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sexta-feira, 24 abril 2026
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Sanepar retoma rodízio na Região Metropolitana de Curitiba nesta terça-feira

A Sanepar retoma o rodízio no abastecimento de água em Curitiba e Região Metropolitana nesta terça-feira (dia 4), no modelo de 60 horas com abastecimento e até 36 horas com interrupção. A tabela para o período de 4 a 14 de dezembro foi divulgada nesta segunda.

No período de suspensão do rodízio houve ligeiro aumento no nível dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), que passou de 66,14%, em 23 de dezembro, para 67,82% nesta segunda-feira. Isso foi possível graças às chuvas dos últimos dias e à economia no uso da água por parte da população, lembrando que boa parte aproveitou o feriado de Ano-Novo para viajar.

O Paraná continua em situação de emergência hídrica, com previsão para as próximas semanas de temperaturas elevadas e chuvas esparsas e pouco significativas em todo o Estado, conforme dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Em outras regiões do Estado, o rodízio está implantado em Nova Laranjeiras, Dois Vizinhos, Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste, devido à baixa vazão de rios e poços.

A orientação é para que a população continue colaborando com uso racional da água.

Confira a programação do rodízio na RMC de 4 a 13 de janeiro.

Agências do Trabalhador têm 3.049 vagas disponíveis na primeira semana de 2022

Nesta segunda-feira (03), primeiro dia útil do ano, as Agências do Trabalhador do Paraná e os Postos Avançados estarão funcionando das 09h às 17h e oferecem 3.049 oportunidades de emprego com carteira assinada.

As unidades de Curitiba e Região Metropolitana estão oferecendo 1.353 oportunidades para várias funções, entre elas operador de telemarketing ativo e receptivo (250 vagas) e atendente de telemarketing (150 vagas). No Interior do Estado estão sendo oferecidas 1.657 vagas para auxiliar de linha de produção e 377 vagas para alimentador de linha de produção.

“Batemos o recorde histórico de empregos do Paraná em 2021, na comparação com anos anteriores. Foram quase 200 mil novos postos de trabalho gerados com carteira assinada até novembro. E essa é uma política diária, de buscar a colocação de paranaenses no mercado de trabalho. Vamos trabalhar para que a retomada seja ainda melhor em 2022”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“Nada melhor que começar o ano com emprego com carteira assinada. E com as Agências do Trabalhador as pessoas têm oportunidade. Mesmo que os interessados não se encaixem em um dos perfis das vagas disponibilizadas no dia, o sistema utilizado pelas Agências do Trabalhador poderá cruzar informações e encontrar uma oportunidade de acordo com as especificações do currículo”, complementa o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

ATENDIMENTOS – Os interessados em alguma das vagas ofertadas devem buscar orientações entrando em contato com a Agência do Trabalhador de seu município. Na capital paranaense, a Agência do Trabalhador de Curitiba está atendendo o público de forma presencial das 9h às 17h e respeitando todas as orientações das autoridades sanitárias. Para evitar aglomeração, a sugestão é para que o atendimento seja feito com horário marcado. Os interessados devem fazer o agendamento pelo site da Secretaria através deste link.

Confira as principais vagas ofertadas AQUI .

Animal de estimação traz mais saúde e qualidade de vida a idosos, dizem especialistas

A convivência entre idosos e animais de estimação pode resultar em mais saúde e qualidade de vida para as pessoas com mais de 60 anos. A avaliação é do médico da família Homero Luis de Aquino Palma, que integra a equipe do ICS (Instituto Curitiba de Saúde), o plano de saúde dos servidores da Prefeitura de Curitiba.

A constatação vem seguida de um alerta: “Estamos falando de idosos funcionais, saudáveis, que têm condições de cuidar de si”, completa o médico, que acredita que a relação entre os homens e mulheres idosos com cães e gatos pode ser uma experiência bastante positiva.

“Na fase da aposentadoria, muitos têm menos coisas para fazer, para se ocupar”, diz o médico.

“O pet pode devolver o senso de propósito [para a pessoa]. Ter um pet requer cuidar, brincar com o animal. Essas brincadeiras estimulam o nosso cérebro e isso é bom para a saúde física e mental”, completa.

Segundo Palma, é importante que o idoso saiba se vai dar conta das tarefas envolvidas com o animal, para que a guarda seja também fonte de prazer. Os custos para a manutenção dos animais também devem ser levados em conta, para que não haja frustração.

Convívio social

Homero Palma lembra que geralmente o animal de estimação faz com que a pessoa que o adotou interaja com outras pessoas que também têm pet, o que representa uma forma saudável de estimular a convivência social.

Ele ressalta que pessoas sedentárias têm que se movimentar e fazer algum esforço físico no dia a dia.

“Geralmente, o pet vai estimular o idoso a fazer coisas que ele não faria se não tivesse o animal. Isso é bom fisicamente e psiquicamente também”, diz.

A veterinária da Prefeitura de Curitiba, que é especialista em comportamento animal, Cláudia Terzian, concorda. “Quem tem um cãozinho em casa, principalmente quem mora em apartamento, costuma ser mais ativo, porque leva o pet para passear, e o fato de sair de casa pode ser motivador para fazer outras atividades na rua”, avalia. Para ela, adotar um cão pode ser uma boa maneira para deixar o sedentarismo.

De acordo com um estudo de 2017 publicado pela revista científica British Medical Journal, tutores de pets tendem a ser até 20% mais ativos fisicamente em dias de chuva ou frio, e praticam até 30 minutos a mais de exercício quando comparados aos não-tutores.

A escolha certa

Contudo, a veterinária alerta para o cuidado na hora de escolher o bichinho. É necessário que os futuros tutores escolham o pet que mais se adapte à sua rotina, casa e vigor físico.

“Geralmente, as pessoas já vão em busca do cão que têm em mente. Alguns têm vontade de cuidar de um labrador, por exemplo, e querem levar para casa ainda filhote. Um cão como esse tem muita energia. Embora possa ser adestrado, o filhote pode não se adaptar, pois tem pré-disposições de temperamento que não conhecemos”, explica Cláudia. Ela aponta que este é o motivo de muitos dos abandonos ou doações: o cão não consegue se adequar à rotina da família.

