13.2 C
Curitiba
quinta-feira, 9 abril 2026
Início Site Página 161

Alta de novos casos e taxa de vacinação em baixa aumentam preocupação com nova onda de covid em Curitiba

O número de novos casos de covid-19 sobe dia a dia enquanto a taxa de vacinação segue baixa, sinal de que grande parte da população resiste aos fatos e ainda ignora os perigos da doença.

Como resultado do índice pequeno de adesão à vacina bivalente (28,5%), o risco de uma nova onda aumenta e a proximidade das festas de fim de ano coloca as autoridades em alerta.

“Não se trata de fazer alarme, mas de falar claro: a vacina ajuda na proteção coletiva. Se pouca gente se vacina, a proteção coletiva diminui”, afirma a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Média sobe

Curitiba registrou, de 18 a 24 de outubro, média de 282 novos casos por dia. Há apenas duas semanas, de 4 a 10 de outubro, a média diária era de 157 novos casos, ou seja: quase dobrou.

Os números tornam-se preocupantes comparados à primeira semana de agosto, quando foram registrados 194 novos casos entre os dias 2 e 8.

Dois meses e meio depois, a cidade registra 10 vezes mais novos casos de covid-19 em apenas uma semana: foram 1.977 entre 18 e 24 de outubro, com seis mortes. Curitiba tem, neste momento, 1.629 casos ativos.

Ações

Em busca de melhores índices de cobertura, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza ações para atrair a população. Na semana passada, 10 unidades de saúde ficaram abertas até 20 horas.

O município também participou do Dia D de Multivacinação, no último sábado (21/10), com 29 unidades de saúde abertas entre 9h e 15 horas.

A estratégia de combinar o Dia D e o horário estendido permitiu que crianças, adolescentes e suas famílias colocassem a carteira vacinal em dia, com 12.410 doses de diferentes vacinas aplicadas nas duas ações.

No caso da covid-19, as ações da semana passada elevaram a taxa de vacinação da bivalente em 0,39%: foi de 28,11% para 28,50%, ou seja: são 430 mil pessoas imunizadas em um universo de 1,5 milhão.

Cuidados

A lenta, porém, consistente alta do número de infectados pela vírus da covid-19 em Curitiba pede atenção e cuidados conhecidos na pandemia, como evitar lugares fechados com grande concentração de pessoas e uso de máscaras em caso de sintomas respiratórios.

Mostra Djanho! leva 52 filmes de terror e fantasia ao Cine Passeio durante o Halloween

O terror invade as telas e o clima de Halloween toma conta de Curitiba. A segunda edição da mostra Djanho!, com produções nacionais e internacionais de cinema fantástico, começa nesta quinta-feira (26/10) e vai até quarta (1º/11), com a apresentação de 52 filmes no Cine Passeio e no Coreto do Passeio Público.

A mostra, anteriormente conhecida como Grotesc-O-Vision, surgiu em 2013 vinculada à caminhada Zombie Walk Curitiba. Desde então, cresceu e conquistou sua independência, destacando-se no cenário do cinema fantástico nacional.

De narrativas de arrepiar a contos sobrenaturais, a mostra oferece uma jornada diversificada pelo macabro e pelo sobrenatural, garantindo sustos e surpresas para todos os gostos e idades.

A inclusão da mostra universitária é uma das novidades desta edição. A seção traz narrativas originais de cineastas estudantis e contará com a exibição de dez curtas-metragens de quatro regiões do Brasil, incluindo produções da Unespar, UFPR e PUCPR.

Para os curitibinhas corajosos, a mostra Piá do Djanho! reserva uma experiência especial. Em uma sessão matinal de domingo, será exibida pela primeira vez na cidade a animação mineira Placa Mãe, de Igor Bastos. A obra aborda temas como preconceito e coragem.

Além disso, o documentário inédito em Curitiba A Life On The Farm, dirigido por Oscar Harding, será uma das atrações da abertura do festival na quinta-feira (26/10). O documentário acompanha a investigação sobre uma série de perturbadoras fitas de vídeo gravadas pelo fazendeiro Charles Carson, misturando elementos de humor e horror.

