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segunda-feira, 27 abril 2026
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EJA abre inscrições para exames de conclusão de disciplinas e semestres para ensino médio

Estão abertas as inscrições para os exames estaduais de EJA (Educação de Jovens e Adultos) para o ensino médio. Eles serão realizados de maneira on-line, em computadores de instituições de ensino que ofertam EJA, e têm o objetivo de certificar a conclusão de matérias ou semestres. Para se inscrever, é preciso entrar em contato com uma das escolas da rede estadual que abrigam a modalidade — confira a lista aqui.

As inscrições, abertas nesta segunda-feira (18), seguem até 29 de outubro e as provas acontecerão em novembro e dezembro. É necessário ter 18 anos completos para fazer o exame do ensino médio. Para o ensino fundamental, as inscrições aconteceram entre 23 de setembro e 3 de outubro.

Os candidatos devem optar se realizarão a prova de um semestre (com 60 questões e 3h30 de duração) ou se farão provas de uma ou mais disciplinas (com 1h30 de duração e 15 questões para cada disciplina). O candidato responderá somente às questões referentes ao semestre ou à disciplina para as quais realizou a inscrição.

Será preciso, no dia da prova, levar um documento de identificação oficial com foto. Além disso, os estudantes que se inscreverem para Língua Portuguesa também deverão levar uma caneta esferográfica de tinta preta ou azul escura, fabricada em material transparente, uma vez que deverão escrever uma redação.

CERTIFICADO – O candidato aprovado em todos os semestres do nível de ensino (fundamental ou médio) poderá solicitar o certificado de conclusão em uma das instituições credenciadas pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) e autorizadas a emitir a certificação.

É necessário levar o cartão-resposta impresso, formulário de requerimento impresso e preenchido, RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento e uma cópia do relatório de notas (gabarito) dos Exames Estaduais de EJA On-line/2021.

O candidato poderá solicitar o aproveitamento de resultados anteriores obtidos em provas de Exames Estaduais de EJA on-line ou convencionais, em disciplinas cursadas nas instituições de ensino com regime de matrícula por disciplina (quando for o caso), pelos Exames para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – Encceja (Exterior, Nacional ou Pessoas Privadas de Liberdade – PPL) ou pelo Exame Nacional do Ensino Médio – Enem/Enem PPL até 2016.

Mais informações podem ser obtidas no edital dos Exames Estaduais de EJA On-line 2021 ou diretamente nas instituições de ensino.

Acesse os conteúdos para os exames on-line 2021.

Jucepar promove live sobre novas regras de registro de empresas

A Junta Comercial do Paraná (Jucepar) promove no próximo dia 27 (quarta-feira), às 10h, a live “Mudanças nas regras de registro baseadas na Lei 14.195”. A transmissão será pelo Canal do YouTube da instituição.

Os convidados vão debater sobre as maneiras de registrar ou regularizar uma pequena empresa, baseadas na nova lei 14.195. As regras facilitaram o processo e, ainda, há importantes mudanças em relação ao nome empresarial, abertura de protocolos na Jucepar, licenciamentos e alvarás. Durante a live, os espectadores poderão enviar questionamentos para serem respondidos pelos palestrantes.

O tema será abordado pela advogada Caroline Taborda Dallegrave e pelo procurador regional da Jucepar, Marcus Vinicius Tadeu Pereira. Caroline é especialista em Direito Administrativo e Direito Aplicado, mestranda em Direito Empresarial e Cidadania, coordenadora Jurídica da Faciap (Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná) e coordenadora do Imafaciap (Instituto de Mediação e Arbitragem).

O evento será somente online. Para ser notificado sobre a live e demais vídeos postados pela Jucepar, basta se inscrever no Canal da Junta no YouTube. As lives já realizadas podem ser acessadas tanto no YouTube, quanto no Facebook (@jucepar) e Instagram (@juceparcomunica).

Coxa perde em São Januário

Pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Coritiba viajou para o Rio de Janeiro para enfrentar o Vasco em São Januário, na tarde deste sábado (16), e a equipe carioca venceu por 2 a 1, com gols de Germán Cano e Nenê. Léo Gamalho fez o gol do Coxa no início do segundo tempo. Mesmo com a derrota o Coritiba ainda é o líder do Brasileirão, com 54 pontos da tabela.

O próximo compromisso do time Alviverde será na terça-feira (19), às 21h30, no Couto Pereira, contra o Sampaio Corrêa.

