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IBGE: expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas

A taxa de fecundidade do país caiu de 6,16 filhos por mulher para apenas 1,57 filhos em pouco mais de sete décadas – de 1940 para 2014. Em contrapartida, a expectativa de vida da população aumentou 41,7 anos em pouco mais de um século. Em 1900, a expectativa de vida era de 33,7 anos, dando um salto significativo em pouco mais de 11 décadas, atingindo 75,4 anos em 2014.

Estas e outras constatações fazem parte do livro Brasil: uma visão geográfica e ambiental do início do século XXI, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está lançando hoje (29). Segundo o órgão, a publicação tem por objetivo “ampliar o conhecimento das alterações ocorridas no território brasileiro como resultado das transformações econômicas, demográficas, políticas e ambientais nas últimas décadas”.

Dividido em nove capítulos, a obra – escrita por pesquisadores do IBGE e organizada pela geógrafa Adma Hamam de Figueiredo – aborda pontos relevantes da realidade contemporânea, reinterpretados pela análise geográfica, ao mesmo tempo em que atualiza a edição anterior, lançada em 1995.

Transformação

A abordagem é sobre a formação territorial e demográfica do país, da relação entre geografia e urbanização, da ocupação do território pela agropecuária, do desenvolvimento local e da diversidade cultural, dando maior visibilidade à formação territorial e demográfica à partir do inicio do século passado.

Os dados destacados acima fazem parte do capítulo 2 da publicação, onde os técnicos do instituto procuram traçar um breve histórico do processo demográfico, onde faz uma reflexão tanto sobre a transição da fecundidade no país nas últimas décadas quanto sobre a evolução das taxas de mortalidade e de expectativa de vida no período.

Na avaliação do IBGE, essa “radical transformação do padrão demográfico corresponde a uma das mais importantes modificações estruturais verificadas na sociedade brasileira, com reduções na taxa de crescimento populacional (de 2,01% entre 1872 e 1890 para 1,17% entre 2000 e 2010) e alterações na estrutura etária, com crescimento mais lento no número de crianças e adolescentes (cujo percentual era de 42,6% em 1940, devendo chegar a 14,1% em 2050), paralelamente a um aumento da população em idade ativa e de pessoas idosas (4,1% em 1940, com projeção de 29,4% para 2050).

Povoamento

No primeiro capítulo do livro, os responsáveis pela publicação procuram abordar o processo de povoamento e construção regional, apontando os caminhos que levaram à unidade territorial do país, através da noção de modernização, desenvolvimentismo e de projeto nacional.

A conclusão é que a marcha do povoamento mantém, ainda nos dias atuais, a divisão geográfica historicamente estabelecida entre o litoral “mais densamente ocupado” e o interior, “onde as áreas adensadas são definidas por eixos, hidrovias e adensamentos urbanos”. Nesse aspecto, a análise sobre urbanização aborda legislação e empresas de serviços avançados.

Municípios

“A delimitação dos espaços urbanos, analisada no capítulo 3, mostra que, no Brasil, os critérios para demarcação desses espaços têm sido estabelecidos em termos legais, “o que os torna passíveis de influência da conjuntura política”.

Inevitavelmente, isso leva à constatação de uma outra forma de expansão desses espaços: as emancipações municipais, que criam novas cidades, tema que produz intensas discussões, especialmente no que tange aos aspectos financeiros dela decorrentes.

Nesse aspecto, segundo o IBGE, houve uma enorme ampliação tanto do número de cidades quanto no tamanho da população. Em 1940, o número de cidades era de menos de duas mil, número que passou para 5.565 em 2010.

Território

O capítulo 5 centra as análises na questão territorial descrita pela ótica da ocupação agrícola e da diversidade ambiental. Sob o subtítulo Evolução do espaço rural brasileiro, o capítulo abrange o período de 1940 a 2006, épocac em que, segundo os técnicos, “a estrutura e a configuração do processo produtivo agropecuário se consolidam no território brasileiro”.

A analise é que em todo esse período houve a persistência de uma estrutura fundiária de concentração extrema, em que a grande produção monocultora predominou, a despeito de diversas iniciativas de apoio à pequena produção.