As entradas são gratuitas para as sessões na Sala Valêncio Xavier e no Coreto do Passeio Público. Na Sala Luz, os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia-entrada). 

Serviço: Mostra Djanho!

Data: de quinta-feira (26/10) a quarta (1º/11)
Ingressos: entrada gratuita para as sessões na Sala Valêncio Xavier e no Coreto do Passeio Público. Na Sala Luz, os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia-entrada)
Local: Cine Passeio (R. Riachuelo, 410) e Passeio Público (R. Presidente Carlos Cavalcanti, s/n)
Confira a programação completa no GUA CURITIBA

Nota Curitibana tem R$ 17 milhões em créditos à espera de resgate. Confira se você tem a receber

Quem pede CPF na Nota de serviços mas ainda não fez cadastro no Nota Curitibana precisa ficar atento. Há R$ 17,3 milhões em créditos gerados e válidos que podem voltar para o bolso do contribuinte. Os valores podem ser transferidos para conta corrente bancária, para abater o IPTU 2024 e também para carregar o cartão-transporte usuário da Urbs.

Desse total, R$ 14,3 milhões não podem ser resgatados porque o contribuinte pediu nota fiscal mas ainda não fez a inscrição no programa. Para isso, basta se cadastrar no site do Nota Curitibana para conferir o saldo e recuperar os créditos ainda válidos. 

“É uma oportunidade de um dinheiro extra para reforçar o orçamento no fim do ano. Peçam nota fiscal, se cadastrem no programa e aproveitem o retorno desse recurso para o Natal ” diz o prefeito Rafael Greca.

O alerta da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento é para que os contribuintes façam o cadastro e fiquem atentos à validade dos créditos.

“Algumas pessoas pedem CPF na Nota, mas esquecem ou deixam para depois o cadastramento no programa. Daí, quando fazem a inscrição, veem que os créditos perderam validade”, diz o coordenador do programa, Eduardo Makowski.  Os créditos têm validade de dois anos (contados do primeiro dia do exercício seguinte da disponibilização do crédito). Após esse prazo, se não forem resgatados, voltam para o caixa do município. 

Como funciona

O Nota Curitibana foi criado em 2018  e incentiva o contribuinte a pedir no fiscal de serviços e contribuir para inibir a sonegação fiscal. Em troca, os inscritos no programa podem resgatar créditos e participar de sorteios de prêmios.

“O programa Nota Curitibana é um sucesso, a população participa pedindo nota fiscal em serviços, como academia, estacionamento, escolas, cabeleireiros. E o imposto arrecadado reverte em melhorias e atendimento à população, diz o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Cristiano Hotz.

É possível pedir o CPF na nota de serviços em estabelecimentos como planos de saúde, escolas particulares, lavanderias, corretagem de seguros, faculdades, cursos de idiomas, construtoras, oficinas mecânicas, empresas de vigilância e limpeza, entre outros. Em média, 15% do valor do imposto pago de ISS na prestação de serviços é convertido em crédito.

Desde o início do programa, já foram resgatados R$ 9,8 milhões em créditos pelos contribuintes, sendo R$ 6,7 milhões para conta corrente, R$ 2,99 milhões para abater IPTU e R$ 92,9 mil para abastecer cartão-transporte.

Abatimento no IPTU

Neste ano, o prazo para requerer o abatimento no IPTU 2024 vai de 1 a 30 de novembro. É possível indicar o valor que se deseja abater de qualquer imóvel na capital, desde que este não tenha pendências com a Prefeitura.

Também é possível indicar mais de um imóvel para obter o desconto. Os créditos podem ser usados para abater até 50% do valor do IPTU.

Sorteios

Sem o cadastro no Nota Curitibana, o contribuinte também perde a chance de participar dos sorteios. Por mês são sorteados prêmios especiais R$ 50 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, além de R$ 150 mil em datas especiais como no Natal.