A veterinária avisa que os cães ainda filhotes tendem a passar pela fase de mordedura, aprender a fazer xixi no lugar certo, e que vão exigir mais tempo de brincadeiras, passeios e socialização com outros humanos e cachorros. Por isso, o recomendado para pessoas aposentadas que procuram um companheiro mais sossegado, é para adotar cães adultos, com mais de dois anos. O cachorro adulto, além de ter menos energia do que os filhotes, também já tem um temperamento definido que dificilmente será mudado depois da adoção.

Deve-se optar também por cães pequenos ou médios. “Alguns cães vão querer pular nos donos, como forma de demonstrar afeto, e isso pode machucar, principalmente se for uma pessoa com mais idade”, justifica Cláudia, que também ressalta a necessidade de comprometimento dos tutores:  “Um cachorro é uma vida, e uma vida precisa ser tratada com seriedade”.

Por isso, a recomendação da especialista é para que os interessados em adotar um cão pesquisem sobre as características de cada animal, e que procurem entender os antecedentes do cachorro. Também é preciso fazer uma avaliação sobre quanto tempo e dinheiro o futuro tutor está disposto a oferecer.

Casos

 

“Minha pet me traz saúde mental”, diz a servidora Margareth Bolino, que se aposentou em junho de 2021. Segundo ela, a shih-tzu, chamada Maria Eugênia, foi fundamental para a adaptação da tutora na nova fase da vida. Margareth relata que a companhia da bichinha não deixou com que ela se sentisse solitária, e manteve sua rotina agitada: dois dias por semana, ela leva e busca Maria Eugênia em uma creche para cachorros, onde a pet socializa com outros animais.

Margareth relembra que quando ganhou a shih-tzu de presente da filha, em 2019, ela teve medo de não ser uma boa tutora, mas que pesquisou muito sobre a raça para fornecer o ambiente e a rotina ideais para Maria Eugênia. Segundo ela, logo na primeira noite, o medo se transformou em amor.

“Eu não entendia como pessoas se apegavam tanto a cachorros, nunca tive isso, mas quando coloquei a Maria Eugênia para dormir no meu quarto pela primeira vez eu entendi de imediato que minha relação com ela seria de amor incondicional”, recorda ela, que também destaca o carinho que seu marido tem pela cachorrinha: “Os dois são um grude, se dão super bem”.

Margareth atuou como psicóloga por 30 anos na Prefeitura, passou pela Secretaria do Menor e a da Criança e pelo Departamento de Saúde Ocupacional. Psicóloga experiente, ela brinca: “Observe a importância dessa frase, vinda de uma psicóloga: ‘A minha pet me traz saúde mental’. Hoje, não vejo a minha vida sem a Maria Eugênia”.

 

“Dar uma vidinha boa para quem já sofreu tanto é gratificante”

Seu Pedro Sanches, popularmente conhecido como Sagui, tem opinião semelhante. Como ele mesmo avaliou, ter um cãozinho é “bom para a cabeça”. Pedro trabalhou no Zoológico de Curitiba por 40 anos e sempre gostou muito dos bichos, e por isso decidiu adotar uma cachorrinha resgatada. Adotou a Jade antes mesmo de se aposentar, em 2013, e teve que aprender a respeitar o temperamento da amiga.

Jade foi resgatada de uma casa onde foi maltratada, vivia junto de outros 48 cachorros, em um ambiente em que era necessário brigar pela sobrevivência. Por isso, ela demorou muito tempo para se sentir confortável com a companhia de alguém, e até hoje não lida bem com outros cachorros.

“Foi um grande aprendizado para mim e para a minha esposa. Mas com o tempo, a Jade passou a confiar na gente. Dar uma vidinha boa para quem já sofreu tanto é gratificante, e a Jade merece o melhor”, contou Pedro. A cachorrinha deu um propósito para ele durante a aposentadoria, e os dois ficaram muito mais próximos. “Foi muito bom para me ocupar no dia a dia”, descreveu.

Hoje, o servidor aposentado vive em uma chácara em Paranaguá, com a esposa e a Jade. A cachorra adora correr pelo espaço, e acompanha seu Pedro enquanto ele cuida do quintal. Ainda assim, ele toma todos os cuidados para que a pet não seja atacada por algum animal no mato, e nunca perde a companheira de visão.

 

“Cuidar de cachorro é uma responsabilidade muito grande”

 

Zuleika de Andrade Garcia ganhou o Fifo de uma colega de trabalho quando seu marido, Cláudio, sofreu um derrame. A ideia era que o poodle ajudasse o marido, em fase de recuperação, a se distrair. Ela conta que Cláudio não falava e tinha dificuldade para se locomover, e após a chegada do amigo de quatro patas, ele progrediu muito.

Com a convivência, Cláudio conseguiu falar algumas palavras, passou a caminhar, e construiu uma linda amizade com o Fifo. Diariamente, ele colocava a coleira no bichinho, colocava um boné e saía para uma caminhada curta. Juntos, eles passeavam pela quadra e ficavam sentados lado a lado no sofá. “Meu marido tentava brigar com o Fifo, e conseguia falar algumas coisas. Eu acredito que a recuperação que ele teve foi por causa do cachorro”, relata Zuleika.

“Depois que o meu marido faleceu, o Fifo sentiu muita falta. Na primeira semana, ele buscou o boné que o Cláudio usava para passear, levou no lugar do sofá em que ele sentava e ficou deitado em cima, por dois dias inteiros”, relembrou ela. Com o passar do tempo, o cãozinho ficava sentado ao lado da escada que levava ao quarto do casal, esperando que o companheiro descesse, e demorou para seguir em frente.

