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terça-feira, 7 abril 2026
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Quatro novos vereadores são empossados na Câmara de Curitiba

Angelo Vanhoni (PT), Bruno Pessuti (Pode), Giorgia Prates (PT) e Rodrigo Reis (União) foram empossados vereadores, nesta segunda-feira (1º), durante a retomada das sessões plenárias da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) em 2023. Eles entregaram o diploma expedido pela Justiça Eleitoral e a declaração de bens, fizeram o juramento solene e assinaram os termos de posse em cerimônia pública, com transmissão ao vivo pelo YouTube da CMC.

Eles foram recepcionados pela nova Mesa Diretora da CMC, agora presidida pelo vereador Marcelo Fachinello (PSC), que deu as boas-vindas aos novos parlamentares. A posse foi acompanhada pelo prefeito em exercício, Eduardo Pimentel, por diversos secretários municipais, pelas deputadas estaduais Ana Júlia (PT) e Márcia Huçulak (PSD), além de personalidades da política paranaense, como Orlando Pessuti, Jorge Samek e Julieta Reis.

Os quatro suplentes foram convocados após Carol Dartora (PT), eleita deputada federal, Denian Couto (Pode), Flávia Francischini (União) e Renato Freitas (PT), eleitos deputados estaduais, renunciarem às cadeiras na CMC para serem empossados, nesta quarta, nos novos mandatos. Ana Júlia seria a primeira suplente do PT, mas foi eleita deputada estadual, optando por assumir a vaga na Assembleia Legislativa do Paraná. A CMC não via uma renovação tão grande no meio de uma legislatura desde 2006.

Justiça social
A tônica dos discursos de posse de Angelo Vanhoni e de Giorgia Prates – que usará também o nome Mandata Preta na sua identificação – foi a de buscar mais justiça social em Curitiba. Os dois nomes do Partido dos Trabalhadores terão consigo na bancada a vereadora Professora Josete, que permanece no cargo. Vanhoni fez um discurso historicizando a busca por melhores condições de vida desde os primórdios da humanidade, para dizer que em Curitiba também há desigualdade e discriminação contras as quais se deve lutar.

“Eu já fui vereador, já estive neste lugar, há 30 anos, mas hoje é especial para mim, pois eu volto em um momento algo inusitado, já que o Brasil passa por uma crise civilizatória sem precedentes. Sei que no caminho do bolsonarismo não haverá solidariedade, não haverá amor. Eu volto à CMC, nesse movimento novo da democracia, após a eleição de Lula, como segundo suplente do PT, pois o Paraná escolheu Ana Júlia, Renato Freitas e Carol Dartora para representarem o estado na Assembleia e na Câmara dos Deputados. Substituí-los é uma satisfação e uma grande alegria”, disse Vanhoni.

Vanhoni já foi vereador em duas legislaturas, entre 1989 e 1994. Renunciou, em 1995, para assumir como deputado estadual, mandato que exerceu por duas vezes. Também foi deputado federal, entre 2007 e 2014. Já a fotojornalista Giorgia Prates chega à CMC para o primeiro mandato, sendo a segunda mulher negra a ser eleita para o Legislativo. Ela anunciou que a Mandata Preta terá um gabinete formado totalmente por mulheres, com gestão horizontal, e destacou seu trabalho com pautas sociais e as origens humildes de sua família.

“Por todos que eu vi lutando, escolhi entrar neste espaço de poder para lutar por dias melhores. Eu sei que a representatividade fará com que outras pessoas periféricas se interessem pela política e estaremos de portas abertas para todos coletivos, grupos e pessoas”, disse. Giorgia Prates disse à imprensa que as bandeiras da Mandata Preta serão a defesa dos direitos humanos nos espaços de vulnerabilidade, “como a questão da negritude, das mulheres, da população LGBTQIA+, porque eu sou a primeira mulher preta lésbica da [história da] Câmara de Curitiba”.

Mudanças climáticas
Primeiro suplente do Podemos, Bruno Pessuti retorna à Câmara na cadeira antes ocupada por Denian Couto. Engenheiro mecânico e professor universitário, ele foi vereador por duas legislaturas, de 2013 a 2016 e de 2017 a 2020. Também atuou como chefe de gabinete de Eduardo Pimentel na Prefeitura de Curitiba. Acompanhado pela família na cerimônia de posse, ele destacou a experiência no Executivo e se colocou à disposição para continuar o trabalho de “construirmos o futuro da cidade”. Pessuti anunciou que trabalhará no tripé “mobilidade, sustentabilidade e resiliência para superar dificuldades”.

“Passados dez anos do meu primeiro dia aqui na CMC, continuo preocupado com os temas locais, que interessam a toda a cidade de Curitiba, pois é preciso alcançar um custo de vida mais baixo e proporcionar mais qualidade à existência das pessoas, encontrando caminhos e soluções que gerem resultados”, afirmou. “Quem está de volta é um Bruno Pessuti mais maduro, com 38 anos e os filhos já crescendo, além da experiência no Executivo por dois anos, que me permite discutir a cidade e defender o legado da gestão de Rafael Greca e Eduardo Pimentel”, concluiu.

“Curitiba é conservadora”
Falando da sua experiência como coordenador de campanha do ex-presidente Bolsonaro e dos 243 mil votos que fez na campanha para o Senado em 2018, Rodrigo Reis utilizou parte de seu discurso de posse para fazer o contraponto ao dito pelos dois vereadores petistas empossados hoje. “Curitiba é uma cidade conservadora que deu 65% dos votos para Jair Bolsonaro. Vamos continuar com esse trabalho”, afirmou o novo parlamentar da CMC, que se manifestou contra “a Justiça interferir no Executivo ou no Legislativo”.

Advogado e economista, Rodrigo Reis assume no lugar da deputada estadual eleita Flávia Francischini, na substituição das vagas do PSL, que depois da fusão com o DEM passou a se chamar União Brasil. Ele é filho da ex-vereadora Julieta Reis, a quem agradeceu ao se apresentar aos demais parlamentares. “Vamos fazer um trabalho duro. Tenho posições claras, não fico em cima do muro. O melhor político defende suas posições de forma incisiva”, antecipou, colocando como pauta a criação de empregos e a representação, na CMC, dos ambulantes, das feiras, dos artesãos, dos grupos de terceira idade e dos motoristas de aplicativo.