O capítulo procura traçar um amplo panorama da trajetória geográfica do processo de ocupação do espaço rural brasileiro e abordar a evolução do número e do tamanho dos estabelecimentos rurais, bem como a utilização de terras, considerando as áreas das principais atividades produtivas, o total de pessoas ocupadas, o número de tratores e os efetivos da pecuária, sobretudo bovinos.

Número de novas empresas no Brasil passa de 1 milhão no primeiro semestre

O número de novas empresas no Brasil chegou a 1.020.740 no primeiro semestre do ano, o que representa aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram criadas 990.964 empresas. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, em junho, foram criadas 169.657 empresas, com aumento de 0,7% em relação ao mesmo mês no ano passado, quando surgiram 168.445 empresas.

Na comparação com o mês de maio de 2016, que totalizou 176.108 novos empreendimentos, houve queda de 3,7%. Segundo economistas da Serasa Experian, o recorde de novas empresas de janeiro a junho foi determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade, ou seja, com a fechamento de vagas no mercado formal de trabalho, pessoas que perderam o emprego estão abrindo o próprio negócio, visando à geração de alguma renda, dadas as dificuldades econômicas atuais.

Conforme os dados, o número de novos microempreendedores individuais surgidos no primeiro semestre foi de 816.704 contra 748.371 no mesmo período de 2015, alta de 9,1%. As sociedades lLimitadas registraram criação de 86.872 unidades, queda de 13,2% em relação ao mês anterior, quando 100.102 empresas surgiram. A criação de empresas iIndividuais caiu 32,9%, com um total de 61.146 novos negócios no primeiro semestre; de janeiro a junho do ano passado, o número foi de 91.164. O surgimento de empreendimentos de outra natureza aumentou 9,1%, com mais 56.018 negócios no semestre, contra 51.327 no mesmo período de 2015.

Os dados mostram ainda que o setor de serviços foi o mais procurado no primeiro semestre do ano, com o aparecimento de mais 642.611 empresas nesse segmento, o equivalente a 61,0% do total. Em seguida, no comércio, foram abertas 291.018 empresas comerciais (28,5% do total) e, na indústria, 84.478 empresas (8,3% do total) no mesmo período.

O indicador também mostrou que, de mais de 1milhão de empresas nascidas no primeiro semestre, 8,5% foram do ramo de serviços de alimentação. Em seguida, com 7,5%, vêm os segmentos de reparação e manutenção de prédios e instalações elétricas, comércio e confecções, em geral, e de serviços de higiene e embelezamento pessoal (6,9%).

A Região Sudeste lidera na criação de empresas, com 521.229 negócios abertos entre janeiro a junho (51,1% do total). Em seguida, vêm o Nordeste, com169.650 empresas (16,6%); o Sul, com 168.615 (16,5%); o Centro-Oeste, com 89.753 (8,8%); e o Norte, com 50.435 novos negócios (5,2%).

Universidades estaduais abrem inscrições para Vestibular de Verão

As universidades estaduais do Norte do Paraná (UENP), Londrina (UEL) e do Paraná (Unespar) e Universidade Estadual de Maringá (UEM) já estão com as inscrições abertas para o vestibular de verão 2017. Nos próximos meses será possível fazer as inscrições em mais duas instituições estaduais. Somando todas as universidades estaduais serão ofertadas mais de dez mil vagas, distribuídas em 285 cursos.

INSCRIÇÕES – A Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que oferece mais de 1.700 vagas, distribuídas em 67 cursos, foi a primeira a abrir as inscrições dentre as instituições, em 1º de julho. O prazo segue até 12 de setembro.

Os interessados em participar do processo seletivo deverão se inscrever, exclusivamente, pelo endereço www.vestibular.unespar.edu.br. Em Londrina, as inscrições do Vestibular 2017 da UEL, que podem ser feitas no site www.cops.uel.br, seguem até 12 de setembro. A UEL é a instituição que mais irá ofertar vagas dentre as universidades estaduais. Ao todo, 2.480 vagas distribuídas em 53 cursos.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), as inscrições para o vestibular de verão 2017 podem ser feitas até o dia 28 de setembro, exclusivamente pela internet, www.vestibular.uem.br. A UEM oferece cerca de 1.500 vagas para 57 cursos da instituição.

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que irá ofertar 546 vagas para 37 cursos, abrirá o prazo de inscrições em 5 de setembro, com o término em 5 de outubro, no site www.cps.uepg.br/vestibular.

