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quarta-feira, 22 abril 2026
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Produção industrial cresce em 10 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

O crescimento de 2,3% na produção industrial em dezembro de 2016, frente a novembro, reflete aumentos no ritmo da atividade em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalhou hoje (7) os dados regionalizados do levantamento já divulgado a nível nacional na semana passada.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional (PIM-PF, na série com ajuste sazonal, o principal destaque entre os dez locais com incremento da produção foi o avanço de 12,4% anotado no Ceará, o que eliminou a perda de 8,4% acumulada entre agosto e novembro.

Os dados do IBGE indicam que o Rio Grande do Sul (6,3%), Espírito Santo (5,1%), região Nordeste (4,9%) e Santa Catarina (3,6%) também assinalaram crescimento acima da média da indústria, que foi de 2,3% nos 14 locais envolvidos na pesquisa.

Minas Gerais fechou dezembro com sua produção crescendo os mesmos 2,3% da média nacional. Também fecharam com resultados positivos, embora abaixo da média de 2,3%, Goiás (1,4%); Bahia (1,4%); Paraná (0,8%); e Pernambuco (0,6%).

Números negativos

Entre os quatro estados que encerraram dezembro com queda na produção industrial frente a novembro, portanto na serie livre de influencias sazonais, aparecem o Amazonas, que, ao terminar o mês com retração de 2%, apresentou a queda de maior magnitude, e São Paulo (-1,5%), ambos com os resultados negativos mais acentuados entre novembro e dezembro e revertendo o crescimento verificado em novembro, quando cresceram, respectivamente, 4,1% e 1,4%. As demais taxas negativas ficaram com o Rio de Janeiro (-0,9%) e Pará (-0,7%).

Na comparação com dezembro de 2015, série com efeito sazonal, o setor industrial mostrou redução de 0,1% em dezembro de 2016, com seis dos 14 locais pesquisados apontando resultados negativos.

Bahia e Goiás apresentaram recuos mais intensos, com respectivamente -9,3% e -9,0%. Completam o quadro de resultados negativos Mato Grosso (-2,3%), a região Nordeste (-0,8%), São Paulo (-0,6%) e Rio de Janeiro (-0,4%).

Com taxas positivas na comparação anual aparecem o Pará, cujo parque fabril cresceu em dezembro do ano passado 10,1%. Também apresentaram resultados positivos Paraná (6,5%), Santa Catarina (6,3%), Pernambuco (5,6%), Ceará (3,4%), Rio Grande do Sul (3,3%), Amazonas (3%), Minas Gerais (2,2%) e Espírito Santo (2,1%).

Dados sinalizam retração

Os dados divulgados pelo IBGE indicam que – em 14 dos 15 locais pesquisados – houve retração na produção industrial no período acumulado nos doze meses do ano passado (janeiro a dezembro frente igual período de 2015).

Quatro destes locais apresentaram quedas mais intensas que a média nacional de 6,6%. O principal destaque negativo foi o Espírito Santo, cuja produção industrial caiu 18,8% de janeiro a dezembro. Em seguida, vêm o Amazonas (-10,8%), Pernambuco (-9,5%) e Goiás (-6,7%).

Embora com quedas menores que a média nacional, também fecharam com retração na produção da indústria Minas Gerais (-6,2%), São Paulo (-5,5%), Ceará (-5,2%), Bahia (-5,2%), Paraná (-4,3%), Rio de Janeiro (-4,1%), Rio Grande do Sul (-3,8%), Santa Catarina (-3,3%), Região Nordeste (-3,1%) e Mato Grosso (-1,1%).

A única exceção foi o Pará, cuja produção industrial aumentou 9,5% frente aos 12 meses de 2015.

Rede estadual abre matrículas em 62 escolas para educação integral

A Secretaria de Estado da Educação está com matrículas abertas em 62 escolas com oferta para e Educação em Tempo Integral – Turno Único (ETI) para o ensino fundamental e médio. As ofertas estão disponíveis em todas as regiões do Paraná. Os interessados devem procurar a escola mais próxima.

Além das disciplinas previstas pela Base Nacional Comum, como português e matemática, os estudantes terão aulas de Componentes Curriculares relacionados ao Mundo do Trabalho, Protagonismo Juvenil, Educação Científica e Cidadania, Cultura Digital, entre outros.