Deputadas e deputados eleitos em outubro tomam posse na Assembleia Legislativa do Paraná

O plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, na tarde desta quarta-feira (1º), a presença de diversas autoridades, chefes de Poderes, prefeitos, vereadores, familiares e população em geral, para a sessão solene de posse das deputadas e deputados estaduais eleitos em outubro de 2022. Conforme determina a Constituição do Estado e o Regimento Interno da Assembleia, a sessão de posse e instalação da 20º legislatura, foi conduzida pelo deputado Ademar Traiano (PSD), presidente da Assembleia na legislatura anterior, e pelos secretários Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Gilson de Souza (PL).

O ato solene contou com a presença de inúmeras autoridades e teve início com a instalação da 20ª Legislatura, período que vai até 31 de janeiro de 2027.

Estiveram presentes o vice-governador Darci Piana; o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Laurindo de Souza Netto; o presidente eleito do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen; o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia; o prefeito de Curitiba em exercício, Eduardo Pimentel; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura; o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Fernando Augusto Mello Guimarães; e a chefe do escritório do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, embaixadora Ligia Maria Scherer.

Na sequência foram proclamados os eleitos em outubro do ano passado. A relação dos 54 parlamentares foi lida pelo deputado Luiz Claudio Romanelli, que secretariou a sessão. Dos 54 parlamentares que tomaram posse, 30 foram reeleitos e 17 assumem o mandato pela primeira vez. Outros sete parlamentares retornam à Assembleia, após terem assumido em legislaturas passadas na condição de suplente ou após cumprirem mandatos de deputado federal e prefeito.

O deputado Ademar Traiano convocou os parlamentares para prestar o compromisso constitucional ratificando, um a um, em pé e seguindo ordem alfabética, com a afirmação “Assim o prometo”, a declaração lida pelo presidente, com o seguinte teor: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição do Brasil e a Constituição do Estado do Paraná e observar as Leis desempenhando lealmente o mandato que me foi confiado pelo povo paranaense e promover o bem do meu Estado”, e assinando o termo de posse.

“Hoje foi o momento da consagração, da glória e da legitimação do processo eleitoral no qual todos os parlamentares tomaram posse nesta Casa Legislativa. Temos a certeza que a Assembleia de uma forma muito harmoniosa convive com os poderes constituídos e com as instituições do nosso Estado, sempre pensando no bem maior que é a coletividade paranaense”, afirmou Traiano, que está assumindo seu nono mandato na Casa.

Os representantes dos demais poderes do Estado também ressaltaram que o diálogo institucional é fundamental para a realização de ações em prol da população paranaense. “É muito importante fortalecer o relacionamento institucional entre os Poderes”, destacou José Laurindo de Souza Netto. “O relacionamento do Poder Executivo é ótimo, assim como com os outros poderes. Tenho certeza que continuaremos o bom diálogo entre as partes”, apontou Darci Piana. “É sempre muito bom nas relações republicanas estarmos irmanados num só ideal, que é o Estado Democrático de Direito”, destacou Giacóia. “Toda nova legislatura tem novas propostas a serem acolhidas. É uma época para as instituições se agregarem num bem comum e em benefício da sociedade”, conclui Fernando Guimarães.

Antes do encerramento da solenidade de posse, Traiano submeteu ao Plenário requerimento antecipando a segunda sessão preparatória da 20ª Legislatura para ser realizada logo após a sessão de posse, para a realização da eleição da nova Mesa Diretora da Casa para o período 2023/2024, correspondente às 1ª e 2ª sessões legislativas da 20ª Legislatura. 

História

A solenidade de posse foi marcada por fatos que, com certeza, marcarão a mais nova legislatura da Casa. Como por exemplo, o deputado Ademar Traiano que foi reeleito para o comando da Casa e assumiu seu nono mandato consecutivo como parlamentar na Casa. “Estou aqui há 32 anos. Eu vivi várias legislaturas e crises profundas, mas cada momento é um momento. Nós contribuímos muito com o estado. O Poder Legislativo inovou e melhorou. Contribuímos financeiramente com o Poder Executivo. Então, creio que temos uma Assembleia, hoje, compromissada com a população”, disse.

Para o deputado Alexandre Curi (PSD), deputado estadual mais votado com 237.033 votos e que segue para o sexto mandato na Casa, a votação histórica impõe um grande responsabilidade para os próximos quatro anos. “É um privilégio essa oportunidade que me deram para mais um mandato”, completou o novo 1º secretário da Assembleia.

O deputado Tercilio Turini (PSD), que assumiu seu quarto mandato no Legislativo estadual, é o parlamentar mais experiente na atual legislatura, com 78 anos. “Fico muito honrado em poder participar de um colegiado tão heterogêneo, com profissionais de tantas áreas diferente e jovens”, disse.

Por outro lado, a deputado Ana Júlia (PT) é a deputada mais nova da legislatura. “Encaro esse desafio com muita responsabilidade por entender que tenho que responder a confiança que me foi depositada nas urnas através de politicas públicas”, apontou.

Já a deputada Marcia Huçulak (PSD) foi a deputada mais votada em todo o estado e em Curitiba, com 75.659 votos. “É um misto de emoção com uma grande responsabilidade, de atuar nessa Casa de Leis e ajudar a população, além de trabalhar pelas mulheres e pela saúde”, ressaltou.  

Confira quem são as deputadas e os deputados estaduais que assumiram o mandato na Assembleia Legislativa:

Adão Litro (PSD) – Nascido em Dois Vizinhos (PR), em 3 de março de 1964, é advogado e assume o primeiro mandato após conquistas 38.020 votos.

Ademar Luiz Traiano (PSD) – Nascido em Francisco Beltrão (PR), em 3 de janeiro de 1953, é advogado, empresário e reeleito com 116.810 votos para seu 9º mandato como deputado estadual.

Alexandre Amaro (Republicanos) – nascido em Santo André (SP), em 10 de setembro de 1973, é radialista e apresentador, eleito com 52.198 votos para seu 2º mandato.

Alexandre Curi (PSD) – nascido em Curitiba (PR) em 9 de abril de 1979, elegeu-se com 237.033 votos para seu 6º mandato. Foi o deputado mais votado nas últimas eleições.

Alisson Wandscheer (PROS) – nascido em Curitiba (PR), em 08 de janeiro de 1977, é advogado, e foi eleito com 41.052 votos para seu primeiro mandato. Na condição de suplente, já ocupou a cadeira de deputado em duas oportunidades, em 2008, quando era o primeiro suplente do então deputado Felipe Lucas, que se licenciou por problemas de saúde e em 2011, por um curto período, quando entrou no lugar de Durval Amaral, que passou a integrar o Governo do Estado.