O jogo

O treinador Gustavo Morínigo não contou com a presença do volante Matheus Sales, que cumpriu suspensão. E antes do jogo, Willian Farias foi vetado pelo departamento médico com quadro viral. Waguininho voltou para o time, depois de se recuperar de lesão muscular.

A escalação de Morínigo teve: Wilson, Natanael, Henrique, Luciano Castan e Guilherme Biro; Jhony (Gustavo Bochecha), Val e Robinho (Waguininho); Matheus Alexandre (Rafinha), Igor Paixão (William Alves) e Léo Gamalho.

Foram 90’ minutos difíceis para o Coxa. O Vasco partiu para o ataque e aos 18’ de jogo Germán Cano abriu o placar em São Januário, levando a vantagem para o intervalo. O Coxa começou uma reação, logo aos 17 segundos de jogo do segundo tempo, com chute forte no canto da meta adversário do artilheiro Léo Gamalho.

Mas os cariocas conseguiram ficar na frente aos 7’ minutos, após revisão do VAR, a arbitragem confirmou um gol de Nenê, que deu a vitória para o Vasco.

O Coritiba tentava entrar nos espaços para atacar o adversário, e chegar ao empate, porém mesmo com a derrota, ainda é o líder da Série B.

Ganhar ou perder, eis a questão!

Quando ganhamos? E quando perdemos? E quando ganhamos, o que ganhamos, ou o que perdemos? E quando perdemos, ganhamos algo com isso? Sim, eu sei, são muitas perguntas! Mas pergunte-se a si mesmo: o que vem depois de ganhar? E depois de perder? Uma coisa é certa: há choro se há vitória ou se há derrota, não é mesmo? Na vitória, não se ergue ninguém porque já se está no topo; na derrota, há a procura de falhas, de erros, de lacunas a serem preenchidas com acertos.

Primeiramente, precisamos compreender que determinadas palavras são ditas sem atinarmos para o seu contexto. Quando digo “ganhar”, a qual situação estou me referindo? Ao recebimento de uma herança ou a um canudo de formatura? Entre essas duas situações há um abismo a ser compreendido: no primeiro caso, qual foi o meu esforço? E no segundo? O príncipe herdeiro da rainha Elizabeth apenas nasceu na família real; enquanto alguém que se forma em uma universidade precisou de alguns anos de esforço, de desgaste físico e mental para “ganhar” o seu tão almejado “canudo”. Então esse verbo ganhar precisa ser contextualizado! Quando dizemos “preciso ganhar mais dinheiro” (a não ser que você conheça alguém muito generoso com você e que queira lhe dar dinheiro), isso significa mais trabalho, mais esforço.

Assim também o verbo perder tem suas nuances. Já ouvimos este diálogo: “- Puxa, não consegui ir à festa ontem.  – Você não perdeu nada, estava um horror! Faltou comida, o som estava horrível, não tinha lugar pra sentar!”. Na verdade, o que foi perdido? Já ouvimos também: “Não morri porque cheguei atrasado para o chek in e perdi o voo”. Afinal, o que realmente perdemos quando pensamos que perdemos? Parece-nos que o valor dado à perda ou ao ganho nem sempre corresponde ao que deveria ser valorizado. Se refletíssemos sobre o que nos resta após uma perda ou um ganho, poderíamos ver o mundo com outros olhos, com menos rancor, menos mágoa, menos dor.

E o chorar segue ambas as situações. Na alegria ou na tristeza. Porém as lágrimas da segunda vêm carregadas de questionamentos, o que aconteceu? Onde errei? Por que comigo? E é aqui que precisamos reunir forças para restaurar as frustrações, decepções que as “derrotas” nos impõem. É preciso perceber as nossas falhas, onde erramos. Avaliar, nas perdas, o que de fato pudemos aprender, ganhando, assim, sabedoria e paz.

Sendo assim, precisamos rever alguns conceitos humanos quanto a ganhos e perdas, pois tudo que ganharmos neste mundo ficará fora do caixão. Por isso no evangelho do apóstolo Marcos, capítulo 8, verso 35, Jesus diz: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará”. Pode nos parecer incongruente essa afirmação, mas não é algo sem propósito lutar tanto nesta vida e dela nada podermos levar? Pense nisso, você não vai perder nada!

É possível utilizar “prints” de conversas como prova judicial?

Esta é uma pergunta recorrente em nosso escritório, pois muitos clientes não sabem se é permitido ou não a utilização dessa ferramenta como meio de comprovação do que se alega.