Estão disponíveis matrículas em 44 escolas para o ensino fundamental e 18 para o ensino médio. “A ampliação da educação integral é uma das metas da secretaria por entendermos que, quando o aluno permanece mais tempo na escola, ampliamos o processo de ensino e aprendizagem, e proporcionamos a esses estudantes o desenvolvimento pleno em diferentes áreas do conhecimento”, lembrou a secretária estadual da Educação, professora Ana Seres.

O aumento da oferta faz parte do programa Minha Escola Tem Ação (META), Plano Estadual da Educação e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. “A permanência do aluno fortalece a gestão escolar participativa porque os pais passam a ver a escola de outra maneira e também ajuda a combater a evasão escolar”, disse Ana Seres.

A oferta da Educação em Tempo Integral – Turno Único (ETI) e os Programas de Ampliação de Jornada em Turno Complementar fazem parte da Política de Educação Integral em Jornada Ampliada, desenvolvida pelo Departamento de Educação Básica (DEB) da Secretaria da Educação.

ENSINO MÉDIO – As 18 escolas com matrículas para o ensino médio foram contempladas pelo Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral, do Ministério da Educação (MEC). Nessas escolas os estudantes terão aulas com as disciplinas da Base Nacional Comum, Língua Estrangeira Moderna (Espanhol e Inglês) e Componentes Curriculares obrigatórios com ênfase no mundo do trabalho e protagonismo juvenil.

O chefe do Departamento de Educação Básica, Cassiano Ogliari, destacou a importância da oferta na rede estadual. “É importante porque os estudantes terão novas possibilidades de aprendizagem, contribuindo para a formação humana integral”, disse Ogliari.

Essas escolas também vão trabalhar com Componentes Curriculares Eletivos de Comunicação, Cultura Digital, Uso de Mídias, Cultura Corporal, Cultura e Patrimônio, Educação Científica e Cidadania, e Percepções Teatrais no Ambiente Escolar. “Os estudantes poderão escolher quais componentes curriculares eletivos farão parte do currículo da escola de acordo com seus interesses, necessidades e expectativas, para que se sintam inseridos no ambiente escolar”, disse a coordenadora da Educação Integral da Secretaria, Zulsi Rohr. Cada escola poderá trabalhar com um componente eletivo por turma, de acordo com a escolha dos estudantes.

Em meio a protestos, Sérgio Moro fala dos benefícios da Lava Jato nos EUA

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse hoje (6), em uma palestra nos Estados Unidos, que as investigações que vêm sendo realizadas no Brasil contra a corrupção no meio político e empresarial possibilitarão o fortalecimento das instituições e reforçarão na sociedade a aversão contra o comportamento de pessoas públicas que descumprem a lei. Moro atribuiu os boatos espalhados na internet de que seria um agente da CIA (órgão de inteligência do governo norte-americano) a uma “teoria da conspiração”, que busca tirar do centro do debate político os efeitos positivos das investigações.

Em uma conferência na Universidade de Columbia, em Nova York, Moro fez uma análise de toda a trajetória da operação, desde o seu início, em 2014. A palestra de Moro teve uma pequeno atraso de 12 minutos em razão de protestos de pessoas que levaram cartazes e gritaram palavras contra o comportamento do juiz na condução da Lava Jato. Para os manifestantes, Moro tem atuado sem a imparcialidade que se exige dos juízes.  O seminário é promovido pela Universidade de Columbia e pela New School for Social Research. Amanhã (7), no mesmo evento, haverá uma palestra da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Em sua fala, Moro defendeu celeridade nas investigações da Lava Jato para que sejam evitadas as práticas de “obstrução” da Justiça, como costuma ocorrer quando há nomes de políticos e empresários importantes envolvidos. Dirigindo-se ao público presente , ele disse que quem vive nos Estados Unidos não tem ideia do número de processos em andamento. “É além da imaginação”, disse Moro. Ele arescentou que o excesso de casos acaba permitindo manobras obstrutivas. “É uma história sem fim.”

O juiz lembrou que a Lava Jato enfrentou, ao longo de seu trabalho, alguns contratempos, entre os quais a morte do ministro Teori Zavascki, responsável pela processos da operação no Supremo Tribunal Federal (STF). Moro disse que Teori era profundamente comprometido com a celeridade dos processos e que esperar que o novo relator, Edson Fachin, dê continuidade a esse trabalho.