Ana Júlia (PT) – nascida em Curitiba (PR), em 30 de junho de 2000, é a mais jovem deputada a assumir na Assembleia Legislativa do Paraná. Estudante de Direito, conquistou 51.845 votos e assume o seu primeiro mandato de deputada.

Anibelli Neto (MDB) – nascido em Curitiba (PR), em 18 de setembro de 1973, é médico veterinário e advogado de formação e elegeu-se para o 4º mandato com 49.546 votos.

Arilson Chiorato (PT) – nascido em 1º de janeiro de 1978, em Mandaguaçu (PR), é administrador, foi secretário municipal em Ourizona, chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral do Paraná, assessor parlamentar na ALEP e no Senado; elegeu-se com 76.788 votos para o seu 2º mandato.

Artagão Júnior (PSD) – Nascido em Ponta Grossa (PR), em 20 de janeiro de 1975, é formado em Direito e elegeu-se para o 6º mandato com 65.195 votos.

Batatinha – Oziel Luiz de Souza – nascido em Nova Aurora (PR), em 3 de janeiro de 1971, radialista e apresentador de TV, elegeu-se para o 1º mandato com 47.310 votos.

Cantora Mara Lima (Republicanos) – nascida em Francisco Beltrão (PR), em 7 de janeiro de 1961, é cantora gospel, e assume seu 4º mandato após receber 46.011 votos.

Cloara Pinheiro (PSD) – nascida em Curitiba (PR), em 12 de agosto de 1963, é apresentadora de TV e assume o primeiro mandato ao conquistar 35.151 votos.

Cobra Repórter (PSD) – nascido em Apucarana (PR), em 10 de agosto de 1974, é radialista e elegeu-se para o 3º mandato com 60.730 votos.

Cristina Silvestri (PSDB) – Nascida em Guarapuava (PR), em 16 de março de 1957, é agropecuarista e formada em História, foi suplente de deputada no período 2015/2018 e assumiu a vaga de fevereiro de 2015 a abril de 2018. Assume o 3º mandato após receber 45.202 votos.

Delegado Jacovós (PR), nascido em Cianorte (PR) em 28 de outubro de 1963, é delegado da Polícia Civil e elegeu-se com 57.587 votos para o 2º mandato.

Denian Couto (Podemos) – nascido em Curitiba (PR), em 13 de agosto de 1974, é jornalista e ex-vereador de Curitiba, elegeu-se com 30.075 votos para o seu 1] mandato de deputado estadual.

Do Carmo (União) – nascido em Maringá (PR), em 9 de outubro de 1976, é policial militar, foi vereador em Maringá e elegeu-se para o 2º mandato como deputado com 53.229 votos.

Douglas Fabrício (Cidadania) – nascido em Roncador (PR), em 29 de janeiro de 1969, é administrador e elegeu-se para o 5º mandato com 43.431 votos.

Doutor Antenor (PT) – nascido em Guarapuava (PR), em 12 de janeiro de 1960, é médico, eleito para o 1º mandato com 36.387 votos.

Evandro Araújo (PSD) – nascido em Altônia (PR), em 18 de dezembro de 1973, é professor de ensino superior, foi suplente de deputado, assumindo a vaga em fevereiro de 2015; eleito para o 3º mandato com 35.432 votos.

Fabio Oliveira (Podemos) – nascido em Guarapuava (PR), em 7 de novembro de 1973, é engenheiro, foi eleito para o 1º mandato com 34.640 votos.

Flávia Francischini (União) – nascida em Brasília (DF), em 23 de maio de 1978, é advogada e ex-vereadora de Curitiba, eleita para o 1º mandato com 41.757 votos.

Gilberto Ribeiro (PL) – nascido em Lages (SC), em 1º de julho de 1965, é radialista e apresentador de televisão e elegeu-se para o 4º mandato com 51.749 votos.

Gilson de Souza (PL) – nascido em Curitiba (PR), em 4 de julho de 1961, é bacharel em Teologia e pastor evangélico, foi eleito para o 4º mandato com 54.976 votos.

Goura (PDT) – nascido em Curitiba (PR), em 5 de novembro de 1979, foi assessor da Prefeitura de Curitiba, vereador e elegeu-se para seu 2º mandato como deputado estadual com 46.227 votos.

Gugu Bueno (PSD) – nascido em Cascavel (PR), em 23 de março de 1983, é advogado, foi suplente de deputado na legislatura passada, assumiu o mandato por quase dois anos, e retorna à Assembleia para assumir de forma efetiva seu 1º mandato após conquistar 44.852 votos.

Hussein Bakri (PSD) – nascido em União da Vitória (PR), em 24 de novembro de 1965, é relações públicas, foi vereador e prefeito de União da Vitória, líder do Governo na Assembleia Legislativa e assume seu 3º mandato após receber 97.681 votos.

Luciana Rafagnin (PT) – nascida em Francisco Beltrão, em 10 de setembro de 1965, é cientista política, agricultora familiar, foi vereadora em sua cidade natal, e elegeu-se para o 5º com 46.823 votos.

Luis Corti (PSB) – nascido em Dois Vizinhos (PR), em 1º de setembro de 1962, é médico veterinário e advogado, já ocupou a função de deputado estadual na condição de suplente e assume seu 1º mandato efetivo após receber 26.884 votos

Luiz Claudio Romanelli (PSD) – nascido em Londrina (PR), em 19 de janeiro de 1957, é advogado e elegeu-se para o 8º mandato com 101.175 votos.

Luiz Fernando Guerra (União) – nascido em Pato Branco (PR), em 18 de dezembro de 1984, é advogado e elegeu-se para o 2º mandato com 58.393 votos.

Mabel Canto (PSDB) – nascida em Clevelândia (PR), em 9 de abril de 1985, é advogada, radialista, filha do ex-prefeito e ex-deputado Jocelito Canto; foi eleita para o 2º mandato com 70.215 votos.

Marcel Micheletto (PL) – nascido em Toledo (PR), em 26 de abril de 1979, foi prefeito de Assis Chateaubriand por dois mandatos, foi presidente da Associação dos Municípios do Paraná e elegeu-se para seu 2º mandato com 73.655 votos.

Marcelo Rangel (PSD) – nascido em Ponta Grossa (PR), em 10 de setembro de 1970, é empresário, radialista, já foi deputado estadual por dois mandatos e prefeito de Ponta Grossa, também por dois mandatos. Recebeu 42.002 votos. Após tomar posse, o deputado pediu licença da função para assumir a Secretaria de Inovação Modernização e Transformação Digital do Governo do Estado.