Na Unioeste, o período de inscrições deverá ocorrer no mês de outubro. Informações no site www.unioeste.br/vestibular. A instituição do oeste do Paraná irá ofertar 2456 vagas em 65 cursos. A UENP encerra o período no dia 9 de outubro, e as inscrições podem ser feitas somente no site vestibular.uenp.edu.br/2016. Serão ofertadas 1.065 vagas para 25 cursos.

UNICENTRO ENCERROU – A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) encerrou o prazo de inscrições em 8 de agosto. Ao todo serão distribuídas 886 vagas em 38 cursos.

PROVAS – A primeira instituição a aplicar as provas é a Unicentro, nos dias 18 e 19 de setembro, e o resultado será divulgado em 25 de novembro.

Na sequência, a UEL que irá aplicar o teste da primeira etapa em 23 de outubro e as provas de Habilidades Específicas para os candidatos ao curso de Música serão no dia 25 de setembro. O resultado da primeira fase será divulgado em 10 de novembro. Já a prova da segunda fase será em 4 e 5 de dezembro, com o resultado sendo divulgado em 24 de janeiro de 2017.

A Unespar fará as provas em 13 de novembro, com a divulgação do resultado em 20 de dezembro. A UENP terá dois dias de provas, 20 e 21 de novembro, com o resultado a ser divulgado em 21 de dezembro. Já a Unioeste, que ainda não tem confirmada a data de divulgação do resultado, fará a prova em 20 de novembro.

As duas últimas instituições a realizarem o processo seletivo do Vestibular de Verão 2017 são UEM e UEPG. A instituição de Ponta Grossa terá dois dias de provas, 11 e 12 de dezembro, com o resultado a ser divulgado até 20 de janeiro de 2017. A UEM terá três dias de provas, 11, 12 e 13 de dezembro.

BC cobra dos bancos melhorias na solução de reclamações de clientes

O Banco Central (BC) quer melhorias no acesso dos clientes bancários às ouvidorias das instituições financeiras e na solução de problemas. No primeiro semestre deste ano, o BC recebeu mais de 17,5 mil reclamações de clientes contra os bancos.

O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, que tomou posse recentemente no cargo, tem feito reuniões com os responsáveis pelas ouvidorias de instituições financeiras. O objetivo é mostrar a importância do relacionamento dessas instituições com o consumidor e “do nivelamento de expectativas quanto ao cenário desejável de médio prazo”.

Na última semana, foram recebidos representantes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Bradesco, Itaú, Santander, Citibank, Safra, Votorantim, BNP Paribas e PAN. O presidente do BMG – primeiro colocado no ranking de reclamações ao longo de todo o primeiro semestre deste ano – , Ricardo Guimarães, também se reuniu com o diretor, no início deste mês.

Isaac Sidney informou que pretende fazer encontros periódicas com os representantes dessas e de outras instituições financeiras para avaliar o relacionamento com o cidadão e discutir ações de melhoria.

O BMG passou a liderar o ranking de reclamações de clientes contra instituições financeiras com mais de 2 milhões de clientes, em janeiro deste ano. Desde então, tem dito que o ranking do BC “promove a comparação de instituições financeiras com realidades distintas”. Em dezembro de 2015, quando tinha menos de 2 milhões de clientes, o banco ficou em segundo lugar no ranking feito com as instituições menores.

As principais reclamações registradas contra o BMG, no primeiro semestre deste ano, foram relacionadas a cartão de crédito consignado, irregularidades no Custo Efetivo Total (CET) de operação de crédito e insatisfação com a resposta recebida referente à reclamação feita no Banco Central.

No último dia 11, o BC anunciou mudanças no ranking de reclamações, com a ampliação da base de clientes e do critério de segmentação das instituições financeiras. Isso poderá umentar de 2 milhões para 4 milhões o número de clientes por instituição. Com as mudanças, o ranking passa a ser divulgado com periodicidade bimestral. O próximo será publicado no dia 15 de setembro.

Registro no BC

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no Banco Central e as reclamações ajudam na fiscalização e regulação do Sistema Financeiro Nacional. O BC encaminha a reclamação do cliente ao banco, que tem dez dias úteis para responder, com cópia para o órgão fiscalizador. Além da fiscalização, as reclamações registradas servem para melhorias na regulação, para fazer o ranking e para iniciativas de educação financeira.