Hoje, Fifo tem 13 anos e é muito apegado à Zuleika. Servidora da educação aposentada desde 2007, ela é responsável por dois bichinhos de estimação: o Fifo e o Tico, um canário belga que foi criado pelo marido. Segundo a tutora, a presença dos dois enche a casa de vida, e ela se sente menos solitária.

Mesmo assim, ela reforça que não quer outro cão depois do Fifo. Seus planos para o futuro são viajar mais, e isso exige que tenha alguém para cuidar do cão.  Com o avançar da idade, ela também tem receio de que não consiga oferecer toda a atenção que um cachorro merece. “Gosto muito de cachorro, sempre tive. Mas cuidar de cachorro é uma responsabilidade muito grande, então temos que pensar bem”, avalia.

 

“Só podemos pegar um cachorro se soubermos que vamos cuidar dele até o final”

O casal de servidores aposentados Carlos Renato D’Ávila e Maria de Lourdes Santos Iargas D’Ávila, a Teka, concordam com Zuleika. Depois da partida de Zulu, o cãozinho da família, eles optaram por não escolher um novo companheiro.

“Já temos uma certa idade, e um cachorro saudável vive por cerca de 15 anos. Nunca sabemos o dia de amanhã, e na nossa idade 15 anos é muito tempo. Ainda tenho vontade de ter um bichinho, mas sei que essa é a decisão certa”, avalia Teka, que apoiou a decisão do marido de não adotar um novo pet.

“Precisamos ter responsabilidade. Só podemos pegar um cachorro se soubermos que vamos cuidar dele até o final”, explicou Carlos.

Zulu era um lhasa apsu, viveu 16 anos com os dois, e faleceu em 2017, enquanto o casal estava em uma viagem na Bélgica. Para que pudessem se despedir do integrante da família, Carlos e Teka optaram por cremá-lo.

TV Escola traz programação especial para as férias

No período de recesso escolar, a TV Escola Curitiba permanece no ar, mas com programação diferente. O conteúdo especial inclui Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Desde dezembro, quem acessa o canal encontra histórias de Natal e outros conteúdos selecionados pela equipe pedagógica. Este mês, além de contação de histórias infantis com as Bruxas do Bosque, também estará disponível uma seleção de temas para crianças e estudantes relembrarem algumas videoaulas.

Saiba mais na página do Núcleo de Ensino Híbrido.

A TV Escola Curitiba estreou no dia 13 de abril de 2020, pelo Canal TV Paraná Turismo 9.2 UHF e canal TV Escola Curitiba no YouTube. Em Curitiba, também é possível sintonizar pelo canal 4.2 (Rede Massa) e pela TV Evangelizar (16.4). A TV Paraná Turismo e a Rede Massa veiculam os conteúdos da Educação Infantil e Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Na Evangelizar, pode ser sintonizada a programação do 6º ao 9º ano.

Até o encerramento do letivo de 2021, foram registradas mais de 51,8 milhões de visualizações, com 162 mil inscritos.

As videoaulas trazem conteúdos preparados e organizados conforme o currículo da Secretaria Municipal da Educação, com propostas da educação infantil e videoaulas de matemática, língua portuguesa, robótica, geografia, educação física, arte, ciências, história, ensino religioso, práticas da educação integral, literatura, direitos humanos e família, programa Linhas do Conhecimento, além da EJA.

O ano letivo de 2022 começa em 14 de fevereiro.

TSE comprará mais de 170 mil urnas eletrônicas por R$ 1,179 bilhão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou ontem (27) que a empresa Positivo Tecnologia venceu mais uma licitação para o fornecimento de urnas eletrônicas. Trata-se de um contrato de R$ 1,179 bilhão para a compra de até 176 mil equipamentos.

O valor supera os cerca de R$ 800 milhões por 180 mil urnas de uma licitação anterior, vencida pela Positivo em julho de 2020 – esses primeiros equipamentos encontram-se em produção e deverão ser utilizados já nas eleições gerais de 2022.

A diferença de preços se deve ao “atual cenário de crise mundial decorrente do desabastecimento de insumos eletrônicos e seus desdobramentos na cadeia produtiva e nos preços praticados”, segundo a presidente da Comissão Permanente de Licitação do TSE, Nathalia dos Santos Costa.

O novo contrato prevê a compra do modelo de urna UE2022, que deverá ser utilizado somente nas eleições de 2024. Outros produtos e serviços também deverão ser fornecidos, como a entrega de peças de reposição, novo desenvolvimento de equipamentos e software básico, bem como a instalação de mídias de Aplicação e de Resultado.

A Positivo também deve elaborar o projeto para a embalagem das máquinas e documentos técnicos de especificação, bem como o treinamento, por meio de kits de desenvolvimento de firmwares.

A compra periódica de novas urnas eletrônicas é necessária para substituir as que se tornam obsoletas. A vida útil estipulada para os equipamentos é de 10 anos ou sua utilização por seis eleições ordinárias seguidas. A previsão é de que em 2022 a Justiça Eleitoral conte com 557 mil urnas.

IBGE: desemprego cai 1,6 ponto percentual e chega a 12,1%

O desemprego no Brasil atingiu 12,1% no trimestre móvel de agosto a outubro de 2021, o que representa queda de 1,6 ponto percentual (p.p.) na comparação com o trimestre de maio a julho de 2021, quando ficou em 13,7%. Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6%), o recuo é de 2,5 pontos percentuais.

A população desocupada chegou a 12,9 milhões de pessoas, uma redução de 10,4% ou menos 1,5 milhão, se comparado ao trimestre encerrado em julho, quando eram 14,4 milhões de pessoas. Frente ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados), caiu 11,3% ou menos 1,7 milhão.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ocupação

De acordo com a pesquisa, a população ocupada atingiu 94,0 milhões de pessoas, com crescimento de 3,6% ou 3,3 milhões de pessoas ante o trimestre anterior e avançou 10,2% ou 8,7 milhões de pessoas, em relação ao mesmo trimestre de 2020.

