18.9 C
Curitiba
quarta-feira, 8 abril 2026
Início Site Página 175

Guairão recebe “Turnê sem fim” da banda Blitz no dia 1º de setembro

Uma mistura de rock, pop, funk, reggae, samba, soul e blues marca a “Turnê sem fim”, da banda Blitz. A trupe carioca desembarca na capital paranaense com todo esse suingue para celebrar seus mais de 40 anos de carreira no próximo dia 1º de setembro para uma única apresentação no palco do Guairão, às 21h15.

Liderada por Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), a banda conta em sua formação atual com Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Alana Alberg (baixo), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal).

O show será marcado por grandes hits como “Você Não Soube me Amar”, “A Dois Passos do Paraíso”, “Mais uma de Amor”, entre outras.

HIT DOS ANOS 80 – O grupo nasceu sob a lona do Circo Voador, na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro. Foram necessários apenas três meses para se transformar na sensação do mercado fonográfico brasileiro nos anos 80. A banda atingiu a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas com o compacto “Você Não Soube me Amar”. Na sequência, lançou o primeiro LP,  “As Aventuras da Blitz”.

O sucesso da banda mudou o panorama das rádios e das gravadoras do Brasil. O grupo fez grandes shows em ginásios e estádios, e também se apresentou no primeiro Rock In Rio, em 1985. A banda também já passou pelos EUA, Europa e Japão (2011, 2014, 2015 e 2018). O último álbum concorreu ao Grammy Latino. Em 2020, a história da banda virou filme e “Blitz – O Filme” foi exibido no Festival de Cinema do Rio. 

Em 2022, a banda foi headliner do festival da Rolling Stone e do Rock Brasil, maior festival de rock itinerante do País.

Serviço:

Blitz – “Turnê sem fim”

Dia: 01 de setembro, sexta-feira

Horários: abertura do teatro: 20h / Início do espetáculo: 21h15

Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto – Rua Conselheiro Laurindo, 175

Duração do show: 90 min

Ingressos: Disk Ingressos a partir de R$ 90,00 (meia-entrada) + taxa adm, o valor varia de acordo com o setor

Orquestra Sinfônica apresenta concerto em homenagem à Semana da Pátria no domingo

A Orquestra Sinfônica do Paraná se apresenta neste domingo (3), às 10h30, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), com regência do maestro convidado Helder Trefzger e participação do solista César Birschner Lira (piano). No programa, o Hino Nacional; o Hino da Independência; o Hino à Bandeira; e o Hino da Proclamação da República. Haverá acessibilidade com intérprete de Libras e audiodescrição.

“Teremos ainda outras obras clássicas ligadas ao tema do civismo, como Suíte Sinfônica Brasil Azul, do compositor brasileiro Alexandre Guerra, que é uma trilha sonora inspirada nas belezas da costa do País. Também teremos o célebre Batuque, obra responsável pela divulgação do nome do carioca Lorenzo Fernandez no panorama internacional. São variações sobre o tema do nosso hino nacional. Será um belo programa”, afirma Trefzger.

A Orquestra também irá performar a composição Abertura Jubel Op., de Weber; Grande Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro, do estadunidense Gottschalk; e Smetana, considerado o verdadeiro pai da escola tcheca, com Minha Pátria (O Moldávia).

Os ingressos já estão à venda para o público geral, com valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Eles podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pela internet, na plataforma Deu Balada.

ESCOLAS – Na segunda (4) e terça-feira (5), o mesmo programa será apresentado a alunos de escolas públicas e particulares do Paraná, também no Guairão, em alusão à Semana da Pátria. Ao todo, a programação inclui um ensaio didático e três concertos, sendo os concertos de terça (05), às 10h e às 14h, também abertos à comunidade em geral, com entrada gratuita.

OS CONVIDADOS – Helder Trefzger é maestro titular da Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo e já dirigiu, como convidado, algumas das principais filarmônicas brasileiras, como a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e de Porto Alegre (RS). Também foi regente da Orquestra Artave (Portugal), da Sinfônica de Monterrey (México) e da Filharmonia Opolska (Polônia).

O solista convidado, o pianista César Birschner Lira, é detentor de vários prêmios em concursos nacionais e internacionais (Portugal, França, Inglaterra). Iniciou seus estudos no Espírito Santo e, posteriormente, fez sua conclusão no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris (França). Coleciona apresentações em grandes festivais, como La Folle Journée e no Oratoire du Louvre, e, em 2022, seu disco de música de câmara e de piano solo “Un Français à Rio”, lançado com o violinista Grégoire Girard, recebeu nota máxima pela crítica especializada na revista ‘Classica’.

REALIZAÇÃO – O Concerto Cívico é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Sanepar, Compagas e Roto & Fermax, e promoção da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Paraná e Ministério da Cultura.

Serviço

Concerto Cívico com Orquestra Sinfônica do Paraná

Data: 03 de setembro, às 10h30 – para o público geral

04 de setembro, às 10h e às 14h – ensaio didático e concerto dirigidos para estudantes da rede pública e privada de ensino

05 de setembro, às 10h e 14h – concertos para estudantes da rede pública e privada de ensino e comunidade geral

Local: auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) para concerto de 03 de setembro

Entradas à venda na bilheteria do Teatro ou pela internet

Classificação: 7 anos

Polícia Civil alerta a população sobre as modalidades do golpe do pix

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre os cuidados com as transações financeiras pelo sistema pix, a fim de evitar golpes e fraudes. Nesta modalidade, é possível fazer transferências ou pagamentos sem cobrança de taxas em poucos segundos, o que requer cuidado redobrado para não perder dinheiro.