O Banco Central recomenda, entretanto, que a reclamação seja registrada primeiramente nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da instituição financeira.

Se o problema não for resolvido, o cidadão pode ainda recorrer à ouvidoria do banco, que terá prazo máximo de 15 dias para apresentar resposta. Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer ao Poder Judiciário.

USP abre acesso à nuvem computacional

A Universidade de São Paulo (USP) abriu o acesso à nuvem computacional para pesquisadores vinculados a qualquer universidade ou instituição de pesquisa realizarem seus projetos.

Os pesquisadores poderão ter acesso, via internet, a um conjunto integrado de servidores, dispositivos de armazenamento e rede de dados que compõem o sistema de computação em nuvem (cloud computing) da universidade – denominado interNuvem USP – mediante a aquisição de créditos.

A aquisição de créditos poderá ser feita usando-se recursos de contratos para pesquisa de agências ou de empresas, inclusive da FAPESP. “Nas propostas de projetos submetidos à FAPESP, o pesquisador proponente pode incluir na rubrica ´serviços de terceiros´ do orçamento solicitado os custos para uso da nuvem como serviço, adicionando a justificativa da necessidade para o projeto”, afirmou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação.

O objetivo da abertura da nuvem computacional à comunidade de pesquisa é racionalizar o uso dos serviços disponibilizados pelo sistema e também dos recursos públicos aplicados em computação para realização de pesquisas, explicou José Eduardo Ferreira, superintendente de tecnologia da informação da USP.

“Em vez de um pesquisador solicitar recursos para a FAPESP para comprar um servidor físico, que pode tornar-se obsoleto com o passar do tempo, ele pode adquirir créditos oriundos de seu projeto de pesquisa para usar um servidor compartilhado na nuvem com outros pesquisadores”, sublinhou Ferreira.

“A USP e a administração da FAPESP estão em pleno acordo em relação à prestação de contas desses recursos”, acrescentou Antonio Mauro Saraiva, assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP..

Os créditos adquiridos pelo pesquisador serão debitados à medida que forem utilizados, proporcionalmente ao tempo de ativação dos recursos computacionais.

Quando os créditos se esgotarem, os pesquisadores deixam de ter acesso à nuvem computacional até que adquiram novos.

Os créditos não utilizados não expiram e podem ser transferidos entre pesquisadores. Um pesquisador que tiver completado sua pesquisa e desejar transferir seu saldo de créditos para outro, por exemplo, pode fazer isso. Ou pode, ainda associar-se a outros pesquisadores para usar os recursos da nuvem computacional de forma cooperativa.

“A iniciativa beneficiará uma ampla gama de pesquisadores, desde aqueles que precisam adquirir seus clusters computacionais – e cuja operação demanda gastos com instalação de energia elétrica, entre outros, custeados pelas universidades ou pela reserva técnica da FAPESP – até os que necessitam rodar programas por um tempo determinado”, exemplifica Roberto Marcondes Cesar Júnior, membro da Coordenação Adjunta de Ciências Exatas e Engenharia da Fundação.

Nuvem interconectada

Implementada em 2012 com apoio da FAPESP, com o objetivo de auxiliar na gestão da tecnologia da informação (TI) da USP, a interNuvem atende tanto às demandas dos pesquisadores da universidade – que necessitam de recursos de computação de alto desempenho e de armazenamento de dados para a realização de suas pesquisas –, como também da administração da instituição.

Além disso, também hospeda a infraestrutura de ensino a distância da universidade.

“A interNuvem tem esse nome porque é uma nuvem interconectada, ou seja, engloba mais de uma nuvem administrada ao mesmo tempo, com vários tipos de acesso e diferentes níveis de capacidade computacional, que se juntam, de forma cooperada, para atender diferentes demandas da universidade”, explicou Ferreira.

A nuvem computacional estava sobrecarregada em razão da falta de regras de utilização.

A fim de regulamentar seu uso, a Pró-Reitoria de Pesquisa da universidade nomeou, em 2015, uma comissão integrada por um grupo gestor de recursos computacionais de alto desempenho e de nuvens interconectadas, composta por professores ligados à área.