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,6%, segundo o IBGE, o maior desde o trimestre encerrado em abril do ano passado. O resultado representa também uma alta de 1,8 p.p. na comparação com o trimestre de maio a julho de 2021. Lá eram 52,8% e de 4,6 p.p. ante o mesmo período do ano anterior (50,0%).

Crescimento da ocupação

Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a queda na taxa de desocupação está relacionada ao crescimento da ocupação, como já vinha acontecendo nos meses anteriores. “O aumento no número de ocupados ocorreu em seis dos dez grupamentos de atividades, a exemplo do comércio, da indústria e dos serviços de alojamento e alimentação”, observou.

De acordo com o IBGE, o aumento na ocupação teve influência do número de empregados com carteira de trabalho no setor privado, que alcançou 33,9 milhões, um avanço de 4,1% se comparado ao trimestre anterior. O percentual equivale a 1,3 milhão de pessoas a mais.

“Do aumento de 3,3 milhões de pessoas na ocupação, 40% são trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Essa recuperação do trabalho formal já vem ocorrendo nos meses anteriores, desde o trimestre encerrado em julho. Então, embora o emprego com carteira no setor privado ainda esteja em um nível abaixo do que era antes da pandemia, vem traçando uma trajetória de crescimento”, apontou a coordenadora.

Ainda no setor privado, o total de empregados sem carteira cresceu 9,5% ou 1,0 milhão de pessoas. No trimestre encerrado em outubro, a categoria somava 12 milhões de trabalhadores. Em igual período, o número de trabalhadores domésticos sem carteira cresceu 8,0%, e o de empregadores sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) aumentou 7,4%. Com isso, a taxa de informalidade atingiu 40,7%, o que significa 38,2 milhões de trabalhadores informais no país.

O crescimento da ocupação influenciado pelo trabalho informal, resultou na queda de 4,6% no rendimento real habitual e atingiu R$ 2.449. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o recuo é de 11,1%. Já a massa de rendimento, com R$ 225 bilhões, permaneceu estável frente aos dois trimestres.

“Apesar de haver um crescimento significativo da ocupação, a massa de rendimento permanece estável. Isso acontece porque o rendimento do trabalhador tem sido cada vez menor, seja porque a expansão do trabalho ocorre em ocupações de menor rendimento, seja pelo avanço da inflação nos últimos meses”, comentou Adriana.

Conta própria

O contingente de trabalhadores por conta própria subiu 2,6%, somando 25,6 milhões. Conforme a pesquisa, são 638 mil pessoas a mais nesta categoria. O aumento dos trabalhadores domésticos ficou em 7,8% também na comparação com o trimestre terminado em julho, o que representa mais 400 mil pessoas. A maior parte desse aumento também veio do trabalho informal. Foram contratadas 308 mil sem carteira de trabalho assinada.

A população fora da força de trabalho registrou queda de 2,1% em relação ao último trimestre. Essas pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas na semana de referência somaram 65,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em outubro. Se comparado ao mesmo período do ano anterior, apresentou recuo de 5,4 milhões de pessoas.

Potencial

Segundo a pesquisa, ante o último trimestre, 436 mil pessoas saíram da força de trabalho potencial. Aí estão as pessoas em idade de trabalhar, nem ocupadas, nem desocupadas, mas que tinham potencial para estar na força de trabalho. O IBGE estimou o contingente em 9,3 milhões de pessoas. Fazem parte do grupo os desalentados, que são pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar. Esse grupo caiu 3,8% e foi estimado em 5,1 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando eram Brasil 5,8 milhões de pessoas desalentadas no Brasil, houve queda de 11,9%.

Comércio

O número de ocupados no comércio subiu 6,4%, isso equivale a 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando no setor. Na indústria a alta ficou em 4,6%, ou mais 535 mil pessoas. Conforme a pesquisa, em igual período, mais 500 mil pessoas passaram a trabalhar no segmento de alojamento e alimentação (11,0%). Na construção, foi registrada uma elevação de 6,5% na ocupação ou 456 mil pessoas.

Adriana Beringuy informou que na comparação com o trimestre anterior, dos dez grupamentos de atividades, seis tiveram crescimento na ocupação e os demais ficaram estáveis. “Quando comparamos com o mesmo trimestre do ano anterior, nove apontaram crescimento significativo. Isso indica que a conjuntura econômica do trimestre encerrado em outubro é muito diferente do mesmo período do ano passado. A recuperação já mostra um cenário muito mais favorável para a ocupação”, completou.

Pesquisa

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. Segundo o IBGE, a amostra da pesquisa por trimestre no Brasil é realizada em 211 mil domicílios com cerca de dois mil entrevistadores, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do órgão.

Por causa da pandemia de covid-19, o IBGE adotou a coleta de informações da pesquisa por telefone desde 17 de março de 2020. “É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante”, indicou o IBGE.

Polícia Militar Rodoviária flagra mais de 4 mil motoristas em excesso de velocidade

Com fiscalização redobrada em toda a malha rodoviária estadual, o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) registrou 4.045 imagens captadas por radar de carros em excesso de velocidade e aplicou 893 autos de infração de trânsito durante o feriado de Natal. A Polícia Militar pede aos condutores que respeitem o código de trânsito e os limites de velocidade.

Entre 23 e 26 de dezembro, houve 62 acidentes de trânsito, com 71 pessoas feridas e 22 mortes. “Continuamos a orientar às pessoas para terem todo o cuidado com a direção e que saiam com antecedência, pois a pressa pode causar acidentes”, afirmou o comandante do BPRv, tenente-coronel Welengton Joserli Selmer.

O comandante reitera aos usuários das rodovias a importância do respeito à sinalização de trânsito e de não ingerir bebida alcoólica nem antes e nem durante a direção. “Reforçamos também que os condutores não ultrapassem os limites de velocidade da via”, disse.

Policiais militares rodoviários, nos postos da coorporação e em pontos com maior circulação de veículos, fizeram abordagens e aplicaram testes com etilômetro. Foram feitos 413 testes: 10 motoristas foram presos por embriaguez ao volante e 14 que foram autuados pelo mesmo crime.