Golpes utilizando o pix são abrangentes e podem variar. De acordo com o delegado Emmanoel David, a maioria está ligada à obtenção de dados, o que faz com que contas bancárias possam ser invadidas ou sejam feitas transações não autorizadas pelas vítimas. Isso é possível porque os usuários devem cadastrar uma chave – que pode ser um telefone, e-mail, CPF ou uma chave aleatória – junto à instituição financeira. Nessas páginas falsas, são solicitados dados e informações que permitem que os golpistas possam usar o dinheiro da conta de forma indevida. 

Além disso, os golpes também pode envolver situações de boletos falsos, nos quais a vítima acredita estar pagando por pix algo verdadeiro, mas os golpistas alteram o destinatário. Uma sugestão é sempre buscar sites oficiais ou procurar os emissários dos boletos. Outros golpes envolvem avisos de “falhas”, WhatsApp clonado solicitando transferências, utilização de falsas centrais de atendimento e comunicações (e-mails e SMS fraudulentos).

Segundo o delegado, ainda é importante redobrar a atenção quando o usuário receber o comprovante do pix de um desconhecido. Em casos de compras ou serviços prestados, ao invés de pagarem na hora, os estelionatários programam a transferência para data futura e manipulam o comprovante para omitir o agendamento, enviando para a vítima como se a transação já tivesse sido feita. “Assim, os golpistas conseguem o produto sem pagar e a vítima fica no prejuízo sem receber o dinheiro”, afirma.

Segundo o delegado, as principais dicas de como evitar golpes passam por conferir os remetentes de e-mails, não acessar páginas suspeitas e não clicar em links recebidos por redes sociais ou SMS que tiverem cadastro de chave do pix.  

O cidadão também deve cadastrar as chaves do pix apenas em canais oficiais de bancos, como aplicativos e agências bancárias, buscar contato frequente com as instituições em caso de dúvidas. “Nunca compartilhe códigos de verificação caso não tenha solicitado e não faça qualquer tipo de cadastro de pix por telefone ou por mensagens. Também esteja sempre atento ao destinatário no momento da transferência”, explica.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA – Caso seja vítima do golpe, o cidadão deve imediatamente fazer um Boletim de Ocorrência. O registro pode ser feito via internet, no site da PCPR, de forma rápida e evitando deslocamentos desnecessários. Caso deseje, a confecção do documento pode ser feita de forma presencial na delegacia mais próxima.

A vítima também pode entrar em contato com a instituição bancária. Através do banco é possível utilizar um procedimento chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central. Ele facilita o pedido de devolução dos valores em duas situações: confirmação de uso do pix para aplicação de golpe; e falha operacional nos sistemas das instituições envolvidas na transação.

Paraná supera a marca de 3 milhões de pessoas com empregos formais

O Paraná superou a marca de 3 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada em julho deste ano. É o que apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, divulgados nesta quarta-feira (30). Esta é a melhor marca registrada pelo Estado desde janeiro de 2020, quando a atual metodologia de cálculo do Caged entrou em vigor.

Os números apontam um crescimento consistente na massa de pessoas contratadas formalmente no Estado ao longo dos últimos meses. No acumulado do ano em 2023, o estoque de empregos formais do Paraná registrou aumento de 2,4%, saltando de 2.929.998 pessoas empregadas com carteira assinada em janeiro para 3.000.791 trabalhadores formais em julho.

Em janeiro de 2020, eram 2.615.227 empregados no Paraná, número que saltou para 2.804.805 em dezembro de 2021, ao fim do grande ciclo da crise da pandemia. Em janeiro de 2022 eram 2.824.637 e em julho, exatamente um ano atrás, 2.915.253.

Os dados confirmam o bom momento do mercado de trabalho do Estado. Neste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) que apontaram que a taxa de desemprego do Paraná está em 4,9%, o menor índice em quase dez anos. O Estado também apresenta a terceira melhor taxa de formalidade do Brasil, com 81,3% de empregados com registro em carteira. A proporção aumentou 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano, quando era de 80,4%.

SETORES E MUNICÍPIOS – O setor de serviços é o que tem mais trabalhadores empregados no Estado, com 1,28 milhão de empregados formais, representando 42,7% do estoque total. A indústria do Estado é o segundo setor com maior número de trabalhadores com carteira assinada: são 750 mil pessoas empregadas, compondo 25% do total. A proporção está acima da média nacional. No País, a indústria representa 19,4% dos empregos formais.

O comércio responde por 23,2% dos trabalhos formais, com 696 mil pessoas, a construção civil representa 5,2% dos empregos, com 155 mil contratados, e a agropecuária completa a lista, representando 3,8% do total de postos de trabalhos formais ocupados, com 114 mil pessoas.

“São números de demonstram a confiança da iniciativa privada no ambiente econômico do Paraná. A confiança da indústria no Estado é um bom exemplo disso, já que é um setor que demanda um prazo mais longo para planejar seus investimentos”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Curitiba é a cidade do Estado com maior estoque de empregos formais, com 766 mil pessoas empregadas com carteira assinada. Na sequência estão Londrina (158 mil), Maringá (155 mil), Cascavel (111 mil) e São José dos Pinhais (108 mil).

CRESCIMENTO – O estado registrou o melhor saldo de empregos da região Sul, de janeiro a julho. Foram 77.674 novas vagas criadas no acumulado do ano, à frente de Santa Catarina (63.660) e Rio Grande do Sul (50.401). Na comparação com os outros estados do Brasil, o Paraná foi o quarto maior gerador de empregos no ano, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O saldo de empregos do Caged é a diferença entre o total de contratações e desligamentos. Foram 1.072.288 contratações e 994.614 desligamentos de janeiro a julho.