Marcia Huçulak (PSD) – nascida em Tangará (SC), em 22 de novembro de 1961, é enfermeira, ex-secretária de Saúde de Curitiba, assume seu 1º mandato após receber 75.659 votos, sendo a deputada mais votada nas últimas eleições.

Marcio Nunes (PSD) – nascido em Campo Mourão (PR), em 4 de março de 1966, é engenheiro agrônomo e produtor rural, elegeu-se para o 3° mandato com 126.006 votos.

Marcio Pacheco (Republicanos) – nascido em Boa Esperança (PR), em 6 de abril de 1977, é agente da Polícia Federal e elegeu-se para o 3º mandato com 36.423 votos.

Maria Victoria (PP) – nascida em Maringá (PR), em 1º de fevereiro de 1992, é empresária e elegeu-se para o 3º mandato com 52.819 votos.

Marli Paulino (Solidariedade) – nascida em Goioerê (PR), em 7 de abril de 1965, é comerciante, ex-prefeita de Pinhais e assume seu primeiro mandato como deputada estadual ao conquistar 41.263 votos.

Matheus Vermelho (PP) – nascido em Salto do Lontra (PR), em 15 de janeiro de 1986, é empresário e assume o primeiro mandato ao receber 29.484 votos.

Mauro Moraes (União) – nascido em Tomazina (PR), em 2 de março de 1950, é advogado e elegeu-se para o 6º mandato com 44.126 votos. Após a posse, o deputado pediu licença da função para assumir a Secretária de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda.

Moacyr Fadel (PSD) – nascido em Ponta Grossa (PR), em 3 de setembro de 1970, é agrônomo, foi prefeito de Castro, ex-presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), assume o 1º mandato como deputado ao receber 41.588 votos.

Ney Leprevost (União) – nascido em Curitiba (PR), em 26 de outubro de 1973, foi deputado estadual entre os anos de 2011 e 2018. Em 2019 assumiu como deputado federal e retorna à Assembleia Legislativa após receber 76.592 votos.

Paulo Gomes (PP) – nascido em Curitiba (PR), em 10 de novembro de 1971, é servidor público, apresentador de TV, elegeu-se para o 1º mandato com 55.302 votos.

Professor Lemos (PT) – nascido em Barra de São Francisco (ES), em 14 de outubro de 1963, é professor, assumiu vaga na Alep como suplente em 2007 e elegeu-se para o 5º mandato com 119.915 votos.

Renato Freitas (PT) – nascido em Curitiba (PR), em 12 de dezembro de 1983, é advogado e ex-vereador de Curitiba, assume seu 1º mandato de deputado ao conquistar 57.880 votos.

Requião Filho (PT) – nascido em Curitiba (PR), em 24 de outubro de 1979, é advogado e especialista em Políticas Públicas. Elegeu-se para o 3º mandato com 85.676 votos.

Ricardo Arruda (PL) – nascido em São Paulo (SP), em 24 de abril de 1962, é empresário e elegeu-se para o 3º mandato com 68.731 votos.

Samuel Dantas (PROS) – nascido em Assaí (PR), em 23 de outubro de 1992, é empresário, foi militar do Exército e policial do BOPE, eleito para o 1º mandato com 29.322 votos.

Soldado Adriano José (PP) – nascido em Santo Inácio (PR), em 19 de novembro de 1981, é policial militar e se elegeu para o 2º mandato com 36.209 votos.

Tercílio Turini (PSD) – nascido em Londrina (PR), em 1º de agosto de 1944, é médico, foi suplente de deputado em 2010, assumindo em 2013; elegeu-se para o 4º mandato com 37.704 votos.

Thiago Bührer (União) – nascido em São José dos Pinhais (PR), em 26 de novembro de 1983, é fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, foi vice-prefeito de São José dos Pinhais, além de secretário municipal, e eleito para o 1º mandato de deputado com 50.948 votos.

Tiago Amaral (PSD) – nascido em Londrina (PR), em 18 de julho de 1986, é advogado e elegeu-se para o 3º mandato com 112.731 votos.

Tito Barichello (União) – nascido em Caçador (SC), 2 de janeiro de 1966, é delegado de Polícia, elegeu-se para o 1º mandato com 58.766 votos.

Parlamentares tomam posse na Câmara dos Deputados

Os 513 deputados federais eleitos em outubro de 2022 tomaram posse nesta quarta-feira (1º). A solenidade começou com os deputados de cada estado e do Distrito Federal sendo chamados individualmente para prestar o juramento.

Essa chamada foi iniciada pela região Norte e terminou com a região Sul, seguindo ordem alfabética. Dois parlamentares do PSOL tomaram posse pelo sistema virutal: Talíria Petrone, por licença maternidade e Glauber Braga, por licença médica.

Os deputados empossados fizeram, individualmente, o juramento após a seguinte declaração lida no início da sessão pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL): “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Ao ouvirem seus nomes, confirmaram o juramento dizendo: “Assim o prometo”.

Sessão suspensa

Em um plenário lotado para a solenidade, o pai do deputado Arthur Lira, o ex-senador Benedito de Lira, de 80 anos, desmaiou. O ex-congressista e prefeito de Barra de São Miguel (AL) foi imediatamente atendido por socorristas e a sessão foi suspensa por cerca de cinco minutos.

Mesa diretora

À tarde, às 16h30, será iniciada a sessão para a eleição do novo presidente da Câmara e da mesa diretora para o biênio 2023/2024. O deputado Arthur Lira é o favorito para a reeleição ao cargo de presidente da Casa.

O parlamentar conta com apoio de 19 partidos, entre eles os partidos antagônicos como o PT (do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva) e PL (do ex-presidente Bolsonaro). Também concorrerão ao cargo os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Segundo o regimento interno, os blocos partidários determinam a composição da mesa. Quanto maior o bloco, maior o número de cargos. Os cargos são distribuídos entre os partidos integrantes de cada bloco. Se preferirem, os partidos podem atuar sozinhos, sem integrar nenhum bloco.

A votação só será iniciada quando houver, pelo menos, 257 deputados no plenário.

A apuração é realizada por cargo, iniciando-se pelo presidente da Câmara. Para ser eleito, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos em primeira votação ou ser o mais votado no segundo turno. Depois de eleito o novo presidente, serão apurados os votos dos demais integrantes da mesa diretora: dois vices-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes.

