivem, interagem e completam seus ciclos naturais. Por isso, todos devem observar e contemplar a vida natural, interferindo o mínimo possível”.

A espécie que foi capturada pelo casal era o tubarão-limão e está ameaçada de extinção. O animal pode atingir cerca de 3 metros de comprimento. O nome é devido à coloração amarelada do dorso. É encontrado principalmente nas porções tropicais e sub-tropicais da costa da América do Norte e da América do Sul, no Oceano Atlântico. A sua distribuição vai desde o nordeste dos Estados Unidos até o Brasil, passando pelo Caribe e Golfo do México. Normalmente vive em regiões costeiras em águas de profundidade moderada junto ao fundo de areia.

Carnaval deverá movimentar R$ 5,8 bilhões no turismo

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A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta segunda-feira (6), revela que as atividades turísticas ligadas ao carnaval podem movimentar, em 2017, aproximadamente R$ 5,8 bilhões. O levantamento mostra que serviços de alimentação em bares e restaurantes vão responder por 57,3% da receita, o equivalente a R$ 3,31 bilhões.

No período, o transporte rodoviário deve movimentar por R$ 977,9 milhões e os serviços de alojamento em hotéis e pousadas, R$ 652,5 milhões. Com o setor de bares e restaurantes, os serviços podem responder por mais de 85% de toda a receita gerada no período carnavalesco, considerado o maior feriado do calendário nacional.

“Apesar da tendência recente de uma menor variação dos preços dos serviços típicos nesta época do ano, a retração real da renda tem imposto a necessidade de ajustes frequentes no orçamento das famílias, através da postergação dos gastos não essenciais, como é o caso do lazer”, disse o economista Fábio Bente, da CNC.

Movimentação nos estados

O Rio de Janeiro é o estado que pode ter maior movimentação de recursos, com expectativa de circulação de R$ 2,4 bilhões, seguido de São Paulo, com R$ 1,5 bilhão e, juntos, devem concentrar 68,2% da receita do setor no período. Destacam-se as movimentações em Minas Gerais (R$ 332,7 milhões) e em três estados da região Nordeste, Bahia (R$ 308,7 milhões), Ceará (R$ 140,3 milhões) e Pernambuco (R$ 131,4 milhões).

As atividades turísticas que vão compor o trabalho sobre o faturamento do turismo no carnaval 2017 são: Alojamento; Alimentação; Atividades Artísticas, Esportivas e de Lazer; Agências de Viagens; Transporte Rodoviário; Transporte Aéreo e Outros Transportes e Locação de Veículos.

MEC divulga balanço do Sisu e do ProUni; veja as maiores notas de corte

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o balanço de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ambos processos seletivos selecionam os estudantes com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016.

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. O único critério para participar é não ter tirado nota zero na redação do Enem.

Já o ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Para participar, além de não ter zerado a redação, o candidato deve ter tirado pelo menos 450 pontos na média das provas do Enem. Os candidatos devem ainda ter cursado o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, na rede particular e comprovar renda familiar de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial. Também podem participar pessoas com deficiência e professores da rede pública que integrem o quadro permanente da instituição de ensino.

Sisu

De acordo com o MEC, 2.498.261 candidatos se inscreveram no Sisu. O número corresponde a cerca de 40% do total de 6,1 milhões de candidatos que fizeram o Enem.

Ao todo, segundo a pasta, foram ofertadas 237.840 vagas. Houve uma revisão das 238.397 inicialmente anunciadas. Mesmo assim, o número é maior que o de vagas ofertadas no ano passado, 228.397. O número de inscritos, no entanto, apresentou queda. Na primeira edição de 2016, foram 2.712.937 incrições, cerca de 46% dos 5,8 milhões que fizeram o Enem.

O Nordeste liderou as inscrições, com aproximadamente 1,9 milhão de interessados. A região foi seguida pelo Sudeste, com 1,4 milhão; Sul (573 mil); Norte (509 mil); e, Centro-Oeste (480 mil).