NACIONAL – Os dados do Caged apontam que o Brasil tem 43,6 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada. 20,9 milhões delas trabalham no setor de serviços. O comércio é o segundo setor que com mais trabalhadores no País, com 9,7 milhões de empregados com carteira assinada. Na sequência estão a indústria, com 8,4 milhões, a construção, com 2,6 milhões de pessoas, e a agropecuária, com 1,7 milhão de trabalhadores.

Confira a série histórica do estoque de emprego no BI do Caged.

Festival da Palavra de Curitiba recebe autores consagrados e manifestações que vão além das páginas dos livros

A Prefeitura de Curitiba vai promover, de 27 de setembro a 1º de outubro, o I Festival Internacional da Palavra. Evento literário que vai muito além das páginas dos livros, o festival é gratuito e reunirá convidados nacionais e estrangeiros para explorar a riqueza e as interseções da palavra em diversas manifestações: dança, música, teatro, ativismo e várias outras possibilidades.

Com aproximadamente 100 participantes, o evento contará com a presença de renomados autores nacionais e internacionais. Entre os destaques, a premiada moçambicana Paulina Chiziane, primeira mulher negra a vencer o Prêmio Camões, em 2021, e o português José Luís Peixoto, ganhador do Prêmio José Saramago de 2001. De outros países, estão ainda em destaque a autora irlandesa Mary O’Donnell, a argentina Inés Garland, a libanesa Iman Humaydan, a indiana Jyoti Kiran Shukla e o americano Kiran Bhat (de raízes indianas). 

O Festival da Palavra, organizado pela Prefeitura de Curitiba por meio da Fundação Cultural, tem como objetivo não apenas celebrar a literatura, mas também explorar as conexões entre a palavra e outras formas de arte e abordar temas relevantes para a sociedade contemporânea.

Do cenário nacional Eduardo Bueno (RS), Leandro Karnal (RS), Mary Del Priore (SP), Amara Moira (SP), Auritha Tabajara (CE), Flavio de Souza (SP), Cassio Scarpin (SP), Natália Polesso (RS), Ricardo Aleixo (MG), José Inacio Viana de Melo (BA), Bel Santos Meyer (SP), e vários autores e artistas paranaenses, entre eles Alice Ruiz, Cristóvão Tezza, Giovana Madalosso, Nadja Naira.

“Mais que um evento literário tradicional, o festival se posiciona como um espaço de celebração da palavra, essa manifestação verbal ou escrita que representa o pensamento humano. O festival é também um lugar de reflexão, diálogo e transformação cultural”, afirma o prefeito Rafael Greca, idealizador do evento.

O palco principal será o Memorial de Curitiba, onde as palestras e bate-papos acontecerão. Porém, nesses dias, o festival espalhará atividades como oficinas, contações de histórias, saraus, exposições, shows, apresentação de teatro em praças e outros espaços culturais da cidade. A programação, toda gratuita, em breve será disponibilizada no Guia Curitiba.

Palavras em muitos locais

O Festival da Palavra ocupará aproximadamente dez locais na região do Centro Histórico da capital paranaense e se desdobrará em uma programação que inclui feira de livros de editoras curitibanas, palestras, bate-papos, oficinas, exposições de poesia, leituras de autores locais, sessões de autógrafos, contação de histórias, performances, teatro e musicas.

Um dos destaques será a maratona de 24 horas de poesia, onde 48 poetas de Curitiba declamarão suas obras, além do encontro com booktubers, que discutirão os canais digitais de difusão da literatura.

O palco principal será o Memorial de Curitiba, onde acontecerá a abertura e serão realizadas as principais palestras e bate-papos. No entanto, o evento ocupará também com oficinas, bate-papos, contação de histórias e pocket shows espaços como a Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento, o Cine Passeio, a Feira do Poeta, o Solar da Cultura, a sede da Academia Paranaense de Letras (Belvedere), o Auditório Regina Casillo (com a palestra de Mary Del Priore) e o Teatro Guaíra (onde será a palestra de Leandro Karnal).

Homenagens

O escritor paranaense Dalton Trevisan, um dos ícones da literatura brasileira contemporânea, vencedor do Prêmio Camões 2012 pelo conjunto da obra, será um dos homenageados, assim como a centenária Ida Vitale, Prêmio Cervantes 2018. A escritora uruguaia fará uma participação on-line na abertura do evento e será tema de um bate-papo entre a editora Laura Di Pietro e a poeta curitibana Alice Ruiz.

“A ideia é congregar saberes e experiências em torno da palavra, com suas manifestações e desdobramentos que se corporificam em expressões como a literatura, a dança, o teatro e o cinema, e em temas para reflexão, como a palavra-performance, a palavra-ecologia, a palavra-lugar no mundo, a palavra-leitura e a palavra-tradução”, explica a curadora do festival, a escritora curitibana Luci Collin.

O festival abrangerá também o I Salão do Livro para a Criança e Juventude, com estandes de várias editoras brasileiras e representantes da literatura infantojuvenil da França, Suíça, Portugal, Espanha, Polônia, Itália, Argentina, Uruguai, Índia e Bélgica (que participam com apoio dos consulados). 