Comunicação sobre vacinas deve ser permanente, dizem especialistas

A recuperação das altas coberturas vacinais historicamente conquistadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) vai depender do acerto nas estratégias de comunicação, defendem especialistas. Eles afirmam que, além de campanhas, é preciso que informações de fácil compreensão e com credibilidade estejam, de forma permanente, circulando em diversos formatos, para alcançar diferentes realidades.

O Ministério da Saúde divulgou ontem (31) o cronograma do Programa Nacional de Vacinação 2023. As ações vão começar em 27 de fevereiro, com a vacinação com doses de reforço bivalentes contra a covid-19 em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência. O governo considera que as coberturas vacinais apresentaram índices alarmantes nos últimos anos e, segundo a pasta, melhorar a proteção contra doenças imunopreviníveis será prioridade.

“Diante do cenário de baixas coberturas vacinais, desabastecimento, risco de epidemias de poliomielite e sarampo, além da queda de confiança nas vacinas, o Ministério da Saúde realizou, ao longo do mês de janeiro, uma série de reuniões envolvendo outros ministérios”, disse o ministério.

PNI fará 50 anos

O programa de vacinação do Brasil é uma construção que vai chegar ao 50° aniversário em novembro deste ano. Iniciado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) nasceu no ano em que as vacinas deram uma prova contundente de sua importância: o Brasil havia acabado de ser reconhecido por erradicar a varíola humana, doença que teve seus últimos casos no país em 1971, seis anos antes de a Somália ter registrado o último caso no mundo.

Desde então, o acréscimo de novas vacinas ao programa e o aumento das coberturas permitiram a erradicação da poliomielite (1989), da síndrome da rubéola congênita (2008) e do tétano materno e neonatal (2012) – doenças responsáveis por mortes e sequelas permanentes, como paralisias e surdez.

Idosos são vacinados em estação de metrô em Brasília, durante o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe de 2014 que começou na última terça-feira (22) vai até 9 de maio  (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe em 2014 – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até 2015, o percentual de pessoas protegidas pelas vacinas atingia as metas de 90% do público-alvo para cada imunizante, mas a derrocada observada em seguida fez com que os patamares de imunização voltassem ao nível da década de 1980.

Tamanho retrocesso é apontado por pesquisadores como a causa do retorno do sarampo ao país, depois de a doença ter sido declarada erradicada em 2016 e ter voltado a circular em 2018. A coordenadora do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), Patrícia Boccolini, classifica como inaceitável o Brasil voltar a registrar mortes por sarampo, uma doença prevenível por vacinas gratuitas, eficazes e seguras.

“De 2018 até 2021, a gente teve 26 óbitos por sarampo em crianças menores de 5 anos no Brasil. Nas duas décadas anteriores a 2018, a gente teve apenas um óbito. Isso é algo inaceitável. Uma morte já seria inaceitável, e a gente teve 26”, lamenta a coordenadora do Observa Infância, que é um projeto da Faculdade de Medicina de Petrópolis do Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Como prioridade, Patrícia acredita que o novo governo precisa investir em comunicação massiva para restaurar a confiança nas vacinas, abalada pela disseminação de desinformação durante a pandemia de covid-19.

“É preciso um planejamento massivo de comunicação com a população, algo que foi praticamente inexistente nos últimos quatro ou cinco anos. E não é só ir às redes sociais e dizer que vacinas salvam vidas. Tem que ser dentro dos ônibus, nos postos de saúde, em todo lugar”.

A pesquisadora defende que se lance mão de diversas estratégias, como o uso de artistas, o resgate da imagem do personagem Zé Gotinha, parcerias com líderes comunitários e influenciadores e também o exemplo de autoridades e figuras públicas participando das campanhas de vacinação com seus familiares.

“Com todo esse simbolismo da ministra [da Saúde, Nísia Trindade] em relação às vacinas durante a pandemia, por ser ex-presidente da Fiocruz, isso já ajuda bastante. Mas podem participar as figuras do presidente e do vice-presidente. Por exemplo, o presidente Lula não tem filhos, mas ele tem netos. Isso em anos anteriores a gente não estava mais vendo”, sugere Patrícia Boccolini. Ela lembra ainda que o governo anterior fez o contrário, com o ex-presidente Jair Bolsonaro declarando publicamente que não se vacinaria nem vacinaria sua filha contra a covid-19.

O leque de ações de estratégias de comunicação necessário vai implicar em investimento maior nessa área, avalia a pesquisadora. Nesse sentido, ela afirma que caberá ao governo federal disponibilizar recursos não apenas financeiros, mas também humanos para orientar as ações localizadas que precisarão ser pensadas em cada município.

“A população precisa ser lembrada constantemente do risco de não vacinar, mas uma estratégia só para o Brasil inteiro não vai funcionar. Tem lugares em que se chega com influencers, e tem lugares em que vai ter que usar carro de som, por exemplo”.  

Líderes comunitários

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levy, concorda que adotar estratégias variadas de comunicação será fundamental para alcançar as diferentes realidades do país.

“É preciso ver quais são os líderes também de cada município, os líderes religiosos, com quem é preciso conversar para serem participantes ativos da conscientização. A vacinação tem que ser um trabalho localizado, e esse é o desafio dentro desse Brasil imenso. Os governadores e prefeitos precisam traçar planos de ação localizados, e o Ministério da Saúde coordena tudo isso”.

A médica defende que a comunicação é que fará com que outras estratégias como dias nacionais de mobilização e a expansão do horário dos postos de saúde possam funcionar.

Eu ouvi de enfermeiras e chefes de enfermagem que houve dias em que postos ficaram abertos no domingo, e só duas pessoas vieram se vacinar. Sem comunicação, se mantém uma estrutura toda aberta, e as pessoas não vão da mesma forma, porque nem sabiam que o posto estava aberto. Não adianta pôr uma faixa na frente do posto. A comunicação precisa melhorar muito“.

Vacinação de crianças indígenas de 5 a 11 anos contra covid-19 na Unidade Básica de Saúde - UBS Aldeia Jaraguá Kwaray Djekupe, no Jaraguá.
Vacinação de crianças indígenas na UBS Aldeia Jaraguá Kwaray Djekupe, no Jaraguá – Rovena Rosa/Agência Brasil

O diagnóstico da situação de cada município poderá indicar soluções como a vacinação de adolescentes nas escolas, e a busca ativa de crianças em creches. Outro ponto considerado fundamental é a capacitação dos profissionais das mais de 35 mil salas de vacina do país, para que estejam seguros na hora de responder dúvidas da população e tomar decisões que não desperdicem oportunidades de vacinar.