Doença tropical

Moro afirmou que a corrupção, às vezes, se assemelha a uma “doença tropical”, mas destacou que, no caso do Brasil, felizmente o combate aos desvios de políticos e empresários está mostrando à sociedade que é possível superar o problema.

O juiz também considerou infundadas as críticas segundo as quais a Lava Jato tem prejudicado a economia brasileira por envolver grandes empresas que geram investimentos e empregos. Ele disse que, se os investimentos forem planejados com essa noção de que não há corrupção, os recursos provenientes dos lucros das empresas vão ser dirigidos “para combater a miséria”, e não para o pagamento de propinas.

Críticas

O juiz rebateu também comentários de que a Lavo Jato não tem a imparcialidade necessária a uma investigação judicial. “Isso não é certo”, afirmou. Ele reconheceu que, em alguns casos, integrantes da equipe de investigação vão além do esperado, mas disse que os exageros não chegam a comprometer o resultado da operação. “Os crimes estão expostos, e os procuradores e [integrantes do] Judiciário são sérios”.

Ao ser indagado por uma participante sobre os constantes vazamentos da Lava Jato, Moro disse que “é muito difícil” saber a origem da informação quando ela sai do controle da investigação. “É muito difícil saber quem vazou para a imprensa”, disse. Questionado ainda sobre por que aparece em imagens ao lado de políticos que estão sendo investigados na Lava Jato, como o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Moro disse que as fotos divulgadas se referem a um evento público em que, por acaso, os políticos investigados também participavam.

Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão ter acesso ao Minha Casa, Minha Vida

Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão ter acesso aos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, o limite para participar do programa é R$ 6,5 mil. As faixas de renda do programa habitacional tiveram os limites reajustados em 7,69%, equivalente à variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que encerrou o ano passado em 6,57%, mais 1,12 ponto percentual. O programa tem condições de financiamento mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional.

A ampliação atinge as faixas 1,5; 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Com a mudança, o limite para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.

O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.

“O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida”, afirmou hoje (6) o presidente Michel Temer, durante o anúncio das mudanças, no Palácio do Planalto. Segundo ele, a preocupação do governo reúne as necessidades da iniciativa privada e a responsabilidade social com a geração de empregos.

Em seu discurso, Temer voltou a dizer que “há sinais” de que o crescimento econômico do Brasil seja retomado “já no começo do ano”.

“Tenho certeza que, com a valiosa contribuição de todos, o país vai derrotar a recessão, retomar crescimento e gerar emprego. As condições para a revirada estão [postas]. O governo tem coerência, povo tem força e o Brasil tem rumo”, disse o presidente.

De acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, os novos limites do Minha Casa, Minha Vida são resultados de um “pacto” entre o governo e o setor da construção civil, mediante o que classificou como “revigoração” do programa habitacional.

“Tenho certeza que o governo espera que com essa iniciativa possa ser incrementado o número participações de imóveis, [a geração de] emprego, renda e permitir que centenas de milhares de famílias brasileiras terem acesso ao sonho da casa própria”, afirmou.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que as mudanças foram aprovadas nesta manhã de forma unânime pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Construção Civil

Durante o evento, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, elogiou as medidas. “Nos últimos tempos o setor perdeu muito empregos e agora começamos a estimular [novamente a expansão por meio da construção].”

O governo também anunciou a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas do programa habitacional. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil; 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3.

Em relação à faixa 1, o Ministério das Cidades informou que 35 mil imóveis devem atender à modalidade entidade rural; 35 mil para a modalidade entidades urbanas e 100 mil por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Vitória do Coxa ao lado da torcida

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O domingo (05) foi de vitória coxa-branca no clássico Para-Tiba. Com gol de Kleber, o Coritiba fez a festa no Couto Pereira ao lado da sua torcida e comemorou sua primeira vitória no Campeonato Paranaense 2017. Um jogo com muitas faltas e a toda a rivalidade que envolve um clássico de futebol e que terminou com três pontos somados para o Alviverde.

Primeiro tempo truncado e zerado

Após jogar duas partidas longe de casa, o Coritiba fez sua estreia no Couto Pereira em 2017, na nesta noite. O treinador Paulo César Carpegiani comandou a equipe coxa-branca com novidades na escalação, com Rildo, Matheus Galdezani e Tiago Real iniciando como titulares. Wilson, Werley, Juninho, Walisson Maia, Carlinhos, Alan Santos, Matheus Galdezani, Tiago Real, Rildo, Henrique Almeida e Kleber começaram a partida.