Abertura

A abertura, no dia 27 de setembro, às 19h, será marcada pelas homenagens ao curitibano Dalton Trevisan e Ida Vitale, uma das mais importantes poetas latino-americanas. A autora é reconhecida em seu país por liderar um movimento de vanguarda da poesia e também pelo seu ativismo contra a ditadura uruguaia. Boa parte de sua obra foi escrita nos Estados Unidos, onde viveu por mais de 30 anos. Em 2016 ela retornou ao Uruguai, onde vive atualmente.

Ambos os homenageados estão perto de completar um século de vida e muitas décadas dedicadas à poesia e à literatura. Dalton Trevisan fez 98 anos em junho e Ida Vitale completa os 100 anos em novembro.

Paulina Chiziane, autora de Niketche: Uma história de poligamia, estará na abertura do festival, quando participará de uma conversa com mediação de Sandra Stroparo e de uma sessão de autógrafos de suas obras.

Primeira mulher negra e africana a vencer o Prêmio Camões, maior distinção da literatura de língua portuguesa, Paulina retrata em seus romances principalmente o universo feminino, o protagonismo da mulher negra, o realismo social e a crítica de costumes.

Destaques

O escritor português José Luís Peixoto ficou consagrado com sua obra de estreia, o romance Nenhum olhar, vencedor do prêmio José Saramago em 2001. A obra recebeu prêmios importantes de Portugal e foi incluída na lista dos melhores livros de ficção publicados no Reino Unido em 2007 do jornal britânico Financial Times. Já foi traduzido para mais de dez idiomas. O encontro e a sessão de autógrafos com Peixoto serão no dia 30, às 20h, no auditório do Memorial de Curitiba.

Com vários livros publicados, a poeta e escritora Mary O’Donnel virá especialmente para o encontro literário em Curitiba. Ela é um dos expoentes da literatura irlandesa e conhecida por abrir caminhos para as mulheres num ambiente literário tradicionalmente dominado por homens. Ela participa de um bate-papo sobre Palavra Poética e Transformação, no dia 29 de setembro.

O rol de mulheres autoras que participam do festival conta também com Ines Garland, uma das principais escritoras de livros infantojuvenis na Argentina, e com Iman Humaydan, romancista e expoente da literatura libanesa.

Além delas, três nomes estarão representando a Índia e sua diversidade, presente também na literatura: a poeta e adida cultural Jyoti Kiran Shukla (atualmente em missão no consulado da Índia em São Paulo), a poeta e escritora Shelly Bhoil, que mora em São Paulo, e o escritor Kira Bhat, que é filho de indianos e vive nos Estados Unidos.

Vertentes

O I Festival da Palavra reúne uma diversidade de temas, mas duas vertentes principais conduzem a curadoria: a palavra expressa em outras artes, como no teatro, na música e na dança, e a palavra escrita ou falada, fonte de reflexão e afirmação, que no festival se desdobra em inúmeras abordagens: palavra e oralidade, palavra e antropoceno, palavra e ancestralidade, palavra e deslocamento, palavra e sociedade, palavra e exílio, palavra para a juventude, palavra poética, palavra clássica e pós-moderna. 

A Academia Paranaense de Letras, no Belvedere do bairro São Francisco, é um dos locais do Festival da Palavra de Curitiba, onde acontecerá um ciclo de palestras sobre autores paranaenses – Paulo Leminski, Domingos Pellegrini, Valêncio Xavier, Laura Santos e Helena Kolody.

Serviço: I Festival da Palavra de Curitiba

Data: de 27 de setembro a 1º de outubro
Programação e inscrições em breve no Guia.Curitiba

Viva o Sábado: inscrições para nadar e se divertir nos equipamentos da Prefeitura de Curitiba estão abertas

As inscrições para Viva o Sábado de 2023, programa da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) que oferece atividades nas piscinas e espaços esportivos da Prefeitura, já estão abertas. Os agendamentos para o próximo sábado (26/8) já podem ser feitos no Guia Curitiba.

Até o fim do ano, todos os sábados, os curitibanos poderão aproveitar as piscinas, atividades físicas e a estrutura disponíveis em unidades da Prefeitura. As piscinas ficarão disponíveis das 13h30 às 17h15, permitindo que as pessoas se divirtam mesmo no frio, já que todas são aquecidas.

Para participar é preciso se cadastrar semanalmente, a partir da terça-feira que antecede o sábado de atividades. Cada pessoa poderá levar outras três, que também têm que estar cadastradas no e-cidadão e no Guia Curitiba.

Passo a passo

  1. Cadastro prévio no e-cidadão.
  2. Para participar das atividades nas piscinas a idade mínima é de 3 anos.
  3. O agendamento prévio deve ser feito pelo Guia Curitiba.
  4. É preciso fazer exame físico de pele, que terá validade de um ano, podendo ser feito por médico (CRM) ou enfermeiro (Coren).
  5. Crianças menores de 6 anos devem usar boia de braço ou dispositivo similar para entrar na piscina.
  6. O uso de touca de natação, roupa de banho adequada e chinelo é obrigatório.
  7. A utilização de bronzeador, protetor solar e outros cremes é proibida para preservar a qualidade da água.
  8. A circulação em áreas não autorizadas, consumo de alimentos e bebidas alcoólicas, uso de equipamentos de som particular e a entrada de animais domésticos são proibidos nas instalações.