Com base em diretrizes debatidas e acordadas por esse grupo gestor, a Pró-Reitoria de Pesquisa e a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da universidade baixaram uma portaria de normatização do sistema de nuvem e uma circular, de modo a direcionar o uso dos recursos computacionais tanto por pesquisadores vinculados à universidade, como também por usuários externos por meio de um sistema de créditos.

“A ideia de normatizar o uso da interNuvem é a de que quando um pesquisador terminar um projeto e deixar de usar os recursos computacionais, por exemplo, ele libere para que outros pesquisadores possam utilizá-los”, explicou Saraiva.

Para utilizar a nuvem computacional, tanto os pesquisadores vinculados à USP como os de outras universidades e instituições de pesquisa precisam solicitar os recursos desejados por meio de uma interface de serviços.

Os docentes e pesquisadores vinculados à USP podem tem acesso a uma quota única de créditos gratuita e limitada ou a um menu de recursos ilimitados, mediante a aquisição de créditos.

Já os pesquisadores não vinculados à USP podem solicitar uma quantidade ilimitada de recursos com contrapartida financeira para aquisição de créditos.

“Passados três anos, se o pesquisador quiser utilizar a nuvem computacional em um novo projeto de pesquisa, ele terá acesso a recursos completamente atualizados”, disse Saraiva.

Vantagens do sistema

Na opinião de Ferreira, uma das vantagens oferecidas pela nuvem computacional aos usuários é a alta disponibilidade e segurança no uso dos recursos – uma vez que estão hospedados em datacenters com infraestrutura redundante, ou seja, que previne eventuais falhas e oferece alternativas de modo a evitar prejuízos.

Outra vantagem é que o usuário fica livre da manutenção do hardware, uma vez que fica isento da responsabilidade de substituir servidores, atualizar componentes e prover manutenção evolutiva da infraestrutura.

As atualizações de softwares são feitas automaticamente, sem intervenção do usuário e tarifação adicional, explicou Ferreira.

“Mais de 60% da nuvem computacional está em um datacenter fora da USP, que possui qualidade técnica inquestionável”, afirmou.

Desde que começou a operar com novas regras de uso, no final de fevereiro, o sistema já obteve a adesão de mais de 20 projetos – apenas de pesquisadores da USP –, com perspectiva de aporte de recursos da ordem de R$ 3 milhões nos próximos três anos.

A expectativa é que a nuvem computacional também possa ser usada pelo maior número possível de pesquisadores de outras instituições.

“A interNuvem tem plena capacidade de atender à demanda por máquinas virtuais e armazenamento de dados de pesquisadores das universidades e instituições de pesquisa que necessitam de recursos computacionais”, afirmou Ferreira.

Dilma começa sua defesa no plenário do Senado

Começou às 9h40 o quarto dia de julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment que enfrenta no Senado, acusada de crime de responsabilidade.

Depois de chegar ao Congresso Nacional acompanhada do cantor Chico Buarque e do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a petista foi conduzida ao plenário pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Sentada do lado esquerdo do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, Dilma já começou a discursar, inicialmente por 30 minutos. Esse tempo, segundo Lewandowski, será prorrogado pelo tempo que a petista achar necessário.

O presidente do Supremo esclareceu no início da sessão que parlamentares [inclusive deputados], convidados, servidores e pessoas credenciadas poderão acompanhar toda a sessão, mas sem fazer qualquer tipo de manifestação, contrária ou a favor da petista. Cartazes e faixas também estão proibidos e qualquer tumulto fará com que a sessão seja suspensa até que a ordem seja estabelecida.

Na fase de perguntas, as que não tiverem relação com o processo ou as que induzirem resposta, não serão admitidas.

Rock in Rio lança projeto em Manaus para plantar 1 milhão de árvores

O projeto socioambiental Amazônia Live, do Rock in Rio, foi lançado neste sábado (27) em Manaus. O Amazônia Live pretende plantar mais de 1 milhão de árvores em 400 hectares de área desmatada da floresta amazônica nas cabeceiras do Rio Xingu. As sementes serão adquiridas com indígenas da região, para ajudar a fomentar a economia local, além de promover reflorestamento.

A estimativa do Rock in Rio é gerar aproximadamente R$ 700 mil em renda para as famílias coletoras de sementes e 50 empregos diretos nas atividades de assistência, preparação do solo e plantio.