Os cursos que receberam mais inscrições foram: análise e desenvolvimento de sistemas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (21.787); direito, na Universidade Federal de Minas Gerais (17.166); medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (13.084); ciência tecnológica na Fundação Universidade Federal do ABC (12.714); e pedagogia, na Universidade Estadual do Piauí (12.115).

Falhas

No processo de inscrição, o Sisu apresentou falhas e estudantes relataram que não conseguiam acessar o sistema. Devido a esses problemas, o MEC adiou o prazo de inscrição, que terminaria no dia 27 de janeiro para o dia 29 de janeiro.

Além disso, estudantes fizeram denúncias de que os cursos que escolheram foram trocados de última hora no sistema. Um dia antes da divulgação do resultado, que ocorreu no último dia 30, o MEC reconheceu que o perfil de pelo menos seis pessoas pode ter sido invadido por hackers, mas negou a invasão do sistema. A pasta acionou a Polícia Federal.

“O sistema não foi violado em hipótese alguma, mas se há vulnerabilidade a usuário específico, isso é passível de qualquer sistema”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho à imprensa.

Veja os dez cursos com as maiores notas de corte no Sisu:

 

ProUni

O ProUni registrou 1.535.042 inscritos, número um pouco inferior aos 1.599.808 do primeiro processo seletivo do ano passado. Já a oferta de bolsas foi a maior da história do programa, 214.242. O número também foi revisto, mas ao contrário do Sisu, aumentou em relação às 214.110 inicialmente anunciadas.

Os cursos mais procurados foram direito, com 268.864 inscrições, seguido por administração (268.041), pedagogia (180.020), enfermagem (165.578) e educação física (160.052).

Veja os dez cursos com as maiores notas de corte no ProUni:

Nota de Corte ProUni

Variações

Sobre os números de inscritos e de vagas no ProUni e no Sisu, o MEC diz que não é possível fazer comparações entre os inscritos/inscrições de um ano e outro. “Tanto que o MEC trata como variação – e não aumento ou diminuição. Isso porque é um processo que tem diversas variáveis. Além de depender exclusivamente dos candidatos, que tem motivações pessoais para realizarem ou não a inscrição, as instituições mudam, a distribuição das vagas não é igual, os cursos mudam, entre diversos outros fatores, o próprio desempenho dos candidatos no Enem”, diz o ministério, em nota.

Em relação às diferenças no número de vagas disponibilizadas, a pasta diz que isso ocorre em todos os semestres devido a ajustes das próprias instituições, que são as responsáveis pela oferta.

Sol, adubo, água e amor: aprenda a cultivar uma horta em casa

A aposentada Áurea Albuquerque, 70 anos, tentou mais de uma vez cultivar pequenos vasos de hortelã e alecrim em seu apartamento. A frustração, no entanto, ocorria algumas semanas depois do plantio das ervas. “Tudo secava e morria”, conta ela.

Nesta terça-feira (07/02), após ouvir orientações do engenheiro agrônomo Heitor Costa Neto, da Secretaria Municipal de Abastecimento e Agricultura, Áurea saiu confiante de que, desta vez, a pequena horta vai vingar. “Ele me ajudou muito, tirou minhas dúvidas sobre incidência de sol, uso de adubo e quantidade de água. Vou voltar a plantar”, garante.

A aposentada foi uma das dezenas de pessoas que foram buscar as orientações no estande Horta em Pequenos Espaços, ação da 1ª Semana da Saúde do Mercado Municipal, que vai até quinta-feira (09/02). A programação é gratuita e a cada dia um tema é apresentado no espaço Arena do mercado.

“O objetivo do trabalho de plantio de pequenas hortas é inspirar as pessoas a terem um maior contato com a natureza e, é claro, despertar o interesse delas em produzir o próprio alimento”, destaca Heitor.

Hoje em dia, nem todo mundo tem espaço para cultivar em casa. Mesmo assim, é possível usar terraços, varandas e sacadas de apartamentos para plantar em vasos, observa o especialista, que atua na Unidade de Agricultura Urbana da Secretaria.