Ao se inscrever, o participante deve escolher entidades sociais para receberem prêmios extras se ele for sorteado. São duas entidades premiadas para cada sorteado.

As duas entidades recebem R$ 25 mil cada, se indicadas pelo primeiro ganhador; R$ 10 mil cada, pelo segundo, e R$ 5 mil cada pelo terceiro. Sorteados e entidades não dividem o prêmio, pois trata-se de um valor adicional.

O Nota Curitibana já distribuiu R$ 15,3 milhões em prêmios desde sua criação. O programa conta com 200.505 cidadãos cadastrados.

Empresas e associações de Curitiba fazem doações para ajudar cidades atingidas pelas chuvas

Devido às fortes chuvas que atingiram o Paraná nas últimas semanas, a Prefeitura de Curitiba incentiva empresas e associações a contribuírem com doações às cidades afetadas na Campanha Solidária Enchentes 2023. Os interessados podem doar alimentos não perecíveis, roupas em bom estado, produtos de higiene pessoal e de limpeza para auxiliar as famílias afetadas.

Entre as empresas e instituições que se solidarizaram está a Associação dos Comerciantes Estabelecidos do Mercado Municipal de Curitiba (Ascesme), que doou 100 galões de cinco litros de água, e a Adega Brasil, que ajudou com mais 100 galões de cinco litros.

“Temos que entender que é um momento muito complicado. Quando vimos a situação já nos mobilizamos rapidamente, e também convidamos todos os permissionários do Mercado Municipal a ajudar”, relata o presidente da Ascesme, Cleverson Augusto Schilipack.

Como contribuir

Contribuir com a campanha é fácil. Para doar grandes quantidades, os interessados devem abrir uma solicitação na Central 156, enquanto pequenas quantidades podem ser depositadas em um dos 105 pontos de coleta instalados em toda a cidade.

O interessado também pode entrar em contato com o Disque Solidariedade, serviço da FAS que faz a coleta, triagem e distribuição de doações a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, pelos telefones 3350-3596 e 3250-7957.

Ação humanitária

A Campanha Solidária Enchentes 2023 foi lançada pelo vice-prefeito e secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel, no último dia 16, e reúne vários órgãos, como a Defesa Civil de Curitiba, Defesa Civil do Estado do Paraná e Fundação de Ação Social (FAS).

A iniciativa é uma ação humanitária de arrecadação de donativos para moradores de cidades da Região Metropolitana de Curitiba e de outros municípios paranaenses que necessitarem de apoio.

“Curitiba é uma cidade metropolitana, temos atuado em conjunto com outros municípios em diferentes ações do poder público. Formalizamos esse apoio aos que mais precisam. Pedimos a ajuda da sociedade civil com alimentos, material de limpeza e higiene. É uma união de esforços”, explicou Pimentel, ao lançar a ação.

Até o momento, a campanha atendeu dois municípios. O primeiro deles foi Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba, fortemente afetado pelas chuvas. Outro carregamento foi enviado na última sexta-feira (20/10), para União da Vitória, no sul do Estado, com 2,5 toneladas de alimentos, 9 mil peças de roupas e calçados, além de materiais de higiene e limpeza.

Na próxima quarta-feira (1/11), uma nova ação humanitária será enviada para Contenda, também na Região Metropolitana, que receberá agasalhos, material de limpeza e de higiene e alimentos não perecíveis.

Ratinho Junior é eleito presidente da Zicosur, grupo de estados e províncias da América do Sul

O governador Carlos Massa Ratinho Junior foi eleito por unanimidade, nesta quarta-feira (25), presidente da Zona de Integração do Centro-Oeste da América do Sul (Zicosur). O grupo, que reúne 71 estados, províncias e distritos de sete países do continente, tem como objetivo fortalecer a integração regional. Ao assumir a liderança, Ratinho Junior afirmou que terá o desenvolvimento sustentável da região como prioridade do seu mandato na Zicosur.

