Nem todo resíduo é rejeito e separar direito esse material para descarte é fundamental para melhorar a sustentabilidade de uma cidade.

Lata, papel, vidro e plástico não devem ir para o lixo comum

Até pouco tempo atrás, isopor não podia ser reciclado. Agora pode, virou Lixo que Não é Lixo.

A separação correta – aquele trabalho que todos devemos fazer em casa – desses resíduos é fundamental para que eles possam ser reaproveitados.

Um dos cuidados é evitar a contaminação. Portanto, eles precisam estar com menos de água, gordura ou restos de alimentos possível.

“A separação é bem mais simples do que se imagina, bastam alguns cuidados”, resume a gerente de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Leila Maria Zem.

O que separar

Basicamente, há duas categorias essenciais de lixo: o úmido e o seco. Eles precisam ser acondicionados em embalagens distintas umas das outras, para melhorar a eficiência do processo.

O lixo úmido é o formado por restos de comida e rejeitos de banheiro, principalmente. Parte dos restos de comida podem ser destinados à compostagem – e, portanto, ter outra utilidade.

Lixo úmido deve ser acondicionado em sacos pretos para ser enviado à coleta comum. Já o lixo seco é aquele composto basicamente por embalagens, que devem ser livres de contaminação (portanto, precisam estar limpas) antes de ser enviado para coleta. O material deve ser acondicionado em sacos coloridos (outra cor que não seja a preta) ou, ainda, em caixas de papelão.

Que horas descartar?

Tanto o lixo domiciliar comum quanto o reciclável devem ser colocados na lixeira para recolhimento nos horários próximos da passagem dos caminhões de coleta – as duas têm dias e horários distintos e por região.

Isso evita, por exemplo, que um animal revire o material e suje a rua (o que, de quebra, pode atrair bichos como ratos e baratas).
Cada região tem os seus dias e horários  específicos de coleta. Está em dúvida de quando passa na sua casa? Consulte o site (coletalixo.curitiba.pr.gov.br).

Isso é importante, vale reforçar: horário próximo tem de ser próximo! Se a coleta passa à noite, por exemplo, nada de colocar o lixo de manhã ou cinco horas antes.

Precisa limpar

As embalagens do lixo reciclável não devem estar com restos de comida ou sujos ao serem encaminhadas para reciclagem.
Se não estiver limpo, o material perde seu valor comercial – além de atrair vetores de doenças (como ratos) e causar mau cheiro.

Portanto, é preciso limpá-lo. O material pode ser limpo no momento de lavar a louça, aproveitando a água que já seria utilizada.

Não precisa passar esponja com detergente; tirar os excessos com água já resolve. O excesso também também pode ser retirado com um guardanapo já utilizado

E se for de papelão? Claro, não dá pra lavar, mas é preciso raspar os restos de comida, molho etc.
Itens como remédios ou produtos de limpeza requerem atenção especial.

Recicla ou não recicla?

Um guia rápido para os materiais mais comuns

Caixa de pizza
Recicla. Mesmo a parte engordurada pelo queijo e pelo azeite? Sim, esse tipo de “sujeira” não prejudica o processo de reciclagem. Mas é importante evitar que restos da pizza vão junto com o material, porque os alimentos vão contaminar o material e atrair vetores durante o armazenamento. Isso vale para outros tipos de caixas de papelão também.

Caixa e sacola de plástico
Recicla. Depois de retirar todo o resíduo de alimento do recipiente plástico, ele pode ser destinado ao lixo reciclável.

Embalagem de isopor
Recicla. Assim como acontece com o plástico, é preciso retirar todo o resíduo das embalagens de isopor e destiná-las limpas e secas.

Marmita de alumínio
Recicla. Mantém-se o cuidado de retirar bem os resíduos de alimentos para destinar as marmitas de alumínio para reciclagem.

Talher descartável
Recicla. Mas, sempre que possível, reutilizar.

Guardanapo e papel toalha
Pode reciclar, desde que estejam limpos. Se forem usados apenas para secar água, por exemplo, assim que secarem, podem ser destinados à reciclagem. Mas aqueles que foram usados e estão com gordura e outros tipos de sujeira devem ir para o lixo comum.

Embalagens de remédios
Uma parte recicla, outra não. As caixinhas de papel que servem de embalagem devem ser encaminhadas para reaproveitamento. Já as cartelinhas de comprimidos vazias e os vidros ou tubinhos de plástico de remédio não podem ir para a reciclagem, já que contém resquícios de produtos químicos. Muitas farmácias têm locais específicos para receber esse material. No sistema do município, o descarte deve ser feito no caminhão do Lixo Tóxico (veja o cronograma no site https://coletalixo.curitiba.pr.gov.br/lixo-toxico). Nunca descartar o conteúdo de remédio no lixo comum.

Produtos de limpeza e higiene
Embalagens de papelão, metal e plástico que tenham sido adquiridas com estes produtos podem ser separadas e encaminhadas para a reciclagem desde que não haja nenhum resíduo que, em geral, contém componentes químicos. Ou seja, limpar bem antes de encaminhar.

Lixo eletroeletrônico
Monitores, computadores, notebooks, aparelhos de TV, fax, de telefonia fixa, celulares, entre outros equipamentos sem uso ou estragados são encaminhados corretamente por meio de mutirões de recolhimento mensais realizados pela Secretaria do Meio Ambiente. Resíduos deste tipo podem, ainda, ser apresentados à coleta do Lixo que Não É Lixo (um item) ou levados aos Ecopontos mistos (são 11 na cidade). Três regionais da cidade também instalaram pontos fixos para coleta: Boqueirão, Tatuquara e Cajuru. O material é encaminhado a associações do Ecocidadão, que fazem a separação correta. Eletroeletrônicos descartados de maneira incorreta ou em aterros sanitários podem causar poluição ambiental em função de seus componentes tóxicos.

Embalagens de salgadinho
Recicla – Apesar de ser complicado, em função de envolver vários tipos de plástico, é possível encaminhar para a separação, sim. O mercado não é muito receptivo ao produto, mas assim como com o isopor, podem aparecer novas tecnologias para facilitar e popularizar a reutilização do material.

Óleo de cozinha
Recicla – Óleo usado em frituras, de origem animal ou vegetal, pode ser encaminhado para a coleta seletiva ou para o Câmbio Verde, com o líquido bem acondicionado em garrafas pet. Ecopontos e caminhões do Lixo Tóxico também recebem o resíduo.