ORIENTAÇÃO – Além da fiscalização de trânsito, o BPRv atuou com orientações aos motoristas, principalmente na região do Litoral. Devido ao grande número de veículos, a 1ª Companhia adequou o sentido da Avenida Paraná, em Guaratuba, no domingo (26), para o sentido único ao Ferry Boat. A mudança foi adotada para diminuir o congestionamento e melhorar a fluidez do trânsito na cidade.

No combate a crimes, o batalhão intensificou o trabalho da Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), de Operações com Cães e abordagens gerais para encontrar drogas, armas e contrabando.

Um exemplo foi o que ocorreu em Iporã, na sexta-feira (24), em que foram apreendidos 7,8 quilos de skunk, uma derivação mais forte de maconha, durante uma abordagem a um ônibus de viagem que seguia de Francisco Alves para Curitiba. Um rapaz, de 19 anos, foi preso e encaminhado à Polícia Civil.

OPERAÇÕES COM CÃES – Além de contar com mais policiais militares rodoviários nos postos rodoviários, graças a uma readequação interna de efetivo, também foram preparadas equipes de operações com cães para elevar a eficiência das abordagens e fiscalizações a veículos, principalmente no Litoral do Estado.

Com maior público na região por conta das festas de Natal e Ano Novo, o batalhão está usando equipes de operações com cães nos acessos aos municípios para inibir a entrada de drogas.

Museus se reinventam para dialogar com o público e fecham o ano com exposições presenciais

Se parte de 2021 foi de portas fechadas para os museus, nos bastidores o trabalho foi intenso, no sentido de manter o diálogo e as atividades culturais para os diversos públicos de forma on-line. A medida em que as restrições foram diminuindo e permitindo a reabertura, as instituições passaram a acolher o público com exposições de grande interesse e variadas propostas.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA – Iniciativas como MAC de Casa (que apresenta obras do acervo), Outros Salões (que traz um resgate histórico de curiosidades e informações sobre edições anteriores do Salão Paranaense) e Arquivos do MAC (apresenta conteúdos a partir de arquivos do Setor de Pesquisa e Documentação) movimentaram as redes e aumentaram o número de seguidores e o alcance geral de público do Paraná e outros estados do Brasil.

Em maio, o reencontro presencial com o público foi marcado por uma grande mostra individual da paranaense Dulce Osinski: “Verdeazul”.

Encerrando o ano, o MAC Paraná inaugurou a mostra “Enquanto tudo queima”, reunindo artistas do acervo do museu, artistas paranaenses convidados pela curadoria e artistas franceses, que participam da mostra através de uma parceria com o Consulado-Geral da França no Brasil.

Houve também o lançamento oficial da 67ª edição do Salão Paranaense, que este ano ocupa a cidade e a internet, além do próprio museu. O Salão teve início oficial no dia 03 de dezembro, com performances e intervenções urbanas premiadas na edição, além do lançamento de um site próprio do evento, apresentando todos os artistas e, também, as obras digitais premiadas – uma novidade que veio para conectar o mais antigo prêmio de arte contemporânea do Brasil com os debates mais atuais da arte.

MIS-PR – Em 2021, o Museu da Imagem e do Som do Paraná do Paraná inaugurou quatro novas exposições presenciais, além de duas virtuais: As Histórias que o Museu Conta e Homenagem à Fotografia. Disponíveis de modo permanente no site do Museu, atraíram do público de forma presencial depois de vários meses fechado – quando foram mantidas as exposições passadas: “Ilhas da Imaginação” e “Paraná Turismo”.

A primeira mostra montada com a reabertura, em agosto, foi a do 14º Prêmio New Holland de Fotojornalismo, composta por imagens selecionadas pelo júri, com destaque para as premiadas. Em seguida, o MIS-PR apresentou “Lembranças dos Anos 80/90”, aberta em setembro.

Em outubro aconteceu a inauguração da terceira exposição, “Fragmentos: Teatro de Bonecos Dadá”, com inspiração no livro de Dinah Ribas Pinheiro, que celebra os 50 anos da dupla, e que coloca em diálogo os bonecos com o acervo do próprio MIS-PR.

A mais recente, aberta em novembro, é “Imagens do MIS: Diálogos com o Tempo”, baseada nas coleções de fotografia do museu, com o diferencial de que há audiodescrição de todos os objetos, promovendo a inclusão.

MCAA – O grande lançamento do Museu Casa Alfredo Andersen em 2021 foi a exposição “Dois Tempos, Um Mesmo Olhar”, que faz comparações entre as obras de Alexandre Frangioni e Alfredo Andersen, artistas separados por mais de um século. Por conta da pandemia, a mostra aconteceu primeiro em versão on-line e, desde outubro, em versão presencial.

As oficinas de pintura seguiram em formato on-line, atraindo estudantes de fora de Curitiba. Ao longo do segundo semestre foram migrando para o formato híbrido, até voltarem ao presencial. Como consequência, lives sobre pintura com artistas contemporâneos foram promovidas no canal do MCAA no YouTube.

CJAP – Vinculado ao Museu Alfredo Andersen, o Centro Juvenil de Artes Plásticas teve 40 turmas regulares em 2021 (15 no primeiro semestre e 25 no segundo), além de oficinas esporádicas realizadas em parceria com outras instituições ou projetos, todas disponibilizadas para alunos de todo Brasil. Destas, três são novas: Youtuber, Cultura do Skate e Arte Urbana, em atenção às demandas estéticas das crianças e jovens.

O CJAP lançou o 3º Concurso Paranaense de Desenho, com o tema Bichos do Paraná, partindo da icônica canção de João Lopes. O período de inscrições encerra em 4 de março de 2022.