“Temos como principal objetivo tornar a região um polo de desenvolvimento com sustentabilidade. A ideia é fortalecer a integração estratégica por meio da cultura dos nossos povos, do meio ambiente, por meio do desenvolvimento sustentável, e focar nas questões estratégicas locais, como logística e produção de alimentos”.

A Zicosur reúne estados e províncias da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru. No Brasil, além do Paraná, participam do grupo os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ratinho Junior foi eleito para um mandato de dois anos. A votação aconteceu em uma plenária realizada de forma híbrida, com dezenas de representantes de províncias e estados do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru presentes no Palácio Iguaçu. Outros membros participaram da eleição por teleconferência.

“Uma eleição por unanimidade do governador do Paraná para a presidência do Zicosur é um feito sem precedentes. Conhecemos bem o seu trabalho, conhecemos bem a sua vocação. É um dos grandes governadores não apenas do Brasil, mas de toda América Latina, e por isso foi o escolhido pelos demais governadores do grupo”, afirmou o governador da província argentina de Tucumán, Juan Luis Manzur, que presidia o grupo desde 2017.

PROPOSTAS – Na primeira reunião após ser eleito presidente, Carlos Massa Ratinho Junior apresentou três propostas para fortalecer a integração entre os estados participantes do grupo.

Uma delas é o programa Ganhando o Continente, para facilitar o intercâmbio entre adolescentes sul-americanos. A proposta é inspirada no programa Ganhando o Mundo, da Secretaria de Educação, que leva alunos da rede estadual de ensino a países como Inglaterra, França e Austrália para que aprendam uma nova língua e tenham experiências internacionais.

Também foi proposta a criação de um Sistema de Ciência e Tecnologia da Zicosur, para que universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação possam compartilhar conhecimento para solucionar desafios comuns.

Por fim, o governador do Paraná disse que pretende fomentar a integração comercial dos países da região, trabalhando, por exemplo, pela criação de corredores bioceânicos multimodais e conexão empresarial da iniciativa privada dos Estados. “Isso ajuda a industrializar aquilo que produzimos desde a matéria prima e a levar renda e emprego para estes estados”, explicou Ratinho Junior.

ZICOSUR – O grupo foi criado em 1997 com a intenção de aumentar o intercâmbio comercial de algumas regiões da América do Sul com a Ásia. As duas regiões são separadas pelo Oceano Pacífico, por onde passam algumas das rotas comerciais marítimas mais importantes do mundo.

Atualmente, o Zicosur contém seis comissões que conduzem as discussões prioritárias dos participantes: infraestrutura e logística; indústria e comércio; turismo, cultura, patrimônio, educação e desenvolvimento social; minas e energia; meio ambiente, sustentabilidade e mudanças climáticas; e produção agropecuária e agroindustrial.

PRESENÇAS – Participaram da reunião o vice-governador Darci Piana; o secretário do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), Orlando Pessutti; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor financeiro do BRDE, Wilson Bley Lipski; o chefe substituto do Erepar, Paulo Fernando Pinheiro Machado; o cônsul-geral do Paraguai em Curitiba; Celso Santiago Riquelme; o cônsul do Paraguai em Curitiba, Roberto Irala; o cônsul da Argentina em Curitiba, Eduardo Leone; o secretário de Relações Internacionais da Província de Tucuman e Secretário-geral da Zicosur, Mariano Fernández; governador do Departamento de Tarija, na Bolívia, Oscar Montes; o secretário  de Relações Internacionais da Província de Santiago Del Estero, na Argentina, Bernardo Abruzzese; o chefe da unidade regional de Assuntos Internacionais da região de Antofagasta, no Chile, Mauricio Zamorano; e demais autoridades de estados e províncias participantes da Zicosur.