Heitor ressalta que a escolha dos vegetais a serem plantados depende do que a pessoa quer ter a disposição na hora de preparar as refeições. Ele recomenda, principalmente, temperos como salsinha, cebolinha, tomilho, orégano, manjericão, alfavaca, hortelã e alecrim. Mas também dá para cultivar alface, couve, escarola, rúcula, morango e até tomate cereja.

Luz e água

Heitor alerta, no entanto, que as plantas podem até não precisar de muito espaço, porém não sobrevivem sem água e luz. “O local escolhido precisa ser iluminado. A maior parte das plantas necessita de pelo menos quatro horas diárias de exposição ao sol”, orienta o especialista. Por isso, salienta ele, o ideal é instalar os vasos na varanda ou junto à janela.

O engenheiro agrônomo ressalta ainda que, para plantar em casa e manter uma horta, a pessoa precisa ter disposição para regá-la. Para evitar que as plantas fiquem encharcadas, os vasos precisam ter furos para escoamento da água. “Uma boa dica para saber se está na hora de regar é tocar a terra para se certificar de que não está úmida”, diz o especialista.

“Além disso, que tal também dar amor para a planta?”, brinca Heitor, para em seguida lembrar: “plantar é mesmo um ato de amor e para quem faz o manejo das plantas, também pode ser uma forma de terapia, pois o contato com a terra nos ajuda a relaxar e arejar a cabeça”, justifica.

Programação

Promovida pela Secretaria Municipal de Abastecimento e Agricultura e Associação de Permissionários Estabelecidos no Mercado Municipal (Ascesme), a 1ª Semana da Saúde do Mercado Municipal terá nesta quarta-feira (08/02) a participação da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, com atividades físicas laborais.

Profissionais do Departamento de Educação Alimentar da Secretaria Municipal do Abastecimento e Agricultura também participam do evento. Na quinta-feira (09), a equipe vai orientar sobre a importância de uma boa alimentação no verão e dar dicas de receitas de alimentos e bebidas. Também serão distribuídos folders com receitas de sucos naturais, de uso combinado de frutas e verduras, bem como os geladinhos frozens e smoothies com frutas, leite ou água. As duas ações serão das 10h às 14h.

 

 

Passo a passo para cultivar uma hortinha em apartamento

1 – Local

Escolha um espaço ensolarado da casa. As hortaliças precisam receber, no mínimo, quatro horas de luz solar por dia. O ideal é instalar a hortinha na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

 

2 – Vasos, garrafas PET & cia

O plantio pode ser feito em qualquer vasilhame, de vasos a jarros (com volume ideal entre 3,5 litros e 5 litros). Dá ainda para usar garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade).

É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água e, antes de colocar a terra, forrar o fundo com elementos como argila expandida ou pedrinha, que ajudam no escoamento da água e evitam que os furos fiquem entupidos.

 

3 – Terra e adubo

Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica. Não esquecer também da adubação, que também deve ser orgânica (como esterco de frango) e aplicada na hora do plantio da muda. Dica: após colocar metade da terra, insira o adubo orgânico, misture tudo e, depois, complete com terra sem precisar chegar ao limite do vaso.

 

4 – O que plantar

Opte por mudas com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos.

 

5 – Mudas x sementes

Opte sempre por mudas. A plantação da semente é mais demorada. No caso da alface, por exemplo, já dará para colher as primeiras folhas 40 dias após o início do cultivou da muda.

 

6 – Rega e manutenção

Regue diariamente. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos.

 

7 – Despesa

Calcule um gasto entre R$ 10 e R$ 15 para ter um vaso com hortaliça: R$ 5 (vaso plástico, que pode ser trocado por um pote reutilizado) + R$ 3 (pacote com terra preparada) + R$ 4 (adubo orgânico) + R$ 3 (caixa com 12 mudas de plantas). Terra, adubo e mudas podem ser adquiridos em lojas especializadas em produtos agrícolas (há várias próximas ao Mercado Municipal).