Pois bem, os “prints” podem (e devem) ser utilizados como prova em processos judiciais, seja “print” do WhatsApp, Facebook ou Instagram. Porém é necessário tomarmos alguns cuidados, haja vista que existe a possibilidade de alteração das imagens por meio desses aplicativos. Recentemente uma decisão do STJ rejeitou prints do WhatsApp como provas de uma investigação por não ser possível garantir que as cópias fossem autênticas, invalidando-as como meio de provas.

Ocorre que em princípio, o CPC (Código de Processo Civil) garante o total direito de empregar todos os meios legais para provar a verdade dos fatos. Isso inclui o uso de mensagens trocadas por esses meios digitais, porém não é que temos visto na praxe forense. Sendo assim, sempre instruímos aos envolvidos, que para dar mais credibilidade a esse recurso, seja feita uma ata notarial das telas de conversas junto ao Cartório, posto que assim, o tabelião por meio deste procedimento irá atestar que aquele fato digital aconteceu de verdade, chancelando o documento por meio da sua fé pública.

Presidente diz que determinará redução da bandeira tarifária na luz

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (14) que determinará ao Ministério de Minas e Energia (MME) que altere a bandeira tarifária de energia elétrica para rebaixá-la a um valor menor a partir do mês que vem. A declaração foi feita durante discurso na Conferência Global Millenium, um evento que reúne igrejas evangélicas.

“Estávamos na iminência de um colapso. Não podíamos transmitir pânico à sociedade. Dói a gente autorizar o ministro Bento [Albuquerque], das Minas e Energia, a decretar a bandeira vermelha. Dói no coração, sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou determinar que ele volte à bandeira normal a partir do mês que vem”, disse o presidente, sem entrar em detalhes sobre qual seria a redução pretendida.

O país enfrenta a maior crise hídrica em 91 anos, o que tem afetado os reservatórios das usinas hidrelétricas. Neste cenário, o custo de energia aumenta porque é preciso acionar as usinas termoelétricas, que são mais caras. Em agosto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária na conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa extra passou a ser de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos e entrou em vigor a partir do dia 1º setembro, permanecendo vigente até abril do ano que vem.

Criada em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica e é dividida em níveis. Elas indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre nenhum acréscimo.

A bandeira amarela significa que as condições de geração de energia não estão favoráveis e a conta sofre acréscimo de R$ 1,874 por 100 kWh consumido. A bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia naquele período. A bandeira vermelha é dividida em dois patamares. No primeiro patamar, o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo na razão de R$ 3,971 por 100 kWh; o patamar 2 aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh. Acima da bandeira vermelha, está a bandeira escassez hídrica, atualmente em vigor.

Mais cedo, o ministro Bento Albuquerque reiterou que o país não corre risco de racionamento de energia devido à grave crise hídrica. Segundo ele, desde o ano passado o governo tem monitorado a situação e tomado as medidas necessárias para garantir o abastecimento de energia. A declaração foi feita durante a abertura da 40ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) 2021, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Pandemia reafirma importância de um ato simples: lavar as mãos

Tido como uma das formas mais simples e econômicas de prevenir doenças e controlar infecções, a correta e frequente higienização das mãos pode salvar vidas. E foi para tentar sensibilizar a população global sobre a importância do ato que vários países e instituições decidiram dedicar o 15 de outubro à celebração do Dia Mundial da Lavagem das Mãos.

Criada por iniciativa da Global Handwashing Partnership (GHP, em português, Parceria Global para a Lavagem das Mãos), uma organização não-governamental que reúne representantes do setor público e privado de diversas nações, incluindo multinacionais do setor de higiene e beleza, a data é celebrada desde 2008 e, neste ano, tem como lema a frase Nosso futuro está em nossas mãos: avancemos juntos.

A efeméride é reconhecida inclusive pela Organização Mundial da Saúde (OMS), embora esta também tenha instituído uma data para estimular a adoção de boas práticas de higienização das mãos: o 5 de maio.

Nesta quinta-feira (14), a diretora regional da OMS para o continente africano, Matshidiso Moeti, chamou a atenção para o fato de que muitas pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a água e sabão. Segundo ela, em média, apenas uma em cada quatro famílias que vivem nos países africanos tem acesso regular a esses produtos.

“Gostaria de aproveitar o fato de estarmos celebrando o Dia Mundial da Lavagem das Mãos para apelar para que todos os governos, parceiros e comunidades intensifiquem as estratégias que visam a aumentar o acesso à água potável e ao saneamento, uma vez que a lavagem das mãos com água e sabão faz parte das intervenções economicamente mais vantajosas para reduzir a transmissão de doenças”, disse Matshidiso Moeti, destacando que, para tentar conter a transmissão da covid-19, a maioria dos países africanos implementou ações para que mais gente tivesse acesso aos meios necessários para higienizar as mãos.