Horário dos espaços

Geral: das 13h às 18h
Piscinas: das 13h30 às 17h15

Clube da Gente do Boa Vista – Piscina.
Clube da Gente de Santa Felicidade – Piscina.
Clube da Gente do Bairro Novo – Piscina, quadra (agendamento), sala de ginástica (auditório).
Clube da Gente do Tatuquara – Piscina.
Clube da Gente da CIC – Piscina.
Centro da Juventude Audi União – Piscina, quadra.
Centro da Juventude Eucaliptos – Piscina (agendamento), quadra (livre), sala de ginástica (agendamento).
Centro de Esporte e Lazer Dirceu Graeser – Piscina, quadra externa (livre).
Centro de Esporte e Lazer João Derosso – Quadra de Tênis (agendamento), quadra poliesportiva externa (grupos de cumbuca de futsal), cancha de areia (livre).
Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira – ginásio (com agendamento mensal e controle de frequência), campo de futebol americano (com agendamento mensal, com clubes junto à federação – termo de cooperação técnica), quadras de areia-livre, quadra poliesportiva (livre), pista de skate (livre).
Parque Olímpico do Cajuru – quadra de futebol sintético coberta (livre), quadra de vôlei de praia (livre), quadra de futevôlei (livre), quadra de futebol de areia (livre), futebol de campo (livre), pista de skate (livre).

Centro de Esporte e Lazer Zumbi dos Palmares – quadra poliesportiva (livre), quadra de futebol sintético (livre), quadras de areia vôlei e futebol (livre), sala de ginástica (agendamento).

As atividades esportivas, físicas e de lazer da Prefeitura fazem parte da política pública Curitiba Viva Bem, uma das principais agendas da gestão do prefeito Rafael Greca, assim como a mobilidade urbana, sustentabilidade, empreendedorismo de impacto, cultura da inovação como processo social e cidade educadora. A importância da saúde e bem-estar para os curitibanos motivou a Prefeitura a mobilizar todas as áreas da gestão pública, que estão ampliando as ações de forma conjunta através do Curitiba Viva Bem.

Regional Matriz espera 300 novos inscritos no 2º Mutirão de Cadastros dos Armazéns da Família de Curitiba

A Regional Matriz recebe, nesta quarta (30/8) e quinta-feira (31/8), o 2º Mutirão de Cadastros dos Armazéns da Família, na modalidade presencial, para quem não acessa a internet ou tem dificuldades de usar o computador.

Organizado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), o evento acontece na Rua da Cidadania Matriz (Praça Rui Barbosa, 101, Centro), no espaço Sine, das 9h às 16h.

A administração regional espera atender mais de 300 pessoas nos dois dias de mutirão. Na primeira edição, em 2022, foram 372 atendimentos no Mutirão de Cadastro do Armazém da Família, sendo 204 novos cadastros.

O cadastramento é aberto para os interessados em comprar nos Armazéns da Família, que têm preços mais acessíveis, benefícios e diversidades de alimentos. Podem comprar nos armazéns os moradores de Curitiba com renda familiar de até cinco salários mínimos.

“Essa é uma importante iniciativa que visa facilitar a adesão ao programa para pessoas que não usam a internet ou têm dificuldades de acesso”, explicou a administradora regional da Matriz, Rafaela Lupion.

Cronograma

Os mutirões serão realizados em todas as regionais e compõem ainda as comemorações dos 34 anos de operação dos Armazéns da Família, em Curitiba. Atualmente, 350.535 famílias estão cadastradas no programa na capital, nas dez regionais da cidade. Do registro geral, 39.088 famílias são atendidas somente na Regional Matriz.

Este ano, o Mutirão de Cadastros dos Armazéns da Família já passou pelas regionais Bairro Novo, Boqueirão e Boa Vista. Nestes três espaços, foram cadastradas 631 famílias.

Em setembro, o evento alcançará as regionais Cajuru e CIC. No mês de outubro, Pinheirinho e Santa Felicidade. Em novembro, o programa chega às regionais Portão e Tatuquara.

Cadastro e Documentação

O Mutirão de Cadastros dos Armazéns da Família é aberto a todos os moradores de Curitiba com renda familiar de até cinco salários mínimos. Os interessados devem comparecer à regional com o mutirão presencial programado na agenda, com os seguintes documentos:

Documentos de todos os membros da família ou moradores da mesma residência:

– RG, CPF, carteira de trabalho obrigatória para maiores de 18 anos.

– Comprovante de renda (holerite ou contracheque) atualizado.

– Se for declarante de Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte), apresentar a Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda, ou seja, a declaração completa com aproximadamente sete folhas.

– Se possuir CNPJ (empresa) deve apresentar a Declaração do Simples Nacional, Decore ou Declaração de Inatividade (DCTF).

– Se estiver recebendo Seguro Desemprego, apresentar comprovante.

– Se for aposentado/pensionista ou receber auxílio doença, apresentar demonstrativo de Crédito de Benefício do INSS (que pode ser obtido no caixa eletrônico de seu banco de recebimento) ou no site do INSS.

– Comprovante de residência em nome de um dos membros da família, com data de no máximo três meses. Pode ser conta de luz, água ou telefone, correspondência bancária, condomínio, correspondência de órgãos públicos, cópia do cadastro da unidade de saúde ou do Cadastro Único.

– Dos menores: Certidão de Nascimento ou Carteira de Identidade.

Greca dá aula sobre a história do Paraná na Assembleia Legislativa

Uma aula sobre a história do Paraná, detalhando os acontecimentos históricos que forjaram a nossa gente e definiram o território paranaense marcou a sessão desta terça-feira (29/8) da Assembleia Legislativa.

O convidado especial era o prefeito Rafael Greca, que atendeu chamado da deputada Márcia Huçulak para falar sobre os 170 anos da Emancipação Política do Paraná, data comemorada hoje e que marca a entrada em vigor da Lei Imperial nº 704 de 29 de agosto de 1853, que desanexou os territórios do Paraná de São Paulo.