Professor da rede estadual pode se tornar primeiro indígena do Paraná a conquistar doutorado

Prestes tornar-se o primeiro indígena do Paraná a conquistar um diploma de doutorado, Florêncio Rekayg Fernandes, 46, trilhou um caminho nobre na educação paranaense. Pedagogo e mestre em Educação, ele pertence ao povo Kaingang, do clã Kamé, um dos grupos que compõem a etnia natural da Terra Indígena de Rio das Cobras, localizada em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Estado.

Doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),  Florêncio ocupa o cargo de diretor na Escola Estadual Emília Jerá Poty, na Aldeia Tupã Nhe’é Kretã, próxima à Morretes, no Litoral.

Muito antes da docência, a trajetória de Florêncio começou ainda nos bancos da escola de sua aldeia, onde foi alfabetizado na língua materna – o Kaingang – ainda no 1° ano do ensino fundamental, por um professor bilíngue, treinado no Rio Grande do Sul. O contato com a língua portuguesa começou no 2° ano, quando uma professora da Fundação Nacional do Índio (Funai) lecionou as matérias tradicionais do currículo escolar.

Esse aprendizado se estendeu até a 4ª série, quando ainda enfrentava dificuldades na pronúncia do idioma. A partir do 5° ano, entretanto, a carência por atendimento pedagógico adequado na aldeia à época impulsionou Florêncio a deixar a escola da comunidade para continuar seus estudos, ao passo que muitos de seus colegas optaram por não prosseguir com a educação.

No início de sua jornada de estudos fora da aldeia, no Colégio Estadual Rio das Cobras, na cidade de Nova Laranjeiras, ele enfrentou desafios de discriminação e preconceito. Sua habilidade na língua indígena era significativamente maior do que sua proficiência em português, o que dificultou a compreensão do conteúdo ministrado pelos professores durante seu primeiro ano de estudos longe da aldeia.

“Pensei em desistir, mas meus pais me incentivaram a aprender o novo idioma, reconhecendo a importância desse esforço para ajudar nosso povo nas lutas por seus direitos, como o reconhecimento da língua indígena no currículo escolar, e também para que eu avançasse em meus estudos e futura carreira”, relembra. Além do português, Florêncio também adquiriu fluência em inglês e espanhol.

Anos mais tarde, guiado pela missão de lecionar, o doutorando pisaria pela primeira vez em uma sala de aula como professor, a convite do cacique José Olibio, líder de sua aldeia-mãe. “No momento em que nós colocamos os pés na escola, temos uma missão: educar e também fortalecer nossa cultura”, afirma. Apaixonado pelo ensino, Florêncio decidiu dedicar-se ao magistério formalizando sua graduação e tornando-se professor regente, ingressando em seguida no concurso público com função de pedagogo, onde atua até hoje.

JORNADA ACADÊMICA E DESAFIOS NA SAÚDE – Intitulada “A formação e Atuação de Professores Pedagogos Indígenas no Paraná”, a dissertação garantiria a Florêncio a aprovação do mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 2016. Aprovado por ampla concorrência, o próximo passo foi dado em direção ao Doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Neste intervalo de tempo, dores nas articulações e perda significativa de massa muscular levaram o docente, em meados de 2020, ao diagnóstico de miosite por corpos de inclusão, doença neuromuscular degenerativa, que provoca fraqueza muscular progressiva e posterior atrofia da musculatura corporal. A condição é classificada como doença rara, o que significa que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos.

Sem cura ou tratamento específico ao longo destes três últimos anos, a doença atingiu a fase cinco, provocando em Florêncio a perda do movimento nas pernas. Segundo prospecção médica, dentro de dez anos ele pode vir a sofrer atrofia total dos músculos e também a perda da memória.

Mesmo com tamanho desafio, o professor permanece ativo em sala de aula e preserva o entusiasmo em receber o título de “doutor” no ano que vem. Presente na comunidade educacional do Paraná representando os povos e trabalhando em prol da defesa dos idiomas indígenas, Florêncio destaca que a cultura é uma parte intrínseca da vida dos estudantes indígenas do Estado, tanto dentro como fora da aldeia e, por isso, merece ser preservada. 