 

Serviço

Mercado Municipal

Local: Avenida Sete de Setembro, 1.865. Entradas Sete de Setembro, Avenida Presidente Affonso Camargo, Rua da Paz e Rua General Carneiro (em frente à Rodoferroviária)

Telefone: (41) 3264-6026 e 3264-1692

Gibiteca tem cursos e história que vão além dos quadrinhos

principal

A Gibiteca de Curitiba é muito mais que uma biblioteca de gibis. Instalada no Centro Cultural Solar do Barão, residência de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, ela tem charme e histórias que vão além dos quadrinhos.

 

No casarão, é possível aprender a desenhar. Estão abertas até 4 de março as inscrições para os cursos de Quadrinho Básico, Intermediário e Avançado, Narrativa e Roteiro, Mangá, Desenho de Figura Humana, Pintura com Aquarela e Cosplay.

Outra possibilidade é consultar o acervo gigante da Gibiteca. Das 32 mil revistas, quatro mil são raras. Lá é possível encontrar exemplares da Revista Gibi, criada em 1920 e que originou os quadrinhos de hoje. Também entre as raridades está o exemplar número 1 da Action Comics, revista de super-heróis criada em 1938.

Há ainda revistas como a Tico-Tico, que surgiu em 1900, e a do Mandrake, que nasceu do argumento de Lee Falk e do desenho de Phil Davis na década de 30, nas tiras do New York American Journal.

Pato Donald

A Gibiteca é uma viagem no tempo e traz boas lembranças, conta a estudante de jornalismo Patrícia Gomes. “Quando eu era criança, minha mãe me deu uma assinatura do gibi do Pato Donald. Adoro Gibis e gosto muito daqui. É um lugar interessante que vale a pena conhecer, pelo espaço físico e por disponibilizar o acesso a qualquer pessoa”, diz Patrícia.

A estudante aproveitou as férias escolares para levar a filha, Yasmin, de 8 anos, para conhecer a Gibiteca. A menina é fã dos quadrinhos da Turma da Mônica Jovem, do cartunista Maurício de Sousa. “Já li o número 1, 2 e 3. A Magali é a minha personagem preferida”, diz Yasmin, estudante do CEI Pedro Dallabona, no bairro Órleans. Ela conta que a escola também tem muitos gibis. “Sempre que eu posso, eu leio um.”

Polo cultural

A Gibiteca é comandada pelo quadrinista Fúlvio Pacheco, autor de 15 revistas, como a Bocas Malditas, que são lendas urbanas, e a Relatos Azuis, na qual relata, por meio dos quadrinhos, a experiência vivida com o Murilo, seu filho autista.

Fúlvio começou a trabalhar na Gibiteca como estagiário da Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Depois, foi professor, durante 12 anos, dos cursos oferecidos pela Gibiteca, até prestar concurso público e, finalmente, ser coordenador de um espaço no qual se realiza. “É o polo cultural, educacional e social dos quadrinhos em Curitiba. Um lugar para várias tribos. Aqui tudo acontece”, conta ele.

Não à toa. A Gibiteca tem espaço para exposições, oficinas e cursos e a Sala de Exposições foi batizada com o nome de outro quadrinista bem conhecido dos curitibanos, Nilson Mueller, o ilustrador das balas Zequinha. O palhaço foi desenhado na década de 20 para embalar as balas produzidas pelos irmãos Sobania.

No desenho, Zequinha aparecia em atividades rotineiras. As figurinhas seguiam uma numeração e quem completasse a coleção, incluindo a figurinha carimbada, poderia trocá-la por brinquedos.

Matrículas abertas

Toda essa magia está presente na Gibiteca, que ainda oferece cursos e oficinas. Em março começam as aulas para os cursos de Quadrinho Básico, Intermediário e Avançado, Narrativa e Roteiro, Mangá, Desenho de Figura Humana, Pintura com Aquarela e Cosplay – Corte, Costura, Cabelo e Maquiagem.

A idade mínima para participar dos cursos é dez anos. Cada curso tem a duração de quatro meses e o custo é de R$ 50,00 por mês. As inscrições estão abertas e vão até 4 de março. As matrículas serão realizadas no primeiro dia de aula.