Quando anunciou o projeto, no dia 4 de abril, o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, disse que o número de árvores plantadas na Amazônia pode chegar a 3 milhões por meio do projeto. “Eu sinto que as pessoas não sabem como ajudar. E o Rock in Rio vai explicar como ajudar. A gente está assumindo o compromisso hoje de plantar 1 milhão de árvores, mas o Banco Mundial já anunciou outro milhão, nós temos alguns clientes e vamos chegar fácil aos 3 milhões de árvores plantadas em um investimento todo feito pela iniciativa privada”, disse Medina.

Além da importância socioambiental para a Amazônia, o diretor de eventos da Manauscult destaca os benefícios para a capital amazonense. “Acho que a importância desse projeto para Manaus é o desenvolvimento turístico, é o aquecimento da cadeia econômica da cidade, a gente está movimentando diversos setores. De alguma forma isso projeta a cidade internacionalmente e divulga diversas questões e belezas nossas tantos sociais como culturais. Acaba sendo uma forma de acesso do mundo à cidade de Manaus, ao Amazonas e à região amazônica”, disse Monzaho.

O lançamento teve shows com o tenor Plácido Domingo, que  se apresentou, junto com a Orquestra Filarmônica do Amazonas, em um palco flutuante no Rio Negro para convidados. Na praia da Ponta Negra, houve uma apresentação com a cantora Ivete Sangalo. O diretor de eventos da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Diyego Monzaho, diz que as apresentações foram idealizados em duas etapas.

“A primeira etapa é no meio do Rio Negro e lá a gente tem um show de TV, para a imprensa, onde estarão alguns convidados, imprensa internacional, e o show do Plácido Domingo com convidados, como Ivete Sangalo e o tenor Saulo Laucas, entre outros. Paralelo a isso, a gente tem um evento na Ponta Negra que faz a transmissão desse show da balsa e a apresentação de bandas locais e o show da Ivete”. As apresentações foram transmitidas pela internet.

O Rock in Rio foi criado em 1985 e é considerado o maior evento de música e entretenimento do mundo.

Estádio Atlético Paranaense receberá partida comemorativa da Seleção masculina de vôlei

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O Estádio Atlético Paranaense será palco de mais um evento esportivo histórico no dia 3 de setembro [sábado]. A Seleção Brasileira masculina de vôlei, campeã olímpica na Rio 2016, enfrentará a Seleção de Portugal no “Desafio de Ouro”, às 16h.

Os ingressos para o evento, que promete entrar para história do esporte, estão sendo vendidos para o público geral a partir da 0h01 deste sábado (27), através do site www.ingressoscap.com.br.

Os Sócios Furacão terão benefícios para o “Desafio de Ouro”. Os associados poderão adquirir dois ingressos por Smart, para as Cadeiras Arquibancadas, com preço especial: R$ 80,00 [inteira] ou R$ 40,00 [meia-entrada] cada. A compra destes bilhetes será realizada exclusivamente através do www.ingressoscap.com.br. O login do site é o mesmo do Portal do Sócio Furacão.

Caso o Sócio queira garantir mais entradas para as Cadeiras Arquibancadas, além da promocional, será necessário comparecer às bilheterias. Para o público geral, os ingressos para este setor custam R$ 100,00 [inteira] e R$ 50,00 [meia-entrada].

A comercialização de entradas no Estádio Atlético Paranaense e pelo Disk Ingressos terá início às 10h desta segunda-feira (29). As bilheterias estarão abertas das 10h às 18h.
Ingressos “Desafio de Ouro”: Vôlei – Seleção Brasileira x Seleção de Portugal
Data: 03/09/2016 [sábado]
Horário: 16h
Local: Estádio Atlético Paranaense, em Curitiba

Setores e valores
– Cadeiras Arquibancadas [todos os setores]: R$ 100,00 a inteira e R$ 50,00 a meia-entrada;
– VIP: R$ 350,00 a inteira e R$ 175,00 a meia-entrada;
– Camarotes* [com alimentação]: R$ 1.000,00 a inteira e R$ 500,00 a meia-entrada;
– Premium Pista [com alimentação**e estacionamento]: R$ 1.000,00 a inteira e R$ 500,00 a meia-entrada
*Venda de Camarotes não disponível pela Internet. Clube entrará em contato com os proprietários, que têm prioridade para comprar ingressos, conforme prevê contrato
**Kit lanche