“O profissional da saúde que está na sala de vacina não pode ser o mesmo do papanicolau, o que está fazendo controle dos diabéticos e visitando pacientes acamados para fazer outros procedimentos. Assim, ele acaba não criando um treinamento suficiente para atender adequadamente na sala de vacina. Essa demanda de muitas funções diferentes não funciona bem”.

Prioridades

A pesquisadora e consultora temporária da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) Carla Domingues coordenou o Programa Nacional de Imunizações entre 2011 e 2019. Ela avalia que o sucesso da vacinação em reduzir a mortalidade e erradicar doenças fez com que o setor perdesse prioridade na destinação dos recursos federais ao longo dos anos. E campanhas publicitárias capazes de mobilizar a população exigem uma regularidade de recursos, aponta.

“Essa tem que ser uma área prioritária no governo federal e precisa voltar a ter recursos financeiros para investir em comunicação e em convencer a população sobre a importância de elevar as coberturas vacinais”.

Carla Domingues vê como importante identificar os municípios que estão com pior situação e as vacinas que estão com a cobertura mais baixa para estabelecer prioridades. Entre os imunizantes do PNI, ela pede atenção especial às vacinas contra a poliomielite, a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria Haemophilus influenza tipo b), a meningocócica C (doença meningocócica) e as pneumocócicas (pneumonia e outras infecções).

“É preciso fazer um pacto com governador, prefeito, sociedade civil e fazer com que seja feita uma busca ativa de alta capilaridade, para encontrar essa criança que não foi vacinada e até mesmo ir na casa dela vacinar”.

O quadro de alta informalidade no mercado de trabalho e a crise econômica ajudou as coberturas vacinais a caírem, acredita a pesquisadora. Ela lembra que um responsável precisa comparecer ao posto de vacinação com a criança pelo menos nove vezes, para completar todos os esquemas vacinais previstos até os cinco anos de idade.

Em tempos de dificuldades financeiras e dependendo da jornada de trabalho do responsável, as famílias acabam priorizando as necessidades imediatas e adiando a vacinação.

“A gente precisa criar mecanismos para facilitar. É preciso repensar o trabalho na atenção primária para garantir a adesão da população. Muitas vezes, a população está desempregada ou não tem nem o dinheiro para pagar passagem, ou o posto só funciona em horário comercial. É preciso entender essa conjuntura”.

A comunicação permanente sobre vacinação também vai ajudar a combater as notícias falsas e antivacina, que se tornaram uma nova realidade no país depois da pandemia de covid-19 e se beneficiaram da falta de ações governamentais para enfrentá-las. “A desinformação ocupou exatamente esse vácuo, esse silêncio do governo em exercer seu protagonismo e se comunicar com a população. Se o governo parou de comunicar, esses grupos que não tinham espaço nem voz conseguiram um espaço gigantesco nas redes sociais, e hoje fazem com que muitos pais tenham medo da vacina”.

Senadores tomam posse em sessão rápida

Os 27 senadores eleitos em outubro do ano passado tomaram posse hoje (1º) no plenário do Senado. A posse ocorreu na chamada reunião preparatória para a primeira sessão legislativa. Nas eleições passadas um terço da Casa foi renovado. Os outros dois terços serão renovados em 2026. Cada um dos 27 senadores eleitos no ano passado firmaram, em poucas palavras, seu compromisso com o país e com seus estados. Foi uma sessão curta, de ritos protocolares, e durou cerca de meia hora.

Alguns senadores eleitos foram escolhidos pelo presidente Lula para compor o primeiro escalão do governo. Flávio Dino (PSB-MA) foi escolhido ministro da Justiça; Wellington Dias (PT-PI) é o novo ministro do Desenvolvimento Social; Camilo Santana (PT-CE), o ministro da Educação; e Renan Filho (MDB-AL), ministro dos Transportes.

Segundo a Constituição, o parlamentar que assume cargo de ministro não perde o mandato no Congresso Nacional. Logo após serem empossados como senadores, os quatro devem retornar aos ministérios e deixar as cadeiras com os suplentes de cada chapa.

Em seguida começará a segunda reunião preparatória, destinada à eleição do presidente do Senado. O mandato do presidente, que também responde pela Presidência do Congresso Nacional, é de dois anos. Concorrem ao cargo o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Rogério Marinho (PL-RN), que acabou de ser empossado, e Eduardo Girão (Podemos-CE).

Concurso busca slogan para campanha de doação de leite materno

Até o próximo dia 24 estarão abertas as inscrições para o concurso que vai definir o slogan da campanha mundial de doação de leite materno 2023. Qualquer pessoa sensível à causa pode participar. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet.

A terceira edição da competição é uma iniciativa da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), organização capitaneada pelo Brasil. O slogan – com tamanho máximo de 80 caracteres – deve ser redigido em português, inglês ou espanhol.

Mobilização

As propostas serão submetidas ao Comitê de Mobilização Social pela Doação de Leite Humano, que vai selecionar as 30 melhores ideias. Os slogans finalistas participarão de uma votação popular. Para ajudar na escolha, basta acessar o portal da rBLH entre os dias 10 e 17 de março e eleger o seu favorito. Cada pessoa tem direito a computar um voto.

O trabalho vencedor será divulgado às 12h do dia 20 de março, também pelo portal da rBLH. Além de ter o slogan traduzido em dois idiomas, para que possa ser usado na campanha mundial de doação de leite materno, o autor ainda receberá um certificado emitido pela Rede Global de Bancos de Leite Humano, reconhecendo sua contribuição em favor da saúde das crianças.

Startup de Curitiba leva o Brasil à final inédita do SXSW Pitch 2023, nos EUA

Pela primeira vez, o Brasil terá representantes no SXSW Pitch, a competição anual dentro do festival South by Southwest (SXSW), em Austin (Texas, EUA), maior evento de tendências em inovação em tecnologia, música e cinema. E uma delas é de Curitiba: a startup AMA (Agentes do Meio Ambiente), apoiada pelo Vale do Pinhão.

O reconhecimento já vem gerando bons frutos à empresa antes mesmo da final. Mas quase que a startup voltada ao desenvolvimento sustentável fica de fora, não fosse um empurrãozinho do Vale do Pinhão, como conta o CEO da AMA, Marcelo Crivano.