“A língua é parte fundamental da identidade de um povo e esse valor deve ser transmitido para os jovens e crianças. Isso envolve a apreciação profunda da herança cultural e o orgulho da própria identidade”, diz.

Museu Oscar Niemeyer promove neste sábado oficina artística para crianças autistas

Museu Oscar Niemeyer (MON) promove neste sábado (28) oficina artística para crianças autistas, que está entre as diversas atividades educativas oferecidas museu neste mês de outubro. Com sessões às 9h30, 11h e 13h, o “Ateliê Aberto de Colagem” é direcionado ao público de 5 a 12 anos. A proposta é exercitar a imaginação e explorar o Espaço de Oficinas do MON a partir de divertidos e curiosos desafios.

O que será possível criar com cola e papel? Nessa oficina, o tempo será livre e o participante terá autonomia na criação das suas produções. Todas as crianças devem estar, obrigatoriamente, acompanhadas por um adulto responsável. Os ingressos já estão disponíveis no site.

SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço

Oficina “Ateliê Aberto de Colagem” 

Para crianças autistas com idades entre 5 e 12 anos 

Data: 28 (sábado), às 9h30, 11h e 13h.

Ingressos disponíveis em bit.ly/AtelieCriançasAutistas

Crianças até 12 anos contam com isenção de ingresso, mas é necessário adquirir dois: um ingresso para a criança (isento) e outro para o adulto acompanhante. Cada criança autista tem direito a um acompanhante pagando meia-entrada – os demais devem adquirir ingresso de acesso comum ao MON.

Justiça acata pedido do Estado e obras da Ponte de Guaratuba são liberadas

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), desembargador Fernando Quadros da Silva, publicou um despacho nesta quarta-feira (25) em que determina a retomada imediata da execução do contrato da Ponte de Guaratuba , no Litoral do Estado. A decisão do órgão de justiça derruba uma liminar que havia sido concedida em primeira instância por considerar que a paralisação do projeto significa uma grave lesão à ordem, economia e saúde públicas.

“Restaram demonstrados os riscos de grave lesão aos bens juridicamente protegidos pela legislação de regência e que decorrem dos efeitos causados pela tutela liminar concedida em primeiro grau”, expõe o desembargador Fernando Quadros da Silva em sua decisão.

No despacho, o presidente do TRF4 também ressalta o entendimento de que o próprio Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reconheceu que acompanhou todos os trâmites legais para a obtenção do licenciamento pelo Instituto Água e Terra (IAT).

“Mesmo que não tenha apresentado manifestação conclusiva, o ICMBio reconheceu que participou do processo administrativo desde a fase de Termo de Referência. Não se está diante de cenário em que o órgão ambiental ignorou o ICMBio e conduziu, à sua revelia, o licenciamento. Essa circunstância reforça a compreensão de que é desproporcional adotar a medida mais drástica possível – a suspensão da Licença Prévia – diante de um cenário em que tem havido intensa colaboração entre o IAT e o ICMBio”, segue o texto do presidente do Tribunal.

PROCESSO CORRETO – Para o procurador-geral do Estado, Luciano Borges, a decisão demonstra que o projeto da Ponte de Guaratuba foi conduzida de maneira correta pelo poder executivo estadual. “O que o judiciário fez foi reconhecer que o Governo do Estado realizou um processo legal e regular. Com o restabelecimento da licença prévia, será dado o seguimento às tratativas com o ICMBio para a obtenção da licença de instalação e início das obras, que é um anseio antigo da população do Litoral e de todo o Paraná”, afirmou.

Tranquilidade marca a primeira fase do vestibular da UFPR, que teve 17,74% de ausentes

0

Um total de 37.292 candidatos fizeram neste domingo (22/10) a prova da primeira fase do Vestibular UFPR 2024. Não compareceram 8.043 candidatos, o que equivale a 17,74% do total de 45.335 inscritos.