Vendas
– Internet: www.ingressoscap.com.br, a partir da 0h01 deste sábado (27)
– Bilheterias do Estádio Atlético Paranaense: a partir de segunda-feira (29), das 10h às 18h
– Disk Ingressos: a partir de segunda-feira (29), às 10h [somente em dinheiro]
• Loja Disk Ingressos Shopping Palladium: segunda a sexta, das 11h às 23h; sábado, das 10h às 22h;
• Quiosque Shopping Estação: segunda a sábado, das 10h às 22h;
• Quiosque Shopping Mueller: segunda a sábado, das 10h às 22h;
• Call Center Disk Ingressos (41) 3315-0808: segunda a sábado, das 9h às 21h

 

Regras para meia-entrada
– Estudante: apresentar no momento da compra e na entrada Carteira de Estudante com foto, data de validade e identificação do órgão expedidor. O original do comprovante de matrícula supre a ausência da data de validade no documento;
– Professor: apresentar no momento da compra e na entrada comprovante de vínculo com a instituição de ensino e documento oficial de identificação com foto;
– Idoso [a partir de 60 anos]: Apresentar no momento da compra e na entrada documento oficial de identificação com foto;
– Doadores de sangue: Apresentar no momento da compra e na entrada certificado de doador fidelizado de sangue, com data de validade, e documento oficial de identificação com foto;
– Menores [3 a 12 anos]: Apresentar no momento da compra e na entrada documento oficial de identificação com foto;
– Jovens de baixa renda: Pessoa com idade entre 15 e 29 anos que pertence à família com renda mensal de até dois salários mínimos, inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – Cadúnico. Apresentar no momento da compra e na entrada “identidade jovem” (documento que comprova a condição de jovem de baixa renda) e documento oficial de identificação com foto;
– Portadores de necessidades especiais e acompanhante.

Benefício especial para Sócio Furacão*
– Cadeiras Arquibancadas [todos os setores]: R$ 80,00 a inteira e R$ 40,00 a meia-entrada
*Dois ingressos por Smart, através do www.ingressoscap.com.br

Outros benefícios – Somente nas bilheterias
– Sócio Torcedor Sou do Vôlei: Inteira R$ 80,00 e meia-entrada R$ 40,00 nas Cadeiras Arquibancadas;
– Pagamento com cartão OuroCard Banco do Brasil: 50% de desconto;
– Pagamento com cartão OuroCard Banco do Brasil bandeira ELO: 60% de desconto

STJ liberta irlandês preso por falsificação de ingressos nos Jogos Olímpicos

O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar autorizando a libertação do irlandês Kevin James Mellon, que estava preso no Complexo Penitenciário em Bangu, na Zona Oeste do Rio desde o último dia 5, quando foi preso em flagrante com ingressos falsos para os Jogos Olímpicos.

Kevin James Mellon é diretor da empresa britânica THG envolvida em investigações da Polícia por esquema de cambismo nos Jogos Rio 2016. Além dos ingressos falsos, o irlandês também estava revendendo ingressos por valores superiores aos dos preços oficiais. Com as investigações, e através da prisão de Mellon, a Polícia acabou prendendo também o presidente do Comitê Olímpico da Irlanda, e ex-executivo do Comitê Olímpico Internacional Patrick Hickey, que segue detido há 8 dias também em Bangu. De acordo com a Polícia, o esquema de cambismo no qual Patrick Hickey fazia parte movimentava mais de US$ 10 milhões, o equivalente a R$ 32 milhões.

Julgamento do impeachment entra no terceiro dia com últimas testemunhas

Após ouvir cinco depoimentos, o julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff entra no seu terceiro dia com os depoimentos do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa e do professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Lodi Ribeiro.

Os dois falarão em defesa de Dilma; Barbosa como testemunha e Lodi Ribeiro como informante. Os depoimentos tem início previsto para as 10h. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento, acatou pedido de senadores contrários ao impeachment e aceitou o horário com a condição de que não haja pausa nos depoimentos para almoço, como ocorreu nos dias anteriores.

Ontem (25), foram ouvidos o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa. Antes, na quinta-feira, foram colhidos os depoimentos do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira e o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D’Ávila Carvalho.