“Nem imaginávamos que SXSW poderia estar no nosso foco. É um evento grandioso, que desde 1987 é referência de tendências para a indústria e para as artes. Foi a presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi, que me mostrou os quesitos para a inscrição no SXSW Pitch. Mas o sentimento era de estar apostando com um bilhete na Megasena”, conta Crivano.

A sugestão que a AMA participasse da seleção foi feita após a startup apresentar seu case no Paiol Digital de outubro, que fechou o ciclo de encontros de 2022.

Cris, que pela segunda vez compõe o conselho consultivo do SXSW Pitch nas etapas seletivas, viu que a startup se encaixava no tipo de propostas que o evento procura. “Quando li a descrição da categoria, vi que era a cara da nossa startup. Não tinha como não tentar”, fala Crivano.

Mesmo as chances de seleção parecendo “aposta na Megasena”, a AMA foi uma das cinco selecionadas para a final na categoria “Smart Cities, Transportation & Sustainability” (Cidades Inteligentes, Transportes e Sustentabilidade), com sua proposta de uma rede social em um aplicativo, que envolve as comunidades na limpeza pública das cidades, com cashback para os colaboradores.

“Este é um resultado para ser muito celebrado e que mostra a importância da atuação do ecossistema do Vale do Pinhão: a troca de informações e conhecimentos é fundamental para que haja o crescimento de todos, fortalecendo o ambiente de inovação na cidade”, diz Cris Alessi. 

A startup curitibana também é uma das integrantes da equipe vencedora de um prêmio da ONU, o Climate Smart Cities Challenge (Desafio Climático das Cidades Inteligentes). 

Com a conquista, a AMA compõe a equipe do Curitiba Smart Neighborhoods, com mais três empresas (a curitibana Coletivo Ambiente Livre e as suecas Smart Green Station e Nudgd) para a criação de um projeto-piloto de zero emissão de CO2 e de promoção do desenvolvimento socioambiental na região do Vale do Pinhão e Vila das Torres.

O SXSW Pitch

Além da AMA, outra startup brasileira, a lyga, de São Paulo, foi selecionada parar a final do SWSW Pich, na categoria “Future of Work” (Futuro do Trabalho). 

Ambas são as primeiras empresas brasileiras finalistas em 15 edições do evento e vão concorrer com companhias dos Estados Unidos, Noruega, Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Taiwan e Emirados Árabes. 

A final será nos dias 11 e 12 de março, em Austin, no Texas, com oito categorias. Os selecionados farão uma rápida apresentação (pitch) de seus projetos para participantes do South by Southwest, mídia especializada e investidores de capital de risco. Entre o júri, estão magnatas da indústria como Stacy Feld (Johnson & Johnson), Trish Costello (Portfolia) e Kay Koplovitz (USA Networks).

“Desde a sua criação, o SXSW Pitch está na primeira fila de algumas das startups mais ambiciosas de todo o mundo, usando ideias criativas para mudar o futuro de sua indústria”, diz o produtor da competição, Chris Valentine.

Tempo de colheita

Antes mesmo de embarcar para Austin, contudo, a AMA já colhe os frutos de estar no Top 40: desde que foram divulgados os finalistas do SXSW Pitch, em 17 de janeiro, a caixa de e-mails da startup se encheu de interessados por mais informações, solicitando reuniões e propondo investimentos. “Ainda estamos atordoados com tanto retorno”, diz Crivano.

A AMA iniciou sua proposta em Curitiba, com um projeto piloto em maio de 2019, no Tatuquara. Também realizou ações-piloto na Amazônia, na limpeza de igarapés em Manaus (AM). 

Hoje, com 54 funcionários, tem o projeto ativo em Florianópolis (SC), realizando a limpeza urbana com apoio da população. São 540 líderes (pessoas da comunidade que são contratadas para a manutenção da limpeza em regiões no entorno de suas residências) e 9,3 mil moradores colaboradores (moradores que usam a rede social da AMA em um app, realizando atividades de limpeza e conservação do meio ambiente, recompensadas com cashback).

Carrossel do Passeio Público e roda-gigante da Santos Andrade já estão reabertos em Curitiba

Três atrações do Natal de Curitiba – Luz dos Pinhais 2022 estão de volta para as celebrações dos 330 anos de Curitiba este ano. São os carrosséis venezianos do Passeio Público e do Parque Tanguá e a roda-gigante da Praça Santos Andrade, no Centro. Os brinquedos do Passeio Público e da Santos Andrade já estão em funcionamento desde o último sábado (28/1).

As atrações são gratuitas e funcionam de terça a sexta-feira, das 12h às 20h; e aos sábados e domingos, das 9h às 20h. A previsão é de que o carrossel do Parque Tanguá comece a funcionar no final desta semana. Os brinquedos só não funcionarão nas segundas para manutenção.

De acordo com o superintendente de Obras da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), Jean Brasil, a previsão é de que os brinquedos estejam abertos para o público por um período de quatro meses.


“Além de serem uma atração para o aniversário da cidade, os carrosséis e a roda gigante também poderão ser usados pelas crianças no período de férias escolares e também pelos turistas que visitam a nossa cidade”, explica ele.


Como ocorreu na temporada natalina, os carrosséis venezianos irão receber crianças de até 12 anos. Adultos poderão acompanhar crianças de 0 a 2 anos. Já a roda-gigante irá receber crianças e adultos (a altura mínima será de 1 metro). Além disso, os brinquedos terão acessibilidade para o público com dificuldade de locomoção. 

330 anos de Curitiba

O aniversário dos 330 anos de Curitiba será celebrado com uma ampla programação descentralizada e os eventos e entrega de obras farão parte dela. O aniversário será só no dia 29 de março, mas vários eventos estão agendados. 

A programação de aniversário da capital já começou, este mês, com a 40ª Oficina de Música de Curitiba. Além dos cursos voltados para artistas e professores, BNegão, Vanessa da Mata e Gilsons são alguns dos destaques do line up de shows da 40ª edição do evento da Prefeitura de Curitiba.

Já em março ocorre o Smart City Expo Curitiba 2023, versão brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo. Serão três dias, 22, 23 e 24 de março, do congresso e feira organizados pelo hub de negócios e soluções iCities e com apoio da Prefeitura de Curitiba, da Secretaria Municipal de Administração, da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Gestão de Pessoal e TI (Smap) e do Vale do Pinhão.