Com o apito do árbitro, um jogo muito disputado foi visto no gramado do Alto da Glória. As duas equipes apertavam a marcação e impediam que as jogadas ofensivas fossem efetivadas. Do lado do Coxa, a primeira chance foi aos 13’, quando Kléber aproveitou uma saída errada do goleiro e arriscou o chute. A bola desviou na zaga e foi pela linha de campo.

Como acontece nos clássicos, o clima em campo era de disputa e rivalidade. O árbitro assinalava muitas faltas para os dois lados, o que deixou a partida um pouco mais truncada. So no primeiro tempo, foram distribuídos cinco cartões amarelos.

Para o Coxa, aos 22’, após dividida de bola, Rildo recebeu na frente, mas estava em posição de impedimento. O Verdão chegou a balançar as redes, após cobrança de falta de Tiago Real, Werley subiu para o cabeceio e o bandeirinha marcou novo impedimento, anulando o gol.

O Paraná ainda precisou realizar sua primeira substituição antes do intervalo, colocando Gabriel Dias no lugar de Jhony. E por mais que as equipes tentassem, o jogo continuou muito truncado até o fim da primeira etapa.

Kleber marca e garante a vitória alviverde

Na volta do vestiário, nenhuma alteração na formação do Coxa. Mas assim como na primeira etapa o recomeço de jogo foi marcado por muitas faltas. Antes mesmo dos dez minutos do segundo tempo, três cartões amarelos foram dados pela arbitragem.

A primeira alteração no Coxa foi a entrada de Neto Berola na equipe, substituindo Tiago Real. Aos 22’, o Coritiba teve uma ótima chance após puxar o contra-ataque. Matheus Galdezani cruzou na área e Kleber chutou rasteiro no cantinho, o goleiro paranista defendeu em dois tempos evitando o gol alviverde.

Wilson salvou o Coxa aos 27’, no chute cruzado, com as pontinhas dos dedos. Carpegiani então colocou Ruy em campo, no lugar de Henrique Almeida. Aí, saiu o gol coxa-branca para comemoração da torcida.

Neto Berola cruzou na medida para Kleber subir para o cabeceio certeiro no gol. Esse foi o gol de número 25 de Kleber no Coxa. Pouco depois, aos 30’, Filigrana entrou no jogo no lugar de Rildo, que agradou a torcida alviverde e saiu muito aplaudido.

O Paraná Clube ainda teve Zezinho expulso do jogo aos 43’, por falta dura em cima de Carlinhos. O árbitro assinalou mais quatro minutos de jogo e o Coritiba ainda buscou fazer mais um gol, mas sem sucesso. O Coxa conquistou sua primeira vitória no Campeonato Paranaense, no clássico Para-Tiba, com um gol de Kleber.

Próximo compromisso

Já na segunda-feira, o Coxa segue viagem, mas dessa vez para jogar na Copa do Brasil. O Verdão enfrenta o Vitória da Conquista, na Bahia, na quarta-feira, dia 8. Depois disso, o Alviverde volta a campo na capital paranaense, no sábado, contra a equipe do Foz do Iguaçu, no Couto Pereira. O jogo acontece às 17h e os ingressos já estão sendo vendidos na internet, no Coritiba.com.br/ingressos.

 

Fonte: site oficial do Coritiba

Fomento Paraná abre inscrições para curso extra de agente de crédito

Estão abertas as inscrições para o primeiro curso de agentes de crédito da Fomento Paraná em 2017. A instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado e o Sebrae/PR abriram uma turma extraordinária. O treinamento conta com 48 horas/aula e será realizado de 13 a 18/2 em Curitiba, na sede do Sebrae/PR.

Essa turma terá um formato específico e carga horária diferenciada, com conteúdo que inclui análise de crédito, gestão de risco, metodologia de análises e processos da Fomento Paraná. Também serão contemplados conteúdos práticos do dia a dia do agente de crédito, como inclusão de propostas de financiamento nos sistemas da instituição, processos de cadastro e outros.

“O agente de crédito é muito importante para o desenvolvimento dos municípios paranaenses porque ele conhece a realidade local e pode ajudar no direcionamento dos recursos dos financiamentos para os setores com maior potencial, apoiando empresas de micro e pequeno porte”, explica Juraci Barbosa, presidente da Fomento Paraná.