O gabarito com as respostas corretas será publicado ao meio-dia desta segunda-feira (23/10) no site do Núcleo de Concursos da UFPR. A prova, com 90 questões de conhecimentos gerais, foi aplicada no período da tarde, em 11 cidades: Curitiba – onde foram alocados 73% dos inscritos –, Cascavel, Guarapuava, Jandaia do Sul, Joinville, Londrina, Maringá, Matinhos, Palotina, Paranaguá e Toledo. Não foram registrados incidentes sérios em nenhum dos 23 locais de prova.

Local de prova no Centro Politécnico, em Curitiba, campus que concentra a maior quantidade de candidatos do vestibular. Foto: Leonardo Bettinelli

Pouco antes do início da prova, a vice-reitora da UFPR, professora Graciela Bolzón de Muniz, visitou uma das salas no prédio do Setor de Tecnologia, no Centro Politécnico, para desejar boa sorte aos candidatos e candidatas. “O vestibular é a porta de entrada para um sonho: o sonho de ser UFPR. É um ciclo importante na vida de todos os candidatos e por isso um dia tão especial”, disse.

A  vice-reitora estava acompanhada do pró-reitor de Graduação e Educação Profissional, professor Júlio Gomes, e do coordenador geral do Núcleo de Concursos, professor José Carlos Eidam, que destacou o fato de o vestibular da UFPR ter apresentado crescimento no número de inscritos nos últimos anos, ao contrário de grande parte das universidades públicas brasileiras: “A UFPR caminha nessa contramão feliz, aumentando o número de candidatos, o que seguramente reflete a pujança e o prestígio da universidade”.

No Vestibular 2024, 36.160 candidatos inscreveram-se para concorrer às 5.317 vagas ofertadas pela UFPR, em 122 cursos de graduação. O número de inscritos é 3% maior que o do vestibular anterior.

Com os 9.174 inscritos para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar (que utiliza a prova da primeira fase da UFPR para selecionar os aprovados), o total de inscritos chegou a 45.335 candidatos. Destes, 2.348 são treineiros – ou seja, candidatos que não concorrem efetivamente às vagas; 33.369 estão na ampla concorrência e 11.966 são candidatos que cursaram o ensino médio em escolas públicas e concorrem por algum tipo de cota.

A UFPR mobilizou 3.217 colaboradores para a realização da prova nas 11 cidades.

Segunda fase

A divulgação da lista dos candidatos classificados para a segunda fase do Vestibular 2024 está prevista para o dia 13 de novembro, às 18 horas. A segunda fase acontece nos dias 3 e 4 de dezembro e cada candidato fará a prova na cidade-sede do curso que escolheu.

Texto: Lorena Klenk – Núcleo de Concursos da UFPR

Texto original em https://ufpr.br/tranquilidade-marca-a-primeira-fase-do-vestibular-da-ufpr-que-teve-1774-de-ausentes/

Guairão recebe na quinta-feira stand-up “Histórias do Porchat”

“Histórias do Porchat” é o novo espetáculo de stand-up de Fábio Porchat que promete muitas risadas da plateia. São contadas várias situações já vividas por ele em suas inúmeras viagens pelo mundo. Será nesta quinta-feira (26) em dose dupla, às 19h e às 21h15, no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).

“É uma maravilha poder estar de volta no teatro, com gente de verdade na frente. As pessoas estão precisando sorrir. Por isso resolvi fazer um espetáculo sem polêmica, sem política, para geral ficar dando risada durante uma hora, esquecendo os problemas da vida, e, justamente, poder extravasar coletivamente, gargalhar juntos”, diz Porchat, que tem se destacado em filmes, séries, internet e programas de TV.

Ao longo de sua carreira e viagens, ele acumulou várias experiências, dando muito material para ser explorado. Momentos que vão desde uma massagem na Índia, encontro com gorilas, safáris na África, e até dor de barriga no Nepal, estarão entre as histórias divididas no palco.

Serviço:

Data: 26 (quinta-feira)

Horários: 19h e 21h15

Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)

Classificação: 16 anos

Vendas: Disk Ingressos.