“Trouxemos o prefeito Rafael Greca para falar sobre a nossa identidade, das nossas tradições e costumes, daquilo nos identifica e nos define como paranaenses”, disse a deputada Márcia Huçulak.

Livro Paranismo

O prefeito entregou exemplares do livro Paranismo, lançado como parte das comemorações dos 330 anos de Curitiba. De autoria do professor e crítico de arte carioca José Roberto Teixeira Leite, a obra é a mais completa sobre o movimento cultural surgido no começo do século 20 para valorizar as raízes do Paraná.

“Entrego este livro para que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, envie para a Biblioteca Pública do Paraná, para que lá ele possa inspirar e instruir diferentes pessoas sobre a história da nossa gente e a formação do Paraná”, disse.

História para os curitibinhas

O prefeito cumprimentou todos os deputados, além dos estudantes do 7º ano do Instituto de Educação do Paraná Erasmo Pilotto que estavam nas galerias. Depois da explanação, tirou fotos com os parlamentares e estudantes.

“Saúdo os curitibinhas que vieram trazer seu sorriso e inteligência para a festa dos 170 anos do Paraná e que venham mais vezes visitar o Centro Cívico e também o Museu Paranaense e aprender mais sobre a história do Estado”, recomendou Greca.

Minas de Paranaguá

O prefeito iniciou sua explanação citando que o povoamento do Paraná, que remonta aos idos de 1648 com a fundação da Capela de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, começou ainda antes, como atesta o mapa das minas de Paranaguá e de Curitiba datado de 1654.

“O precioso documento pintado sobre pergaminho pertence ao acervo da Torre do Tombo de Lisboa. No ano 2000, em ato no Palácio Real D’Ajuda, residência oficial dos presidentes de Portugal, tivemos o prazer, Margarita e eu, de ver este documento pela cortesia fidalga do nosso amigo presidente Mário Soares, que o mostrou a nós, à dona Ruth e ao presidente Fernando Henrique Cardoso”, contou Greca.

Vultos históricos como Floriano Bento Vianna, Inácio Lustosa e Francisco Rocha, que dão nome de ruas importantes de Curitiba, brotaram na fala do prefeito, já que eles foram responsáveis por lançar em Paranaguá em 1811 a ideia separatista, devido à preferência do governo de então de beneficiar os paulistas.

Cruz Machado

Embalado pelos acontecimentos que deixaram marcas indeléveis na história do Brasil, como a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul e Revolução Liberal em São Paulo, sob a liderança do senador mineiro Cruz Machado, se deu a criação do Paraná. 

“Foi no dia 29 de agosto de 1853 que, politicamente, o Paraná nasceu. Esta Casa, na ocasião dos 150 anos do Paraná, em 2003, recebeu o documento original autografado por Dom Pedro II, trazido por mim desde o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro”, lembrou Greca.

O prefeito também lembrou que o imperador teve papel decisivo na definição de Curitiba como capital ao contrariar Visconde de Nácar, que queria como capital a cidade de Paranaguá, enquanto o Barão de Guarapuava, queria levar o título para cidade que dava seu nome.

“Dom Pedro II contrariou os dois viscondes e apoiou a ideia de Zacarias Góis de Vasconcelos em fixar a capital em Curitiba. Dizem que olhou na parede vistoso mapa com a cartografia e hidrologia da nova província. Olhando os rios, pronunciou o sagrado nome do Paraná. ‘Será Paraná, água grande, caudal, uma grande terra para um grande destino’”, disse o Greca.

Presenças

Além dos deputados estaduais, participaram da sessão o vice-prefeito e secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel;  os secretários municipais Luiz Fernando Jamur (Governo Municipal e Ippuc), Maria Sílvia Bacila (Educação), Cinthia Genguini (Comunicação) e Alexandre Jarschel (Administração, Gestão de Pessoal e TI). Compareceram também Juliano Schmidt Gevaerd (Saúde); Tatiana Turra (Instituto Municipal de Turismo); Ana Cristina Castro (Fundação Cultural de Curitiba); José Lupion Neto (Cohab); Eliana Vosgeral (Fundação de Ação Social); Dario Paixâo (Agência Curitiba de Desenvolvimento); Carlos Celso dos Santos Jr. (Guarda Municipal); Lucas Navarro de Souza (Assessoria de Articulação Política), Francisco de Assis (Chefia de Gabinete do Prefeito) e o vereador Mauro Bobato.

Veja a íntegra do pronunciamento do prefeito Rafael Greca na Assembleia Legislativa:
Dia do Paraná – 29 de agosto – Alep

A história é mestra da vida. Comemoramos hoje, profundamente honrados com o convite da egrégia Assembleia Legislativa do Paraná, os 170 anos da Lei Imperial número 704 de 29 de agosto de 1853, que marcou a criação da província do Paraná pelo Imperador Dom Pedro II e pela Assembleia Nacional.

O povoamento do Paraná, que remonta aos idos de 1648 com a fundação da Capela de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, começou ainda antes, como atesta o mapa das minas de Paranaguá e de Curitiba datado de 1654.

O precioso documento pintado sobre pergaminho pertence ao acervo da Torre do Tombo de Lisboa. Tivemos o prazer, Margarita e Eu, no ano 2000, em ato no Palácio Real D’Ajuda, residência oficial dos presidentes de Portugal, de ver este documento pela cortesia fidalga do nosso amigo presidente Mário Soares, que o mostrou a nós, a Dona Ruth e ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

O mapa das minas de “Pernaguá” e do “Arraial de Mineração de Queretiba” foi elaborado pelo cartógrafo João Teixeira Albernás, que provavelmente esteve no nosso território.