As inscrições podem ser feitas diretamente no site da Fomento Paraná (www.fomento.pr.gov.br), de segunda (6/2) até sexta-feira (10/2).

Para ser considerado aprovado e se tornar agente de crédito, o candidato deverá obter média igual ou superior a 7 (sete), de acordo com a avaliação e critérios da Fomento Paraná e Sebrae/PR. Além disso, é obrigatório atigir 100% de presença no curso.

TRABALHO E DESENVOLVIMENTO – O agente de crédito contribui com o desenvolvimento dos municípios por relacionar-se com os empreendedores de micro e pequenas empresas. O agente ajuda no crescimento desses negócios e na geração de emprego e renda na região onde atua. Atualmente a Fomento Paraná mantém 340 postos de atendimento, que cobrem 266 municípios paranaenses.

No dia a dia, o agente de crédito é quem atende os empreendedores, fazendo visitas, esclarecendo dúvidas e orientando acerca da recepção e encaminhamento de documentos nas propostas de financiamento junto à Fomento Paraná.

Os candidatos indicados pelas entidades parceiras (município, associação comercial ou empresarial, sindicatos patronais, etc) devem possuir vínculo empregatício em regime de CLT ou ser funcionário público de carreira ou com cargo comissionado, quando o parceiro for prefeitura municipal.

O agente de crédito não pode ter restrições em seu CPF e deve preencher o perfil necessário para se tornar agente.

SERVIÇO

1º curso de agentes de crédito de 2017

Inscrições: de 06/02 a 10/02

Data do curso: de 13/2 a 18/2, das 8h às 18h

Local: Sede do Sebrae Curitiba – Rua Caeté 150 – Prado Velho – Curitiba

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação pela quinta vez seguida

O mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a projeção para a inflação, este ano. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,70% para 4,64%. As estimativas fazem parte do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada, todas as semanas, pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A projeção para a inflação este ano está bem próxima do centro da meta de inflação, que é 4,5%. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano, foi ajustada de 0,50% para 0,49%. Para o próximo ano, a expectativa é que a economia cresça 2,25%. A projeção da semana passada era 2,2%.

Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano. Atualmente, a Selic está 13% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Sai resultado da primeira chamada do ProUni

O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível para consulta. Os estudantes podem acessar a página do programa na internet ou entrar em contato com a Central de Atendimento por meio do telefone 0800-616161.

Os candidatos pré-selecionados têm até o próximo dia 13 para apresentar à instituição de ensino documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação do candidato.

De acordo com o Ministério da Educação, o resultado da segunda chamada do programa será divulgado no próximo dia 20. Os alunos que não forem selecionados nessa etapa ainda terão a chance de participar da lista de espera, que deve ser divulgada nos dias 7 e 8 de março.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior de todo o país. A seleção dos candidatos é feita com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Neste processo seletivo, são oferecidas 214.110 bolsas de estudo. O número representa crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram ofertadas 203.602 bolsas.

Resultado do Prouni é divulgado nesta segunda (6)

Nesta segunda-feira (6), o Ministério da Educação divulga o resultado dos selecionados para a primeira edição Programa Universidade Para Todos (Prouni) deste ano, que concede bolsas de estudos integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior.

Nesta primeira chamada, serão oferecidas 214.110 bolsas de estudos, número que apresenta um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram ofertadas 203.602 bolsas. Do total de bolsas aprovadas, 103.719 serão integrais e 110.391, parciais — o governo federal cobre 50% da mensalidade.

Os estudantes pré-selecionados na primeira chamada deverão comparecer  às instituições de ensino para comprovarem as informações prestadas na inscrição, entre hoje até o dia 13 de fevereiro.

Critérios

Puderam concorrer às bolsas os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado e atingiram a pontuação igual ou superior a 450 pontos, além de ter tirado mais que zero na redação e não possuir diploma de nível superior. Outro critério era ter cursado todo o ensino médio em escolas públicas ou ter sido bolsista na rede particular.

Também é preciso comprovar renda familiar de até um salário-mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários-mínimos para a parcial.

Na inscrição, os candidatos tiveram a opção de indicar até dois cursos, por ordem de preferência. O resultado da segunda chamada deve ser publicado no próximo dia 20 de fevereiro.