MON – Ao longo de 2021, o Museu Oscar Niemeyer realizou 14 exposições. São elas: Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço; Fernando Velloso por ele mesmo; Japonésia, de Naoki Ishikawa; Schwanke, uma Poética Labiríntica, A Travessia do Desastre, de François Andes; Radical, de Sonia Dias Souza; Formas & Anjos: Obras de Kika Costa (1984-2021); Mens Rea: A Cartografia do Mistério, de Mac Adams; África, Expressões Artísticas de um Continente; Concursos como Prática: A Presença da Arquitetura Paranaense; OSGEMEOS: Segredos; Afinidades; e Forma e Matéria, de Claudia Moreira Salles.

Na última quinzena do ano, será inaugurada a exposição “Labirinto da Luz”, de Orlando Azevedo.

O sucesso da exposição “OSGEMEOS: Segredos” fez com que o MON, pela primeira vez em sua história, vendesse ingressos exclusivamente online, com visitação em horários agendados. Em pouco mais de dois meses foram comprados aproximadamente 80 mil.

Em 2021, também foram promovidas duas exposições itinerantes, ambas na Região Metropolitana de Curitiba: “Estruturas e Valores”, do artista paranaense Antonio Arney, na Casa da Memória Manoel Alves Pereira, em Piraquara; e “O Mundo Mágico dos Ningyos”, no Museu Atílio Rocco, em São José dos Pinhais.

Na atual gestão, o acervo do MON foi triplicado, sendo composto hoje por cerca de 9.400 obras. Neste ano, o Museu Oscar Niemeyer recebeu a doação de uma das mais importantes e significativas coleções de arte africana contemporânea, com aproximadamente 1.700 obras, oriunda da Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY), de São Paulo. Um recorte dessa coleção está em exposição na mostra “África, Expressões Artísticas de um Continente”, de longa duração.

Em novembro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou uma exposição com obras itinerantes do acervo do MON no Teatro Municipal de Cascavel. A iniciativa deverá ser replicada em outras regiões do Estado.

MUPA – O ano de 2021 marcou a celebração dos 145 anos de fundação do Museu Paranaense, o terceiro mais antigo do Brasil. Projetos importantes foram desenvolvidos, como a continuidade do Edital de Ocupação do Espaço Vitrine – programa lançado em 2019 que tem como objetivo selecionar exposições de Artes Visuais, Design e Arquitetura em diálogo com as disciplinas científicas da instituição.

Dentro da ideia de pensar um acervo secular em conexão com o pensamento contemporâneo, as novas aquisições não se limitam apenas a objetos, mas também ao patrimônio imaterial, aos relatos culturais e experiências de vida. É o caso, por exemplo, da coleta de depoimentos de mestres caiçaras e de imigrantes por meio de registros audiovisuais produzidos pelo próprio museu.

O ano no Mupa também foi marcado por importantes parcerias com instituições renomadas, como a Fundação Joaquim Nabuco de Recife (PE), o Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR-RJ) e o espaço cultural do BRDE – Palacete dos Leões, mantido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul.

Em setembro, foi lançado o web app “Jardim do Museu Paranaense”, uma ferramenta que promove a preservação das espécies vegetais e de insetos e contribui para uma experiência mais efetiva dos visitantes com a natureza, através de informações sobre espécies botânicas e da fauna presentes no jardim do Mupa. No mesmo mês, o Quinteto de Sopro da Orquestra Sinfônica do Paraná reuniu mais de cem pessoas na área externa do museu.

Os meses de novembro e dezembro ainda tiveram dois projetos de impacto. A apresentação do solo de dança contemporânea “Entre Caboclos e Baianas”, do bailarino quilombola Kunta Leonardo da Cruz; e o projeto “Retomada da Imagem”, que colocou artistas indígenas contemporâneos frente a frente com o acervo imagético do Museu.

Atendimento a casos de violência contra mulheres aumenta 26%

As ações de combate à violência contra as mulheres foram intensificadas em 2021, período de pandemia e isolamento social em que o número de casos do gênero aumentou em todo o mundo e acendeu o alerta quanto à segurança física e emocional das mulheres.

Na Casa da Mulher Brasileira, de janeiro a 18 de novembro de 2021, foram feitos 8.887 atendimentos, um aumento de 26% em relação ao período de março a dezembro de 2020, quando foram 7.005 atendimentos.

“Os dois últimos anos têm sido desafiadores para todos, sobretudo para as mulheres, que em muitos casos se viram confinadas com o agressor”, declara Elenice Malzoni, assessora de Direitos Humanos e Políticas para a Mulheres.

A Assessoria dos Direitos Humanos – Políticas para Mulheres reforçou as campanhas de conscientização e supervisionou 79 casos, de todas as regionais da cidade. A Casa da Mulher Brasileira (CMB) manteve o atendimento 24 horas àquelas que buscaram ajuda, este ano com uma novidade: um espaço pet para que as vítimas não precisem se separar dos animais de estimação caso precisem de alojamento temporário.

“A Casa da Mulher Brasileira é um local seguro, onde é possível buscar ajuda jurídica e psicológica. Nossa preocupação com o bem-estar de todas nos levou a criar este espaço”, enfatiza Sandra Praddo, coordenadora-geral da CMB.

Cinco anos de trabalho

Desde a implantação da Casa, em junho de 2016, foram 68.971 atendimentos, sendo 3.445 para mulheres provenientes da Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, e outros municípios e estados.

Com relação ao alojamento temporário (até 48 horas), foram ocupados 1.191 leitos – 604 por mulheres vítimas de violência e 587 pelas suas crianças.