Além dos cursos, a Gibiteca oferece workshops de Anatomia com Modelo Vivo Cosplay.

Barão do Serro Azul

A Gibiteca fica no Centro Cultural Solar do Barão, residência de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. Ele recebeu este título da Princesa Isabel por defender a causa abolicionista. Foi comerciante, produtor e o maior exportador de erva mate da região. Foi presidente da Câmara Municipal e deputado provincial, quando assumiu interinamente o governo da Província do Paraná. Também fundou Associação Comercial do Paraná.

O Barão do Serro Azul defendeu Curitiba durante a invasão dos maragatos, em 1893. Após a negociação com os invasores, foi considerado traidor pelas tropas do presidente Marechal Floriano. Morreu assassinado na Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá.

Em dezembro de 2008, 114 anos após a sua morte, Ildefonso Correia foi incluído no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, do Panteão da Pátria Tancredo Neves.

Serviço:

Cursos Gibiteca – 1º Semestre 2017
Inscrições: até 4 de março
Local: Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Solar do Barão
Telefone: (41) 3321-3250
gibitecadecuritiba@ff.curitiba.pr.gov.br


Programação

Quadrinhos – Nível Básico – Manhã – 6ª feiras – 10/03 a 14/07
Professor: Ariel Morais Dacunha – Horário: 10h às 12h – Vagas: 25

Quadrinhos – Nível Básico – Tarde – 4ª feiras – 8/03 a 15/07
Professor: Francis Ortolan – Horário: 10h às 12h – Vagas: 25

Quadrinhos – Nível Básico – Manhã – Sábados – 11/03 a 15/07
Professor: Marcelo Lopes – Horário: 10h às 12h – Vagas: 25

QuadrinhosNível Intermediário – Tarde – Sábados 11/03 a 15/07
Professor: José Aguiar – Horário: 14h às 16h – Vagas: 25

Quadrinhos – Nível Avançado – Tarde – Sábados – 11/03 a 15/07
Professor: José Aguiar – Horário: 16h às 18h – Vagas: 25

Mangá (quadrinhos japoneses) – Tarde – 3ª feiras – 7/03 a 3/07
Professor: João Ferreira – Horário: 14h às 16h – Vagas: 25

Narrativa e Roteiro – Tarde – 3ª feiras – 7/03 a 3/07
Professor: Bianca Pinheiro – Horário: 16h às 18h – Vagas: 25

Desenho da Figura Humana – 5ª feiras – 9/03 a 28/06
Professor: Douglas Corrêa – Horário: 14h às 16h – Vagas: 25

Pintura com Aquarela – 6ª feiras – 10/03 a 14/07
Professor: Hosana Cristina Freitas – Horário: 16h às 18h – Vagas: 25

Cosplay (Corte, Costura, Cabelo e Maquiagem) – 5ª feiras – 9/03 a 28/07
Professor: Rafaela Gonzalez – Horário: 16h às 18h – Vagas: 25 (Material à parte)

Workshop de Anatomia com Modelo Vivo (Cosplay) – Professor: Marcelo Lopes – Datas: 10/03, 7/04, 5/05, 9/06, 7/07, 11/08, 8/09, 6/10, 3/11 e 9/12.
Horário: 19h às 21h – Valor: R$35 (cada encontro) – Vagas: 25 (Para maiores de 18 anos)

Rede estadual de ensino se prepara para o início do ano letivo

As escolas da rede estadual de ensino se preparam para o início do ano letivo, em 15 de fevereiro. As unidades passam por pequenas reformas, melhorias e limpeza geral para receber mais de um milhão de estudantes em todo o Paraná. Além disso, recebem partir desta semana a primeira remessa de alimentos para a merenda escolar.

Para professores e funcionários, o trabalho começa antes – nos dias 13 e 14 acontecem reuniões de planejamento pedagógico. No dia 15 voltam estudantes, que seguem com aulas até 20 de dezembro.