Confira 10 pautas que devem movimentar o Congresso Nacional em 2017

Com o retorno das atividades no Congresso Nacional e após a escolha dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, as casas legislativas retomam a apreciação de matérias nesta semana.

Estão entre as pautas do Congresso em 2017 as reformas previdenciária e trabalhista – propostas pelo governo federal – bem como a discussão do pacote anticorrupção, o socorro aos estados em grave crise econômica, a reforma do ensino médio e a regulamentação do aplicativo Uber.

De acordo com o que prevê o presidente reeleito da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a reforma da Previdência (PEC 287/16) e a reforma trabalhista (PL 6787/16) serão aprovadas neste primeiro semestre para “garantir a recuperação econômica do país”.

Reforma da Previdência

A Câmara deve criar e instalar em fevereiro a comissão especial que vai discutir a proposta de reforma da Previdência. A PEC prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar e tempo de contribuição de 49 anos para o cidadão receber a aposentadoria integral.

A tramitação do texto foi aprovada em dezembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisou se a proposta feria algum princípio constitucional. Foram 31 votos favoráveis à continuidade da proposta e 20 contrários à PEC.

Reforma trabalhista

O governo enviou ao Congresso, em dezembro de 2016, uma proposta de reforma da legislação trabalhista: o Projeto de Lei 6787/16. Segundo o Executivo federal, o pacote de modificações estabelece a prevalência de acordos e convenções coletivas entre patrões e empregados sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Serão 13 pontos que, negociados entre patrões e empregados, em caso de acordo passarão a ter força de lei. Esses pontos incluem parcelamento de férias, banco de horas, jornada de trabalho e remuneração por produtividade. A proposta proíbe a alteração por acordo coletivo de normas de segurança e medicina do trabalho.

Ainda, de acordo com a proposta, a Justiça do Trabalho, ao analisar a convenção trabalhista, deve seguir o princípio da intervenção mínima na autonomia da negociação.

Reforma política

Para valer na próxima eleição, qualquer alteração na legislação eleitoral precisa se tornar lei antes de outubro de 2017. Por isso, a Comissão Especial da Reforma Política vai priorizar alterações legislativas com foco nas eleições de 2018, quando serão escolhidos o novo presidente da República, bem como governadores e senadores, além de deputados federais e estaduais.

Entre os 15 tópicos da reforma política, estão temas como financiamento e sistema de votação. Ainda fazem parte do pacote o possível fim da reeleição e do voto obrigatório, a coincidência de eleições, a duração dos mandatos, o estímulo à participação das mulheres na política e os mecanismos de democracia direta. Outro eixo da reforma diz respeito aos partidos políticos e envolve debates sobre cláusulas de barreira, coligações e federações partidárias.

Reforma tributária

Um dos temas mais debatidos no Congresso é a reforma do sistema tributário. Em dezembro de 2016, o presidente Michel Temer afirmou que “o foco do governo em 2017 será a reforma tributária, para tornar a legislação mais simplificada”.

“Uma questão que me angustia sempre é a tributária. Penso eu então: porque não levá-la adiante? Agora, o Executivo quer se empenhar na reforma tributária, de forma a simplificá-la. É mais uma reforma que queremos patrocinar e levar adiante”, disse Temer na ocasião.

Nesta primeira quinzena de fevereiro, mais uma proposta de reforma tributária será apresentada na Câmara, desta vez pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O parlamentar defende a extinção de diversos tributos incidentes sobre o consumo e o fim da guerra fiscal entre estados.

A proposta de Hauly não é a única a tratar do tema. A bancada da oposição tem uma alternativa, que inclui medidas como tributação maior sobre os lucros das empresas, o imposto de renda progressivo e o aumento do financiamento do Fundo de Participação dos Estados.

Reforma do ensino médio

Em 2017, os senadores devem analisar em plenário a medida provisória que estabelece a reforma do ensino médio, flexibilizando o currículo obrigatório. A reforma tem prioridade e deve ser um dos primeiros temas a serem debatidos no Senado.

Os senadores têm um mês para deliberar sobre a medida, após o retorno do recesso parlamentar. Caso não seja aprovada até o dia 2 de março, a medida provisória perderá a validade.