Em 1711, a coroa portuguesa comprou dos herdeiros do donatário Pero Lopes de Souza as terras da Capitania de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. Na ocasião, El Rey incorporou o atual território do nosso Estado à Capitania de São Paulo. Só cem anos depois, começou aqui a aspiração de separação de São Paulo.

Foi a ocasião em que Floriano Bento Vianna, Inácio Lustosa e Francisco Rocha lançaram na Paranaguá de 1811 a conjura separatista. Os motivos eram arbitrariedades e burocracia na governança, morosidade, descontentamento recrutamento com benefícios militar exclusivamente para as terras paulistas.

Em 1812, no dia 12 de março, a sede da comarca foi transferida de Paranaguá para Curitiba sob a alegação de que ficava mais próxima do registro das tropas do Rio Iguaçu, localizado no atual território do município de Fazenda Rio Grande.

Em 5 de fevereiro de 1842, ainda sob dependência paulista, pela força da Lei Provincial Número 5 de São Paulo, Curitiba deixou de ser vila e foi elevada à categoria de cidade.

Esta nova condição de Curitiba permitiu, em 1846, a criação do Liceu de Curitiba: Escola de Gramática Latina, Língua Francesa, Racional e Moral, História Geral e Filosofia do Brasil, Geografia, Geometria Prática e Noções Gerais de Mecânica. Este Liceu de Curitiba seria o embrião do Gimnásio Paranaense, hoje Colégio Estadual do Paraná.

Foram o comércio e a indústria da erva-mate que cimentaram os alicerces da emancipação política do Paraná. Aquele era o tempo em que o rico tropeiro Paula Gomes, natural dos campos de Curitiba, fazia grande propaganda da causa paranista.

Ambiente político na Assembleia Nacional no Rio de Janeiro, depois da Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul e Revolução Liberal em São Paulo, sob a liderança do senador mineiro Cruz Machado deu origem a criação do Paraná.

Foi no dia 29 de agosto de 1853 que, politicamente, o Paraná nasceu. Esta Casa, na ocasião dos 150 anos do Paraná, em 2003, recebeu o documento original autografado por Dom Pedro II, trazido por mim desde o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro.

No mesmo ano de 1853, no dia 19 de dezembro, o primeiro presidente da Província, designado pelo Imperador Dom Pedro II chegaria a Curitiba. O novo governante provincial desembarcou em Curitiba com a missão de acordar para a civilização a cidade que ainda dormia sertaneja.

O historiador Rocha Pombo, no livro “O Paraná no Centenário” escreveu: “A Curitiba de 1853 tinha entre 150 e 200 casas. As ruas não excederiam 10. (…)”.

A parte mais central da área urbana era a Praça da Matriz, hoje Tiradentes. Na vasta praça verde que ficava em frente da igreja não existia mais o pelourinho. As autoridades da vila já o tinham mandado arrancar mesmo antes da independência, segundo se crê.

As ruas principais eram: a Rua das Flores, mais tarde Rua da Imperatriz, hoje Rua XV de Novembro; a Rua da Entrada, hoje Rua Riachuelo; Rua do Fogo, hoje Rua São Francisco.

Havia ainda, a Rua do Imperador, hoje Rua Marechal Deodoro; a Rua Alegre, hoje Rua Cândido de Leão; e a Rua do Rosário, que mantém seu piedoso nome.

Rocha Pombo continua: “A população circunscrevia-se entre os rios Belém e Ivo, e ainda assim, com edificação muito rareada. Não havia nenhum edifício público. As repartições municipais funcionavam em prédios particulares. Não havia iluminação pública. Contava a paróquia com 4 igrejas, quase todas em mau estado, a começar pela que servia de matriz, no meio da praça central. Não se pode calcular em mais de 6 mil habitantes a Curitiba daquela época.”

“Dois anos depois, em 1855, Curitiba cabia em 27 quarteirões, 308 casas e mais 52 em construção, para uma população 5.819 pessoas, incluindo 47 estrangeiros.”

“Com a instalação do novo governo provincial, Zacarias de Góis e Vasconcelos conselheiro do Império, se pôs a trabalhar. Determinou a construção da estrada de rodagem da Graciosa sobre o traçado do antigo caminho. Arrendou por 5 anos, na esquina da Rua da Carioca com a Rua das Flores, o casarão de dois andares de Manuel José da Cunha Bittencourt. O governo pagou 60 mil réis pelo aluguel. As obras de adaptação foram confiadas a Laurindo Corrêa da Silva seguindo à risca as instruções do Governo Imperial. O governador comprou até a sua escrivaninha, que ainda conservamos no Museu Paranaense.”

“Para a Assembleia Provincial foi adquirido um imóvel de Manoel Gonçalves de Morais Roseira, aquele que seria depois nominado Comendador Roseira. O prédio estava inacabado. Havia carência de materiais de construção. A maioria das casas, ao invés de vidros tinha o vão das janelas vedado por gelosias – bastidores de madeira revestidos com panos de linho esticados.” 

“O primeiro ato Assembleia Provincial, a 26 de julho de 1854, foi confirmar Curitiba como capital do Paraná – pela Lei Provincial Número 1. No mesmo dia, foi promulgada a Lei Provincial Número 2, que criou a estrutura da Justiça, dividindo a nova província do Paraná em 3 comarcas: Curitiba, São José e Príncipe, então o nome da Lapa.”

