Um ex-funcionário do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foi preso no fim da tarde de segunda-feira (9) suspeito de tentar extorquir US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) da direção da entidade. O ex-funcionário, de 59 anos, era contador do hospital, local que trabalhou por três décadas. Ele foi preso por policiais da Delegacia de Campina Grande do Sul suspeito de apropriação indébita e de extorsão.

A polícia chegou até ao ex-funcionário depois de uma denúncia feita por representantes do Angelina Caron, no dia 12 de abril. “O contador trabalhou por um longo período e gozava da extrema confiança das vítimas, até descobrirem que ele estava desviando recursos para a sua conta pessoal, quando acabou demitido. Ele recebia um salário de R$ 100 mil, referente a um contrato de participação nos lucros, e não aceitou a saída”, afirmou o delegado Messias Antônio da Rosa, que conduziu o inquérito.

Durante a investigação, comprovou-se que o ex-funcionário contraiu um empréstimo bancário de R$ 440 mil em nome de uma fundação ligada ao hospital e transferiu para a sua conta pessoal. Os policiais constataram que ele estava constrangendo as vítimas para que pagassem a ele a importância de US$ 1 milhão – que seria depositada em uma conta-corrente do preso nos Estados Unidos. O montante não foi pago.

“Ele ameaçava dizendo que, por conhecer todos os trâmites do hospital, teria como comprovar irregularidades na obtenção de recursos públicos por parte da entidade. O hospital alegou que determinou a instalação de uma auditoria e nada de irregular foi verificado”, explicou o delegado.

O crime de extorsão prevê prisão de quatro a dez anos e multa, enquanto a pena para a apropriação indébita é de reclusão de um a quatro anos mais o pagamento de multa.