… e eu me vejo caminhando sempre, pois o tempo não para, a fila anda, o mundo gira. Porém indo, vou me perguntando: pra onde? E vejo sempre dois caminhos, um bom; e outro, não. Qual o verdadeiro? Aquele que me dá prazer imediato, ou aquele que me promete vida em abundância? O visível, colorido e sonoro? Ou o prometido, invisível e esperançoso? Quero ter esta vida de altos e baixos como montanha-russa pra sempre até a morte? Ou a certeza da decolagem aquilina até os altos céus?

Por ser invisível, prendo-me no visível porque penso ter segurança. Ledo engano! Prendo-me à família, porquanto ela também é frágil. Que tal ao trabalho? tem segurança? Prendo-me a mim mesmo, pois me sinto fortalecido hoje. O amanhã, porém, não me é certo. Então por onde andar? Em que direção? Um homem há muito disse ser Ele o Caminho (João 14:6). Eu não O havia notado, visto ser Ele um homem comum, de origem humilde, sem atrativos. Não vivia da aparência, mas do caráter. E o Seu caráter revelava verdadeiramente quem Ele era; era reto e pio, as Suas palavras eram difíceis e sábias, vinham de encontro aos meus prazeres e desejos, porém me davam uma visão futura. Já não queria apenas as migalhas humanas, uma vida finita, umas verdades relativas. Desejei então esse Caminho, pois me parecia reto e plano; iluminado e confiável.

Trilhando então o Caminho, descobri verdades imutáveis, como as leis da Natureza; descobri certezas cobertas por falsos caminhos por onde havia percorrido, senti-me vivo! Mais vivo, porque diz Ele Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso? (Mateus 11:25,26). Isso é promessa, isso é esperança, isso é vida! Vivo de tristezas e alegrias, altos e baixos, dores e prazeres, todavia andar no Caminho me encoraja a viver cada dia melhor, independente do gráfico, pois a Sua verdade me dá vida pela esperança na vida eterna!

Ah, quantos caminhos o homem percorre? Quantas verdades desfeitas ao longo da humanidade, quantas vidas apagadas da memória? Por que não tentar outro caminho? Ou melhor, o Caminho? Por que lutar contra a Verdade que esclarece quão falsas sãos as nossas verdades? Por que viver uma vida finita, esperando a morte chegar mesmo que a contragosto? Por que sofrer com a morte tendo a esperança da Vida? São apenas palavras, mas quando o Verbo se fez carne (João 1:14), o fez para que tivéssemos fé n’Ele, pois se tornou um de nós para compreender as nossas lutas e dessa forma nos ajudar a percorrer o caminho que nos resta.