“O desafio agora é fazer com que estas e outras inovações sejam utilizadas em grande escala e é aqui que as parcerias público-privadas e os incentivos financeiros podem desempenhar um papel fundamental”, acrescentou a diretora regional.

Saneamento

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A falta de acesso a serviços essenciais pode comprometer um ato simples como o de lavar as mãos – Jefferson Rudy/Agência Senado
No Brasil, dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento apontam que 16,3% dos pouco mais de 210 milhões de habitantes pesquisados em 2018 não eram servidos por rede de água e 46% não tinham seu esgoto coletado.

Assim como em outras partes do mundo, também no Brasil a falta de acesso a serviços essenciais faz com que muitas pessoas não consigam realizar um gesto que deveria ser corriqueiro. Isso acabou despertando a atenção e a solidariedade de muitos, estimulando iniciativas público e privadas para disponibilizar álcool, água e produtos de higiene gratuitamente.

Para os especialistas, estes cuidados devem ser mantidos mesmo depois que a covid-19 estiver sob controle, tornando-se um hábito regular de higiene que pode reduzir o número de mortes por outras causas, como a diarreia, e reduzir os casos de infecção, inclusive respiratórias.

O Ministério da Saúde inclusive usou a data instituída pela OMS para, em maio deste ano, reforçar a necessidade dos profissionais de saúde do Brasil terem sempre cuidados com a higiene das mãos – o que, de acordo com a pasta, exige que os serviços de saúde disponibilizem aos trabalhadores e usuários insumos de boa qualidade, como álcool, sabonete líquido, papel toalha descartável e água.

Em sua página na internet, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza um manual que, embora destinado aos profissionais da saúde, contém informações claras sobre como qualquer pessoa deve higienizar adequadamente as mãos.

De acordo com a agência, embora simples, a eficácia da limpeza depende da duração e técnica empregada. E, para uma higienização mais eficaz, é recomendável que a pessoa retire anéis, pulseiras e relógios, já que micro-organismos podem se acumular sob estes objetos.

Professor transforma espaço abandonado em área verde multiuso e inspira estudantes

Ao ver um espaço abandonado no terreno do Colégio Papa João Paulo I, no bairro Boa Vista, em Curitiba, Aguinaldo Afonso Carneiro logo teve a ideia de criar um projeto para os estudantes, e com a ajuda deles. Foi assim que surgiu uma sala verde multiuso, onde os alunos podem plantar, interagir com o meio ambiente e ter aulas ao ar livre.

O projeto chegou a receber um prêmio, em 2000, concedido pela Nova Escola – instituição sem fins lucrativo, que atua no desenvolvimento de produtos, serviços e conteúdos voltados aos professores.

Aguinaldo é personagem da matéria produzida pela equipe da Secretaria estadual da Educação e do Esporte em homenagem ao Dia do Professor. “Gosto muito do trabalho em conjunto, envolvendo a maior parte das pessoas da escola. Então, sempre me dediquei a encontrar coisas novas e a inspirar os alunos”, conta. Aguinaldo, que entrou no colégio em 1997, como professor de Geografia, e chegou a dar aulas para os pais dos alunos de hoje.

Além da sala verde, o diretor também desenvolveu iniciativas como a “lojinha” de tênis e uniformes, na qual estudantes podem doar uniformes e calçados usados, que são entregues gratuitamente àqueles que precisam das peças. Criou também um serviço voltado à saúde mental do estudante. Por meio de uma parceria, duas psicólogas e uma conselheira oferecem atendimento gratuito na escola, uma vez por semana, aos estudantes.

“Os alunos têm que se sentir bem na escola, antes de qualquer coisa. Só assim conseguimos resultados no ensino-aprendizagem”, ressalta Aguinaldo. Ele conta que, antes da implementação das iniciativas, a evasão na escola era alta. “No bairro, o conceito do colégio era baixo. Havia fechamento de turmas por pouca procura. Hoje, nós nos tornamos referência na região, temos até fila de espera”, comenta.

SER EDUCADOR – Antes de ser professor, Aguinaldo era dono de uma farmácia. Entrou por acaso no mundo da educação, após concluir a faculdade, quando teve de cobrir aulas de uma professora que precisou se ausentar. Desde então, nunca mais abandonou a rotina escolar. “Quando vi, estava totalmente envolvido. Descobri que dar aula era o que eu mais gostava de fazer”, conta.