Leite em pó, macarrão e carne moída com preços mais baixos no Armazém da Família, da Prefeitura de Curitiba

Cerca de 38 toneladas de leite em pó integral, macarrão e carne moída bovina congelada são as estrelas desta Semana da Economia nos Armazéns da Família, da Prefeitura de Curitiba. Os produtos estarão à venda até sábado (4/2), ou até acabarem os estoques, apenas para quem tem cadastro no programa. A Secretaria Municipal da Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN) coordena a ação.

O pacote de leite em pó integral instantâneo Frimesa, de 400 gramas, poderá ser adquirido por R$ 12,99; o pacote de 500 gramas de macarrão espaguete tradicional Floriani, por R$ 1,99; e a embalagem de 500 gramas de carne moída bovina congelada MeatFoods, por R$ 6,99.

Do pequeno produtor

Em breve, adianta a diretora do Departamento de Promoção e Economia Alimentar da SMSAN, Ivone Aparecida de Melo, a novidade ficará por conta do retorno dos itens da agricultura familiar.

“Ainda em fevereiro teremos nas prateleiras delícias como açúcar mascavo, mel em pote e bisnaga, champignons inteiros e fatiados, molho de pimenta, vinagrete com palmito, pepino agridoce, vinagrete à portuguesa e polpa congelada para suco”, conta.

Conexão metropolitana

O programa Armazém da Família reúne, atualmente, 35 unidades. Elas oferecem  gêneros alimentícios e itens de higiene e limpeza, em média, 30% mais baratos do que no varejo. Esses produtos beneficiam 360 mil famílias com renda até cinco salários mínimos. São aproximadamente 1 milhão de curitibanos e 163 entidades sociais e filantrópicas autorizadas a comprar nas lojas do programa.

Além disso, a iniciativa mantém convênio com 14 municípios da Região Metropolitana onde estão cadastradas 82,5 mil famílias ou cerca de 280 mil pessoas. Esse público também pode comprar na rede Armazém da Família de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 14h.

Com cursos na Finlândia e Canadá, Governo lança Ganhando o Mundo para professores

O programa de intercâmbio Ganhando o Mundo, do Governo do Estado, lançou nesta segunda-feira (30) mais uma edição, voltada aos professores e pedagogos da rede estadual de ensino do Paraná, com embarque previsto para setembro deste ano. Os destinos são Finlândia e Canadá, onde os candidatos selecionados terão uma experiência de até quatro semanas de formação continuada em uma instituição de ensino superior. As inscrições começam nesta segunda, seguem até 12 de fevereiro e devem ser feitas por meio de formulário (deve ser acessado com o @escola).

Para se inscrever, é preciso ser professor ou pedagogo QPM (Quadro Próprio do Magistério) atuando na rede pública estadual. Também é necessário ter participado do programa Formadores em Ação, da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) — ou como cursista em 2022 ou como professor formador suprido para atuar em 2023. Ao todo, são 96 vagas, destas, 63 são para professor ou pedagogo formador e 33 são para professor ou pedagogo cursista.

Na instituição de ensino no exterior, os cursos ofertados tratam de temas como gestão de sala de aula, metodologias ativas, currículo por habilidades e competências, orientação pedagógica, sistema educacional local, avaliação de aprendizagem, educação inclusiva, além de momentos de vivência nas escolas de educação básica do país.

Durante esse período, os professores e pedagogos produzirão projetos educacionais ou propostas de curso de curta duração, que serão colocados em prática (na escola e no grupo de estudos Formadores em Ação) após o retorno ao Brasil.

“O Ganhando o Mundo é uma grande estratégia de educação pública. Nós levamos jovens ao Canadá e Nova Zelândia na primeira gestão e já há um edital aberto para mais mil estudantes conhecerem outro país e ampliarem seus conhecimentos. Esses jovens voltam para o Brasil como líderes e exemplos em suas escolas. É um dos programas que estão ajudando a transformar a nossa realidade, assim como as aulas de programação, robótica e novas tecnologias em salas de aula”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Os cursos serão ministrados em português no Canadá e em inglês na Finlândia. São 24 vagas para a Häme University of Applied Sciences, na Finlândia, e 72 vagas para instituições canadenses que integram a associação Colleges and Institutes Canada.

Após concluir o período de formação, os professores e pedagogos terão mais quatro semanas de mentoria on-line com profissionais das instituições de ensino onde fizeram o intercâmbio. Essa etapa os auxiliará a implementar no Brasil os projetos que foram desenvolvidos durante o intercâmbio.

“Nesse intercâmbio, os professores vão conhecer novos currículos e metodologias de ensino. É um programa que agrega à educação do Paraná porque eles vão retornar e contribuir com seus colegas, trazendo todo esse aprendizado e sendo grandes multiplicadores de conhecimento”, completa Roni Miranda, secretário da Educação.

SELEÇÃO – Serão selecionados os candidatos melhor classificados em relação à nota, formada a partir de dois fatores: experiência no Formadores em Ação (serão atribuídos pontos a cada jornada concluída) e prova didática. Esta consiste na entrega de um plano de ação e de um vídeo, ambos abordando uma situação-problema do ambiente escolar e uma proposta de solução, dentro de um dos temas propostos no edital: currículo, metodologias ativas, educação inclusiva, avaliação de aprendizagem gestão de sala de aula ou baixa aprendizagem.

Também será preciso fazer um teste de proficiência em inglês, para determinar o possível país de destino do participante. O candidato que tiver nota igual ou superior a B2, conforme o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), será classificado às vagas na Finlândia (com curso ministrado em língua inglesa). O que tiver nota inferior a B2 será classificado às vagas no Canadá (com formação em português) e realizará um curso preparatório de inglês ofertado pela Seed, para que possa se comunicar no país.

INVESTIMENTO – O investimento total nesta edição do Ganhando o Mundo é de R$ 3 milhões Seed. O Estado arcará com os custos de passagem aérea internacional de ida e volta; deslocamento do aeroporto à instituição de ensino e da instituição de ensino ao aeroporto; alojamento; alimentação; taxas escolares e passagem de Curitiba até a embaixada emissora do visto, bem como hospedagem e alimentação no período para obtenção do visto.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL – O objetivo desta edição do Ganhando o Mundo é possibilitar que, a partir da imersão no sistema educacional de outro país, professores e pedagogos da rede estadual possam compartilhar metodologias de ensino, aprendizagem e avaliação, além de ampliar sua capacidade de contextualização social, histórica e cultural.

Durante o intercâmbio, os profissionais terão vivência em sistemas educacionais que são referência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e desenvolverão projetos que, ao serem aplicados nas escolas da rede pública estadual, contribuirão para o processo de ensino-aprendizagem.