Ensino em tempo integral e flexibilização curricular são pontos centrais da reforma. A proposta amplia a carga horária mínima anual, hoje fixada em 800 horas, para 1,4 mil horas, de forma progressiva. Segundo o texto, em até cinco anos, a partir da publicação das mudanças na lei, os sistemas de ensino deverão oferecer, pelo menos, mil horas anuais de carga horária.

A proposta foi aprovada na Câmara no fim de 2016. No ano passado, a reforma foi tema de uma série de protestos estudantis pelo país, com ocupações de escolas, para pressionar pela sua suspensão. Há ainda duas ações diretas de Inconstitucionalidade sobre o tema que dependem de julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Socorro aos estados endividados

O governo federal estuda uma forma de ajudar os estados em situação financeira mais grave – como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul. O primeiro estado a negociar a recuperação com o Palácio do Planalto foi o Rio de Janeiro. O governo federal decidiu negociar diretamente com os governos estaduais um pacote de recuperação fiscal. A medida é uma opção ao projeto de lei que estabelecia o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados.

Temer vetou artigos do projeto de lei, em consequência das mudanças no texto original. Os deputados retiraram a parte que trataria de um Regime de Recuperação Fiscal para os estados em pior situação.

Regulamentação do Uber

Uma comissão especial foi criada na Câmara para discutir o monopólio dos táxis e debater a regularização do aplicativo Uber. O colegiado terá até 30 de março para discutir e aprovar um parecer sobre o tema, que depois seguirá para o plenário.

A proposta dá exclusividade aos taxistas no transporte de passageiros em todo o país (PL 5587/16). Pelo texto, caberá às prefeituras definir as tarifas mínimas e máximas a serem cobradas dos passageiros.

De acordo com o projeto, qualquer serviço de transporte de passageiros deve ser oferecido somente por meio de veículos que tenham a caixa luminosa externa com a palavra “táxi”,. além de taxímetro. No Uber, carros particulares com motoristas são utilizados para o transporte pago de pessoas. De acordo com a empresa, isso inviabiliza o serviço nos moldes existentes hoje.

Pente-fino no INSS

Os parlamentares terão ainda que analisar um projeto de lei que estabelece um pente-fino nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em julho de 2016, o governo federal editou uma medida provisória sobre o assunto, mas o texto não foi apreciado a tempo pelo Congresso e perdeu a validade. Então, um projeto de lei com o mesmo teor foi enviado ao Congresso. Como o projeto não foi apreciado antes do recesso, o governo editou nova medida provisória.

A proposta restringe o direito aos benefícios do INSS para quem não contribui por algum tempo. Antes, quem perdesse a qualidade de segurado deveria pagar quatro meses de contribuição para voltar a ter direito ao auxílio-doença e ao salário-maternidade. O novo texto exige 12 meses de novos pagamentos.

O texto ainda exclui da perícia médica especial os aposentados por invalidez e os pensionistas inválidos com 60 anos ou mais.

Abuso de autoridade

O projeto modifica o texto da Lei de Abuso de Autoridade, que é de 1965. O PLS 280/2016, que aumenta a pena para o crime de abuso de autoridade, vai tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal assim que o recesso parlamentar acabar. A discussão da proposta chegou a ser iniciada no plenário em dezembro, mas o então presidente do Senado, Renan Calheiros, retirou a matéria da pauta.

Um dos pontos polêmicos da matéria prevê que servidores públicos e membros do Judiciário e do Ministério Público possam ser punidos caso sejam determinadas prisões “fora das hipóteses legais”, como ao submeter presos ao uso de algemas sem que apresentem resistência à prisão e fazer escutas sem autorização judicial, atingindo “terceiros não incluídos no processo judicial ou inquérito”.

A proposta foi debatida em uma comissão geral, mas, diante dos protestos de setores do Judiciário e do Ministério Público – entre os quais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato – o então presidente do Senado Renan Calheiros retirou o texto da pauta de votações.

Pacote anticorrupção

Também está indefinida a análise pelos senadores do pacote de medidas anticorrupção, que foi votado no plenário da Câmara em uma sessão que avançou pela madrugada. A tramitação das medidas, inicialmente propostas pelo Ministério Público, está suspensa.

Em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinou, em decisão liminar, que o pacote aprovado pela Câmara fosse devolvido pelo Senado aos deputados para ser votado novamente.

De acordo com Fux, a tramitação do texto não obedeceu aos trâmites necessários para um projeto de iniciativa popular. Tanto a Câmara quanto o Senado recorreram da decisão.