 

Ações em 2021

Políticas para Mulheres

  • Palestras on-line voltadas à prevenção e enfrentamento às violências contra mulheres, disponibilizadas de forma digital pelo site do Imap. Uma delas feita em parceria com as Assessorias da Igualdade Étnico-Racial e da Diversidade Sexual, com abordagem às demandas de mulheres, negras, transexuais e lésbicas.
  • Orientações nas redes sociais da Prefeitura durante os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres.
  • Dia Internacional da Mulher com início do programa Ela Faz, para difundir o empreendedorismo, no aspecto profissional e pessoal, incentivando a autonomia e independência das mulheres.
  • Divulgação da Cartilha Lei Maria da Penha nas regionais e pontos de vacinação, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha e ao Dia do Combate ao Feminicídio.
  • Palestras sobre a Lei Maria da Penha, com os servidores da Fundação de Ação Social, 156, Centros Municipais de Educação Infantil e Secretaria Municipal da Educação.
  • Orientação sobre enfrentamento de assédio e importunação sexual nos terminais Pinheirinho e Cabral. Entrega de panfletos sobre o tema. Nas demais regionais, os panfletos foram distribuídos nas Ruas da Cidadania.
  • Está em fase de finalização o Plano Municipal de Políticas para Mulheres, com ações e metas estabelecidas pelas secretarias/órgãos. Consulta pública sobre as necessidades das mulheres do munícipio, para aprimorar as ações propostas no plano.
  • No controle social, representado pelo Conselho Municipal de Políticas para Mulheres, a assessoria subsidiou tecnicamente a revisão do Regimento, que está em fase de publicação.
  •  Participação na Feira do Conhecimento, do Colégio Estadual do Paraná, com presença do Ônibus Lilás, divulgando e orientando sobre o tema.
  •  Em 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, foi realizada uma mobilização com moradoras da Regional Boqueirão, em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, com orientação sobre temas relativos a prevenção e enfrentamento de violências, com lista de serviços disponíveis e canais de denúncia, pela equipe da unidade móvel, Ônibus Lilás. A mesma ação ocorreu nas regionais Portão, Bairro Novo e CIC, em datas diferentes
  •  Blitz informativa, direcionada para motoristas e pedestres das adjacências da Casa da Mulher Brasileira, com entrega de material informativo.
  •  Em parceria com o Conselho Municipal de Direitos das Mulheres, seminário sobre as diversas formas que a violência contra mulheres ocorre e a sua relação com os marcadores sociais de diferença.
  •  Mesa de debates com o Consulado da Argentina, com exposição das ações de enfrentamento das violências contra mulheres e da política de gênero desenvolvida naquele país.

Casa da Mulher Brasileira

  • De janeiro a novembro de 2021, a Casa recebeu 74 visitas de vereadores de Curitiba e de outros municípios e recepcionou a ministra Damaris Alves (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos), além de realizar reuniões, palestras e entrevistas.
  • Em agosto de 2021 foi assinado o Contrato de Cessão de Uso da União para a Prefeitura de Curitiba da Casa da Mulher Brasileira, por um período de 20 anos.
  • O Dispositivo de Segurança Preventiva – Botão do Pânico beneficiou, desde abril de 2019 a novembro de 2021 o total de 174 mulheres. Atualmente, 64 aparelhos estão ativos.
  • Concedido prêmio Pablo Neruda de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Curitiba para a Coordenadora da Casa da Mulher Brasileira pelos serviços prestados em prol das mulheres em situação de violência doméstica.

Da pólvora ao palco digital, Teatro do Paiol completa 50 anos

Um show com Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, no dia 27 de dezembro de 1971, marcou há 50 anos a inauguração do Teatro do Paiol, o espaço cultural mais simbólico da cidade e uma das principais atrações turísticas de Curitiba. A data será comemorada pela Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba com uma programação que vai de janeiro e se estende até dezembro do ano que vem.

Vinícius de Moraes e Marília Medalha no show de inauguração do Teatro do Paiol, em 27 de dezembro de 1971.

O ponto alto das comemorações será durante a 39ª Oficina de Música de Curitiba. O cantor e compositor Toquinho fará uma apresentação no Paiol revivendo os momentos do show realizado há 50 anos.  A apresentação no Paiol no dia 27 de janeiro será restrita ao público convidado, porém haverá reprise do espetáculo no dia 29 de janeiro no grande auditório do Teatro Guaíra.

“Para lembrar daquela noite em que Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó começaram a explodir o paiol de pólvora transformando a cultura em nossa cidade, teremos todos os dias 27, durante todo o ano de 2022, uma noite de música no Teatro do Paiol”, disse o prefeito Rafael Greca.

Depois, ao longo do ano, haverá um show por mês com um artista convidado especial. Quatro shows serão realizados com os grupos do Conservatório de Música Popular Brasileira – Orquestra À Base de Corda, Orquestra À Base de Sopro, Coral Brasileirinho e Vocal Brasileirão – e os demais com grupos selecionados por meio de edital do Fundo Municipal de Cultura.

 

Shows antológicos

O Paiol faz parte de uma era de transformações. A criatividade pulsava nas pranchetas dos arquitetos e urbanistas que acompanharam Jaime Lerner na tarefa de promover uma verdadeira revolução urbana na cidade de Curitiba, nos primeiros anos da década de 1970. Coube ao arquiteto Abraão Assad projetar um teatro de arena nas antigas instalações de um paiol de pólvora do bairro Prado Velho.

O desafio foi proposto logo nos primeiros dias da gestão do então prefeito Jaime Lerner. Sua execução levou quase um ano e, diante daquela inovação de transformar edificações antigas em equipamentos culturais, era necessário propor uma inauguração à altura. Foi então que surgiu a ideia de convidar Vinícius de Moraes. Apesar do período pouco propício, entre duas datas festivas, ele concordou, propondo a realização do show com Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, com quem estava realizando turnês por outras capitais.

O show antológico deu início a uma longa trajetória deste espaço cultural que, nessas cinco décadas, recebeu um incontável número de shows, espetáculos teatrais, encontros, debates e discussões, sempre com foco na arte e na criatividade.

Nos primeiros anos, artistas locais e grandes nomes da música brasileira dividiram o espaço. O público compareceu para ver músicos, compositores e grupos curitibanos que despontaram na época: João Gilberto Tatara, Regina Laffite e Gerson Fisbein, Marinho Galera e Paulo César Botas, Paulo Vítola, Paulo Leminski, Rosi Greca, Helinho Brandão, Nhá Gabriela, Lápis, As Nymphas, Aquarius Band, Blindagem, Grupo Ogum e grupo Rosa Branca.