“Este ano começamos com uma boa notícia, que foi o pagamento das progressões e promoções aos professores e funcionários do Estado. Somente na educação foram 75 mil promoções e progressões, no valor de R$ 40 milhões. Isso, além de garantir o pagamento do salário em dia, mesmo diante da crise econômica que o País passa”, disse a secretária da Educação, professora Ana Seres.

No Colégio Estadual Romário Martins, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, oito funcionários trabalham para deixar a escola pronta para recepcionar os 1.640 alunos do ensino fundamental e médio. A funcionária Núbia Grosko trabalha no colégio há cinco anos e, segundo ela, os estudantes percebem a diferença assim que entram no prédio. “Nós fazemos tudo sempre pensando no bem-estar dos alunos e eles percebem, principalmente as reformas”, contou.

O colégio passou por pequenas reformas e melhorias em vários setores. As janelas da fachada, sistema de calha, piso e o forro do salão de festas foram trocados. O prédio também ganhou pintura externa nova, a sala dos professores foi ampliada e as salas de aula ganharam um moderno sistema de som (para avisos), além de câmeras de monitoramento.

Foram investidos aproximadamente R$ 70 mil com recursos da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Fundo Rotativo (do Governo do Estado) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). “As melhorias na infraestrutura do prédio tornam a escola mais agradável e acolhedora. Isso reflete no rendimento dos estudantes e, consequentemente, no aprendizado deles”, disse a diretora Claudiovane Parralego de Aguiar.

Quando retornaram à escola, os 1.250 alunos do Colégio Estadual São Paulo Apóstolo, em Curitiba, vão encontrar salas de aula com novo acabamento. Todas as salas terão azulejos nas paredes, que vão tornar o ambiente mais claro, arejado e fresco, além de facilitar a limpeza. “Era um desejo antigo que tínhamos de colocar azulejos nas salas para facilitar a limpeza e tornar o ambiente mais agradável para os alunos e professores”, comentou a diretora auxiliar, Simone Herrera Natal.

As paredes da despensa de alimentos e a sala dos professores também passam por reformas. Os investimentos somam R$ 16,8 mil com recursos da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) e do Fundo Rotativo.

AR CONDICIONADO – As escolas estaduais das regiões mais quentes do Estado vêm recebendo, nos últimos meses, um conforto a mais para estudantes e professores. O Governo do Paraná já instalou 1.500 aparelhos de ar-condicionado para tornar o ambiente mais agradável em dias de calor. Após uma série de melhorias na rede elétrica das unidades para suportar o funcionamento dos novos aparelhos, os equipamentos estarão prontos para atender os estudantes já no início das aulas.

MERENDA – Nesta semana, todas as 2,1 mil escolas da rede estadual começam a receber a primeira remessa dos alimentos para a merenda escolar. São 18 itens de alimentos não perecíveis, além de carnes. Durante o ano letivo serão entregues entre quatro e cinco remessas de alimentos não perecíveis, seis remessas de carnes (frango, pernil de porco, filé de peixe e carne bovina) e dez entregas de ovos, além dos produtos da agricultura familiar.

FUNDO ROTATIVO – Para auxiliar a administração escolar, o Governo do Estado repassa ao longo do ano letivo 14 parcelas do programa Fundo Rotativo – são 10 para consumo e quatro para serviços. O dinheiro é depositado direto na conta das escolas e serve para pequenos reparos nas redes hidráulica e elétrica e para compra de itens de materiais de limpeza e expediente. No ano passado, foram depositados R$ 169 milhões do programa na conta das escolas.

ESCOLA 1.000 – Este ano também será especial para as escolas paranaenses, que começarão as obras de melhorias previstas no programa Escola 1000, da Casa Civil e Secretaria da Educação. O Governo do Paraná repassou R$ 100 mil a mil unidades da rede para melhorias e reformas em geral. O investimento total é de R$ 100 milhões.

O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, destaca que as obras foram escolhidas pela própria comunidade escolar, durante audiências públicas realizadas no ano passado. “Ninguém melhor que estudantes, profissionais da escola e famílias para apontar o que precisava ser feito”, disse Rossoni.