“A decisão de Zacarias encontrou forte oposição. O Visconde de Nácar queria a capital em Paranaguá, a cidade mais rica da marinha. O Barão de Guarapuava preferia a cidade do seu título para promover a povoação do interior e alargar a fronteira a Oeste.”

“Dom Pedro II contrariou os dois viscondes e apoiou a ideia de Zacarias em fixar a capital em Curitiba.”
“Dizem que olhou na parede vistoso mapa com a cartografia e hidrologia da nova província. Olhando os rios, pronunciou o sagrado nome do Paraná. ‘Será Paraná, água grande, caudal, uma grande terra para um grande destino.’”

É isto que hoje celebramos. Evocando Romário Martins, Domingos do Nascimento, João Turin, Lange de Morretes, João Ghelfi, João Baptista Groff, Hermann Schiefelbein, Alfredo Andersen e tantos outros que foram os grandes construtores da cultura paranista e foram nossos.

Aos paranaenses, de origem e por opção, exalto o Manifesto Paranista e o Paraná: “Paranista é aquele que em terras do Paraná lavrou um campo, vadeou uma floresta, lançou uma ponte, construiu uma máquina, dirigiu uma fábrica, compôs uma estrofe, pintou um quadro, esculpiu uma estátua, redigiu uma lei liberal, praticou a bondade, iluminou um cérebro, evitou uma injustiça, educou um sentimento, reformou um perverso, escreveu um livro, plantou uma árvore.”

Viva o Paraná! Viva a gente do Paraná!

Ipês amarelos fazem das ruas de Curitiba um espetáculo visual

Quem passa pelas ruas Piauí, na Vila Guaíra, pela Avenida Prefeito Lothário Meissner, no Jardim Botânico, pela Praça Santos Andrade, no Centro, e pela maioria das importantes vias de Curitiba já deve ter se encantado com a beleza dos ipês amarelos, em floração atualmente.

Os ipês são árvores exuberantes que chamam a atenção da população. Em Curitiba, são encontrados facilmente em três cores, roxa, amarela e branca. Os ipês roxos são os primeiros a florir, geralmente no mês de junho, seguidos pelos amarelos, em agosto e setembro, e pelos brancos, no fim de setembro.

Neste ano, com as variações climáticas extremas, com períodos de frio intenso e muito calor, as florações foram atípicas, com poucas flores roxas e ipês brancos florindo prematuramente. As diferenças também podem ser percebidas em espaços da cidade, pois o Centro costuma ser mais quente que os bairros, refletindo nas florações.

“Os ipês são adorados pela sua beleza, mas além disso, são importantes para a biodiversidade da cidade. Nós priorizamos o cultivo de plantas nativas em Curitiba, e o ipê é uma delas, mantendo a fauna local diversa”, explica o diretor de Arborização e Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, José Roberto Roloff.

Nos próximos anos a paisagem ao lado das canaletas de ônibus das avenidas João Gualberto e Paraná vai ser ainda mais especial, com o crescimento das mudas de ipês plantadas no fim do ano passado. Mas a beleza não é o único benefício das árvores nesses locais, elas também ajudam a reduzir a poluição sonora e do ar.

Dia a dia mais bonito

O atendente de call center Matheus Fernando, de 21 anos, surpreende-se ao olhar pela janela e se deparar com as flores amarelas cobrindo a Praça Santos Andrade. Além da visão privilegiada, ele aproveita para passear com seu cãozinho Frodo na praça. “Os ipês são lindos e dão um destaque especial para a Santos Andrade”, elogia Matheus.

Para a babá Silvana Alves, a Rua Piauí é uma passarela quando os ipês amarelos florescem. Ela não deixa de registrar o charme das flores. “Essa rua é maravilhosa, as flores de ipê são uma das minhas favoritas e paro até para fotografar”, relata.

Inscrições para o Vestibular Unespar 2024 encerram nesta quarta-feira

Encerram nesta quarta-feira (30) as inscrições para o Vestibular 2024 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Ao todo, estão sendo ofertadas mais de 2.300 vagas para as cidades de Apucarana, Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá, Paranavaí, Loanda e União da Vitória, para ingresso no ano de 2024.

As inscrições acontecem de forma online, por meio do site vestibular.unespar.edu.br e sob o pagamento da taxa no valor de R$ 50. A prova será aplicada no dia 8 de outubro, de forma presencial. A novidade para este ano são as vagas para os três cursos tecnólogos de Loanda. 

Os cursos oferecidos são Administração, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Direito, Matemática, Pedagogia, Turismo e Negócios, Geografia, História, Artes Visuais, Canto, Música, Artes Cênicas, Cinema e Audiovisual, Teatro, Ciências Biológicas, Engenharia de Produção, Educação Física, Enfermagem, entre outros.

As provas acontecerão nas mesmas cidades em que a Unespar tem campus, desta forma, o candidato poderá optar por realizá-la na localização que preferir. Neste ano, as provas serão divididas em dois grupos: Prova de Redação e Prova Objetiva de Múltipla Escolha; e Prova de Redação. Cada curso da Unespar optou por qual grupo de prova seus futuros estudantes deverão resolver.

A Unespar reserva 50% das vagas para políticas de ações afirmativas. A homologação das inscrições será publicada em edital específico, no dia 6 de setembro. Os locais de realização das provas e o ensalamento serão divulgados a partir do dia 28 de setembro.

O resultado do Vestibular 2024 da Unespar, será divulgado no dia 22 de novembro de 2023, no site unespar.edu.br.

Confira o edital AQUI.