Uma das testemunhas de defesa, a ex-secretária de Orçamento Esther Dweck, foi dispensada pela defesa, após polêmica em torno da suspeição do procurador Júlio Marcelo, que de testemunha depôs como informante, depois que o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo questionou a participação de Júlio Marcelo em uma manifestação pela rejeição das contas de Dilma, logo no primeiro dia.

No segundo dia do julgamento, a advogada de acusação Janaína Paschoal, que também é uma das autoras da denúncia que motivou o processo contra Dilma Rousseff, colocou em suspeição a ex-secretária de Orçamento sob o argumento de que a mesma foi nomeada assessora “por uma parlamentar que é uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”, no caso, a senadora Gleisi Hoffmann.

Bate boca

Os dois primeiros dias foram marcados por bate bocas e acusações entre senadores. Logo no início da sessão, a confusão começou quando a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) afirmou que nenhum senador ali presente tinha condições morais para julgar o afastamento permanente de Dilma.

“Aqui não tem ninguém com condições para julgar ninguém. Qual a moral do Senado para julgar uma presidente da República?”, disse. A declaração foi interrompida pela manifestação indignada de outros senadores longe do microfone, entre eles, Ronaldo Caiado (DEM-GO), que rebateu dizendo que a senadora é investigada pela Polícia Federal. Gleisi respondeu acusando: “o senhor é do trabalho escravo”, disse ao microfone. O bate-boca fez com que Lewandowski suspendesse a sessão.

As discussões se repretiram no segundo dia. O primeiro bate-boca começou quando o senador petista Lindbergh Farias (RJ) pediu a palavra e atacou o democrata Ronaldo Caiado (GO) que lhe antecedeceu. “Esse senador que me antecedeu é um desqualificado. O que ele fez com a senadora Gleisi é de covardia impressionante, dizer que tentou aliciar testemunha”, afirmou o petista

Em seguida foi a vez do presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O peemedebista começou pedindo para que os senadores reduzissem as questões de ordem repetidas, mas esquentou o clima ao lembrar da declaração de ontem, feita pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) que provocou o primeiro grande tumulto do dia. “Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Esquentando ainda mais o ambiente e provocando a reação imediata de petistas, Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo, foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato e disse ter intercedido a favor deles. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

“Como uma senadora pode fazer uma declaração dessa? Exatamente, senhor Presidente, uma senadora que, há 30 dias, o Presidente do Senado Federal conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o seu indiciamento e do seu esposo”, disse Renan.

Gleisi foi em direção a Renan afirmando ser mentira, apoiada pelo senador Lindbergh que gritava “baixaria” e que acabou sendo empurrado por Renan.

Dilma e Lula

Após o encerramento das oitivas das testemunhas, o julgamento final do impeachment terá, na segunda-feira (29), o dia mais aguardado com a presença da presidenta afastada, Dilma Rousseff que enfrentará as perguntas dos senadores.

Dilma chegará acompanhada de ex-ministros, presidentes de partidos aliados, assessores diretos e pessoas próximas a ela, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devem comparecer, por exemplo, os ex-ministros Aloízio Mercadante, Jaques Wagner, Patrus Ananias e Miguel Rosseto, dentre outros. Também estarão presentes os presidentes do PT, Rui Falcão, do PCdoB, Luciana Santos, e do PDT, Carlos Lupi.

Para acomodar o grupo, Renan reservou a sala de audiências da presidência do Senado e uma sala anexa com banheiro. Segundo Renan, dentro do plenário, a presidenta terá o direito de ser acompanhada por 20 pessoas e o mesmo número deverá ser garantido aos advogados de acusação, que também deverão levar convidados.

“Serão 20 pessoas. Nós vamos comprimir os jornalistas, que servirão, na prática, de separação [entre os dois grupos] e garantiremos ao outro lado o mesmo número de vagas que já garantimos para a presidenta”, informou o senador.

As restrições de espaço no plenário preocupam a direção da Casa. Os convidados de Dilma e da acusação não serão os únicos. Deputados, ex-parlamentares e assessores parlamentares também têm acesso ao plenário, o que pode provocar a superlotação do local. A imprensa, inclusive internacional, também ocupa espaço em tribuna reservada. Profissionais de imagem têm ocupado as galerias.