Para ele, ser professor é viver aprendendo, todos os dias. “É muito gratificante buscar conhecimento para repassá-lo e perceber que, lá no futuro, você fez a diferença na vida desses estudantes.”

 

Procon recomenda que açougues deixem de vender ossos e carcaças de animais

O Procon do Paraná, vinculado à Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, e a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) emitiram uma recomendação administrativa aos mercados, açougues e supermercados para que não comercializem ossos de boi ou carcaças de frango e de peixe a pessoas de baixa renda.

O documento foi assinado nesta sexta-feira (15) e pede aos estabelecimentos que optem pela doação.

Segundo a chefe do Procon, Claudia Silvano, a recomendação é necessária porque a prática é uma vantagem manifestamente excessiva. “O documento significa um esforço de vários atores da sociedade para que haja a adesão dos estabelecimentos nesse momento tão delicado da economia”, afirmou. “É uma situação atípica. É preciso olhar para esse público”.

O secretário Ney Leprevost disse que vender este tipo de produto é exploração a um consumidor que está extremamente vulnerabilizado financeiramente. “Não podemos fechar os olhos para essa realidade. Ao invés da venda, os estabelecimentos devem optar pela doação, desde que respeitada a legislação sanitária, com vistas a garantir todos os requisitos de segurança para o consumo do produto”, ponderou.

A inflação de setembro (1,16%), último indicador divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a mais alta para o mês desde 1994 – no acumulado de 12 meses já atingiu 10,25%. O grupo Alimentação e Bebidas tevem alta de 1,02%. Contribuiram para o resultado o frango inteiro (4,50%) e o frango em pedaços (4,42%). Os preços das carnes bovinas (-0,21%) recuaram após sete meses consecutivos de alta, acumulando variação 24,84% nos últimos 12 meses.

Filhote de onça-parda vai receber os cuidados do Zoo de Curitiba

O Zoológico de Curitiba ganhou uma nova moradora nesta quinta-feira (14/10). Uma onça-parda filhote, atropelada no Norte do Paraná e tratada pelo Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) de Londrina, vai ganhar um novo recinto na unidade de conservação do Alto Boqueirão.

A destinação do animal foi feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), do Governo do Estado, já que ela não tem mais condições de viver na natureza. “Por se tratar de um filhote e ainda ter pequenas sequelas neurológicas do acidente, ela não iria conseguir sobreviver”, afirmou a chefe do Setor de Fauna do IAT, bióloga Paula Vidolin.

O Zoo foi escolhido por ter espaço físico e equipe capacitada para o tratamento da onça-parda, também conhecida como puma ou sussuaruna. O novo recinto será adequado às suas necessidades, com área aberta e espaço para manejo e fornecimento de alimentação balanceada.

Antes de conhecer os visitantes, ela vai passar por um período de quarentena e adaptação no setor extra do Zoo, fora de exposição. “São cerca de três semanas, pelo menos, para que o animal possa se ambientar, conhecer a equipe e, principalmente, para reduzir riscos de introdução de patógenos no plantel”, explicou o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, Edson Evaristo.

“Embora diversos exames já tenham sido feitos antes do embarque, o isolamento e a supervisão clínica fazem parte do protocolo de entrada de animais no Zoo de Curitiba”, completou.

Cuidados necessários

De acordo com a chefe do Zoo, Ana Silvia Passerino, no recinto definitivo ela terá espaço para se exercitar e o acompanhamento da equipe técnica.

“No espaço, condizente com o seu porte, ela poderá se deslocar, terá estímulo das atividades de enriquecimento ambiental, cuidados e alimentação balanceada”, afirmou a chefe do Zoológico.

Atropelamentos são risco para a espécie

É a segunda vez que uma filhote de onça-parda é destinado ao Zoo de Curitiba após atropelamento. Desta vez, o animal foi encontrado às margens da rodovia PR-151, próximo ao município de Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro. O Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb) encaminhou a onça ao Cafs Unifil para atendimento médico-veterinário.

Ela foi submetida a uma cirurgia com células-tronco no Cafs, no Hospital Universitário Veterinário da Unifil. Após o tratamento, o IAT definiu o Zoológico de Curitiba como destino da onça-parda

A primeira vítima de atropelamento a encontrar abrigo na instituição de Curitiba foi Juma, ainda em 2013, que sofreu o acidente em Goiás e veio encaminhada pelo Ibama. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ampliação da malha rodoviária, que causa fragmentação dos habitats e aumenta chances de atropelamentos, é um risco para a espécie.