Entre os artistas de expressão nacional, passaram pelo palco do Paiol o Zimbo Trio, Araci de Almeida, grupo MPB-4, Carlos Lyra, Clara Nunes, Hermeto Paschoal, Nara Leão, Paulinho da Viola, Wagner Tiso, Naná Vasconcelos, Raul Seixas, Gal Costa, Altamiro Carrilho, Paulo Tapajós, Quarteto em Cy, Fafá de Belém, Jorge Mautner, Paulinho Nogueira, Gonzaguinha, Edu Lobo, Zezé Motta, Leci Brandão, Ivan Lins, Joyce,  Djavan, João Bosco, Zizi Possi, Lula Santos, Egberto Gismonti, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Adriana Calcanhoto, Francis Hime, Leny Andrade e muitos outros.

Parcerias impossíveis

Logo no começo, além de ser palco para a música e para o teatro, o Paiol também agregou a comunidade artística de Curitiba, que passou a se reunir e debater os rumos da cultura curitibana. Ali surgiu em 1973 o MAPA, Movimento Atuação Paiol, com o objetivo de mostrar a qualidade da produção musical curitibana e valorizar os compositores da cidade.

Um dos projetos mais inovadores e interessantes do Teatro do Paiol foram as “Parcerias Impossíveis”, encontros quinzenais de personalidades de diferentes áreas e de opiniões contrárias. Compartilhando o mesmo banco e em sintonia com a plateia, os convidados dialogavam sobre temas da atualidade, que remetiam ao momento político vivido pelo país. A primeira parceria, no dia 9 de julho de 1979, foi entre o jornalista João Saldanha e o músico Paulinho Nogueira.

Ao longo dos quatro anos do projeto, o Paiol abrigou várias parcerias impossíveis: Luiz Inácio Lula da Silva e Maurício Tapajós, Newton Freire e Joãozinho Trinta, Odete Lara e Darcy Ribeiro, Leci Brandão e Aguinaldo Silva, Tizuka Yamasaki e Jards Macalé, Elke Maravilha e Filomena Gebran, Toquinho e Armando Marques, Zé Celso Martinez e Lúcio Alves, Cacique Juruna e Zelito Viana, Clodovil e Zezé Motta, Carmem Junqueira e Paulo Autran, Lucinha Lins e Carlos Novaes, Villas-Boas Corrêa e  Sérgio Cabral, João do Valle e Roberto D’Ávila, Francisco Paulo Caruso e Ignácio Loyola Brandão, Egberto Gismonti e Edilson Martins, entre outras.

Reformas

Nessas cinco décadas, o Paiol também passou por períodos de reformas. As mais significativas foram as realizadas em 2005, 2010 e 2018. Após obras de melhorias, de setembro a dezembro de 2005, o teatro foi reinaugurado em 2006 também com um show de Toquinho. Naquele ano teve início o programa Paiol Literário, idealizado pelo jornal Rascunho, que levou para o teatro importantes nomes da literatura nacional. Ignácio de Loyola Brandão, Affonso Romano de Sant’Anna, José Midlin, Luiz Ruffato, João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado, Cristovão Tezza, Ruy Castro, Miguel Sanches Neto, Rubens Figueiredo, Luci Collin, Marina Colasanti foram alguns deles.

De julho a setembro de 2010, o Paiol passou por outra importante reforma, com a recuperação estrutural do telhado, entre outras obras de manutenção, além da substituição das poltronas da plateia. O Paiol ganhou do Grupo Boticário cadeiras com design exclusivo, em madeira, criadas pelo arquiteto e designer Sérgio Rodrigues.

Em 2018, mais uma reforma foi concluída por meio do Programa de Revitalização e Modernização dos Espaços Culturais, já na segunda gestão do prefeito Rafael Greca. Foram feitas principalmente as obras de acessibilidade e a iluminação cênica da fachada. Esta reforma contou com a consultoria técnica do arquiteto Abrão Assad. Um show de João Bosco marcou a reabertura do teatro.

Palco digital

Ao longo de sua história, o Teatro do Paiol adaptou o seu perfil às mudanças do cenário cultural da cidade. O crescimento da população, o surgimento de novos espaços públicos e particulares, uma demanda cada vez maior e diversificada por produtos culturais, fez com que o Paiol consolidasse o seu perfil como espaço para aqueles que buscam shows mais intimistas. Uma de suas características sempre foi preservada – a de valorizar a música popular brasileira.

A programação, além de atender as demandas por agendamento, sempre foram definidas pela Fundação Cultural de Curitiba, e principalmente com a proposta de valorizar artistas e grupos curitibanos. Dessa forma, surgiram programas como o Terça Brasileira e o Paiol Musical, cujos shows são definidos por meio de editais de fomento da produção cultural.

Mais recentemente e mostrando sua adaptação aos novos tempos, o Teatro do Paiol passou a ser o palco do programa Paiol Digital, desenvolvido pela Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba. Desde 2018 edições mensais reúnem pessoas conectadas ao mundo do empreendedorismo, da inovação e das novas tecnologias. O objetivo é propiciar networking e fomentar ações voltadas ao desenvolvimento da cidade.

“Do presencial ao digital, o Paiol continua sendo um símbolo da nossa identidade e da nossa capacidade de inovar. Continuará sendo palco permanente da arte musical e de todas as outras formas de expressão que procuram proximidade, interatividade e conexão com o público”, destaca a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro.

Durante a pandemia de covid-19, desde março de 2020, assim como todos os espaços culturais o Teatro do Paiol também suspendeu suas atividades com público presencial. Programas como o Paiol Literário e o Paiol Digital foram transferidos para os meios virtuais e assim têm se mantido até agora. Com a diminuição dos casos da doença e o relaxamento das restrições sanitárias, alguns espetáculos e o próprio Paiol Digital passaram a ser gravados no palco do teatro e transmitidos nas redes sociais da Prefeitura e da Fundação Cultural de Curitiba e também no Coreto Digital do Passeio Público.